O Começo Da Rede 6G

As futuras redes sem fio de 6ª geração (ou 6G) consistirão em uma infinidade de pequenas células de rádio que precisarão ser conectadas por links de comunicação de banda muito larga do que as redes 5G.. Ainda não temos detalhes de como serão esses equipamentos, que substituirão a tecnologia 5G, mas a transmissão sem fio em frequências terahertz (THz) representa um caminho particularmente atrativo e flexível. Neste contexto, engenheiros do Instituto de Tecnologia Karlsruhe, na Alemanha, apostam nessa solução e acabaram de dar uma demonstração de que as possibilidades de um 6G THz não ficam apenas na teoria. O pesquisador Tobias Harter e seus colegas desenvolveram um novo conceito para receptores terahertz de baixo custo que consistem em um único diodo combinado com uma técnica de processamento de sinais dedicada. Isso representa uma “célula de rádio” minimalista, capaz de operar com um consumo de energia mínimo e baixa emissão de campos eletromagnéticos. Harter destaca: Em seu núcleo, o receptor consiste em um único diodo, que retifica o sinal terahertz, O diodo é do tipo diodo de barreira Schottky, que oferece uma grande largura de banda e é usado como um detector para recuperar a amplitude do sinal em terahertz. A grande dificuldade para a simplificação da tecnologia é que a decodificação correta dos dados exige o aproveitamento da fase dependente do tempo da onda terahertz, que geralmente é perdida durante a retificação. Para superar esse problema, os psquisadores usaram técnicas de processamento digital de sinais em combinação com uma classe especial de sinais de dados, para os quais a fase pode ser reconstruída a partir da amplitude por meio das chamadas relações de Kramers-Kronig; ou seja, uma relação matemática entre a parte real e a parte imaginária de um sinal analítico. Em um experimento de prova de conceito, a equipe demonstrou uma transmissão recorde: uma taxa de dados de 115 Gbit/s e uma frequência portadora de 0,3 THz em uma distância de 110 metros. Ao que tudo indica, e com o andamento das pesquisas, devemos ter uma tecnologia 6G que irá conectar muito mais o Mundo daqui 5 ou 6 anos, além de aumentar a qualidade e estabilidade do sinal de interner. Esperamos! ______________________________________________________________________________ Bibliografia: Inovação Tecnológica e artigo Generalized Kramers-Kronig Receiver for Coherent THz Communications. Revista: Nature Photonics. DOI: 10.1038/s41566-020-0675-0. Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
Agora É A Vez Da Célula a Combustível Sem Membrana Para Alavancar A Tecnologia

Embora esteja em andamento um grande esforço concentrado para inaugurar a chamada “Economia do Hidrogênio“, as Células a Combustível têm sido a grande decepção dessa migração para uma matriz energética mais limpa e sustentável. Vamos saber mais a respeito? As Células a Combustível podem transformar o hidrogênio ou outros combustíveis, que possuem hidrogênio em sua constituição, diretamente em eletricidade, liberando apenas água como resíduo (se usar hidrogênio puro). Mas esse tipo de tecnologia não avançou o quanto se esperava, com equipamentos grandes e pesados e que funcionam em temperaturas altíssimas. Mas uma novidade foi anunciada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Científicas do Canadá! O professor e pesquisador Alonso Zuria, junto com seus colegas, criaram uma célula a combustível sem membrana, que captura o oxigênio diretamente do ar. A membrana de separação é um dos maiores gargalos da tecnologia, com uma predisposição crônica para “entupir”, fazendo o dispositivo parar de operar. O professor Mohamed Mohamedi, coordenador destaca que as células de combustível convencionais são como sanduíches, com a membrana no meio. Em vez disso, optamos por trabalhar em um projeto de camada única. Tivemos que determinar como organizar e espaçar os eletrodos para maximizar o uso do combustível, mantendo em mente a concentração de oxigênio no ar ambiente. A equipe