A Origem da Escola

Olá, queridos leitores. Hoje, apesar de um pouco tarde (rs), escrevo para vocês sobre uma comemoração muito importante: comemora-se o Dia da Escola. Essa data surgiu para comemorarmos a importância dessa instituição para todos. Vamos lá? Como eu disse acima, a instituição Escola exerce um papel muito importante na vida de todos, quer sejam estudantes, quer sejam professores, ou mesmo para qualquer cidadão que viva em sociedade. Bem, pelo menos deveria ser assim, não é? É na escola que a criança terá seu primeiro contato com o convívio em sociedade, suas normas e regras que são fundamentais para o aprendizado e desenvolvimento, enquanto seres humanos e cidadãos. A Escola, hoje, desempenha o papel de uma segunda casa. Mas nem sempre foi assim. Com o cotidiano agitado que todos nós temos, começou a ser necessário que os filhos passassem mais tempo nas instituições de ensino. Por isso, começou a surgir a ideia de um conforto maior, um maior número de atividades teóricas e práticas, mas também de um ambiente com um certo toque acolhedor, para que a criança se sentisse o mais à vontade possível. Vamos ver um pouquinho sobre o surgimento da instituição escola e do seu desenvolvimento com o passar do tempo. Um Pouquinho de História Em primeiro lugar, a palavra “escola” vem do grego scholé, que significa “lugar de ócio”, acreditem ou não (rs). Isso porque o espaço “Escola” era utilizado para as pessoas frequentarem em seu tempo livre a fim de ler, refletir e dialogar com outras pessoas. A ideia da escola foi levada adiante e propagada por muitos discípulos de seu filósofo-fundador e procurava valorizar cada área de um conhecimento específico. Por exemplo, a escola de Isócrates, exímio orador, ensinava de maneira muito forte a arte da eloquência, da expressão. O filósofo Platão, por exemplo, criou uma escola que ensinava filosofia e matemática, através de questionamentos. Era muito comum as famílias mais ricas contratarem preceptores com mais conhecimento para guiar seus filhos nos estudos. Porém, as escolas multitemáticas, que ensinavam as matérias básicas como matemática, geografia, história, só aparecerem no século XIX e XX. Se levarmos em conta nosso modelo atual de escola, com salas de aula, alunos e professores, ou seja, nos moldes bem tradicionais, as primeiras escolas surgiram na Europa, por volta do século XII. Já na Europa Medieval, a educação era restrita somente aos membros da Igreja e a pouquíssimos nobres adultos. Na verdade, o conceito de escola existe desde a Antiguidade. Mas em alguns lugares, por exemplo na Grécia, não existiam salas de aula. Os alunos se colocavam em longas caminhadas com seus mestres ou tutores, desenvolvendo diálogos e aprendendo ao ar livre, no simples ato de observação e contemplação. Aprendiam também a relacionar o que observavam com a cultura e cotidiano de seu povo. No Brasil, as primeiras escolas foram dirigidas pelos jesuítas no período da Colonização. Porém, naquela época, mulheres e escravos não tinham direito à educação e os homens brancos acabavam indo estudar em colégios religiosos. Os únicos que procuravam as escolas dos jesuítas eram os mestiços, mas não eram aceitos. Foi somente em meados do século XVII que os jesuítas começaram a ceder e aceitar os mestiços em suas instituições, mas somente graças aos subsídios que as escolas públicas recebiam. Porém, como já dissemos, a escola, ao longo do tempo, passou por várias transformações. Assim, viu-se a necessidade de um local construído, utilizado para moldagem do conhecimento adquirido, onde o professor exerceria o papel de mediador da aprendizagem. Outro consenso a que se chegou é de que as pessoas têm várias habilidades em comum, mas cada indivíduo também tem sua(s) habilidade(s) específica(s). Por isso, nos últimos anos, podemos observar nas instituições de ensino uma variedade de espaços de aprendizagem, que não necessariamente são salas de aula. Por exemplo: sala de artes, sala de música, sala de teatro, espaço de leitura, cinema, laboratório de informática, laboratório de física, de química, de biologia, horta, quadra de esportes, parquinho, biblioteca, entre outros. Atualmente Hoje, frequentar a escola é um direito de todos. Assim, crianças, jovens, adultos e idosos deveriam ter a possibilidade de estudar em uma instituição adequada. Todos nós sabemos que a qualidade de ensino e das