Inovação Reverteria a Crise?

A estagnação da produtividade da economia brasileira nos últimos anos se deve, entre outros fatores, à baixa atividade de inovação do setor industrial, além do próprio encolhimento desse setor, uma vez que o país passa por uma fase reconhecida de desindustrialização. Já parou para pensar nisso? É essencial que a iniciativa privada se interesse em incorporar as políticas e as práticas da inovação. O interesse das empresas em inovar Esta é a avaliação dos participantes de um debate durante o 8º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, evento promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), em São Paulo. O Estado tem o papel importante de alavancar o investimento e o esforço do setor privado em inovação. Mas o protagonismo é da iniciativa privada. Sem uma iniciativa em inovar, as políticas públicas voltadas a fomentar essa atividade serão inócuas. Tecnologia é a palavra da vez Segundo informações divulgadas, existem 307 mil empresas classificadas como indústrias no Brasil, das quais 83% são pequenas empresas. Se um número pequeno dessas empresas inovasse já seria possível, em poucos anos, sair da crise econômica em que o Brasil se encontra, Algumas políticas públicas de apoio à inovação deveriam ter foco não só a inovação disruptiva, baseada em pesquisa e desenvolvimento, mas também na inovação organizacional, pois traz ganhos de produtividade. Outra medida necessária é estimular a difusão de tecnologias existentes, como de internet das coisas (IoT), megadados, robótica avançada e inteligência artificial, que permitiriam ao setor industrial brasileiro se capacitar para atender às exigências da indústria 4.0. Parte das políticas públicas de inovação devem ter esse foco! A busca por incentivos Os participantes do evento lembraram das várias políticas públicas voltadas à inovação criadas no Brasil nos últimos 20 anos. Nesse período foram criadas, por exemplo, a Lei de Inovação, que trouxe uma série de avanços para aumentar a interação entre universidades e empresas em pesquisas e que estabeleceu incentivos fiscais para a inovação no setor industrial. O Brasil conta com inúmeros modelos inovadores de gestão da inovação e com instituições de ciência e tecnologia. Essa experimentação institucional contínua é fundamental para estabelecer um sistema de inovação saudável. Um dos desafios na implementação de políticas públicas voltadas a estimular a inovação, porém, é garantir a segurança jurídica para as empresas fazerem investimentos nessa atividade. É fundamental o entendimento de que a inovação é um processo continuado, pois não podemos ter processos espasmódicos, mas evolutivos, e que garantam o fluxo de recursos necessários para fortalecer a capacidade das empresas. Outro desafio, por fim, é não tratar as políticas de inovação de forma isolada de outras, como as econômicas e sociais, pois as mesmas são transversais e influenciam as políticas econômicas e sociais. Vocês concordam, caros leitores? Vamos conversar mais a respeito. _______________________________________________________________________________ Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.

