Fibra de Carbono Poderá Ser Reciclada

A fibra de carbono é um material sintético composta de finos filamentos contendo entre 5 e 10 micrometros de diâmetro e composto principalmente de carbono. Cada filamento é a união de milhares de fibras. É uma fibra sintética porque é fabricada a partir da poliacrilonitrila. Possui propriedades mecânicas semelhantes às do aço e é leve como madeira ou plástico. Por sua dureza tem maior resistência ao impacto. O sucesso das fibras de carbono é fácil de atestar pois substituíram os metais em inúmeras aplicações, dos aviões e turbinas eólicas aos carros e artigos esportivos. Ainda assim, não é um material perfeito: Uma vez danificadas, as fibra de carbono são muito difíceis de se reparar ou reciclar. Mas agora, uma solução para essa deficiência pode estar a caminho, pois graças ao trabalho do pesquisador e professor Mithil Kamble e colegas da Universidade de Washington, estamos perto de nova classe de fibra de carbono que é tão forte e leve quanto as fibras tradicionais, mas pode ser “curada” repetidamente com calor, revertendo danos. Com isso, além de permitir consertar as peças danificadas, isso também irá oferecer um meio de quebrar as fibras e reciclá-las quando a peça chegar ao fim de sua vida útil. O novo material compósito faz parte de um grupo recentemente desenvolvido, conhecido como vitrímeros reforçados com fibra de carbono, uma espécie de vidro reforçado, que apresenta uma mistura de propriedades sólidas e fluidas. Os materiais normalmente usados atualmente, seja em artigos esportivos ou aeroespaciais, são polímeros reforçados com fibra de carbono onde se enquadram em duas categorias: termofixos ou termoplásticos. A variedade “solidificada” contém um epóxi, um material parecido com cola, no qual as ligações químicas que o mantêm coeso endurecem permanentemente. A versão “plástica” contém um tipo de cola mais suave, para que possa ser derretida e retrabalhada, mas esse ganho tem um custo, com perdas de resistência e rigidez. Os vitrímeros, por outro lado, são formados por grupos moleculares que podem conectar, desconectar e reconectar, fornecendo um meio-termo entre aqueles dois. O especialista Vashisth descreve: Imagine que cada um desses materiais é uma sala cheia de pessoas,” descreve Vashisth. “Na sala dos termofixos, todas as pessoas estão de mãos dadas e não soltam. Na sala dos termoplásticos, as pessoas se cumprimentam dando as mãos e então passam adiante. Na sala dos vitrímeros, as pessoas apertam a mão da pessoa próxima, mas têm a capacidade para trocar apertos de mão e fazer novos amigos, de forma que o número total de interconexões permanece o mesmo. Essa reconexão é como o material é reparado, e este trabalho foi o primeiro a usar simulações em escala atômica para entender os mecanismos subjacentes a esses apertos de mão químicos. Por fim, a equipe de pesquisa acredita que os vitrímeros podem ser uma alternativa viável para muitos produtos atualmente fabricados a partir de termofixos, algo extremamente necessário porque os compósitos termofixos já começaram a se acumular nos aterros sanitários. Os vitrímeros curáveis seriam uma grande mudança em direção a um material dinâmico com um conjunto diferente de considerações em termos de custo de ciclo de vida, confiabilidade, segurança e manutenção. __________________________________________________________________________________________________________ Fonte: Inovação Tecnologica e Artigo Reversing fatigue in carbon-fiber reinfo. Revista: Carbonv. Para visitar o artigo original, segue o DOI: 10.1016/j.carbon.2021.10.078. Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
Você Sabia Que Facas de Madeira Podem Cortar Bifes Três Vezes Melhor Que O Aço?