instituições apresentadas aqui no Brasil é precária. Poderia dizer que as instituições de ensino privadas ficam limitadas à uma parte da população com poder aquisitivo melhor. Porém, acredito que até nestas instituições existam situações complicadas com relação à qualidade do ensino. Profissionais insatisfeitos e mal pagos, escolas sem estruturas adequadas, além dos pais que não participam efetivamente da educação dos filhos, são apenas alguns dos problemas mais comuns dos atuais ambientes educacionais. Tanto já se falou e muito pouco se fez. Mas, neste dia, comemorando o Dia da Escola, acho que nos resta ter um pouquinho de fé e acreditar que ainda existe chance de melhoria na educação se cada um de nós fizer sua parte. Vocês não acham? Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
O 64º lugar Em Ranking Mundial De Inovação

O Brasil ocupa o 64º lugar no Ranking Mundial de Inovação Tecnológica. Mesmo assim, o país ganhou cinco posições em relação ao ano anterior. O índice é calculado pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual e tem como parceiro nacional a Confederação Nacional da Indústria. Sobre o Ranking Mundial de Inovação A liderança deste Ranking ficou com a Suíça, seguida por Holanda, Suécia, Reino Unido, Cingapura, Estados Unidos da América, Finlândia, Dinamarca, Alemanha e Irlanda. Entre os países classificados com renda média-alta, o destaque foi a China, seguida por Malásia, Bulgária, Croácia e Tailândia. O Brasil também foi classificado nesta categoria, ocupando a respeitada 15ª posição, mas dentro da região latino-americana, ficou apenas com a 6ª colocação. Entre os de renda média-baixa, os mais bem posicionados foram Ucrânia, Vietnã e Moldávia. Já nos países de renda baixa, alcançaram melhor desempenho Tanzânia, Ruanda e Senegal. Uma subida relevante? O Brasil de fato subiu no Ranking quando são considerados os chamados insumos de inovação, ficando na 58ª. Neste indicador, são levados em consideração itens como instituições, capital humano, pesquisa e desenvolvimento, infraestrutura e sofisticação de mercado e negócios. Segundo os levantamento realizados, os melhores índices registrados no país foram nos quesitos de gastos em educação (23º colocado), investimento em pesquisa e desenvolvimento (27º), dispêndio de empresas em P&D (22º) e qualidade das universidades (27º). Acredite se quiser! Eu, particularmente, vejo estes índices com desconfiança e descaso, pois se são realmente dados com pouca margem de erro, pergunto: Cadê tais gastos com educação? Cadê os investimentos com pesquisa e desenvolvimento? Cadê a qualidade na educação? Qual o conceito de qualidade que adotam? Acredito que tais índices não foram gerados com variáveis corretas e justas ou tudo foi provavelmente desviado dentro de uma corrupção descarada e sem solução. Os autores também destacaram a capacidade de absorção de conhecimento (31º), pagamentos em propriedade intelectual (10º), importações de alta tecnologia (23º) e escala de mercado (8º). Agora, quando se trata dos pontos fracos, foram apontados pelo relatório nas instituições (82º colocado), com ambiente de negócios (110º), facilidade de abertura de negócios (123º), graduados em engenharias e ciências (79º), crédito (104º) e a formação de capital bruto (104º). Eu até destaco e debato com meus alunos que a Espanha, país com uma população bem menor, possui cerca de 40 vezes mais profissionais com títulos de mestrado e/ou doutorado do que o Brasil. E essa defasagem é refletida e muito quando o assunto é Inovação Tecnológica! Mais algumas informações Nos produtos da inovação, o Brasil está no 70º lugar. Nessa categoria são considerados produtos científicos e tecnológicos e indicadores relacionados, como patentes e publicações em revistas e periódicos acadêmicos. Ainda assim, o índice subiu em relação ao ano anterior, quando o país ficou na 80ª colocação. Por fim, no índice de eficiência de inovação, o Brasil subiu para a 85ª posição. Esse indicador mede o quanto um país consegue produzir tecnologia frente aos insumos, condições institucionais e estrutura de capital humano e pesquisa de que dispõe. Um país se faz com educação e investimentos! _________________________________________________ Bibliografia: Agência Brasil. Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções. < x >
Brasileiros Desenvolvem Tecnologia Para Reciclar Metais Preciosos Do Lixo Eletrônico