Brasileiros elevam qualidade dos hologramas

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma nanoestrutura à base de silício cristalino capaz de projetar imagens holográficas tridimensionais. As novas nanoestruturas transmitem com maior intensidade o laser, resultando em imagens mais definidas e sem os chamados fantasmas, comuns nos hologramas. Sobre o novo Holograma em 3D Pelo fato de absorver menos luz em comparação a outros materiais utilizados em holografia, como o silício policristalino e o silício amorfo, o silício cristalino, escolhido pelos pesquisadores para a produção das metassuperfícies, possibilita a transmissão da luz de forma mais intensa. Além do material, a miniaturização dos componentes influenciou na obtenção dos resultados inéditos no campo da holografia. O Professor Augusto Martins, da Escola de Engenharia da USP em São Carlos, destaca: Tais estruturas devem ser energeticamente eficientes, ou seja, a maior parte da luz que incide sobre elas deve ser convertida de forma útil nas aplicações para as quais foram desenvolvidas. Uma das metassuperfícies fabricada pelos pesquisadores trouxe outro diferencial, a possibilidade de observar os hologramas em três dimensões. Para que isso fosse possível, foram projetadas nanoestruturas capazes de codificar dois hologramas simultaneamente, com a técnica de estereoscopia, responsável por proporcionar a sensação de profundidade em vídeos e imagens e obtida a partir do uso de óculos especiais. Essa projeção, chamada de estereograma, pode ser vista a partir da sobreposição de duas fotos de uma mesma cena, gravadas com câmeras adjacentes. As metassuperfícies, uma derivação dos metamateriais que viabilizaram os “mantos de invisibilidade”, são objeto recente de estudo dos pesquisadores de todo o mundo e prometem revolucionar o cenário tecnológico, tanto em aplicações ópticas quanto de micro-ondas. Essa tecnologia pode ser utilizada em diversas áreas, como entretenimento, produção de lentes e até mesmo em segurança da informação. Bibliografia: Broadband c-Si metasurfaces with polarization control at visible wavelengths: applications to 3D stereoscopic holography. Optics Express. Vol.: 26, Issue 23, Page 30740. DOI: 10.1364/OE.26.030740. _______________________________________________________________________________ Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.

Carregamento sem fios pode reduzir vida útil da bateria do smartphone

Você sabia que o modo como carregamos os smartphones (celulares) pelo carregador convencional, ligado à tomada, ou pelo carregamento indutivo, sem fios, pode mudar a expectativa de vida da sua bateria? Bem, caros leitores, esta é a conclusão de Melanie Loveridge e colegas da Universidade de Warwick, no Reino Unido, que compararam três modos de carregamento destes dispositivos, dois deles não envolvendo fios. Sobre o carregamento indutivo O carregamento indutivo permite que uma fonte de energia transmita eletricidade através de um espaço de ar, sem o uso de fios de conexão. A inclusão de bobinas de carregamento indutivo em vários modelos mais recentes de smartphones levou ao aumento rápido da adoção da tecnologia. Em 2017, fabricantes de automóveis anunciaram a inclusão de consoles dentro de 15 modelos para carregar indutivamente dispositivos eletrônicos de consumo, incluindo os smartphones. E em uma escala maior, várias empresas estão considerando a possibilidade de carregar baterias de veículos elétricos dessa mesma maneira. O problema é que esse modo de carregamento gera uma grande quantidade de calor indesejado, o que prejudica a bateria, diminuindo sua vida útil e até comprometendo outros componentes. São várias as