trabalha com células a combustível que transformam etanol ou metanol em corrente elétrica. Esse tipo de célula perde tensão ao longo do tempo, parando de funcionar, pois as moléculas de álcool (metanol ou etanol) no ânodo atravessam à membrana que separa do cátodo. E, quando isso acontece, as moléculas de oxigênio reagem com o álcool, causando a queda na voltagem. O professor Mohamed, destaca: Quando se tira a membrana, o metanol ou etanol reage com o oxigênio, assim como nas células a combustível convencionais. Para evitar quedas de tensão, tivemos que desenvolver eletrodos seletivos no compartimento catódico. Esses eletrodos permanecem inativos na presença de moléculas de álcool, mas são sensíveis ao oxigênio que gera eletricidade. Em um dos testes, o protótipo desta célula de combustível sem membrana alimentou um LED por quatro horas usando 234 microlitros de metanol. Os pesquisadores agora pretendem otimizar esse dispositivo para que possa usar etanol, um combustível “mais verde”, que pode ser produzido a partir de biomassa e de resíduos agrícolas. Além disso, o etanol também fornece mais energia por unidade equivalente de volume. ______________________________________________________________________________ Bibliografia: Inovação Tecnológica e Prospects of membraneless mixed-reactant microfluidic fuel cells: Evolution through numerical simulation. Revista: Renewable and Sustainable Energy Reviews. Vol.: 134 110045.DOI: 10.1016/j.rser.2020.110045. Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
O Material Mais Resistente Ao Calor Foi Sintetizado E Pode Ter Futuro Na Aviação

Por muito tempo, o tungstênio e o diamante ficaram conhecidos como os materiais com as maiores resistências ao calor; ou seja, maior ponto de fusão, pouco mais de 3400ºC e 3500ºC, respectivamente, que é quando o material passa do seu estado sólido para o estado líquido. A medida que a ciência foi avançando, os pesquisadores conseguiram sintetizar (fabricar em escala de laboratório compostos químicos a partir de suas substâncias mais simples) materiais cerâmicos avançados, os quais conseguem aguentar próximo ou até superar os recordistas de longo tempo. E foi exatamente o que aconteceu recentemente, quando pesquisadores russos desenvolveram um material cerâmico com o maior ponto de fusão entre todos os materiais conhecidos. Uma saída para os chamados aviões supersônicos? Com isso, graças a uma combinação única de propriedades físicas, principalmente mecânicas e térmicas, o material sintetizado tem potencial para ser usado nos componentes mais sujeitos ao calor dos aviões, como carenagens na parte dianteira e interior dos motores a jato e até dos futuros aviões hipersônicos, sem contar uma ampla aplicação industrial. O professor Dmitry Moskovskikh, da Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia da Rússia, destaca: Ao sair e entrar na atmosfera, a superfície das asas de um avião espacial podem ser submetidas às temperaturas em torno de 2000°C, chegando a 4000 °C. Assim, quando se trata de tais aeronaves, existe uma questão associada à criação e desenvolvimento de novos materiais que possam trabalhar em temperaturas tão altas. Conheça o Carbonitreto de Háfnio! O objetivo da equipe de pesquisa era criar um material com o mais alto ponto de fusão conhecido, sem perder as propriedades mecânicas que viabilizam seu uso prático. E muitas pesquisas foram realizas! Após muitos estudos, partiram de um sistema triplo de háfnio-carbono-nitrogênio, uma cerâmica conhecida como carbonitreto de háfnio (Hf-CN), que uma equipe da Universidade Brown, nos EUA, havia previsto teoricamente como capaz de apresentar uma alta condutividade térmica e resistência à oxidação. E o trabalho dos norte-americanos fizeram os russos evoluírem até a descoberta deste composto cerâmico único. Usando um método de síntese autopropagável a alta temperatura, a equipe russa conseguiu sintetizar o material HfC0,5N0,35 próximo à composição teórica, com uma dureza de 21,3 GPa, o que é ainda