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Wonder Woman 1984, Uma Explosão Necessária Para Todos Que Curtem Heróis

Wonder Woman 1984, Uma Explosão Necessária Para Todos Que Curtem Heróis

O primeiro filme da Mulher Maravilha foi uma renovada para o universo de filmes conectados da DC. Como um filme de super-heróis liderado por mulheres que não era sombriamente obscuros como os filmes da DC que o precederam recentemente, a Mulher Maravilha ganhou elogios da crítica e dos fãs. E Wonder Woman 1984 chegou muito à tradição do primeiro filme, sendo uma “explosão” necessária para todos que curtem heróis.

O novo filme da Mulher Maravilha começa quase 70 anos após seu antecessor e encontra Diana (Gal Gadot) vivendo uma vida reclusa em Washington. Neste ambiente, ela trabalha no Smithsonian, sai para comer sozinha e veste sua armadura icônica para resgatar gatos das árvores e impedir ladrões de joias incompetentes ocasionais. No percurso, parece que ela deseja parecer discreta em qualquer lugar que vá fantasiada para preservar o pouco de continuidade transmitida em Batman vs Superman, pois a Mulher Maravilha parece mais uma lenda urbana do que um super-herói conhecido e popular nas ruas da cidade.

Wonder Woman 1984 chegou muito à tradição do primeiro filme, sendo uma “explosão” necessária para todos que curtem heróis, além de ser um filme muito divertido!

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Um pouco sobre Wonder Woman 1984

Para começar, entram Barbara (Kristen Wiig), uma nova contratada no museu, e Max Lord (Pedro Pascal), uma personalidade da TV que comanda um esquema que envolve fazer com que pessoas comuns invistam em uma operação de perfuração de petróleo que nunca realmente encontrou nada. A configuração é simples: quando Diana frustra um assalto em um shopping, o Smithsonian confisca vários artefatos do mercado negro, incluindo uma pedra misteriosa que atrai o interesse de Lord, envolvendo os três personagens e desencadeando o resto dos eventos do filme. É uma história simples, mas interessante!

É claro que um dos aspectos mais especulados durante a longa espera pelo lançamento deste filme foi o retorno do personagem Steve Trevor de Chris Pine, que morreu heroicamente no anterior. Em 1984, Diana ainda segura uma vela por Steve, da mesma forma que sua avó fez por seu avô que morreu há cerca de 40 ou 50 anos, pois ela guarda a foto dele e pensa nele com saudade de vez em quando. Faz todo o sentido para uma personagem que passou os anos seguintes concentrando-se em seu trabalho e não se permitindo desabafar com amigos ou ter uma vida social, parecendo satisfeita o suficiente com sua existência secreta e altruísta.

No geral, os críticos do cinema aprovam o filme e classificam como emocionante, sendo ideal para os tempos que estamos vivendo. Além disso, enfatizaram o trabalho bem-sucedido da diretora Patty Jenkins ao seguir um caminho mais inovador.

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Mas lógico, até que Steve aparentemente retorne dos mortos, embora com algumas ressalvas que tornam as coisas muito mais complicadas do que Diana teria preferido. Mesmo assim, a presença de Pine fornece um núcleo emocional ao filme, bem como um pouco de falta de seriedade assistir o ator tentando dar sentido à moda masculina dos anos 1980 enquanto Diana o atualiza em conceitos como calças de paraquedas e pochetes, sendo um dos destaques do filme. Além disso, a inocência de Steve por um mundo muito diferente daquele do qual ele se lembra é contagiante. Você não pode deixar de imaginar o que ele pensaria do nosso mundo em pleno 2020 e podemos nos sentir gratos por este filme se passar em 1984.

Quanto aos novos personagens, tanto Wiig quanto Pascal trazem inovações e a transformação de Bárbara no vilão Cheetah ocorre gradualmente ao longo da história, caminhando sobre uma linha tênue entre a ameaça e a paz que todos desejamos. Mas a humanidade da personagem sempre brilha e Diana rapidamente desenvolve uma amizade fácil, mas a desajeitada e tímida Barbara tem dificuldade em entender por que uma mulher bonita, inteligente e capaz escolheria viver uma vida tão tranquila na cidade.

A escolha do período se encaixa na dinâmica de um clima mais divertido, mas o visual exagerado e colorido dos anos 1980 esconde uma realidade de individualismo exacerbado.

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Quanto ao Max, poderia ter sido um típico “supervilão” enlouquecido por poder, mas Pedro o injeta com vulnerabilidade. De fato, Max Lord quer provar ao mundo, e também ao seu filho, que merece admiração e sucesso como qualquer outra pessoa, mesmo que isso o leve por um caminho lamentável. Pascal fala todas suas palavras com convicção e urgência cada vez mais desesperado, vendendo totalmente que é um caminho que ele como personagem iria percorrer, ao mesmo tempo que o impede de ser um vilão típico.

E o que pode ser dito sobre a Mulher Maravilha que ainda não seja conhecido? Bem, acredito que nada neste momento, pois Gadot passou a incorporar esse personagem tão completamente quanto qualquer ator o fez para qualquer super-herói na história e para todos os efeitos, Gal Gadot é a Mulher Maravilha e continua a ser a perfeição no papel, pois possui a combinação necessária de presença, fisicalidade e humanidade, onde a direção multifacetada de Patty Jenkins, mais uma vez, captura esses muitos lados. 

Wonder Woman 1984 traz novos elementos do folclore da Mulher Maravilha e até retorna a Themyscira para uma divertida cena de abertura, na qual uma jovem Diana se esgueira em uma competição atlética amazônica parecida com as Olimpíadas.

Os anos 1980 passaram a representar uma era de materialismo ganancioso na história da cultura pop e essa nova produção não foge desse retrato. Mas também foi uma época de glamour. Na versão mais rosa desta década, tudo era possível, um lado da era que este filme captura bem. Isso serve para nos lembrar que a realidade é sempre mais complexa e a Mulher Maravilha faz um trabalho melhor explorando este cenário.

Por fim, Wonder Woman 1984 ou Mulher Maravilha 1984 apresenta alguns efeitos cafonas e algumas mensagens ainda mais antiquadas, mas também é uma melhoria em relação ao filme original, principalmente em alguns aspectos importantes, onde a produção anterior foi concluída de uma maneira menos interessante. A mensagem de que cada pessoa no planeta possui uma responsabilidade compartilhada pelo bem comum fica um pouco confusa no final, mas é a mensagem exata de que precisamos agora.

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Reinaldo Vargas

Professor, Streamer, Parceiro do Facebook Gaming e ArenaXbox.com.br, Idealizador do UniversoNERD.Net, integrante do Podcast GameMania e Xbox Ambassador. Jogador de PlayStation e Xbox!

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