fontes de geração de calor associadas a qualquer sistema de carregamento do tipo indutivo, tanto no carregador quanto no aparelho que está sendo carregado. Esse aquecimento adicional é agravado pelo fato de que o aparelho e a base de carga ficam em contato físico, o que significa que qualquer calor gerado em um deles é transferido para o outro por simples condução e convecção térmica. Nos smartphones, a bobina que recebe a energia fica junto à tampa traseira do dispositivo, ao lado da bateria e de todo o restante, o que limita a possibilidade de dissipação do calor gerado dentro ou o proteja do calor advindo do meio exterior. Já pensaram nisso? A questão das baterias e a temperatura envolvida As baterias atuais, normalmente construídas com íons de lítio são dispositivos químicos, onde a teoria de Arrhenuis estabelece que, para a maioria das reações químicas, a taxa de reação dobra a cada 10°C. Em uma bateria, as reações indesejadas que podem ocorrer incluem a taxa de crescimento acelerado nos eletrodos da célula. Isso ocorre por meio de reações redox, que aumentam irreversivelmente a resistência interna, resultando em degradação no desempenho e em falha. Um problema adicional encontrado pelos pesquisadores ocorre quando a bobina do aparelho que está sendo carregado não está perfeitamente alinhada com a bobina do carregador. Nestes casos, os resultados são ainda piores, com maior geração de calor entre os dispositivos. Embora os fabricantes alertem contra falhas catastróficas, como explosões, por exemplo, em temperaturas operacionais acima dos 50 ou 60ºC, uma bateria de íons de lítio com uma temperatura superior a 30ºC é tipicamente considerada em temperatura elevada, expondo a bateria ao risco de uma vida útil mais curta, com outros problemas no uso do dispositivo. Embora a equipe não tenha estabelecido quanto de vida útil a bateria do seu smartphone irá perder em cada caso, o que exigiria observações de longo prazo e uma grande quantidade de aparelhos, para se estabelecer uma média ou algum tipo de padrão. Mas o recado é bem claro: O smartphone aquece com o carregamento de forma indutiva, e a bateria não é compatível com tais temperaturas que são consideradas elevadas para esta aplicação. O carregamento e a redução da vida útil da bateria No caso do smartphone carregado com o carregador plugado na rede elétrica convencional, a temperatura média máxima atingida dentro de 3 horas de carregamento não excedeu 27°C, partindo de uma temperatura ambiente de 25° C e bem abaixo das temperaturas descritas acima. Em contraste, com o smartphone sendo carregado por carregamento indutivo alinhado, a temperatura pode atingir picos de 30,5°C, que se reduziu gradualmente durante a segunda metade do carregamento. No caso de carregamento indutivo desalinhado, o pico de temperatura foi de magnitude similar (30,5º C), mas esta temperatura foi alcançada mais cedo e persistiu por muito mais tempo neste nível; ou seja, 125 minutos, versus 55 minutos para o carregamento corretamente alinhado. A conclusão da equipe é que o carregamento indutivo, embora conveniente, provavelmente levará à uma redução na vida útil da bateria do smartphone. Para muitos usuários, essa degradação pode ser um preço aceitável para a conveniência, mas para aqueles que desejam aproveitar a vida útil mais longa, o carregamento via cabo ainda é recomendado. Referência: Temperature Considerations for Charging Li-Ion Batteries: Inductive versus Mains Charging Modes for Portable Electronic Devices. DOI: 10.1021/acsenergylett.9b00663 _______________________________________________________________________________ Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.