Uma recente pesquisa do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, em Campinas (SP) desenvolveu uma tecnologia que permite extrair os metais preciosos do lixo eletrônico. Metais preciosos e o projeto Rematronic Por meio de processos mecânicos, de hidrometalurgia e biometalurgia, a técnica reaproveita materiais como ouro, prata, cobre e paládio, contidos principalmente em placas eletrônicas de PCs, smartphones e tablets. A combinação desses processos permite separar os metais pesados dos componentes eletrônicos. A pesquisa atual é fruto de um projeto iniciado em 2014, chamado Rematronic. Todo este esforço contou com um investimento de R$ 8 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e tem participação de um forte parceiro da iniciativa privada, a GRI (Gestora de Resíduos Industrial), a qual irá deter parte de toda propriedade intelectual desta tecnologia. Portanto, o primeiro passo já foi dado! Agora, a equipe está projetando uma planta industrial piloto para sair da escala de laboratório e começar a traçar as diretrizes de escalonamento, dimensionamento de custos e cálculo da viabilidade do negócio. Segundo Marcos Pimentel, um dos coordenadores do projeto, a nova tecnologia permitirá lidar com outros componentes da indústria eletroeletrônica, além das placas eletrônicas: Com isso, podemos dar uma solução para pilhas, baterias e outros resíduos eletrônicos. Conheça também o Ambientronic O projeto de pesquisa faz parte do programa Ambientronic, criado pelo Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (ou CTI Renato Archer), em 2006. Desde então, a unidade de pesquisa tem se esforçado para firmar acordos com as principais entidades da indústria eletrônica, a fim de capacitar recursos humanos e criar normas e soluções de produção, descarte e reciclagem de equipamentos eletrônicos. O descarte do resíduos sólidos na natureza continua sendo um problema para o meio ambiente e de saúde pública, em que a solução vem pelo investimento em novas tecnologias. _________________________________________________ Bibliografias: CTI Renato Archer e Inovação Tecnológica. Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções. < x >
Um Olhar Mais Crítico Para Essa Juventude Brasileira Que Se Forma Atualmente

É de nível histórico e pauta para os estudos sociológicos, a fase a qual estamos vivendo atualmente no Brasil, no campo das relações sociais e comportamentais dos brasileiros. As transformações são efervescentes e seguem paralelas ao amadurecimento de uma nova geração que nasceu e nasce ao berço de uma era altamente tecnológica e informatizada. E é a respeito dessa nova geração que segue este artigo, com o intuito de tentar fazer uma análise mais crítica de questões que envolvem o mundo dos jovens no século 21. Se for feito uma análise simples das gerações passadas, descritas nas vidas dos nossos pais, avós e bisavós, veremos que houve uma infinidade de mudanças na vida da população e no modo de interação desta com as questões do seu meio. Cada geração viveu um período histórico diferente, mesmo que num espaço de tempo relativamente curto. Pois no Brasil, em especial, os últimos anos são marcados fortemente por transformações econômicas, políticas e culturais que influenciaram diretamente na vida dos brasileiros. Um exemplo bem clássico disso foram as migrações em massa que ocorreram no século XX de trabalhadores rurais em direção aos centros urbanos brasileiros. Esse episódio, conhecido por Revolução urbano-industrial, alterou estritamente as relações de trabalho das pessoas, bem como excluiu e formou novos hábitos de convivência. Analisar a nossa juventude não é um trabalho fácil, pois vivemos numa sociedade complexa e diversa. Além disso, essa geração sofre um processo de amadurecimento, mudanças e duvidas constantes! O que se torna difícil estabelecer generalizações ou fazer algumas afirmações concretas acerca de características que definem a juventude atual do nosso país. Mas de qualquer forma, é de grande importância tentar entender um pouco esse fenômeno que rodeia todos nós, pois são muitos aspectos que definem e ao mesmo tempo distinguem a juventude atual da juventude de algumas décadas atrás. Para compreendermos melhor a formação dessa nova era de jovens, deve-se considerar a eclosão da Revolução Técnico-científica. Processo que ocorreu no Brasil em