Sim, caros leitores! Uma nova tecnologia para endurecer madeira natural permitiu fabricar facas de madeira até três vezes mais afiadas que as facas de aço inoxidável comumente utilizadas no mercado atual. A nova técnica, que torna a madeira 23 vezes mais dura, foi desenvolvida pela equipe do professor Teng Li, da Universidade de Maryland, nos EUA, que já havia criado uma madeira tão dura quanto o titânio, além de esponjas de madeira e até baterias feitas com madeira e também utilizando o sal na sua constituição. Além de cortar melhor do que as facas de aço, as facas de madeira podem ser lavadas e reutilizadas normalmente, como qualquer outro utensílio doméstico, o que as torna uma alternativa para as facas de aço, cerâmica e as descartáveis de plástico. Embora a madeira seja largamente usada na construção civil e na marcenaria de móveis e diversos utensílios domésticos, esse material tem uma resistência inferior à da própria celulose porque é composto de apenas 40% até 50% de celulose, sendo o restante constituído de hemicelulose e lignina, que atuam como aglutinantes. A celulose, o principal componente da madeira, tem uma relação resistência/densidade mais alta do que a maioria dos materiais de engenharia, como cerâmicas, metais e polímeros, mas nosso uso atual da madeira mal toca todo o seu potencial. A equipe do professor Teng Li partiu então para processar a madeira de modo a remover seus componentes mais fracos sem destruir a estrutura interna de moléculas da celulose. E é um processo composto de duas etapas, sendo a primeira, deslignificar parcialmente a madeira. A madeira é muito rígida, mas, após a remoção da lignina, se torna macia, flexível e um tanto mole. Na segunda etapa, realiza-se uma prensagem a quente, aplicando pressão e calor à madeira processada quimicamente, para densificá-la e remover a água. A celulose tende a absorver água, por isso esse revestimento preserva o fio da faca durante o uso e na lavagem na pia ou lava-louças. Depois que a madeira é processado e esculpida na forma desejada, precisa apenas de um revestimento, um óleo mineral, o mesmo produto aplicado em tábuas de carne, para estender sua vida útil. A equipe demonstrou que a madeira endurecida pode ser usada para produzir pregos de madeira tão afiados quanto os de aço convencionais e, ao contrário destes, os pregos de madeira são resistentes à ferrugem. Os pesquisadores provaram através de diversos testes que os pregos de madeira martelando-os para fixar três pequenas tábuas até que ele saísse do outro lado, sem apresentar qualquer dano em sua ponta perfurante. O professor Teng Li espera que, no futuro, a madeira endurecida também possa ser usada para fazer pisos de madeira mais resistentes a arranhões e ao desgaste. O trabalho agora é verificar a viabilidade econômica do processamento da madeira. A primeira etapa requer ferver a madeira a 100ºC em um banho de produtos químicos, que podem ser reutilizados de lote para lote. Para efeito de comparação, o processo usado para fazer cerâmica requer aquecimento destes os materiais. __________________________________________________________________________________________________________ Fonte: Inovação Tecnologica e Artigo Hardened Wood as a Renewable Alternative to Steel and Plastic. Para visitar o artigo original, segue o DOI: 10.1016/j.matt.2021.09.020. Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
O Hidrogênio É Limpo?

O hidrogênio é o elemento químico mais abundante do universo, mas em nosso planeta, apesar da ambulância, o mesmo não se encontra na forma livre e sim ligado a diversos outros compostos na terra, na água, no ar e nos seres vivos. Mesmo assim, é considerado o “combustível limpo” por excelência porque, ao ser queimado, produz água como subproduto. Entretanto, existem diferentes formas de se produzir hidrogênio, e esses processos de produção não são necessariamente limpos. Atualmente, a maioria do hidrogênio é fabricada pela reforma do elemento químico metano presente no gás natural,; ou seja, ainda forma compostos como subprodutos e que são poluentes como qualquer outro combustível fóssil. O rastro de carbono para criar hidrogênio a partir do gás natural é mais de 20% maior do que usar gás natural ou carvão em processos que envolvem queima, como na termoeletricidade, por exemplo; ou cerca de 60% maior do que usar óleo diesel para o mesmo fim. Mas como pode ser um combustível cuja queima não produz subprodutos ser mais “sujo” do que o carvão, por exemplo? Bem, caros leitores! O metano (CH4) é um gás de efeito estufa poderoso, mais de 100 vezes mais forte