mais alto do que outros novos materiais que ainda são considerados promissores. Mas, se na teoria tudo faz sentido, atingir a maior resistência ao calor é bem mais complicado na prática. Além disso, a pesquisadora Veronika Buinevich, detalha: É difícil medir o ponto de fusão de um material acima dos 4000°C. Então, decidimos comparar as temperaturas de fusão do composto sintetizado com as do ‘campeão’ original, o carbeto de háfnio. Para isso, colocamos amostras de HFC e HfCN compactadas em uma placa de grafite em forma de haltere, e cobrimos a parte superior com uma placa semelhante para evitar a perda de calor. Após os estudos preliminares, a equipe conectou o aparato a uma bateria usando eletrodos de molibdênio e colocou tudo em um ambiente de alto vácuo. Como a seção transversal das placas de grafite não é homogênea, a temperatura máxima foi atingida em sua parte mais estreita. Os resultados do aquecimento simultâneo do carbonitreto e do carbeto de háfnio mostraram que o carbonitreto tem um ponto de fusão mais alto do que o carbeto de háfnio, desbancando o campeão atual, embora as técnicas disponíveis não permitam dizer exatamente que temperatura o novo material suporta. O que se sabe é que o ponto de fusão específico do novo material está acima de 4000°C! Agora, a equipe planeja realizar experimentos para medir a temperatura de fusão por pirometria de alta temperatura usando um laser ou uma resistência elétrica. Além disso, planejam estudar o desempenho do carbonitreto de háfnio em condições hipersônicas, o que será relevante para aplicações na indústria aeroespacial. Isso tudo é engenharia, ciência e tecnologia dos materiais! _____________________________________________________________________________ Bibliografia: Inovação Tecnológica e Artigo: Fabrication of ultra-high-temperature nonstoichiometric hafnium carbonitride via combustion synthesis and spark plasma sintering. Revista: Ceramics International. Vol.: 46, Issue 10, Part B, 16068-16073. DOI: 10.1016/j.ceramint.2020.03.158. Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
A Mão De Metal Líquido É Possível?

A Ficção Científica nos intriga e desde o filme “O Exterminador do Futuro 2“, em 1991, os especialistas em robótica têm-se inspirado no metal líquido, no qual o robô assassino T-1000, enviado de um futuro sombrio, pode se transformar em qualquer pessoa e se remodelar para se recuperar de qualquer tipo de dano. Nas pesquisas ao redor do Mundo, até agora só havíamos conseguido fazer um pequeno “boneco” de metal líquido, o qual não ameaça ninguém, além de gotas de metal líquido que se movem sozinhas, formando gotas maiores. E, embora ainda estejamos há anos-luz de um robô autônomo, o trabalho dos pesquisadores Fanghang Deng e Pu Zhang, da Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos da América (EUA), destaca-se largamente em relação a tudo o que foi feito antes em termos de metais líquidos e suas ligas. Esta equipe conseguiu fazer uma série de protótipos que recuperam suas formas mediante um aquecimento moderado, mas o mais parecido com o “Exterminador do Futuro”, que eles admitem lhes servir de inspiração, é uma mão que se abre lentamente à medida que a treliça de metal se aproxima de seu ponto de fusão. Interessante, não? Uma liga metálica nova! A equipe chama sua luva de “a primeira treliça de metal líquido do mundo”, que fora fabricada com liga de metal tipo Field, uma mistura de bismuto, índio e estanho e batizada em homenagem a seu inventor, Simon Quellen Field. A liga torna-se líquida no ponto de fusão relativamente baixo e de aproximadamente 62ºC. Além disso, a liga é usada como refrigerante de metal líquido em reatores nucleares, mas a equipe demonstrou que ela tem potencial para outras aplicações. Eles usaram o material para construir uma tela metálica e esse novo processo integra impressão 3D, vazamento a vácuo e revestimento, que são usados nos circuitos eletrônicos para protegê-los contra umidade, poeira, produtos químicos e temperaturas extremas. O