meados de 1950 e que se caracteriza por grandes saltos na área técnico-científica. É importante considerarmos isso, porque os resultados desse fenômeno contribuíram para moldagem de uma nova era de pessoas. Uma grande teia de indivíduos conectadas a todo momento e que se aliam ao desenvolvimento de uma sociedade moderna e globalizada. Outro ponto essencial deste quebra-cabeça que não poderia ficar de fora, por ter emergido desenfreadamente em nosso cotidiano é o uso das drogas e consequentemente, seus ácidos reflexos na sociedade. O uso das drogas não é novo, porém é factível seu crescimento nos dias atuais. Fruto principal do descaso social, deficiência dos aparatos públicos (essencialmente, de uma educação de qualidade), falta de investimentos e permeados por uma política brasileira corrupta e acanhada aos reais interesses da massa. Desta forma, aprofundou-se o caos social ente ao crescimento exponencial da desigualdade. Várias são as formas em que este caos é manifesto, porém no cotidiano de muitos jovens brasileiros, destaca-se na explosão descontrolada do tráfico e uso de drogas, a violência como resultado. Outro ponto significativo é que numa visão generalista e até fértil, mas bem interpretada, pode-se observar que há uma forte dualidade no comportamento dos jovens em relação à conduta pessoal tomada por estes para gerir seu presente e de certa forma, o seu futuro. Por um lado, uns se preocupam em estudar, planejar-se, entrar no mercado de trabalho, até mesmo migrar para as capitais onde as oportunidades são maiores e tentar ingressar em um ensino universitário. Por outro lado, na mesma intensidade, jovens tomam a via oposta da conduta citada primeiro, virando as costas quando o assunto é se desenvolver acadêmica e profissionalmente. Escolhendo viver sobre o sustento dos pais o maior tempo que puder, afogando-se na internet por horas desmedidas, deixando os estudos de lado e contentando-se com empregos mal assalariados ou trabalhos baixos, expondo sem receios a forma que pretendem levar suas vidas. Numa explicação sucinta, as justificativas para esta dualidade sustentam-se dentre outras coisas na forma em que foi moldada a educação durante o crescimento e claro, com quais aparatos familiares foi criado o caráter destes indivíduos. Juventude e as redes sociais Falar sobre o Brasil não é fácil. Nosso país é continental e abriga cerca de 207 milhões de pessoas, que são dividas em regiões com cultura e história diferentes. Entretanto, a internet hoje configura-se com o principal veículo de divulgação midiática, quebrando as barreiras nacionais e internacionais. Em função disto, a mesma acaba ignorando as particularidades regionais e tendem a homogeneizar boa parte dos seus usuários, na sua maioria jovens, que incorporam rapidamente as inovações divulgadas, como: estrangeirismos, moda, música, linguagem e as tendências em geral. O que pode ser considerado um problema, mas não é esse o foco. A nossa juventude na internet é, acima de tudo, potente, enérgica e influente nas redes sociais. Ela é complexa e quando os internautas assumem determinada posição, a defendem com todas as suas garras; já quando rejeitam outras acabam por zoar infinitamente através dos chamados “memes”. Este último termo mencionado é uma grande tendência da internet que ganhou uma notoriedade sistemática, sendo hoje, umas das principais mídias compartilhadas das redes sociaiss, principalmente pelo Facebook. Os memes ocupam várias formas (gifs, fotos, vídeos) e não há limites para o tema, pode ser político, artístico, ou simplesmente algo novo do cotidiano que caiu na risada do povo. Os mesmos têm o objetivo de gerar gargalhadas ou até mesmo a reflexão do consumidor, usando muitas vezes da zoeira para fazer uma grande crítica à alguma questão da sociedade de forma descontraída. Essa potência toda se deve a um fator importante: a quantidade de usuários conectados instantaneamente por determinada quantidade de tempo. Sobre isso, o Brasil desponta como o terceiro país do mundo que fica mais tempo online no smartphone, segundo uma pesquisa feita pelo GlobalWebIndex divulgada em 2015. Olhando por esse cenário, a internet ocupa também o papel de cimentar as bases, já meio enfraquecidas, do coletivismo brasileiro. Esse senso de comunidade, por diversas vezes, cria base nas redes sociais (na
Você Sabe Qual A Origem da Língua Portuguesa?