como agente de aquecimento atmosférico do que o dióxido de carbono (CO2) quando emitido pela primeira vez. O mais recente relatório do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) mostra que o metano contribuiu para o aquecimento global desde o século passado em uma magnitude que equivale a dois terços do efeito do dióxido de carbono, mesmo sendo emitido em quantidade muito menor. A indústria está promovendo o hidrogênio azul como solução, uma abordagem que ainda usa o metano do gás natural, enquanto tenta capturar o subproduto dióxido de carbono. Infelizmente, as emissões continuam grandes. É claro que as forças políticas podem não ter captado essa ciência ainda, mas mesmo os políticos progressistas podem não entender no que estão votando. O termo “Hidrogênio azul” soa bem, como um caminho para o nosso futuro energético e uma geração de energia mais limpa. Como os interesses econômicos nem sempre equivalem às preocupações ambientais, o hidrogênio começou a receber diferentes apelidos. O hidrogênio limpo é chamado “hidrogênio verde”, sendo produzido a partir da eletrólise da água e, num cenário ideal, usando eletricidade produzida a partir de fontes renováveis, sobretudo a solar. Já existe um mercado ofertando hidrogênio verde, mas ainda de pequenas proporções. No cenário ideal, a tecnologia que desponta é a chamada fotossíntese artificial, em que a energia solar é usada diretamente para extrair o hidrogênio da água, sem qualquer poluente. Infelizmente, esta é uma tecnologia ainda em escala de laboratório, mesmo já tendo apresentado quase 20% de eficiência. Enquanto isso, o hidrogênio continua sendo fabricado a partir dos combustíveis fósseis. Esse processo, que agora se demonstrou ser mais poluente do que se calculava, começa com a conversão do metano em hidrogênio e dióxido de carbono usando calor, vapor e pressão. O hidrogênio chamado de cinza se torna o “hidrogênio azul” quando são incorporados processos adicionais para capturar impurezas e pelo menos parte do dióxido de carbono gerado como subproduto. ______________________________________________________________________________ Fonte: Inovação Tecnologica e Artigo How green is blue hydrogen?. Autores: Revista Energy Science & Engineering. Para visitar o artigo original, segue o DOI: 10.1002/ese3.956. Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
Bateria De Sódio Perto De Substituir A De Lítio?

A evolução das baterias é um assunto que muitas pessoas aguardam e Já há algum tempo de espera que as baterias de sódio substituam as tradicionais baterias de lítio, porque são baterias de estado sólido e potencialmente muito baratas, onde o sódio pode ser extraído da água do mar. A evolução só não chegou mais cedo, pois ainda havia um “gargalo” tecnológico para ser corrigido. Esse obstáculo está relacionado em como as baterias de sódio formam os chamados dendritos, que são estruturas na foram de espinho. Essa característica faz com que as baterias de lítio parem de funcionar ou, em determinadas situações, explodam. E esse problema acaba de ser resolvido por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Washington, nos EUA. Essa é uma notícia muito boa para a evolução das baterias! E a solução é curiosa, pois a equipe se livrou do anodo da bateria. Mas como? Vamos entender um pouco? Uma bateria de íons de lítio tradicional consiste em um catodo (negativo) e um anodo (positivo), os quais armazenam íons de lítio; um separador para manter cada um desses dois eletrodos no lugar; e um eletrólito, o líquido através do qual os íons de lítio se movem para fazer o sistema funcionar. Com isso, quando o lítio flui do anodo para o catodo, os elétrons livres saem do coletor de corrente para o dispositivo que está sendo alimentado, enquanto o lítio ruma pelo separador até o catodo. Para recarregar, o processo é invertido e o lítio passa do catodo, através do separador, até o anodo. Nos últimos anos, várias equipes já haviam tentado imitar esse processo com as baterias de sódio, que possuem a vantagem de dispensar o eletrólito líquido, eliminando assim este eletrodo porque o sódio pode simplesmente se acumular na forma metálica. O professor Peng Bai explica: Ninguém tinha mostrado que essa bateria sem anodo pode ter uma vida útil razoável, pois falham rapidamente ou têm uma capacidade baixa ou requerem processamento especial do coletor de corrente. A equipe do professor Peng Bai, contudo, conseguiu agora projetar uma bateria de sódio usando apenas uma fina camada de folha de cobre no lado do anodo. Essa folha de cobre funciona como o coletor de