Saudações, meus caros nerds caçadores de plantão! Tudo bom convosco? Já revelei por aqui que gosto de jogar para o final da lista os filmes e séries que mais estou ansioso para assistir e que já estão selecionados nas minhas bibliotecas, prontos para serem contemplados. Desde o final do ano passado, vim prorrogando para ver um filme que faz parte do universo da minha franquia de ficção científica favorita; e, graças a esse meu costume, por mais uma vez “a expectativa foi a mãe da frustração”. É por esses e outros motivos que, hoje, precisamos falar sobre Predador: Terras Selvagens.

Lançado no começo de novembro de 2025, Predator: Badlands (título original) foi dirigido e roteirizado por Dan Trachtenberg para o gigantesco estúdio 20th Century Studios, agora, infelizmente, sob direção da The Walt Disney Company. Com elenco bem enxuto em decorrência da proposta do filme, valem ser mencionados Elle Fanning, no papel da ciborgue Thia; e Dimitrius Schuster-Koloamatangi, que interpreta Dek, o jovem predador exilado que tenta provar seu valor ao clã, irmão e, principalmente, a seu pai, o grande líder.
Sobre o enredo, mesmo se eu quisesse, não teria muito o que falar: Dek, um inexperiente e aparentemente frágil yautja (nome dado a essa espécie alienígena), para não ser morto pelo próprio pai por não ser tão habilidoso em combate e fisicamente inferior a seu irmão e demais membros do clã, foge para outro planeta a fim de caçar uma criatura poderosa e, assim, provar para sua família e grupo que estão errados em menosprezá-lo.
Basicamente, é uma história à la “jornada do herói”, simploriamente contada em 106 minutos, cujo final você é capaz de deduzir logo após o início do filme.
Dessa vez, no lugar de um caçador aterrorizante, que “toca o terror” em suas presas ao caçá-las implacavelmente, temos um predador fracote e atrapalhado, destinado a fazer as pessoas rirem. Para piorar, no planeta em que aterriza, ele encontra Thia, uma ciborgue falante (e com um excessivo senso de humor, que precisa ser carregada em suas costas por estar sem pernas), além de uma criaturinha fofa e brincalhona, que força em conquistar a amizade do “carrancudo” protagonista.

Se a ideia foi de trazer renovação com a escolha de “humanizar” um ser tido como um dos mais bad_ass do cinema desde o ano de 1987, tirando a sua fama de mal a fim de aproximá-lo e torná-lo afetuoso aos olhos do público, sinto informar que Dan Trachtenberg falhou miseravelmente: a Disney e outras grandes produtoras vêm utilizando essa fórmula há mais de uma década! Malévola, Esquadrão Suicida, Loki, Venom, Cruella, Coringa… a lista é longa e essa tática já perdeu a graça!
Sem dúvida alguma, o ponto mais forte do filme é sua estética impressionante. Mesmo os críticos mais duros reconhecem que o filme possui um visual forte, com cenários alienígenas e criaturas diversas que poderiam enriquecer ainda mais aquilo que conhecemos do crossover Alien & Predador, bastante em alta após o sucesso da série Alien: Earth. No entanto, o espetáculo visual não compensa as fragilidades narrativas, algo que se tornou comum em blockbusters contemporâneos: muita escala, belíssimas cenas de luta, efeitos especiais alucinantes, trilha sonora e som impecáveis… mas tudo repetitivo e sem nenhuma substância dramática.

Por fim, não há motivos para tecer outros parágrafos para justificar minha crítica negativa. Predador: Terras Selvagens é, infelizmente, um filme muito ruim! Com muita coragem, o indico apenas para os espectadores menos exigentes, do tipo que está a fim de dar risadas com as trapalhadas de um trio formado por um yautja desacreditado, um filhote extraterrestre brincalhão e a metade de uma androide falastrona. Já para os amantes de ficção científica que curtem algo um pouco mais bem elaborado, aguentar todos os minutos do longa será uma das maiores decepções que o gênero poderá oferecer.
Abraços e até breve.