As Novas Tendências Educacionais

Olá, queridos leitores. Todos nós sabemos que o setor educacional vivencia mudanças constantemente. É fundamental para que as instituições e métodos de ensino possam acompanhar o desenvolvimento do mundo todo. E é sobre isso que quero falar com vocês hoje. Quais são as tendências educacionais para 2019? A geração atual já nasce conectada à tecnologia. Para eles, uma rotina que não acompanhe os avanços tecnológicos, simplesmente, pode não fazer sentido. Esses avanços fazem parte das novas tendências educacionais cada vez mais, por isso é necessário que as instituições estejam preparadas para oferecer uma educação de qualidade, com liderança em inovação. Acredito que entre os maiores desafios que o sistema educacional enfrenta, o maior deles é manter o foco na evolução digital. Hoje, a educação digital é bem mais presente no Ensino Superior, mas já vem ganhando um certo espaço na Educação Básica, até mesmo na fase Pré-Escolar. Não basta oferecer dispositivos de última geração e salas superequipadas. É necessário se certificar que a metodologia pedagógica se encaixe em toda essa tecnologia. Outros dois fatores são: a coleta de dados e a aprendizagem ativa. Em todo processo de ensino, o máximo de informações cai muito bem. Quanto mais informações, mais se sabe sobre o aluno e suas preferências. Assim, principalmente no Ensino Superior, é possível uma análise e acompanhamento mais minucioso de cada aluno e um engajamento maior. Já o professor, é visto como um tutor e não como um transmissor de conteúdos teóricos. Uma aprendizagem mais ativa, através da busca do próprio aluno pelo conhecimento, tendo o professor como um guia para auxiliá-lo nesse processo. Para fechar esse quadro, existe ainda o desafio da aprendizagem personalizada e socioemocional. Buscando explorar o que cada aluno tem para oferecer, considerando sua bagagem social e suas habilidades e competências, deve-se levar em consideração o ambiente de aprendizado e o que cada aluno necessita para alcançar seus objetivos. Junto a esse processo, algumas instituições fazem o uso da amplificação de habilidades como a organização e fluência de ideias, capacidade de comunicação e expressão, relacionamento interpessoal, empatia, entre outras. A seguir, veremos algumas novidades que prometem revolucionar a área educacional brasileira, mas que infelizmente, ainda são uma realidade distante para muitas instituições. Vamos lá? Realidade Virtual e Realidade Aumentada A velocidade com que o mercado educacional incorpora algumas tecnologias em seu processo de ensino-aprendizagem ainda é muito lenta. O verdadeiro desafio tem sido encontrar uma forma de adequar o uso das tecnologias ao dia-a-dia das instituições. Mas é impossível ignorar algumas dessas tecnologias, como por exemplo, a Realidade Virtual e a Realidade Aumentada. As possibilidades de se trabalhar com ambas em sala de aula são inúmeras, mas ao mesmo tempo são poderosas ferramentas para se transformar o sistema de aprendizagem. Os benefícios são inúmeros, como: facilidade de memorização, envolvimento e engajamento dos alunos de forma criativa, aprendizado de forma mais rápida, dinâmica e interativa, etc. Consegui dois vídeos de empresas que trabalham com esse tipo de tecnologia e oferecem às instituições esse tipo de serviço. O primeiro vídeo é bem curtinho e da empresa DOT Digital Group, onde ela apresenta soluções para a área de educação. Vejam só: O segundo vídeo também é bem curto e pertence ao canal da empresa RAB – Realidade Aumentada Brasil, onde explica sobre o aplicativo de Realidade Aumentada para Smarthphones. Observem: Byod Esta é uma tendência muito comum no mundo corporativo e agora vem tomando espaço em sala de aula. BYOD (Bring Your Own Device) tem a proposta de que os alunos tragam seus próprios dispositivos para a sala de aula. Dessa maneira, não é necessário deslocar os alunos para o laboratório de informática. Algumas instituições, inclusive, aboliram esse tipo de laboratório. O mais interessante são as possibilidades que existem de exploração do BYOD que vão muito além da sala de aula. Porém, esta é uma estratégia que exige um certo tipo de planejamento. Gera economia para a instituição, porém é comum os danos causados aos aparelhos por falta de cuidados. O ideal seria entrar em um consenso com a comunidade escolar para a compra de equipamentos móveis, com preços acessíveis. Dessa forma, os alunos seriam conscientizados de que é necessário um cuidado maior. Gamificação Quem acompanha o blog sabe que já falei algumas vezes sobre a Gamificação, que é a aplicação de elementos de jogos em outro contexto. É uma forma prática e muito mais lúdica que se afasta totalmente do modelo convencional das escolas. De uma maneira mais clara e leve, o aluno aprende brincando. Inteligência Artificial (IA) e Educação Trabalhando com estatísticas, quanto maior o numero de dados coletados, maior a chance de conhecer o aluno minuciosamente. Dessa forma, é possível acompanhar quais os pontos em que o aluno apresenta certa dificuldade e o que ele precisa focar para corrigir esses pontos. Porém, existe um grande desafio: formar profissionais capacitados para trabalhar com esse tipo de plataforma. Microsoft e a Educação Claro que a Microsoft não poderia ficar de fora. Depois de apresentar várias novidades na Bienal do Livro de 2018, em São Paulo, ela se pronuncia com 3 tendências tecnológicas, além da IA, já citada acima. Vamos conhcê-las? STEM: esta metodologia (sigla para Science, Technology, Engineery e Mathematics – Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) é que mereceu maior destaque no quesito de trabalho multidisciplinar. O aluno coloca a “mão na massa” literalmente, para tentar resolver problemas do cotidiano que exerçam algum impacto na vida dos estudantes: por exemplo, medir a quantidade de água para entender a necessidade de conscientização de seu uso. LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO: algumas instituições já estão adotando a matéria “Robótica” em seu currículo escolar, pois é um assunto que vem conquistando cada vez mais os alunos. Através dela, os alunos podem construir projetos grandes ou pequenos e, muito além disso, o mercado de trabalho oferece inúmeras chances de colocação. ENSINO PERSONALIZADO: para quem foi à Bienal, sabe que a Microsoft apresentou a Sala de Aula de 2030, um local onde os alunos podem desenvolver o crescimento acadêmico e cognitivo de forma

