“Kiss Symphony: Quando o Tributo se Torna Espetáculo”

WhatsApp
Telegram
Facebook
LinkedIn
X

Olá, queridos leitores. No dia 28 de março, tive a oportunidade de presenciar um dos maiores covers que existe no Brasil de uma das maiores bandas de todos os tempos: o Kiss, com a apresentação do projeto Kiss Symphony. Estou falando da Kiss Cover Brazil (KCB). Vamos conhecer a respeito?

O Kiss Cover Brazil é considerado um dos maiores e mais fiéis tributos ao Kiss na América Latina, fundado em 2009 e reconhecido oficialmente pelo fã-clube Kiss Army e pelo site KISSONLINE.

A banda recria os shows com maquiagem, figurinos e instrumentos idênticos, incluindo efeitos teatrais como sangue, fogo e guitarras que soltam fumaça e mísseis.

A banda se apresentou com um vocalista diferente do habitual, o que deixou um pouco a desejar, principalmente na apresentação artística. A voz do vocalista era sensacional, mas quando se fala de Kiss, sabemos que conta muito o estilo, principalmente no quesito “performance artística”. Por esse motivo, acho que a apresentação do vocalista deixou um pouco a desejar. Outro aspecto em que a banda falhou foi no atraso significativo para iniciar o show.

Mais que um show, o Kiss Symphony é uma celebração do imortal!

A formação original da banda cover conta com Felipe S. Mendes, interpretando Gene Simmons, que além de baixista é vocalista, recriando os momentos icônicos durante as apresentações. Possui uma forte presença de palco, com voz grave e teatralidade, trazendo o lado mais sombrio e performático do Kiss para o público.

O segundo integrante, Luigi Piovesan, como Paul Stanley, é guitarrista, base e vocal. Interpreta o carismático frontman, com figurinos brilhantes e performance energética. Seu estilo, com voz marcante e interação constante com a plateia, representa o lado mais comunicativo da banda, mantendo o público envolvido durante todo o show. Porém, lembrem-se do que falei anteriormente: nesse espetáculo, o vocalista era outra pessoa!

O terceiro integrante, Allan Juliano, como Peter Criss, é baterista e vocalista, recriando o estilo de Criss com precisão, incluindo o visual felino e a pegada clássica dos anos 1970. Bateria sólida e vocais em músicas como “Beth”, levaram o público ao delírio. Ele dá toda autenticidade ao espetáculo, equilibrando peso e melodia.

E, por último, Guilherme Arce, como Ace Frehley. Guitarrista solo e vocalista, reproduz os solos explosivos e efeitos especiais, como guitarras que soltam fumaça e disparam mísseis. Com estilo de virtuosismo e improvisos que remetem ao estilo original de Frehley, é o responsável pela parte mais técnica e impressionante do show.

A banda seguiu fielmente as características: maquiagem, figurino original, instrumentos e efeitos especiais idênticos, como o baixista que cospe sangue e a guitarra que solta fumaça e dispara mísseis.

O repertório clássico “Detroit Rock City”, “I Was Made for Lovin’ You”, “Rock and Roll All Nite” encantou o público. Com uma duração média de 90 minuto de espetáculo, foram apresentados três atos, apesar de que um desses atos foi tão curto que acredito que tenha passado de forma quase imperceptível para algumas pessoas.

O primeiro ato contou om alguns clássicos da banda, o segundo ato contou com duas ou três músicas acústicas e o terceiro ato com uma mini orquestra, caracterizada igual à banda. Porém, o som da orquestra estava muito baixo e não fez muita diferença na hora do espetáculo.

Vale a pena ressaltar que eles foram eleitos a Melhor Banda Cover do Brasil por dois anos consecutivos pela Rádio Kiss FM (2012 e 2013), citados diversas vezes pelo Kiss Army e pelo KISSONLINE, site oficial da banda e hoje, possuem apresentações em diversos estados do Brasil, além de Paraguai e Argentina.

Contam também com Projetos Especiais como o Kiss for Kids: versão para público infantil, Unplugged, que é a recriação acústica de clássicos, além, caro, desse espetáculo, o Kiss Symphony, em parceria com a Orquestra Rockphonica de São Paulo, recriando o show icônico de 2003 com a Orquestra Sinfônica de Melbourne.

O Local

O show foi realizado no Teatro Claro Mais, localizado dentro do Shopping Vila Olímpia, na Zona Sul de São Paulo. Hoje, é um dos palcos mais ativos, recebendo musicais, shows e espetáculos variados.

História

O espaço foi inaugurado em 2009 como Teatro das Artes, dentro do shopping. Em 2019, passou a se chamar Teatro Claro São Paulo, fruto de uma parceria com a operadora Claro, que buscava ampliar sua presença no setor cultural. Mais recentemente, em 2023, o teatro adotou o nome Teatro Claro Mais, reforçando a ideia de oferecer “mais cultura, mais música, mais arte” ao público.

Desde sua fundação, tornou-se referência em musicais nacionais e internacionais, além de shows de artistas consagrados e espetáculos de humor.
Aqui, entre cortinas e aplausos, a magia acontece.

Hoje, o Teatro Claro Mais mantém uma programação bastante diversificada. Em 2026, por exemplo, recebe o musical Flashdance, além de tributos a nomes como Elton John, Milton Nascimento, Belchior e Legião Urbana. Também estão previstos espetáculos como Mamonas Assassinas – O Legado, Fafá de Belém, O Musical e Marrom, O Musical.

Estrutura

  • Localização: Rua Olimpíadas, 360 – Shopping Vila Olímpia, São Paulo/SP.
  • Capacidade: Aproximadamente 800 lugares.
  • Infraestrutura: Espaço moderno, acessível, com estacionamento e opções gastronômicas.

 

Em resumo, o Teatro Claro Mais é um espaço que combina tradição e modernidade, mantendo viva a cena cultural paulistana com uma programação que mistura nostalgia, homenagens e grandes produções musicais. A apresentação foi excelente e, apesar dos aspectos negativos, me diverti bastante e aproveitei a companhia do meu amado esposo a cada minuto.

A banda possui uma agenda bem cheia e diversificada!

Vale a pena conferir, para quem é fã de uma boa diversão assim como nós.

Até a próxima!

Deixe um comentário

Picture of Paula Vargas

Paula Vargas

Professora de Língua Portuguesa e Inglesa, Pedagoga, além de amante de leitura e Literatura. É editora e autora do Projeto UniversoNERD.Net.