Nova Seção Cultura e Sociedade: O Necessário Combate à Desinformação

É com grande alegria que recebemos mais esse espaço no UniversoNERD.Net: a coluna Cultura e Sociedade, que tem o objetivo de socializar e problematizar temas e conceitos, trazer análises fundamentadas e coerentes sobre as questões que atingem nossas vidas direta e indiretamente, todos dias. Nesse novo espaço, buscaremos publicar com regularidade textos e indicações de leituras, vídeos, filmes e outros materiais que possam contribuir para o esforço de combate à desinformação que hoje percebemos que circula em grande quantidade e capilaridade, sobretudo nas redes sociais. Desde a popularização da internet, intensa nos últimos 15 anos, para além das vantagens óbvias dessa revolução nos meios de comunicação, governos e instituições universitárias em todos os países têm debatido os problemas culturais e sociais trazidos por formas indevidas e até criminosas de utilização da rede mundial. São problemas que vão desde as diferentes modalidades de cybercrimes, tais como fraudes eletrônicas, violação de dados privados, cyberbullying, redes de comercialização de pornografia infantil; até problemas mais generalizados como a divulgação de fake news e toda sorte de manipulação ideológica e disseminação de desinformação, com graves consequências culturais, sociais e políticas. Parece ser um triste consenso hoje, que as instituições de ensino e os educadores, sobretudo no Brasil não encontram forças para que, sozinhos, possam fazer frente ao potencial de “deseducação” da internet. São milhares de sites, blogs, canais de YouTube, despejando diariamente uma gigantesca enxurrada do que poderíamos chamar de “lixo comunicativo” na rede. Embora se trate de problemas em escala mundial, no Brasil, as consequências são ainda mais graves, uma vez que existe uma deficiência estrutural crônica da rede pública de educação, instalada há décadas. No Brasil, também há décadas, ocorreu a desvalorização da carreira docente e seu desprestígio social; para além, a obsolescência dos recursos tecnológicos disponíveis aos educadores e até mesmo a degradação física das instalações escolares. Isto significa que cada vez mais, as novas gerações têm apresentado lacunas formativas graves, resultando em desesperador quadro de analfabetismo funcional da população brasileira. Portanto, podemos perceber que a maioria de nossos jovens e jovens adultos se encontram desprovidos de instrumentos de expressão e de crítica, para poderem identificar e descontruir discursos ideológicos e falaciosos que circulam massivamente na internet. Sendo assim, o UniversoNERD.Net soma-se aos esforços coletivos de barragem da desinformação circulante na rede, colocando conteúdos produzidos por educadores com sólida formação em suas respectivas áreas, textos fundamentados com indicação das fontes, de forma transparente e crítica, em linguagem acessível ao público mais amplo. Isso já ocorria em sua tradicional seção “Ensino”, abortando temas de tecnologia, ciência, educação e literatura e agora, amplia seu escopo abrangendo temas e debates em torno de questões sociais e de cidadania, com base na Filosofia, História, Geografia, Sociologia, Ciência Política, Antropologia, temas estes tão fundamentais em nosso cotidiano, tudo em linguagem mais acessível ao grande público. Fiquem ligados em nossas próximas publicações também na seção “Cultura e Sociedade”! ________________________________________________________________________________ Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
Jogando Com O Tempo: O Passado No Mundo Dos Games