corrente, ou seja, a bateria não tem um material de anodo ativo, como nas tradicionais. Com os resultados da pesquisa, em vez de fluir para um polo positivo, onde permaneceriam até a hora de voltarem para o catodo, os íons de sódio são transformados em metal, revestem a folha de cobre e depois se dissolvem quando chega a hora de retornar ao catodo para que a bateria seja recarregada. Segundo o professor e pesquisador Bingyuan Ma, nessa nova descoberta, não há dendritos e nenhuma estrutura semelhantes, esse modo de crescimento nunca foi observado para esse tipo de metal alcalino. Olhe seu smartphone ou um carro elétrico. Um quarto do custo desses itens vem da bateria. As baterias de sódio usam um metal mais comum e possuem a mesma densidade de energia, além de serem menores, mais leves e mais baratas do que as baterias de lítio. Agora, precisaremos esperar mais um pouco até que a equipe passe dos pequenos protótipos de laboratório para dispositivos mais próximos do uso real. Por fim, baterias mais baratas, eficientes e com maior durabilidade faz parte do desejo de todo mundo que possui smartphone. ______________________________________________________________________________ Fonte: Inovação Tecnologica e Artigo Dynamic Interfacial Stability Confirmed by Microscopic Optical Operando Experiments Enables High-Retention-Rate Anode-Free Na Metal Full Cells. Revista Advanced Science. DOI: 10.1002/advs.202005006. Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
Conheça A Bateria De Plástico Que Recarrega Até 10 Vezes Mais Rápido Que A Tradicional de Lítio

Uma equipe de pesquisadores russos desenvolveram um novo tipo de bateria que pode carregar até 10 vezes mais rápido do que uma bateria de íons de lítio. Além disso, esta nova bateria é mais segura em termos de riscos potenciais de incêndio e também possui menor impacto ambiental. Ao contrário da maioria das pesquisas envolvendo baterias, que trabalham com metais e algumas ligas, o pesquisador e professor Anatoliy Vereshchagin e seus colegas, da Universidade de São Petersburgo, decidiram apostar nos materiais poliméricos mais avançados. Com isso, os polímeros à base de nitroxila são conhecidos como promissores para o armazenamento de energia, apresentando alta densidade de carga e carregamento rápido. Entretanto, nunca deram certo porque apresentam uma condutividade elétrica baixa, o que impede a coleta dos elétrons mesmo quando são usados aditivos altamente condutores. É neste cenário que Vereshchagin e sua equipe encontraram uma solução para essa baixa condutividade em um composto conhecido como salen – salicilaldeído e etilenodiamina, combinados com o metal níquel. O composto do metal-polímero resultante (Ni-Salen) funciona como um fio molecular, ao qual se ligam as moléculas de nitroxila, que passam então a contar com uma fiação altamente condutora de elétrons. O professor Oleg Levin, destaca: Esses compostos podem ser usados como uma camada protetora para cobrir o cabo condutor principal da bateria, que de outra forma teriam que ser feitos dos materiais das baterias de íons de lítio tradicionais. Além disso, podem ser usados como um componente ativo como materiais de armazenamento de energia eletroquímica. Uma nova concepção de bateria Dos vários polímeros sintetizados pela equipe, apenas um se mostrou suficientemente estável e eficiente para a finalidade desejada, pois sua cadeia principal é formada pelo complexo de níquel com ligantes salen, à qual foi adicionado, por meio de ligações covalentes, um radical livre estável, de rápida oxidação e redução. A equipe afirma que uma bateria fabricada com esse polímero irá começar o carregamento em alguns segundos e cerca de 10 vezes mais rápido do que uma bateria de íons de lítio tradicional. Isso já foi demonstrado por meio de uma série de experimentos, mas ainda fica para trás em termos de capacidade, pois é de 30 a 40% menor do que as baterias de íons de lítio. A equipe já fabricou um cátodo (eletrodo positivo) adequado para a bateria e agora está se voltando para o ânodo (eletrodo negativo). O protótipo apresentou uma capacidade específica de até 91,5 mAh por grama de material, retendo 87% de sua capacidade teórica. Quanto à durabilidade, a retenção de carga foi de 66% após 2.000 ciclos de carga e descarga. Essa nova bateria é capaz de operar em baixas temperaturas e será uma excelente opção onde o carregamento rápido é essencial. Por fim, a equipe informa que a bateria é segura de usar e não há nada que possa representar um perigo de combustão, ao contrário das baterias à base de cobalto que ainda são largamente usadas, além de causar menos danos ambientais, pois o níquel está em pequena quantidade. ______________________________________________________________________________ Fonte: Inovação Tecnologica e Artigo The Fast and the Capacious: A [Ni(Salen)]-TEMPO Redox-Conducting Polymer for Organic Batteries. Revista: Batteries and Supercaps. Vol.: 4, Issue 2 p. 336-346. DOI: 10.1002/batt.202000220. Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