O Supercomputador Que Imita O Cérebro Humano Começa A Funcionar no Reino Unido

Desde que nascemos, em algum momento, já ouvimos falar de computadores tentando imitar o cérebro humano. É interessante destacar que quase sempre, tal assunto estava restrito na área da ficção científica e mesmo quando não estava, era limitado pela tecnologia. Agora, com os avanços da nanotecnologia, dos microprocessadores, sistemas, entre outros, já é possível (mesmo ainda com limitações) construirmos computadores que “imitem” o cérebro humano dentro da nossa tecnologia atual. Sobre o supercomputador que imita o cérebro humano O maior supercomputador neuromórfico do mundo, projetado e construído para funcionar de maneira similar a um cérebro humano, foi ligado pela primeira vez, com nada menos do que um milhão de núcleos processadores. Este supercomputador, chamado SpiNNaker, será capaz de completar mais de 200 milhões de ações por segundo, graças a um milhão de núcleos processadores, cada um tendo 100 milhões de componentes. O nome Spinnaker se originou do termo Spiking Neural Network Architecture, algo como uma arquitetura de rede neural por picos de tensão, em referência aos “disparos” elétricos das sinapses, que fazem a comunicação entre os neurônios. Este projeto faz parte do “Projeto Cérebro Humano”. Um supercomputador neuromórfico Este supercomputador é único porque, ao contrário dos computadores tradiconais, não se comunica enviando grandes quantidades de informações através de uma rede padrão. Em vez disso, imita a arquitetura de comunicação do nosso cérebro, enviando bilhões de pequenas quantidades de informação simultaneamente para milhares de destinos diferentes. Uma equipe de pesquisadores vem trabalhando há 20 anos, dos quais 10 foram gastos na concepção e outros 10 anos na construção dos chips neuromórficos e em sua interligação. Com esta máquina, o objetivo é modelar até um bilhão de neurônios biológicos em tempo real. Mas para se ter uma ideia de escala, um cérebro de camundongo contém cerca de 100 milhões de neurônios, enquanto o cérebro humano é mil vezes maior; ou seja, um bilhão de neurônios equivale a cerca de 1% do cérebro humano, que são interconectados através de aproximadamente 1 quatrilhão (1 seguido de 15 zeros) de sinapses. O professor e pesquisador deste projeto, Steve Furber, da Universidade de Manchester, no Reino Unido, e um dos idealizadores do supercomputador, destaca: Nós, essencialmente, criamos uma máquina que funciona mais como um cérebro do que como um computador tradicional, o que é extremamente estimulante. O objetivo final do projeto sempre foi um milhão de núcleos em um único computador para aplicações de modelagem cerebral em tempo real. Agora conseguimos, o que é fantástico. O desafio é entender o máximo do nosso cérebro Mas a pergunta de interesse neste momento é: Para que servirá um computador com um milhão de núcleos processadores e que imitam a maneira como o cérebro funciona? Bem caros leitores, um dos usos fundamentais do Spinnaker será ajudar os neurocientistas a entenderem melhor como funciona o nosso cérebro. E isso será alcançado executando simulações neurais em tempo real que simplesmente não são possíveis com os computadores tradicionais, por mais potentes que sejam. Até onde pesquisei a respeito, versões do SpiNNaker foram usadas para simular o processamento em tempo real de alto nível em uma série de redes cerebrais isoladas, incluindo um modelo de 80.000 neurônios de um segmento do córtex, a camada externa do cérebro que recebe e processa informações dos sentidos. Uma outra simulação envolve uma região do cérebro chamada gânglio basal, área afetada pela doença de Parkinson, o que significa um enorme potencial para avanços neurológicos, incluindo a simulação de novos tratamentos. Além disso, em áreas mais rotineiras à computação tradicional, o SpiNNaker foi recentemente usado para controlar o robô SpOmnibot, capaz de interpretar informações visuais em tempo real e navegar em direção a objetos específicos. Por fim, em um teste preliminar, o processador neuromórfico superou um processador eletrônico tradicional, abrindo agora possibilidades de várias mudanças no mercado de computadores no geral. O que você acha disso, caro leitor? É uma área que pode ajudar os seres humanos a entender melhor e tratar várias doenças ligadas ao cérebro, mas ao mesmo tempo, perigosa se não for utilizada com muita segurança. _________________________________________________________________________ Fontes: Inovação Tecnológica e Projeto SpiNNaker. Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções. < x >