O passado sempre foi um repositório farto para a composição de atmosferas, cenários, elementos, fundos ou fios de tramas nos diversos gêneros literários. Grandes obras literárias constituem testemunhos importantes de sua época e quando seus autores escolhem o passado como palco de sua escrita, a literatura se coloca como uma forma de reconstrução de um tempo imaginado. Os diversos gêneros literários apresentam as mais variadas formas criativas com as quais a linguagem pode se relacionar com a temporalidade, decorrendo daí profundas implicações estéticas, psicológicas, filosóficas e políticas. A própria historiografia, antes de reivindicar o estatuto de ciência no século XIX, era considerada uma variação de narrativa literária. O passado nos grandes clássicos da literatura As grandes guerras, feitos ou fatos heroicos, míticos ou históricos, constituem a identidade de um povo e poderão ser eternizados nas epopeias ou poemas épicos, tais como a guerra de Troia na Ilíada e na Odisseia de Homero (séc. VIII a.C.), para os gregos, ou ainda, na Eneida de Virgílio (séc. I a. C.) para os romanos. Na passagem do Medievo para a Modernidade, o modelo da poesia épica clássica foi retomado pelo movimento artístico chamado de renascimento cultural por poetas do calibre de um Dante Alighieri em a Divina Comédia, publicada no início do século XIV, sintetizando a cosmovisão medieval com base na Suma Teológica de Tomás de Aquino no século XIII. O épico Périplo Africano realizado entre 1497 e 1498 pelo navegador Vasco da Gama, narrado por Camões em Os Lusíadas, é a grande referência desse gênero literário para a língua portuguesa. Muitos autores do romantismo literário europeu do século XVIII apresentam um medievalismo idealizado como forma de reação ao racionalismo ilustrado. Bebem nos Romances de Cavalaria medievais para compor narrativas que retratam as origens dos povos, das línguas e países da Europa, buscando compor personagens comparáveis ao mítico Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda. Como não lembrar daquele que é considerado o marco do romance moderno, Dom Quixote (1605) de Miguel de Cervantes. No romantismo brasileiro, indianista, expresso nas obras O Guarani (1857) e Iracema (1865), ambas de José de Alencar, idealiza-se o índio do século XVI, equiparado a um cavaleiro medieval, inspirado também na noção de “bom selvagem” do filósofo francês Jean-Jacques Rousseau (1712-1778). O medievalismo romântico está presente também em outra vertente, a literatura gótica, tangenciando ao gênero de terror/horror, que estreia no século XVIII inglês, com O Castelo de Otranto (1764), de Horace de Walpode, abrindo todo o universo dos segredos do passado, dos manuscritos escondidos, das profecias e maldições povoadas por donzelas e cavaleiros enfrentando fantasmas, bruxas, demônios, vampiros, lobisomens e toda sorte de monstros que corporificam a estética do mau, do feio, do macabro, do sublime nos cenários tétricos e noturnos de castelos ou casarões, igrejas e monastérios, labirintos e florestas, cemitérios e ruínas que posteriormente popularizaram a arquitetura gótica nas animações e no cinema. O século XIX viu surgir outro tipo de romance ainda mais relacionado com o passado, o Romance Histórico, cujo precursor foi o escocês Sir Walter Scott, gênio por traz de Ivanhoe (1820), que narra a guerra entre saxões e normandos no século XII, obra que contribuiu para perenizar a memória do rei da Inglaterra, Ricardo Coração de Leão e seu irmão e sucessor João Sem Terra. Inspirados no modelo de Walter Scott, outros romances históricos foram extremamente populares em sua época, tais como as obras do francês Alexandre Dumas, autor de nada menos que Os Três Mosqueteiros (1844) e O Conde de Monte Cristo (1844), para citar apenas as obras mais conhecidas em função da popularização trazida pela série de animação e pelo cinema. Outro romance histórico que se transformou em um clássico da literatura universal é Guerra e Paz (1865), do russo Leon Tolstoi, que aborda as guerras napoleônicas em território russo. O passado na indústria cultural: literatura, cinema, televisão e HQs No século XX e XXI se desenvolverá a Fantasia e seus subgêneros, momento em que a indústria cultural se apropriará dos Contos de Fadas, sobretudo daqueles que chegaram a nós graças às compilações francesas de Charles Perrault, no século XVII, e alemãs, dos famosos Irmãos Grimm, no século XIX, construindo um gigantesco empreendimento cultural. Além das famosas animações longa-metragem que construíram o império de Walt Disney, como Branca de Neve e os Sete Anões (1937), Pinóquio (1940) e Cinderela (1950), os Contos de Fadas servirão de inspiração para outro gênero literário que toma o passado, sobretudo o medieval, como grande quadro de referência, a Alta Fantasia. Praticamente todos os elementos do imaginário folclórico antigo e medieval já estava incorporado nos Contos de Fadas e serão novamente apropriados pela Alta Fantasia: dragões, fadas, elfos, anões, gigantes, gnomos, goblins, grifos, sereias, animais antropomórficos, trolls, bruxas, unicórnios, etc. A Alta Fantasia, por sua vez, inspirará o surgimento do Role-Playing Game (RPG), uma bem-sucedida experiência de fusão das linguagens da literatura e do teatro, popularizada inicialmente pelo RPG de mesa Dungeons & Dragons (D&D), criação dos estadunidenses Gary Gygax e Dave Arneson em 1974. Vale lembrar que D&D inspirou a criação de uma série de animação homônima, transmitida pelo canal de televisão estadunidense CBS entre 1983 e 1985. No Brasil, a animação D&D recebeu o nome de Caverna do Dragão e estreou em 1986, na Rede Globo, quando a primeira e segunda temporadas foram transmitidas pelo programa Show da Xuxa e depois, em 1994, a TV Colosso transmitiu a terceira e última. A paternidade da Alta Fantasia é atribuída a J.R.R. Tolkien, um filólogo sul-africano, posteriormente radicado na Inglaterra, autor de O Hobbit (1937) e O Senhor dos Anéis (1954-55), que foram recentemente popularizados no cinema pelas adaptações dirigidas por Peter Jackson entre 2001 e 2014. O modelo da Alta Fantasia de Tolkien inspirou outros grandes autores como o alemão Michel Ende, de A História Sem Fim (1979), também adaptada para o cinema pelo alemão Wolfgang Petersen, em 1984; além do estadunidense George R.R. Martin, autor da série de livros Crônicas de Gelo e Fogo, que começou a ser publicada em
Você Conhece O Trava-Línguas?

Olá, queridos leitores.. O assunto que trago hoje é muito interessante. E querem saber de onde surgiu a ideia desse tema? De uma conversa com meus filhos, em um almoço de final de semana… rs. Hoje falarei sobre o trava-línguas, sua origem, seu uso na escola e qual sua ligação com as Parlendas. Vamos lá? Em primeiro lugar, é muito importante saber o que é um trava-línguas, apesar de acreditar que muitos de vocês sabem. Trava-línguas é um conjunto de palavras que formam uma frase e são de difícil pronunciação. Além de aperfeiçoar a pronúncia, serve como disputas divertidas entre amigos. Quem nunca fez isso? O rato roeu a roupa do rei de Roma, a rainha com raiva resolveu remendar. Ou por exemplo … Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos há! Quem os desmafagafizar-os, um bom desmafagafizador será! Tenho certeza que alguns de vocês acabaram de perder alguns minutos tentando 🙂 Os trava-línguas são parte da cultural popular. Possui um toque de elementos folclóricos, como lendas, adivinhas, contos, enfim. Na verdade, o trava-línguas é uma modalidade de Parlendas. Para quem não sabe, Parlendas são versos com temáticas infantis, os quais normalmente são recitados em brincadeiras para crianças. São usadas para socialização ou simplesmente para brincar com os pequenos. Tem sua origem no folclore e na sabedoria popular, fazendo parte da cultural verbal. Algumas Parlendas são muito antigas e fazem parte do folclore brasileiro. Vamos ver dois exemplos bem legais a seguir: A palavra Parlenda é uma “parente” de “palavra” que vem do latim parábola e do grego parabolé, que significa “comparação”. Vem da palavra parolar, que significa falar muito, tagarelar. A partir disso, surge o significado de Parlenda como está no dicionário: falatório, palavreado. Por isso, o trava-língua tem aparentemente o mesmo significado, porém, com uma diferença: a repetição de sons com um certo grau de dificuldade. O grande atrativo, principalmente para as crianças, é repeti-los até conseguir fazê-lo sem errar… … E o detalhe é que as crianças conseguem ter noção do ritmo e percebem que, quanto mais rápido repetir, menor será a chance de concluir a frase toda. Esse tipo de atividade é bem usada para praticar a leitura oral, mas é importante ter muito cuidado para não expor alunos com dificuldades. Os trava-línguas, normalmente são associados à brincadeiras, como por exemplo a famosa “corre cutia”. Isso torna o aprendizado extremamente mais lúdico e mais eficaz. Vou relacionar abaixo alguns trava-línguas. Espero que se divirtam! “Há quatro quadros três e três quadros quatro. Sendo que quatro destes quadros são quadrados, um dos quadros quatro e três dos quadros três. Os três quadros que não são quadrados, são dois dos quadros quatro e um dos quadros três”. “Corre cutia, na casa da tia. Corre cipó, na casa da vó. Lencinho na mão, caiu no chão, moça bonita do meu coração.” “Chupa cana chupador de cana na cama chupa cana chuta cama cai no chão”. “Pinga a pipa dentro do prato, pia o pinto e mia o gato”. “No vaso tinha uma aranha e uma rã. A rã arranha a aranha. A aranha arranha a rã”. “Quer que você me diga sete vezes encarrilhado, sem errar e sem tomar fôlego: vaca preta, boi-pintado”. “Olha o sapo dentro do saco. O saco com o sapo dentro. O sapo batendo papo. E o papo soltando vento”. “Três dragões graduados e trinta brincos trincados”. “Porco crespo e toco preto. Toco preto e porco crespo”. “O princípio principal do príncipe principiava principalmente no princípio principesco da princesa”. “Três pratos de trigo para três tigres tristes”. “Luzia lustrava o lustre listrado, o lustre listrado luzia”. “Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores”. “A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso…” “O tempo perguntou ao tempo, quando tempo o tempo tem, o tempo respondeu ao tempo, que não tinha tempo, de ver quanto tempo, o tempo tem.” Algumas curiosidades O trava-línguas, não necessariamente, precisa ter nexo ou fazer sentido, uma vez que tem uma de suas utilizações como literatura infantil e principalmente para brincadeiras; Em Portugal, a Parlenda é chamada também de “cantilena” ou “lenga-lenga”, que são entendidas como sendo uma narração monótona. Dizem que o maior trava-línguas existente possui mais de 400 palavras, mas ninguém sabe dizer ao certo se é o maior mesmo. Conseguem imaginar? Gostaram? Não sei vocês, mas eu dei bastante risada e me peguei tentando repetir as frases, enquanto escrevia este artigo… rs. Espero que vocês tenham se divertido! Até a próxima! _________________________________________________ Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções. < x >
Os Gestos, Hábitos, Costumes E Seus Significados Ao Redor Do Mundo

Olá, queridos leitores… Hoje vou falar um pouquinho sobre um assunto que é muito extenso, em todas as suas variáveis. Mas, vou abordar apenas uma pontinha desse tema e que, na verdade, é mais uma curiosidade. Vocês já pensaram nos inúmeros gestos que fazemos no dia-a-dia? E na quantidade de hábitos diferentes que possuímos? Não? Pois parem por um tempo e comecem a prestar atenção não só nos gestos e hábitos, mas para se perguntar o seguinte: será que os gestos e hábitos que fazemos e possuímos são universais? A resposta, meu caro leitor, é não. Alguns gestos e hábitos não são universais. Se vocês querem saber, até mesmo a distância entre as pessoas em