Olá, Queridos leitores… Hoje gostaria de contar para vocês sobre a origem da história da nossa língua portuguesa, tão complexa, mas tão bela ao mesmo tempo. Sua complexidade vem da mistura de muitas línguas em sua formação, mas daí também vem sua beleza. Vamos lá? A origem da língua portuguesa A Língua Portuguesa vem da junção do latim vulgar e do galego, falado na Galícia, atualmente em território espanhol. Claro que teve outras influências com o passar dos anos, até que tomasse a forma como a conhecemos hoje, mas ainda sofre influências atualmente. Podemos dizer que nosso idioma, acredito que não só ele, mas principalmente, sofre mudanças constantemente para se adaptar aos “modismos” mundiais. Os idiomas que serviram de origem para nossa língua sofreram alterações com o passar dos anos, mas somente no século XIII foi publicado um texto com uma linguagem mais próxima da que conhecemos. Veja alguns fatos interessantes, com relação ao surgimento e desenvolvimento do nosso idioma: Por volta de 3500 a.C., ninguém sabe ao certo qual era o idioma falado na região da Galícia, mas acredita-se que era uma língua de origem celta. Para quem não sabe, “celta” era o nome dado aos habitantes da Europa Ocidental; No ano 200, a Península Ibérica sofre a invasão dos romanos, que impõem o latim vulgar. Dessa mistura, celta versus latim vulgar, surge o galego-português; O ano agora é 400 e a Península Ibérica sofre invasões dos germânicos, eslavos e iranianos. A influência na língua foi pequena, mesmo assim foram mudanças significativas; Ano de 711: os mulçumanos invadem a Península Ibérica, menos a Galícia. Surgem os dialetos moçárabes; Século XI, na Peninsula Ibérica: os povos do norte expulsam os povos do Sul. Dessa forma, o galego-português se funde com os dialetos moçárabes, se espalhando por todo o território; Século XIII: Mais especificamente no ano de 1249, com todas as fronteiras definidas e com autonomia política, Portugal estabelece o galego como língua oficial, passando a chamá-lo de português; Século XIII a XVII: o português fica aberto à influência italiana, grega, chinesa e malaia, graças ao período do Renascimento. Um fato curioso é que o português surgiu a partir da mesma língua que a maioria dos idiomas europeus e asiáticos. Devido às inúmeras imigrações, a língua inicial acabou sendo subdividida em cinco ramos: helênico (originou o grego), o românico (originou o português, o italiano, o francês e uma série de línguas denominadas latinas, o germânico (originou o inglês e o alemão), o céltico (originou o irlandês e o gaélico) e o eslavo (originou as línguas da Europa Oriental). O latim, denominada língua oficial do Império Romano, tinha duas vertentes. A primeira delas, o latim clássico, era usada por filósofos, poetas, senadores e as pessoas de classe alta. A segunda, conhecida como latim vulgar, era utilizada pelas pessoas comum, ou seja, o povo. Dessas vertentes, podemos citar o surgimento do galego-português, o castelhano e o catalão. É daí que nasce o português ou língua neolatina (toda língua moderna que se originou do latim vulgar). Com as grandes navegações, a partir do século XV, Portugal teve seus domínios ampliados e levou a Língua Portuguesa às recém descobertas terras da África: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe; ilhas próximas da costa africana, como Açores e Madeira; Ásia, como Macau, Goa, Damão e Diú; Oceania (Timor) e América (Brasil). Existem três períodos que se destacam na evolução da Língua Portuguesa: 1) Proto-histórico: antes do século XII, caracterizado com textos escritos em latim bárbaro (usado somente para documentos); 2) Português Arcaico: do século XII ao XVI, sendo que do século XIV ao XVI, houve a separação o galego e o português; 3) Português Moderno: a partir