Conheça O Robô Que Irá Se Mover Sem Motor

Entender a física sempre foi relevante para o desenvolvimento tecnológico, mas cada vez mais, é importante para o desenvolvimento e evolução de várias tecnologias que estão limitadas pela mecânica e suas divisões. A termodinâmica, a eletricidade e a nanotecnologia escondem segredos que aos poucos estão sendo descobertos por pesquisadores e cientistas das respectivas áreas ao redor do mundo. É neste contexto que trago um breve artigo curioso sobre o robô que irá se mover sem motor ou partes mecânicas. Novas estruturas em 3D Recentemente, descobri o termo “robótica mole”, que está se aproximando cada vez mais de seu grande objetivo: imitar os seres vivos. Um grupo de pesquisadores, gerenciado pelo professor Amirali Nojoomi, da Universidade do Texas, nos EUA, criou hidrogéis que executam movimentos complexos e repetitivos, permitindo que as estruturas feitas com o material se movam de forma controlada. A nova estrutura não possui motor ou quaisquer outros mecanismos internos, pois os hidrogéis podem ser controlados externamente, pela ação da luz ou por diferenças de temperatura. Isso permite que sejam programadas para se expandir e contrair de uma forma controlada no espaço e no tempo. A técnica usa hidrogéis sensíveis à temperatura com diferentes graus e taxas de expansão e encolhimento. Em outras palavras, usando uma impressora 3D, a estrutura é programada espacialmente para responder à mudança de temperatura, o que significa programar seus movimentos e suas reações. Sobre algumas aplicações As aplicações potenciais para a tecnologia incluem a robótica mole bioinspirada, músculos artificiais, que são materiais macios que mudam de forma ou se movem em resposta a sinais externos, e matéria programável. O conceito também pode ser aplicável a outros materiais programáveis. O professor Kyungsuk Yum, destaca: Estudamos como os organismos biológicos usam tecidos moles continuamente deformáveis, como músculos, para criar formas, mudar de forma e mover-se, porque estávamos interessados em usar esse tipo de método para criar estruturas em 3D. A robótica e o biomimetismo O biomimetismo é agora parte central da robótica mole, gerando de materiais programáveis que parecem coisas vivas a materiais sintéticos que “morrem” com o tempo. Os objetivos a longo prazo é aproximar-se dos seres vivos com objetivos terapêuticos, incluindo a criação de implantes controláveis e robôs biocompatíveis para serem implantados no corpo. Pois é, caros leitores… Gostaram desta curiosidade? _________________________________________________________________________ Fontes: Inovação Tecnológica e Bioinspired 3D structures with programmable morphologies and motions. Ines M. Amirali Nojoomi, Hakan Arslan, Kwan Lee, Kyungsuk Yum e Angewandte Chemie. Nature Communications, Vol.: 9, Nº.: 3705, 2018. DOI: 10.1038/s41467-018-05569-8 Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções. < x >