metal líquido fica no interior de canais nos “fios” da treliça metálica. Quando a mão é fechada, ou a peça é deformada, o metal cede e assume a nova forma. Com o aquecimento, o metal se liquefaz e ocupa novamente os mesmos espaços anteriores, fazendo o objeto voltar à forma original. A deformação e reconformação dos protótipos, voltando ao seu formato original, impressionam visualmente, principalmente quando a câmera é acelerada, uma vez que o retorno ao formato original depende da velocidade do aquecimento da peça. As propriedades que fazem esse mecanismo funcionar podem inspirar inúmeros usos. Quando o metal líquido está em estado sólido, é bastante forte e pode ser manipulado sem riscos, e absorve muita energia quando esmagado. Depois de um aquecimento, ele retorna à sua forma original e pode ser reutilizado, o que seria útil em mecanismos para absorver choques, após o impacto, ficando prontos para a próxima pancada. Em outro exemplo, projetistas de satélites poderiam empacotar estruturas tipo teia de aranha em um pequeno pacote, que se desdobrariam em uma antena quando em órbita. Com as baixas temperaturas do espaço, a liga seria suficiente para manter uma função estrutural. A equipe afirma que o sonho é “construir um robô de treliça de metal líquido”, contanto que seja um robô pacífico e seguro. Vamos esperar! _____________________________________________________________________________ Bibliografia: Inovação Tecnológica e Artigo: Multifunctional liquid metal lattice materials through hybrid design and manufacturing. Additive Manufacturing. Vol.: 33, 101117. DOI: 10.1016/j.addma.2020.101117 Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
Conheça sobre as fibras de nanotubos para substituir os fios de cobre

Os nanotubos de carbono são surpreendentes e apesar de seus usos na eletrônica ultrarrápida e até em aplicações inusitadas, como em exames de DNA (por exemplo), a grande promessa dos nanotubos, desde o seu surgimento, se baseia em sua resistência estrutural, teoricamente capaz de viabilizar a construção de estruturas únicas, resistentes, mais leves e mais econômicos. Mas por enquanto, a grande dificuldade é transformar os nanotubos, que medem poucos nanômetros de comprimento (por isso o nome), em fibras de nanotubos com dimensões utilizáveis em escala humana. Vamos entender um pouco? O Professor e Pesquisador Gang Wang, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos da América, está desenvolvendo uma técnica que permite justamente isso, capaz de fazer os nanotubos de carbono formarem fibras, não por união eletrostática, como ocorre com os fios de algodão, por exemplo, mas por meio de ligações químicas cruzadas e com intensidade forte para dar resistência. Mas como isso é feito? Bem, Gang Wang dispersou moléculas de hidrocarbonetos bromados dentro da matriz de nanotubos. Depois, quando a mistura foi aquecida, os grupos de bromo se soltam e as moléculas se ligam covalentemente aos nanotubos adjacentes (vizinhos mais próximos). O Professor, Joseph Lyding, do grupo de pesquisa, destaca: Quando você aplica uma corrente elétrica através desses materiais, a resistência à corrente é mais alta nas junções onde os nanotubos se tocam. Como resultado, gera-se calor nas junções e usamos esse calor para ligar quimicamente os nanotubos. Este novo tratamento é um processo único e uma vez que essas ligações se formam, a resistência na junção diminui e o material esfria. O difícil foi encontrar a “receita certa” e saber quais moléculas usar, em quais concentrações, e qual a intensidade da corrente elétrica a ser aplicada para grudar os nanotubos. A equipe afirma que o resultado apresentado agora é apenas o primeiro protótipo, mas garante que dá para melhorar muito o processo com uma sintonia fina nos diversos ingredientes desta receita. Uma primeira aplicação para estas fibras que a equipe tem em mente é na substituição dos tradicionais fios de cobre para transmissão de eletricidade, uma vez que os nanotubos são excelentes condutores