um diálogo ou até mesmo em uma roda de conversa, não é a mesma de uma região para a outra. Cada cultura tem uma distância pessoal, chamada de “zona de conforto”, diferente. Por exemplo, para os europeus e americanos uma distância entre 35 e 50 cm de uma pessoa para a outra em uma conversa está de bom tamanho. No Japão, a distância ideal é de 90 cm entre as pessoas. Já no Oriente Médio, entre 20 e 25 cm é considerada uma distância confortável para as pessoas envolvidas na conversa. Viram como muda? Um outro hábito, particularmente muito peculiar, é de que no Oriente Médio e Extremo Oriente, você nunca deverá passar um objeto para alguém usando sua mão esquerda. Esses povos consideram a mão esquerda “suja”. No Japão, porém, você sempre deverá usar as duas mãos para pegar um objeto e passar para alguém. Alguns hábitos são até estranhos para nossa cultura: balançar a cabeça para cima e para baixo, para nós o “sim”, na Grécia e na Bulgária significa “não”. E balançar a cabeça para a direita e para a esquerda, o nosso “não”, nesses lugares significa “sim”. Conseguem imaginar? Na Tailândia, por exemplo, você jamais poderá sentar com as pernas cruzadas e mostrar a sola do pé. Esse ato é considerado um insulto, pois segundo eles, a sola do pé é a parte mais baixa do nosso corpo, considerada “imunda”. Bom. essa até que faz sentido, né? Nós, às vezes, temos o hábito de sorrir para alguém, mesmo desconhecido, sem motivo nenhum, apenas para se mostrar agradável ou uma pessoa simpática. Veja bem: estou falando de um sorriso, de leve, nada exagerado. Esse costume é mais usado por nós, brasileiros e em alguns lugares da Europa. Em outros lugares, como no Japão, isso não é um costume, muito pelo contrário. Algumas pessoa costumam dar esse “sorrisinho” quando estão confusas ou irritadas. Vai entender… Querem um exemplo de gesto muito comum para nós, mas que pode te colocar em problemas em outras culturas? Apontar com o polegar para cima, com os outros quatro dedos fechados na palma da mão. Para nós, aqui no Brasil, um simples gesto indicando que tudo vai dar certo, que está tudo bem ou simplesmente utilizado para pedir carona. Na Nigéria e na Austrália, porém, é considerado um gesto obsceno. Já o gesto onde encostamos a ponta do dedo indicador na ponta do polegar, formando um círculo, nos Estados Unidos significa que está tudo “ok”. No Brasil, porém, é considerado um gesto obsceno. Já no Japão, é considerado valor financeiro, moeda. Porém, acho que o gesto ou hábito que mais muda de uma cultura para a outra, é a forma como dizemos um simples “oi”. Alguns de nós trocam um aperto de mão, outros beijos, outros abraços, alguns simplesmente acenam e outros apenas dizem: oi ou olá. Essas formas de cumprimento são comuns na Europa e no continente americano. Porém, em alguns lugares do mundo, não são. Talvez, se um dia visitássemos alguns desses lugares, seria necessário aprendermos sobre a cultura deles e nos policiarmos em algumas coisas, pois alguns gestos são ofensivos! Ninguém, nesse mundo globalizado em que vivemos, perderia um contrato por causa de algo desse tipo, mas seria uma situação bastante constrangedora. Na China, por exemplo, as pessoas dizem “oi”, apenas com um aceno de cabeça, porém, as pessoas mais velhas, colocam as duas mãos juntas, palma com palma, em frente à garganta e então acenam com a cabeça. Esse costume é mais usado em Hong Kong. Na índia, esse costume é conhecido como um dos mais bonitos no mundo inteiro, graças ao “Namastê” (figura abaixo) utilizado pelo povo. Mas, não basta dizê-lo. Existe um movimento gracioso que o acompanha: é preciso colocar as mãos juntas, palma com palma, em frente ao corpo e inclinar o corpo para frente um pouco, graciosamente, com movimentos muito leves. No Japão, também muito conhecido, o movimento do corpo é parecido com o indiano, porém, as mãos