Olá, queridos leitores. Na semana passada, no dia 26 de julho para ser mais exata, estive com meu marido no Shopping Internacional de Guarulhos e decidimos dar uma olhadinha no Museu do Videogame Itinerante, que por coincidência, estava em seu último dia de aparição no shopping. Como já havíamos visitado esse museu em outras ocasiões, confesso que fui sem muitas expectativas.
Foi ai que me surpreendi. Ficaram curiosos? Vem comigo!
Um pouco sobre o Museu
Para quem não conhece, o Museu do Videogame Itinerante é o primeiro museu de videogames registrado no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e percorre o Brasil desde 2015, levando um acervo único com centenas de consoles históricos e modernos. Ele pertence ao colecionador e curador Cleidson Lima, que junto com sua esposa Janaína Ivo transformou sua coleção pessoal em um projeto cultural de alcance nacional.
O Museu não possui sede fixa; é montado em shoppings e centros culturais pelo Brasil. É o único museu de videogames registrado no Ibram e eleito o mais criativo do país em 2014. Além disso, já recebeu mais de 20 milhões de visitantes em diferentes cidades brasileiras.
Formação do Acervo
Como já citei acima, o acervo foi formado por Cleidson Lima, que é de Campo Grande (MS), ao longo de décadas. Cleidson e sua esposa, Janaína, viajam com o acervo, organizando exçposições e torneios. Atualmente, esse acervo reúne entre 350 e 550 consoles, dependendo da edição e conta com algumas relíquias históricas:
- Magnavox Odyssey (1972), primeiro videogame do mundo.
- Atari Pong (1976), primeiro console doméstico da Atari.
- Fairchild Channel F (1976), pioneiro no uso de cartuchos.
- Telejogo Philco Ford (1977), primeiro console fabricado no Brasil.
- Nintendo Virtual Boy (1995), primeiro a rodar jogos em 3D.
- Microvision (1979), primeiro portátil com cartucho.
Para os amantes de videogame e os nostálgicos, a experiência é única. Para os novatos, além de uma experiência incrível é uma oportunidade de conhecer algo que nem sonhavam que existisse. Muitos consoles estão disponíveis para jogar, não apenas para exposição. Além dos clássicos, o Museu inclui PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch e óculos de realidade virtual. Para completar a experiência, são organizados torneios de jogos, concursos de cosplay, apresentações culturais e simuladores.
O Museu do Videogame Itinerante não é apenas uma exposição de objetos antigos, mas mostra como os jogos evoluíram em gráficos, jogabilidade e narrativa ao longo de mais de 50 anos.
É um espaço de memória, mas também de celebração da cultura gamer contemporânea.
Museu no Shopping Internacional de Guarulhos
Como eu disse logo no início, o Museu do Videogame Itinerante passou pelo Shopping Internacional de Guarulhos em julho de 2026 e foi uma verdadeira celebração da cultura gamer. Em sua edição especial de 15 anos, o evento trouxe um acervo impressionante com mais de 550 consoles, permitindo que o público viajasse por cinco décadas de história dos videogames, dos clássicos dos anos 70 até os lançamentos mais recentes.


Logo na entrada, após o espaço VRLAND, foi montado um corredor, com alguns dos principais consoles, em ordem de lançamento. Achei a ideia bem legal, pois foi como se tivesse uma linha de tempo, nos preparando para o que havia dentro do espaço.

Além da exposição, o museu ofereceu uma experiência interativa completa. Havia fliperamas clássicos, simuladores de corrida, áreas de realidade virtual e arenas dedicadas a títulos populares como Just Dance 2026 e EA FC 26.



Uma novidade, nessa edição, foi a pista de kart com realidade virtual, também do espaço VRLAND, só que na parte interna do museu: combinava uma pista física de kart com cenários digitais em realidade virtual, oferecendo uma experiência híbrida entre corrida real e videogame.

Os torneios diários foram um dos pontos altos, reunindo fãs em competições de jogos como Mortal Kombat, Street Fighter, Tekken, Naruto Storm 4, Dragon Ball FighterZ e Guitar Hero 3. As inscrições eram gratuitas e feitas presencialmente, o que incentivava a participação espontânea.
Outro destaque foi o concurso de cosplay, realizado no encerramento do evento, que trouxe ainda mais cor e criatividade ao espaço. Para completar, apresentações de K-pop animaram o público, mostrando como o museu se conecta não apenas ao universo dos games, mas à cultura pop em geral.
Com entrada gratuita e um novo layout mais imersivo, essa edição marcou a história do projeto, consolidando o Museu do Videogame Itinerante como um dos maiores eventos de preservação e celebração da memória gamer no Brasil.
Como eu disse no início, o Museu do Videogame Itinerante não é apenas uma exposição de consoles antigos e modernos: ele é um espaço de memória, celebração e encontro de gerações. Ao reunir relíquias históricas como o Odyssey e o Telejogo com tecnologias atuais como o PlayStation 5 e o Nintendo Switch, o museu mostra que os videogames são parte fundamental da cultura contemporânea. Mais do que preservar objetos, ele preserva histórias, lembranças e emoções.
Sua passagem por Guarulhos em 2026, com a maior edição já realizada, reforça a importância de iniciativas que aproximam o público da história dos games de forma acessível e interativa. Ao oferecer entrada gratuita, torneios, concursos e experiências imersivas, o museu democratiza o acesso à cultura gamer e inspira novas gerações a conhecerem e valorizarem esse universo.
Assim, o Museu do Videogame Itinerante se consolida como um verdadeiro guardião da memória dos jogos eletrônicos, lembrando que cada console, cada partida e cada história fazem parte de um legado que continua vivo e pulsante.
Até o momento, não há divulgação oficial de novas datas ou locais para 2026. O Museu costuma percorrer diferentes cidades brasileiras ao longo do ano. Para acompanhar novidades, o ideal é seguir o perfil oficial no Instagram: @museudovideogameoficial, onde são publicadas as próximas paradas e inscrições para torneios e concursos. Aproveitem para seguir o perfil e ficar por dentro de todos os passos do Museu. Vale a pena reviver essas lembranças!