elétricos e as fibras de nanotubos pesam 10 vezes menos do que fios de cobre da mesma espessura. O próximo passo será sintetizar fibras maiores para aplicações estruturais e que requerem mais carregamentos. Interessante não? Vamos acompanhar a evolução! _____________________________________________________________________________ Referência: Inovação Tecnológica e Artigo Enhanced Electrical and Mechanical Properties of Chemically Cross-Linked Carbon-Nanotube-Based Fibers and Their Application in High-Performance Supercapacitors. Revista: ACS Nano. Vol.: 14, 1, 632-639. DOI: 10.1021/acsnano.9b07244 Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
A era da eletrônica impressa

A eletrônica impressa se constitui por uma série de métodos onde se cria um dispositivo eletrônico ou híbrido (mecânico, fluídico e/ou ótico) pela deposição de tintas e também de pastas funcionais condutoras e/ou semicondutoras, sobre um substrato qualquer (vidro, metais, plásticos, cerâmicas ou materiais compósitos). As aplicações são diversas, como o desenvolvimento de painéis solares orgânicos, supercapacitores e baterias impressas, sensores, microssistemas cerâmicos, antenas, radares, eletrônica flexível, dispositivos eletroluminescentes, dispositivos opto-eletrônicos, entre outros. Os principais setores beneficiados são: automotivo, elétrico, telecomunicações, aeroespacial, mineração, defesa, biomedicina e a chamada eletrônica de consumo. Sobre a eletrônica impressa Recentemente, pesquisadores suecos afirmam ter dado o passo que faltava para levar a impressão de circuitos eletrônicos do laboratório para as fábricas, viabilizando a aplicação da eletrônica em larga escala. O passo decisivo foi a integração entre o novo campo da eletrônica impressa e a eletrônica tradicional, baseada em silício e fabricada pelas técnicas tradicionais de máscara e litografia. A vantagem é que não precisamos misturar diferentes métodos de fabricação: tudo é feito por serigrafia e em relativamente poucas etapas de processamento. A chave é garantir que as diferentes camadas terminem exatamente no lugar certo. Chegamos a era da eletrônica impressa! A impressão de circuitos eletrônicos A impressão de circuitos eletrônicos totalmente funcionais podem ser realizadas em plásticos flexíveis e transparentes ou em qualquer outro material que possua uma superfície que seja possível imprimir. Um primeiro passo foi a criação de telas serigráficas que permitem imprimir linhas extremamente finas, para que as tintas semicondutoras possam formar componentes com precisão e grande densidade por área. Pelo menos três desafios adicionais foram enfrentados desde então: reduzir o tamanho do circuito, aumentar a qualidade, de modo que a probabilidade de todos os transistores no circuito funcionem seja o mais próximo possível de 100%, e a integração com os circuitos baseados em silício, necessários para processar sinais e se comunicar com o ambiente. Um dos principais avanços é que agora é possível usar circuitos impressos para criar uma interface com componentes eletrônicos tradicionais baseados em silício. Os pesquisadores desenvolveram vários tipos de circuitos impressos baseados em transistores eletroquímicos orgânicos. Um deles é o registro de deslocamento, que pode formar uma interface e lidar com o contato entre o circuito à base de silício e outros componentes eletrônicos, como sensores e telas. Isso significa que agora é possível usar um chip de silício com menos contatos, o que exige uma área menor e, dessa forma, é muito mais barato. O desenvolvimento das tintas semicondutoras foi outro elemento decisivo para o processo de miniaturização e também para obter maior qualidade. Esses circuitos integrados de grande escala poderão ser usados, por para alimentar telas eletrocrômicas, sendo elas próprias também fabricadas como eletrônicos impressos. E a tecnologia avança rapidamente! A grande expectativa, contudo, é que a eletrônica impressa dê o impulso final para a fabricação dos circuitos de baixo custo e baixo consumo de energia exigidos pela chamada “internet das coisas“. _____________________________________________________________________________ Referências: Inovação Tecnológia e Artigo: All-Printed Large-Scale Integrated Circuits Based on Organic Electrochemical Transistors. Nature Communications. Vol.: 10, Nº: 5053. DOI: 10.1038/s41467-019-13079-4 Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