devem permanecer juntas à lateral do corpo, tanto a esquerda, quanto a direita. Já na Indonésia, essa prática é bem mais fácil: você não precisa fazer gesto nenhum, basta memorizar a palavra “Selamat”, que significa “paz” e dizê-la a qualquer pessoa que conhecer. Viram? Costumes diferentes demonstrados por gestos que tem significados distintos em cada cultura. A dica para quem vá visitar um país do qual não conhece nada a respeito é pesquisar para fazer bonito! Até a próxima! _________________________________________________ Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
Card Games: Cultura Nerd Esquecida? – Parte 1

Olá, caros amigos nerds. Conforme confidencia meu perfil, minhas “nerdices” não se resumem a cinema, hardware e RPG. Durante muito tempo da minha vida, as principais diversões que eu tinha eram a de colecionar e jogar card games, em especial, o famosíssimo Magic: The Gathering. Geralmente, minhas tardes de sábado e domingo entre os anos de 2000 a 2006 eram passadas na ainda existente Devir, localizada na cidade de São Paulo, no bairro do Cambuci… …Ficava lá até tarde da noite, sempre jogando, trocando e vendendo cartas. Entretanto, devido a estudos, trabalho e outras situações da vida, aos poucos fui parando de frequentar o local. Posteriormente, vendi todas as minhas cartas. Quando dei por mim, percebi que tinha abandonado esse hobby. Hoje, percebo que isso não aconteceu apenas comigo! Por esse motivo, resolvi fazer uma homenagem a esse entretenimento nerd tão envolvente, estratégico e diversificado: postar uma minisérie sobre esse estilo de jogo dividida em três partes. Nessa primeira, contarei um pouco sobre a sua origem, conceito e primórdios. Preparados? Os jogos de carta colecionáveis, conhecidos como card games, trading card game (TCG) ou collectible/customizable card game (CCG), são jogos dispostos em baralhos de cartas que são jogados por meio de regras próprias, onde cada um tem objetivos específicos baseados nas cartas que o compõem, bem como na interação que elas proporcionam. O primeiro CCG data de 1904. Chamava-se The Base Ball Card Game e tratava-se de um jogo sobre beisebol. As cartas continham fotos clássicas dos jogadores mais famosos da liga americana na época. Podendo ser jogado por até nove jogadores, simulava uma partida de beisebol. Com uma temática simples, as cartas representavam as posições do esporte, dispostas no campo do jogo (em formato de diamante), onde os pitchers arremessavam a bola e tentavam eliminar os rebatedores, que por sua vez tentavam rebater os arremessos e, se possível, conseguir o home run (rebater a bola para fora do campo de jogo). O mais curioso é que esse jogo, desenvolvido pela Allegheny Card Corporation, nunca chegou a ser publicado. Há apenas uma cópia original dos 112 cards que compõem o jogo, raríssimos atualmente e vendidos a preços exorbitantes. O jogo se popularizou na versão produzida entre as décadas de 1950 a 1960; esses, publicados pela Ed-u-Cards Manufacturing Corporation. Nessa mesma época, a empresa Strat-O-Matic, fundada em 1961 e localizada na cidade de Glen Head, no estado americano de Nova Iorque, desenvolveu uma série de jogos baseados nos esportes americanos. Durante as décadas de 1960 e 1970, produziu diversos card games que reproduziam os jogos de beisebol, basquete, futebol americano e hóquei no gelo. Outro CCG bastante memorável e ainda facilmente encontrado nos dias de hoje, é o Nuclear War. Foi criado em 1965 pelo engenheiro aeroespacial Douglas Malewicki. Trata-se de um jogo satírico que aborda uma possível destruição do planeta causada pelo uso de armas nucleares. Qualquer semelhança com a Guerra Fria é mera coincidência… O jogo deve ser jogado por mais de duas pessoas. Cada jogador recebe cartas que indicam o tanto de população que deve ser protegida durante a guerra (que varia de 1 a 25 