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Card Games: Cultura Nerd Esquecida? – Parte 2

Card Games: Cultura Nerd Esquecida? – Parte 2

Olá, nobres nerds! Cá estou de volta para a segunda parte dessa série acerca dos jogos de carta colecionáveis que, conforme vimos na primeira parte, ficaram conhecidos popularmente no Brasil como card games.

Neste post, falarei um pouco sobre os dois títulos que mais fizeram sucesso em nosso país.

Bora lá?

Não há como negar que, até o começo dos anos 1990, poucas eram as pessoas que tinham condição e acesso a esse tipo de jogo. Além de serem relativamente caros, só eram adquiridos por meio de importação. Porém, mais precisamente no ano de 1995, a Livraria Devir lançou no país o jogo que seria o mais popular jogo de carta colecionável de todos os tempos: “Magic – The Gathering”.

Criado por Richard Garfield em 1993, Magic (como é comumente chamado pelos fãs), é um trading card game de estratégia, baseado em turnos no qual os jogadores, como se interpretassem o papel de entidades, duelam entre si invocando criaturas e utilizando as mais variadas magias provindas da energia do mana emanado de cinco elementos distintos. São eles: “As trevas”, “A ordem”, “A natureza”, “A água e o vento”  e “O fogo”.

As trevas: representada pela cor preta, concede mana por intermédio dos terrenos pantanosos. As cartas representam a morte e a cobiça, geralmente possuem a função de destruição e de invocar criaturas sinistras.

A ordem: representada pelo cor branca, é o oposto daquilo que representa as trevas. Sua energia provém de planícies e suas magias e criaturas trazem a paz, justiça e equilíbrio ao jogo.

A natureza: representada pela cor verde, sua energia provém das florestas. A cor verde traz para o jogo o poder devastador da natureza, baseado no crescimento e na força bruta. As criaturas invocadas por essa cor tendem a ser gigantescas e monstruosas.

A água e o vento: com a energia provinda de ilhas, a cor azul representa o conhecimento, astúcia e ilusão. Jogadores que optam por essa cor, tendem a ser os mais estrategistas, pois a forma de vitória ao utilizá-la é por meio do controle de jogo, e não por destruição.

O fogo: representado pela cor vermelha, seu poder é retirado dos terrenos montanhosos. O fogo traz o poder de destruição, impulsividade e a agressividade. Dentre as cores, é a que mais ataca diretamente o adversário.

Vale ser mencionado que há cartas multicoloridas, ou seja, que necessitam de mais de um tipo de energia de mana pra ser invocada. Isso obriga o jogador a jogar com dois ou mais tipos de terreno, ou ter meios próprios de gerar as cores de mana requeridas. A imagem abaixo exemplifica um desses cards tão específicos:

O jogador é livre para montar seu deck (baralho). Esse, deve ter no mínimo 60 cartas e, de preferência, planejado estrategicamente de forma a buscar a vitória na partida por um dos cinco modos pelos quais se pode vencer. São eles:

  • 1º – Zerando os 20 pontos de vida iniciais do jogador;
  • 2º – Fazendo com que o adversário não tenha mais cartas para comprar;
  • 3º – Pelo efeito de uma carta que declare que um jogador perdeu ou ganhou a partida;
  • 4º – Quando um jogador tiver 10 ou mais marcadores de veneno; e
  • 5º – Quando um jogador tiver 21 pontos de dano de um único comandante.

Um dos fatores primordiais para o sucesso de Magic, não só no Brasil, mas também em todo mundo, é o fato de ser extremamente competitivo e, justamente por isso, haver diversos campeonatos oficiais e não-oficiais.

Campeonato Mundial de Magic: The Gathering – 2010, realizado em Chiba, Japão.

Atualmente, Magic: The Gathering continua na ativa. A cada ano, novas edições são lançadas, fazendo surgir novos cards e relançando outros já antigos. Geralmente, é lançado um bloco por ano com três expansões. No momento, o jogo conta com 52 expansões, divididos em 18 blocos.

Algumas cartas ficaram tão famosas por serem extremamente raras que chegam a valer pequenas fortunas. É o caso da antiguíssima e raríssima Black Lotus, que, dependendo de sua edição e integridade, chega a ser vendida pela “bagatela” de R$160.000,00!

Posteriormente a Magic, outros títulos chegaram ao Brasil, porém, não fizeram tanto sucesso. Dentre esses, destaco: Spellfire, Pokémon, Dragon Ball Super Card Game, Vampire: The Eternal Struggle (esse, apesar de possuir uma jogabilidade complexa, é o mais divertido entre os cards games na minha opinião), entre outros.

Um dos únicos jogos que pode ter o seu sucesso comparado ao famoso predecessor é Yu-Gi-Oh!. Criado por Kazuki Takahashi, o jogo foi produzido em 1998 e só chegou em terras brasileiras em meados de 2000.

Bem mais simples do que Magic:The Gathering, o jogo baseia-se em um duelo entre dois jogadores, onde o vencedor é aquele que zerar os 8.000 pontos de vida do adversário ou fazer com que ele não tenha mais cartas para comprar. Os decks são montados com 40 a 60 cartas em média, constituídos de três tipos básicos de cartas: criatura, magia e armadilha, representados, respectivamente, na imagem abaixo:

É evidente que a popularidade de Yu-Gi-Oh! deve-se, em grande parte, ao anime do qual se originou. Mas não é só por isso. O jogo é bastante jogado por ter um cenário competitivo gigante. A cada ano, movimenta competições ao redor do mundo que atraem milhares de jogadores e um grande público.

Torneio classificatório europeu para o campeonato Yu-Gi-Oh! Championship Series, ocorrido em 2014 em Milão, Itália.

Por tudo isso, o jogo continua ganhando popularidade em diversas partes do mundo. Mesmo tendo a Ásia (principalmente o Japão), América do Norte, Europa e Austrália como principais mercados, o card game também tem encontrado adeptos nas outras Américas e também na África.

Não é à toa que, em 2009, entrou para o Guinnes Book como o TCG mais vendido em todo o mundo, atingindo a incrível marca de mais de 25 bilhões de cartas vendidas!

Sem dúvida alguma, tanto Magic: The Gathering como Yu-Gi-Oh!, são os jogos de cartas colecionáveis que mais caíram nas graças dos brasileiros. Mas não podemos negar, também, que a popularidade de ambos está longe daquela que tiveram em seus tempos áureos. A forma eletrônica de praticar esse hobby surgiu e abalou esse mercado. Mas sobre isso, falaremos num próximo post

Até breve, caros amigos nerds!

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Lukas Melo

É Editor e Autor do UniversoNERD.Net. Profissional da área de EaD, aficionado por RPG, hardware e cinema. Porém, não nega outras nerdices.