O Material Mais Precioso Que Os Diamantes

Sabemos que o diamante é o material mais denso criado pela natureza e até então, um dos mais valiosos do mundo em função de várias características físicas e químicas que agregam valor comercial em diversas aplicações. Entretanto, um grupo de pesquisadores conseguiu formar um material muito poroso, talvez que possui a maior porosidade dentre os fabricados em laboratório ou industrialmente até o momento. Além disso, os mesmos pesquisadores confirmaram que a porosidade é a chave para material de alto desempenho e usados em sistemas que precisamos evoluir muito em tecnologia, como armazenamento de energia (baterias e células a combustível), mas também em tecnologias ambientais, filtros e catalisadores. A chave está na porosidade Pois é, leitores! Não é denso quanto o diamante, mas quanto mais poroso for um material de estado sólido, mais líquidos e gases será capaz de armazenar e mais área de contato irá oferecer para reações químicas. Em outras palavras, é o tipo de material desejado para várias tecnologias que ainda são promissoras. É lógico que nem tudo são vantagens e existem desafios, pois uma quantidade grande demais de poros desestabiliza o material em termos de resistências, principalmente mecânica. É o que acontece, por exemplo, com as promissoras estruturas metal-orgânicas, ou conhecidas como MOFs (metal-organic framework). Ao tentar encontrar o equilíbrio entre porosidade e estabilidade, pesquisadores alemães quebraram um recorde mundial: fabricaram a DUT-60, uma nova estrutura cristalina com a maior superfície específica e o mais alto volume específico de poros (5,02 centímetros cúbicos por grama) entre os materiais conhecidos. A área de superfície específica descreve a soma de todos os limites superficiais que um material possui, incluindo os externos visíveis e os poros internos. E cerca de 90,3% da DUT-60 é volume livre (apenas ar)! Com isto, a estrutura classificada como metal-orgânica pode absorver quantidades gigantescas de gases, o que a torna ideal para armazenagem de gases, como hidrogênio ou dióxido de carbono, por exemplo ou filtrar gases tóxicos do ar. Existem poucos compostos de baixa densidade que são mecanicamente estáveis o suficiente para serem acessíveis a gases sem que suas superfícies sejam destruídas. Agora é hora de investir nos MOFs comerciais O material foi desenvolvido por métodos computacionais avançados e, seguindo a receita, sintetizado em laboratório. O primeiro lote saiu custando alto valor e devido à sua produção muito complicada, o material chega a ser mais caro que o ouro e até mesmo os diamantes, sendo que atualmente, só pode ser sintetizado em pequenas quantidades de no máximo 50 miligramas por lote, segundo os pesquisadores. Stefan Kaskel, da Universidade Técnica de Dresden, compara: Se você imaginar a superfície interna de um grama de zeólita como uma área plana, ela cobriria cerca de 800 metros quadrados, e o grafeno chegaria a quase 3.000 metros quadrados. Um grama de DUT-60 atingiria uma área de aproximadamente 7.800 metros quadrados. A equipe destaca e lembra, contudo, que está trabalhando a todo vapor e que já está produzindo versões de seus MOFs em lotes de vários quilogramas, que serão vendidos como um produto comercial e com preços mais razoáveis. Além disso, estão trabalhando em aplicações de materiais porosos dentro dos campos de armazenamento de gás, pesquisa ambiental, catálise, baterias e filtragem de ar. Com a otimização destes novos materiais, podemos esperar diversos equipamentos eletrônicos evoluírem mais rapidamente e até mesmo o começo da chegada dos veículos à baterias e à células a combustível (com hidrogênio) em diversos mercados e com mais abrangência. _________________________________________________________________________ Fontes: Inovação Tecnológica e artigo Balancing Mechanical Stability and Ultrahigh Porosity in Crystalline Framework Materials. Ines M. Hönicke, Irena Senkovska, Volodymyr Bon, Igor A. Baburin, Nadine Bönisch, Silvia Raschke, Jack D. Evans, Stefan Kaskel. Angewandte Chemie International Edition, 2018. DOI: 10.1002/anie.201808240 Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções. < x >