milhões de pessoas) e, com cartões divididos em categorias como “segredos”, “propagandas”, “armas de destruição”, “lançadores” e “armas especiais”, duelam entre si até que alguém consiga vencer a “guerra”. O jogo é produzido até hoje, sendo propriedade da Flying Buffalo desde 2012. Outro jogo polêmico, criado em 1981 por Steve Jakson (importantíssimo nome do RPG, criador do GURPS) é Illuminati: New World Order. Nesse card game, cada jogador representa uma personalidade que, por meio de uma sociedade secreta, tenta impor seus interesses ao restante do mundo. O jogo possui três tipos de cartas, sendo elas chamadas de “cartas illuminati”, “cartas de grupos” e “cartas de evento”, além de dinheiro. Illuminati ficou muito popular. Sua polêmica consiste na ideia de que ele “previu” vários dos mais importantes acontecimentos das décadas de 1980, 1990 e começo dos anos 2000. Consegue relacionar alguns acontecimentos verídicos nos cards abaixo? Sem dúvida alguma, todos esses jogos citados introduziram o conceito de jogos de cartas colecionáveis e aos poucos foram conquistando público, até que no começo de 1990 surgiram títulos que viraram febre mundial. Mas sobre isso, conversaremos num outro momento. Até breve, amigos nerds! _________________________________________________ Card Games: Uma Cultura Nerd Esquecida? é uma minisérie composta de 3 posts onde o autor faz uma homenagem a esse entretenimento nerd tão envolvente, estratégico e diversificado. ESTE É O PRIMEIRO TEXTO! Se você gostou deste post, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e promoções!
Bienal Internacional Do Livro 2016

Olá, mamães, papais e todos nossos queridos leitores! Hoje vou contar para vocês um pouquinho da minha visita à 24ª Bienal Internacional do Livro que aconteceu aqui em São Paulo, porém, mais do que falar sobre a Bienal, quero passar um pouco da minha visão sobre o assunto, não só de mãe nerd, como também de professora, futura pedagoga e fã de alguns escritores e obras. Quando falamos em Bienal, logo vem em nossa mente a imagem de vários estandes, cheios de livros e revistas expostos, muita gente de um lado para o outro, eufóricos com lançamentos ou com algum escritor famoso que esteja presente para uma sessão de autógrafos. Bom, na minha opinião, uma Bienal do Livro vai muito mais além disso. Passaria muito tempo falando aqui sobre isso, pois além de tudo, sou amante de leitura. Hoje, devido aos inúmeros avanços tecnológicos e à rapidez com que eles ocorrem, não vemos mais as pessoas se interessarem por livros, escritos no papel. Por isso, as editoras têm disponibilizado a maioria de seus trabalhos, principalmente quando se trata de revistas e jornais, em plataformas digitais. Eu, particularmente, e devido a minha formação, acho o máximo os livros de literatura em papel. Guardar as coleções, como se fossem tesouros intocáveis (rsrsrsr… pelo menos às mãos dos meus filhos, por enquanto), ter um cantinho na casa reservado somente para isso…. Mas, voltando ao assunto, esta semana estive na Bienal do Livro e fiquei, simplesmente, deslumbrada com a variedade de expositores e, também, de atividades voltadas para o público infantil e adolescente. Talvez não consiga relatar todos aqui mas vou tentar, prometo! O evento, muito bem organizado, contou com as principais editoras, livrarias e distribuidoras do país, mais de 400 marcas, apresentando suas novidades e lançamentos para milhares de visitantes esperados. Tudo isso em um espaço de 60 mil m². Além disso, a Bienal contou com uma programação cultural bem variada envolvendo gastronomia, literatura, negócios, entre outros temas e, claro, com muita diversão! Como fazia algum tempo que não visitava uma Bienal do Livro, achei fantástica a variedade de expositores, cada um com uma novidade! Alguns estandes me chamaram a atenção como, por exemplo, o da Editora