Serviços On-line: O Que Está Por Trás Dos Jogos Gratuitos Na Xbox Live E PlayStation Network

Como estão, meus amigos? Tudo bem? É com muito prazer que inicio minha participação neste incrível portal: o UniversoNERD. Com um conteúdo incrível e voltado à “cultura nerd”, sinto-me em casa para trazer assuntos variados e que fazem parte do nosso dia a dia. Nesta minha primeira participação, gostaria de abordar um assunto recorrente dentro da comunidade gamer: OS SERVIÇOS ONLINE PARA CONSOLES. Afinal, o que são estes serviços? PSN PLUS e XBOX LIVE, Como funcionam? São iguais? Um é melhor do que o outro? Espero poder contribuir um pouco mais a respeito do tema. Um produto em franca expansão Para começarmos, gostaria de fazer um breve resumo da história dos dois principais serviços já criados para os consoles: a Xbox Live e a PlayStation Network. Lançada em 2002, a Xbox Live foi o primeiro grande serviço lançado para videogames. Fazendo parte do ecossistema de games criado pela Microsoft, a Xbox Live se mantém ativa há quase 20 anos, sendo um dos grandes trunfos da plataforma. Já a PlayStation Network, foi apresentada ao público somente em 2010. Surgindo mais tardiamente, a PSN fez sua estreia no PlayStation 3 e trouxe a capacidade de comunicação e de armazenamento de dados online aos consoles PlayStation. Atualmente, tanto a Xbox Live quanto a PlayStation Network são serviços consolidados que possuem a soma aproximada de 200 milhões de usuários ativos. Conectando consoles através da Internet Considerando o gigantesco número de usuários conectados on-line dentro das plataformas de serviços, surgem também algumas perguntas: qual é o custo de armazenar tanta informação? Como gerenciar os diversos subsistemas? Como administrar tantas informações pessoais, de jogos salvos, de jogos comprados e de mídia produzida? Como pagar tudo isso? A resposta: através das assinaturas. A assinatura nada mais é que o repasse do custo de manutenção destes serviços. Para trabalhar com tantas informações, as plataformas precisam de grandes estruturas de armazenamento de dados, capazes não só de armazenar, como também de processar e gerar informação aos sistemas das empresas, além de enviar estas informações aos consoles dos usuários. Estas estruturas são chamadas de Data Centers. Além deles, existe também, a necessidade de uma infraestrutura de rede capaz de alimentar e distribuir as informações processadas em tempo real. Toda essa infraestrutura computacional tem um custo muito alto. Além disso, os custos não estão limitados aos custos de hardware, mas também aos custos de administração (pessoas) destes recursos de Tecnologia da Informação. Esta conta toda cresce proporcionalmente ao aumento do número de usuários ativos em cada uma das bases e a forma encontrada pelas empresas para diminuir os gastos com toda essa estrutura, foi através do rateio das despesas de manutenção, entre empresa e os próprios usuários. A grande sacada foi apresentar este “custo de manutenção” de uma forma bastante criativa, dando ao assinante, a sensação de estar comprando um pacote de utilidades para o seu console. Por isso, surgiu a ideia de disponibilizar também a licença de jogos, em troca do pagamento mensal. Sem um benefício mais claro, como as empresas convenceriam o usuário de participar desse “rateio”? Para as empresas, esse “rateio” da conta com o usuário é essencial. Não é possível manter a lucratividade das plataformas, se os gastos com infraestrutura forem pagos com os ganhos em jogos, acessórios e consoles. Isso, sem dúvidas, limitaria a capacidade de investimento das empresas em ampliação da estrutura e também no desenvolvimento de novos produtos. Além disso, a única forma viável (atualmente) de termos recursos de TI em grande escala de forma rápida e com menor custo possível, é contratando serviços de empresas terceirizadas especializadas. Empresas bilionárias, mas em ramos diferentes Hoje, a Microsoft é uma das líderes mundiais em soluções em armazenamento de dados, através da sua plataforma Azure (imagem abaixo). Isso permite que a Xbox vislumbre não só o mercado de serviços tradicionais, mas também