A Plataforma Que Promete Gerenciar Senhas

Todos já passamos por momentos estressantes por causa de inúmeras senhas que precisamos guardar e administrar ao longo de nossas vidas, principalmente quando nos tornamos reféns do mundo digital. Além disso, todos sabemos também das inúmeras tentativas de alguém desenvolver um software ou um aplicativo para gerenciamento das senhas. Agora, uma ideia diferente está sendo criada e promete segurança, credibilidade e se tornar o seu consolidador de identidades. Vamos conhecer um sistema de código aberto que promete gerenciar todas as suas senhas! A promessa é de segurança com muita credibilidade Pois é, queridos leitores… A ideia de ter um único aplicativo que se responsabilize por todas as suas senhas não é nova e nunca ganhou grande número de adeptos por uma questão muito simples: Por que eu confiaria no seu programa para manipular todas as minhas senhas? Mas tal ideia é boa, por isso a União Europeia decidiu tentar investir na questão da credibilidade. Então vamos conhecer um pouco sobre isso e tentar entender! Um grupo de pesquisadores de vários países se reuniram em torno do Projeto ReCRED, acrônimo para o longo objetivo do consórcio, que se descreve como… … Das identidades do mundo real à preservação da privacidade, com credenciais baseadas em atributos para controle de acesso centrado em dispositivos. Em outras palavras, e na prática, é uma plataforma de código aberto que garante a autenticação para todas as senhas do usuário. A plataforma roda em um aplicativo no smartphone. O coordenador do projeto, Christos Xenakis, da Universidade de Piraeus, na Grécia, destaca: A adoção da arquitetura de autenticação baseada no dispositivo é fundamental para a eliminação das senhas como o principal método de autenticação na web. O foco é a aquisição de identidade Em vez de acrescentar mais um elo fraco na cadeia, o smartphone, a equipe acredita que o método melhora a segurança do usuário final na internet ao usar o aparelho como intermediário de autorização, como se fosse um proxy. Segundo Rubén Cuevas, pesquisador da Universidade Carlos III de Madri, a autenticação e a autorização são simplificadas pelo uso combinado de uma curta informação biométrica (como voz, impressões digitais ou a própria assinatura) e credenciais anônimas (como um pseudônimo). O usuário pode conceder autorização explícita ao ReCRED para acessar cada uma das informações de cada conta online que possui. É uma maneira bem segura de gerenciamento! Para os serviços que exigem um nível mais alto de segurança, foi desenvolvido um módulo de aquisição de identidade física, que verifica todos os atributos de identificação incluídos na identidade física do usuário, como número do passaporte ou documento de identidade, número da conta bancária ou foto. Antonio Fernández, do Instituto de Redes IMDEA, destaca ainda: Nós priorizamos uma autenticação que requer o uso apenas de dados essenciais, que funcionam como credenciais anônimas. Não é necessário verificar o e-mail, por exemplo, já que revelaria a identidade. Então será um consolidador de identidades? E se você perder o smartphone que guarda todas as suas informações de acesso e senhas? Bem, de acordo com as informações reveladas até o momento, o ReCRED já leva em conta esse problema e contará com medidas de segurança adicionais, incluindo funções de bloqueio e recuperação das informações. Uma entidade chamada “consolidador de identidades”, juntamente com as assinaturas fisiológicas e o comportamento do usuário, impedem que um terceiro use seu smartphone para acessar suas contas. E no caso de um usuário perder o dispositivo, poderá recuperar o acesso aos serviços fornecendo autenticação de dois fatores, como atributos pessoais verificados a partir de características físicas ou dados comportamentais biométricos. Interessante, não é mesmo? Para quem desejar saber mais informações, incluindo o repositório para baixar o sistema de código aberto, visite o seguinte endereço do Projeto ReCRED: www.recred.eu. _________________________________________________________________________ Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções. < x >