A Corrida Pela Supremacia Quântica

Estamos vivendo uma “corrida” para uma nova era computacional, onde Google, IBM, Intel, entre outras, estão envolvidas a todo vapor. Mas se depender das recentes publicações da Google, nas Redes Sociais, a era da chamada “Computação Quântica” já está começando. A Google afirma que seu processador quântico de 54 qubits, chamado Sycamore, resolveu um dos problema que levaria muito tempo ser solucionado pelo melhor “supercomputador” da atualidade. Para quem é leigo no assunto, a palavra quântica, neste contexto, se refere à física quântica, mas precisamente a mecânica quântica, que nada mais é do que a parte da física que estuda dimensões são próximas ou abaixo da escala atômica, tais como moléculas, átomos, elétrons, prótons e de outras partículas subatômicas, muito embora também possa descrever fenômenos macroscópicos em diversos casos. Sobre as pesquisas da Google Se a Google detém realmente tal afirmação, esta seria a primeira vez que uma empresa do setor atingiu a tão esperada supremacia quântica; ou seja, o ponto a partir do qual os processadores quânticos superam definitivamente os processadores eletrônicos clássicos, solucionando problemas que seriam “virtualmente impossíveis” de resolver com a tecnologia baseada na eletrônica. É curioso deixar relatado que a possibilidade de solução existe, mas é matematicamente mais rápida em um processador quântico. O artigo que descreve o feito, publicado pela revista Nature, consiste em pegar um conjunto de números e verificar se são realmente aleatórios, pois a geração de números aleatórios é um mecanismo essencial para a segurança da informação, incluindo a criptografia. Com isso, o processador Sycamore leva cerca de 200 segundos para amostrar uma instância de um circuito quântico. Como comparação, nossos benchmarks atualmente indicam que a tarefa equivalente para um supercomputador de última geração levaria aproximadamente 10.000 anos. Acredite se quiser! Esse aumento dramático na velocidade, em comparação com todos os algoritmos clássicos conhecidos, é uma realização experimental da supremacia quântica para esta tarefa computacional específica, anunciando um paradigma computacional muito esperado por diversos especialistas em muitos países. A equipe deste feito inclui pesquisadores de várias universidades, onde muitos são financiados por entidades públicas, como a Fundação Nacional de Ciências (NSF), dos EUA. O resultado foi obtido com 53 qubits, porque o 54º não funcionou e teve de ser desligado. Em 2018, a empresa apresentou um processador quântico de 72 qubits, chamado Bristlecone, mas que ainda não está funcional e precisa de mais pesquisas. Google versus IBM? Na semana passada, um grupo de pesquisadores da IBM, principal concorrente da Google nesta “corrida” para a construção do primeiro computador quântico prático, também publicou um artigo contestando a argumentação da Google de ter atingido a supremacia quântica. O especialista Edwin Pednault e sua equipe afirmam que o Google não aproveitou totalmente o potencial de armazenamento que a memória do supercomputador eletrônico atual possui. A equipe calculou que o supercomputador faria o mesmo cálculo não em 10.000 anos, mas em 2,5 dias. A discrepância dos valores indicam que precisamos de dados confiáveis e mais pesquisas sendo realizadas nos próximos anos. Não podemos descartar a IBM, pois a empresa possui seu próprio processador quântico de 53 bits, e prefere um limiar mais alto para a supremacia quântica. Por este motivo que bate na tecla de que a Google ainda não atingiu o “macro” para estar na frente da tecnologia. Outra informação é que a Intel tem um processador quântico de 49 qubits e também está no páreo. Tendências e perspectivas Após a publicação do artigo da Google, vários especialistas já se manifestaram a favor de um ou de outro argumento. Faz parte desta “corrida”! “A IBM alega que, mesmo fazendo o maior computador do mundo rodar por 2 dias e meio e usando petabytes de memória, podem simular o que o “chip quântico” faz em aproximadamente 200 segundos. Mas mesmo neste contexto, ainda é uma conquista bastante impressionante e que irá acelerar ainda mais essa corrida. Mas vamos pensar! Embora atingir a supremacia quântica seja um marco histórico, podendo até valer um Prêmio Nobel de Física, alcançar esse ponto não significa que os computadores quânticos estejam prontos para serem usados em problemas reais do mundo. Esta é apenas uma prova de conceito, pois é um protótipo ainda dedicado a uma única tarefa. O maior desafio para as pesquisas atuais e futuras é implementar a correção de erros nos algoritmos quânticos, uma vez que os qubits acumulam erros significativos à medida que os cálculos progridem. Vamos aguardar “cenas” dos próximos capítulos! 🙂 Referência para a pesquisa: Inovação Tecnológica e artigo Quantum supremacy using a programmable superconducting processor. Revista: Nature. Vol.: 574, pages 505-510. DOI: 10.1038/s41586-019-1666-5. ______________________________________________________________________________ Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
O Suporte para o Xbox 360 continua?

O Xbox 360 foi lançado em 2005 e até o ano passado, recebia games inéditos, graças à sua grande base instalada e também em decorrência da grande popularidade de Just Dance na plataforma devido ao Kinect. O velho Xbox 360 ainda respira! Nesses quase 14 anos de mercado, foram mais de 87 milhões de consoles vendidos e a produção só foi descontinuada oficialmente em 2017. Mesmo assim, no segundo semestre do ano passado, recebeu uma atualização corrigindo bugs e melhorando a performance do sistema como um todo. Pois bem, galera, parece que a Microsoft ainda se preocupada de alguma forma com o velho querido, pois começou a liberar mais uma atualização de firmware para o dispositivo. Sem dar maiores detalhes, parece mais uma vez melhorias na performance e correção de bugs. Como comparação direta, a última vez que o PlayStation 3 recebeu um novo firmware ou qualquer atualização neste sentido foi em fevereiro desse ano, sendo que o console foi lançado em 2006. No caso da Nintendo, o Wii U, lançado em 2012, também surpreendeu ao ser atualizado no final do ano passado, quando o atual Nintendo Switch já havia ultrapassado todas as vendas do seu antecessor. O saudoso Xbox 360 ainda vive e podemos dizer que “respira” de certa forma, mesmo com a ótima funcionalidade da retrocompatibilidade com os atuais consoles da família Xbox One. Mas será, agora, a última atualização deste ótimo console? É importante saber … Agora, caro leitor, se você fez coisas que não deveria com o sistema do Xbox 360, como desbloqueio, é importante alertar que uma atualização de firmware pode não apenas desativá-lo, como impedir o funcionamento pleno do console já que é um update que mexe na raiz do sistema, essa que geralmente é adulterada pelos exploits e firmwares customizados. Vale lembrar que, no final do próximo ano, a Microsoft lançará uma nova família de consoles Xbox, até o momento batizado de Project Scarlett. Como este chegará para substituir aos poucos o Xbox One, é difícil crer que o suporte ao Xbox 360 seja continuado e economicamente viável. Sem dúvidas, é uma marca expressiva na história dos videogames! Aqui em casa, ainda temos uma unidade do console, muito bem cuidada, e que está instalada em um dos quartos! E você, caro leitor, ainda tem um Xbox 360? O que costuma jogar nele? Conte nos comentários! 🙂 Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para conhecer o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.