a disponibilização de jogos como o serviço GamePass e também na sua plataforma de streaming: o Xcloud (estes serão assuntos para outras conversas). Enquanto isso, a Sony precisa buscar soluções de terceiros, como a própria Microsoft, buscando resolver suas dores relacionadas à infraestrutura de TI. Isso faz com que as estratégias de mercado da PlayStation, sejam um pouco mais cautelosas em relação aos serviços on-line, mesmo considerando a grande base de usuários e também o serviço de assinatura de games como serviço: o PlayStation Now. Talvez seja esta a maior diferença entre as duas plataformas no que diz respeito a serviços. A Microsoft por ser uma das gigantes da TI, tem promovido o crescimento da plataforma Xbox em cima das suas próprias estruturas, enquanto a Sony precisa a cada passo, correr atrás de empresas que lhe forneçam tais recursos. Particularmente, vejo uma necessidade maior da Sony em captar assinantes neste momento, diminuindo sua parcela nos gastos de manutenção, o que pode justificar um investimento maior na PS Plus, seja através de jogos de maior valor ou oferecendo um catálogo de jogos interessantes para quem já fizer o salto de gerações neste momento (PlayStation Plus Collection). Já Microsoft e Xbox, tentam se antecipar ao futuro, onde a concorrência talvez não seja com Sony e/ou Nintendo, mas sim com Apple, Google e Amazon, suas atuais rivais do setor de TI. Sair na frente neste “jogo”, pode dar a empresa de Redmond uma vantagem essencial. Nós, como usuários deste tipo de serviço, sempre questionamos e comparamos um com relação ao outro. Isso é inevitável, uma vez que estas empresas disputam o mesmo mercado. Cabe a nós, escolhermos aquilo que faz mais sentido para o nosso entretenimento. Seja na Xbox Live, na PSN Plus ou até mesmo no recente serviço on-line da Nintendo, nós devemos aproveitar os que os games e os serviços nos proporcionam de melhor: a capacidade de estarmos conectados e jogando juntos. Em breve, falaremos um pouco mais dos games como serviço! Até lá! ______________________________________________________________________________ Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além
Conheça O Robô Que Não Precisa De Qualquer Circuito Eletrônico Para Se Mover

Para quem gosta de robótica ou áreas correlatas, dificilmente imaginaria que existisse um tipo de robô macio, com “quatro patas” e que não precisa de nenhum circuito eletrônico para funcionar ou guiar seus movimentos. Este robô precisa apenas de uma fonte constante de ar-comprimido para todas as suas funções, incluindo seus controles e sistemas de locomoção. É um projeto bem interessante para se conhecer! Pois é, galera! Este é um trabalho que representa um passo fundamental, mas significativo, em direção a robôs móveis totalmente autônomos e sem circuitos eletrônicos e que está sendo supervisionado pelo professor e pesquisador Dylan Drotman, da Universidade da Califórnia em San Diego. As aplicações em vista incluem robótica de baixo custo para entretenimento e brinquedos e robôs que podem operar em ambientes onde a eletrônica não pode funcionar, desde o interior de máquinas de ressonância magnética até minas subterrâneas. Esse tipo de robô é de particular interesse porque se adapta facilmente ao ambiente e opera com segurança perto de humanos. Um pouco mais sobre o robô mole A grande maioria desses robôs chamados de macios são movidos por ar pressurizado, mas controlado por microprocessadores eletrônicos. Funciona, mas exige componentes bastante complexos, como válvulas e bombas acionadas por atuadores, que nem sempre cabem dentro do corpo do robô e a forma talvez precisa ser repensada pelos engenheiros. O novo protótipo é controlado por um sistema leve e de baixo custo de circuitos pneumáticos, composto de tubos e válvulas flexíveis, tudo interno. O robô pode andar sob comando ou em resposta a sinais que detecta do ambiente. O professor Michael Tolley, cuja equipe vem trabalhando há alguns anos em sistemas de percepção robótica, destaca: Com nossa abordagem, você poderia fazer um cérebro robótico muito complexo. Nosso foco aqui era fazer o sistema nervoso movido a ar mais simples necessário para controlar o andar. O robô foi inspirado no modo como os reflexos dos mamíferos são guiados por uma resposta neural da espinha, em vez do cérebro. Os circuitos neurais dos animais, chamados geradores de padrões centrais, são formados por elementos que podem gerar padrões rítmicos para controlar movimentos como caminhar e correr. Com isso, a equipe construiu um sistema de válvulas que operam como osciladores, controlando a ordem na qual o ar-comprimido entra nos componentes que fazem a função muscular do robô. Por fim, o robô também é equipado com sensores mecânicos simples, pequenas bolhas macias cheias de fluido, colocadas na extremidade das barras que se projetam do corpo. Quando as bolhas são pressionadas, o fluido aciona uma válvula que faz com que o robô mude de direção. Muito interessante, não é mesmo? _____________________________________________________________________________ Fonte: Inovação Tecnologica e Artigo Electronics-free pneumatic circuits for controlling soft-legged robots. Revista: Science Robotics. DOI: 10.1126/scirobotics.aay2627. Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
Conheça O Aparelho Que Resfria O Ar E Aquece Água Ao Mesmo Tempo e Sem Eletricidade

Nos últimos anos, com o avanço dos materiais, tem crescido o interesse na chamada refrigeração passiva, que nada mais é do que o tipo de resfriamento que envia o calor para o espaço sem gastar energia. Além de diminuir o gasto de energia dos sistemas de ar-condicionado, várias equipes estão tentando mesclar a refrigeração passiva com materiais trabalhados em nanoescala para refletir ou para aproveitar o calor do Sol que incide sobre os edifícios e diversas outras construções. Um sistema híbrido? O Professor e Pesquisador Lyu Zhou, além de seus colegas da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos da América, conseguiram fazer um progresso significativo nessa área, pois criaram um sistema híbrido muito simples que conseguiu feitos notáveis sem gastar nada de eletricidade. O novo dispositivo conseguiu: Reduzir a temperatura dentro de um sistema em um ambiente externo, sob luz solar, em 12ºC; Diminuir a temperatura de uma caixa de teste projetada para simular a noite em mais de 14ºC; E capturar simultaneamente calor solar suficiente para aquecer água a cerca de 60ºC. Embora o protótipo tenha apenas 70 centímetros quadrados, a equipe garante que pode ser ampliado para cobrir telhados inteiros, permitindo reduzir a dependência de combustíveis fósseis e eletricidade usados pelos sistemas de ar-condicionado e aquecimento. Além disso, também poderá ajudar comunidades com acesso ilimitado à eletricidade. O Professor e Pesquisador Qiaoqiang Gan, destaca: Nosso sistema não desperdiça a entrada de energia solar. Em vez disso, essa energia é absorvida pelos espelhos seletivos do espectro solar e pode ser usada para aquecimento de água, algo que é usado como um dispositivo energético eficiente em países em desenvolvimento. Ele pode reter os efeitos do aquecimento solar e do resfriamento passivo em um único sistema sem a necessidade de eletricidade. O dispositivo refrigerador/aquecedor consiste essencialmente de dois espelhos, feitos com 10 camadas extremamente finas de prata e dióxido de silício, dispostos em formato de V. Os espelhos absorvem a luz do Sol, transformando a energia solar das ondas visíveis e do infravermelho próximo em calor, que é então usado para aquecer a água. Além disso, os mesmos espelhos refletem as ondas do infravermelho médio de um “emissor” que então reflete o calor para o céu em um comprimento de onda para o qual a atmosfera terrestre é transparente, ou seja, o calor vai literalmente para o espaço. Uma das principais inovações desse sistema é a capacidade de separar e reter o aquecimento solar e o resfriamento passivo em diferentes componentes em um único sistema. Durante a noite, o resfriamento passivo é fácil porque não temos entrada solar, então as emissões térmicas simplesmente cessam e executamos o resfriamento radiativo com facilidade. Por outro lado, o resfriamento diurno é um desafio porque está chegando a luz do Sol constantemente e diretamente. Nessa situação, será necessário encontrar estratégias para separar o aquecimento solar da área de resfriamento. E esse é justamente o papel do emissor de calor, a caixa que fica no centro do “V”. Por fim, o protótipo alcançou uma densidade de potência de resfriamento de 280 Watts por metro quadrado. A capacidade de aquecimento, em torno de 60ºC, é significativa, mas a equipe planeja trabalhar para superar os 100ºC, o que permitirá a geração de vapor de água, que pode ser usado não apenas para aquecimento, mas também para gerar energia elétrica. _____________________________________________________________________________ Fonte: Inovação Tecnologica e Artigo Hybrid concentrated radiative cooling and solar heating in a single system. Revista: Cell Reports Physical Science. DOI: 10.1016/j.xcrp.2021.100338. Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.