Panini, com um corredor onde haviam três painéis interativos para que as pessoas fizessem suas selfies, como se fossem personagens de quadrinhos! Show! Aliás, a maioria dos estandes possuem locais para fotos interativas, com personagens ou cenários de alguma obra famosa como Diário de Um Banana, da Editora V&R , ou Ziraldo, da Editora Melhoramentos. Um outro espaço que me surpreendeu foi o da Editora e Livraria Saraiva que, na minha opinião, foi o maior espaço montado na Bienal. O primeiro destaque, na minha opinião, foi o Espaço Maurício de Sousa em parceria com a BIC. Várias atividades lúdicas, onde crianças interagiam com os personagens clássicos. Em um dos dias, inclusive, o próprio Maurício de Sousa esteve presente, junto com os personagens Mônica e Cebolinha, para uma sessão de fotos e autógrafos. Outro espaço que mereceu destaque foi o da Disney, com um estande inteiro somente sobre a próxima princesa, Moana. O espaço com uma piscina de bolinhas nas cores temas do desenho foi a atração para as crianças. Um outro destaque foi o estande cultural do banco Itaú, com o projeto Leia para uma criança. Eu, particularmente, participo do projeto há algum tempo e já o conhecia mas, para quem não conhece, é uma ótima oportunidade de conhecer e também, de deixar os pequenos participarem da contação de histórias e de outras atividades. O projeto é muito interessante e incentiva as crianças não só a praticarem o hábito da leitura como também a doarem livros usados para crianças instituições que apoiam essas crianças. Quem não conhece esse projeto, vale a pena pesquisar sobre ele no próprio site do banco Itáu. Não é necessário ser correntista para visitar a página do projeto e nem participar dele. E mais um detalhe: é gratuito! Outras atividades, voltadas mais para o público adolescente, mereceram destaque. Praticamente todos os estandes tinham alguma atração interativa para selfie. Por exemplo, o estande da Editora Rocco estava todo caracterizado com detalhes de cenas dos filmes de Harry Potter! Muito lindo e bem feito! O estande da Panini, com seus painéis para selfies, também estava show! Fora os estandes forrados de novidades sobre Pokémon GO! Aliás, o pavilhão estava forrado de Pokémons e contava com alguns Pokestops também! O foco da visita não era esse, mas por que não unir o útil ao agradável? (rsrsrsr) Na Bienal ainda pude ver várias editoras e livrarias infantis, como por exemplo a Ciranda Cultural e até mesmo a própria Saraiva com vários lançamentos e, o que eu observei foi a quantidade de estandes com promoções de livros infantis ou de outros assuntos a partir de R$ 5,00. Sabe aqueles espaços montados em estações de metrô e dentro dos shoppings, que são feirinhas de livros? Então, lá na Bienal tinha vários desses estandes e, detalhe: as crianças estavam pirando! Bem, me encantei pelo estande da Editora Loyola, com o cenário do filme O Pequeno Príncipe. Muito lindo! Até o primeiro livro da história tinha! Foi emocionante ver como algumas histórias sobrevivem gerações … Um estande que não poderia deixar de destacar é o estande da Legião Nerd! E, claro, como Nerds que somos não poderia ser diferente esse destaque, né? O estande não tinha nenhum efeito mirabolante de apresentação mas, o conteúdo era simplesmente fantástico: desde capachos com dizeres nerds até figuras Funko Pop! Amei! Mas o preço…. ai, ai, ai….. Redes como Americanas e Submarino também estavam presentes não só com livros mas com a disponibilização de outros serviços, como venda de petiscos variados e, uma coisa que achei muito interessante: o SPOTIFY (aplicativo digital de música disponibilizado na versão free ou paga) foi disponibilizado em vários totens espalhados pelo Pavilhão da Bienal para que os usuários testassem o aplicativo. Apesar de já ser usuária e assinante do app e, claro, já conhecer o serviço, adorei