do século XVI, onde a língua se uniformiza, adquirindo as características do português atual. Camões, com a literatura renascentista, teve um papel fundamental nesse processo. E aqui no Brasil, como ocorreu a difusão da língua? O processo de expansão territorial português, levou o idioma a quatro continentes. Claro que onde chegou, o idioma sofreu influências regionais e alterações foram feitas e são realizadas até hoje. Aqui, no Brasil, existem palavras que são de origem indígena ou negra, graças a imensa diversidade cultural que temos. Vários dialetos surgiram e foram classificados de acordo com sua região. Por exemplo: na Amazônia, o dialeto é amazônico; no Nordeste, nordestino; Rio de Janeiro, Espírito Santo e nas regiões que fazem limites com os estados vizinhos, dialeto fluminense; Minas Gerais (região central), dialeto mineiro e por fim, o dialeto sulista, que abrange os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Sul de Goiás, Sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro e do atual Mato Grosso do Sul. Em 12 de outubro de 1990, os países lusófonos (que partilham a língua portuguesa), assinaram um acordo ortográfico para tentar unificar as regras gramaticais e diminuir as variáveis da língua portuguesa. Brasil e Portugal tiveram que se adaptar até 2015 e Cabo Verde tem até 2019 para fazer a adaptação. Na figura acima, a frase Repetitium est mater studiorum, traduzida de maneira crua ficaria: “A repetição é a mãe da aprendizagem“, mas em uma tradução com coerência e adaptada à linguagem popular passa a ser “A prática leva à perfeição”. Viram só? Algumas curiosidades… A primeira gramática da Língua Portuguesa foi publicada em 1536, pelo padre Fernão de Oliveira, a “Grammatica de Lingoagem Portuguesa”. O estilo era baseado na gramática como “a arte de falar e escrever corretamente”; A Língua Portuguesa é adotada por cerca de 230 milhões de pessoas e é o oitavo idioma mais falado do planeta; Desde 1986, a Língua Portuguesa é uma das línguas oficiais da União Europeia. A Língua Portuguesa evoluiu de maneira rápida e se tornou um idioma tão versátil que até os dias de hoje se adapta à qualquer lugar onde chegar. Já ouvi muitas pessoas falarem que é um dos idiomas mais difíceis do mundo. Eu não acredito nisso. Acho uma das línguas mais belas e ricas. E você, o que acha? _________________________________________________ Se
O Mercado De Games No Brasil Em 2018

Todos os gamers brasileiros que se prezam desejam não só que o mercado de games cresça cada vez mais em nosso país, mas também ganhe destaque e reconhecimento internacional. E estamos no caminho certo, pois este mercado está em ascensão e muito disso é graças a eventos importantes como a Brasil Game Show, Brasil Game Cup e ao trabalho duro e cheio de paixão de diversos desenvolvedores nacionais e jogadores profissionais de eSports. Fato é que mesmo em pleno crescimento, nosso mercado de games ainda é pequeno e com pouco destaque se comparado aos poderosos mercados europeu, japonês e norte-americano. Mas este cenário está mudando e o gamer brasileiro ficará feliz de saber o que está por vir! A expectativa para o mercado de games no Brasil A produção de games eletrônicos (também conhecidos como jogos eletrônicos) começa a se estruturar e apresentar crescimento consistente no Brasil. Dados recentes do Global Games Market Report 2017 e da consultoria Newzoo, confirmam que o Brasil ocupa atualmente o 13° lugar no ranking de países que mais geraram receita no setor, com estimativa de US$ 1,3 bilhões até o término deste ano. Com o potencial do Brasil em crescer ainda mais neste cenário ao longo dos próximos anos, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) firmou parceria com a Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Games (Abragames). As duas entidades criaram o projeto “Brazilian Game Developers“, com o objetivo de desenvolver e promover a indústria local de games no exterior. Segundo dados da Apex, em 2015 os estúdios brasileiros desenvolvedores de games eletrônicos e que recebem assistência do projeto fecharam US$ 11 milhões em negócios internacionais. Em 2016, esse número aumentou para US$ 17,4 milhões, um crescimento de aproximadamente 58%. Os resultados de 2017 ainda estão sendo consolidados e serão publicados e divulgados em março de 2018. Os editais para games eletrônicos no Brasil Mariana Gomes, gestora de projetos da ApexBrasil, afirma que a expectativa é que a cifra deste ano supere os resultados de 2016. Ela enfatiza que é “o ano dos games brasileiros”. “Muito do que aconteceu desde 2013 até hoje foi produção e desenvolvimento de jogos. A gente está entrando agora na fase de lançamento deles”. Mariana ainda informa que, também neste ano, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) lançou dois editais totalizando R$ 20 milhões em recursos para empresas criadoras de games eletrônicos. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública destinada a estimular a ciência, também lançou um edital no valor de R$ 15 milhões para o mercado de games no Brasil. Segundo Mariana Gomes, é o primeiro edital específico para estúdios desenvolvedores de games eletrônicos lançado pela Finep. O primeiro edital da Ancine totalizou R$ 10 milhões, apoiou 25 jogos em três categorias diferentes: ao custo de R$ 250 mil, R$ 500 mil e R$ 1 milhão para serem desenvolvidos. Com o outro edital que está em vigor no mesmo valor, vêm mais 25 jogos nessas três categorias. O dinheiro da Ancine é destinado para o desenvolvimento de games e o da Finep para a empresa se fortalecer no mercado. O tipo de game brasileiro O Brasil ainda não possui estúdios com orçamento e estrutura para produzir os chamados games “Triplo A”, categoria utilizada para se referir aos games com muito dinheiro envolvido na produção e que se tornam grandes produções e que se esperam que se tornem grandes sucessos. Atualmente, os jogos brasileiros se enquadram na classificação “Indie”, com recursos mais modestos para seu desenvolvimento. Ainda assim, os games brasileiros têm tido um bom desempenho no mercado nacional e alguns se destacando inclusive no mercado internacional, principalmente na Europa e/ou EUA. Temos até games direcionados para o ensino médio e visando o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). O caminho para o mercado internacional Os modelos de negócio que os desenvolvedores recebem no mercado internacional são bem variados. É possível firmar um contrato para disponibilizar o game em lojas online para tablets e smartphones. Nesse caso, é possível cobrar pelo download ou lançar uma versão grátis mas com conteúdos periódicos pagos. Outra alternativa, geralmente usada para plataforma externa (PC e Consoles/Videogames), é um contrato de distribuição com uma empresa internacional, que fará a publicidade do game no exterior. Por fim, alguns grandes estúdios contratam parte do desenvolvimento do game, como a trilha sonora ou traduções. Outros games brasileiros que valem a pena conhecermos: Galaxy of Pen and Paper, Alkimya, Fluffy Horde, Holodrive, GUTS – Gory Ultimate Tournament Show, Blazing Chrome, Tiny Little Bastards, Keen, Trajes Fatais, Heavy Metal Machines, Lila’s Tale, Pixel Ripped 1989, Dolmen, Addle Earth, Bacon Run!, Cupins de Trombra Trem, Gravity Heroes, Josh Journey: Totens da Escuridão, Kriaturaz, Musashi X Cthulhu, Árida, Exodemon, Areia, Bugidroids, Demagnete VR, Hero Among Us, Racketboy, Raidboss, Sand Bullets, Silo, Super Volley, Terracodex: As Onze Relíquias, Tetragon, Arani, Out of Space. Então, prezados leitores… Vamos valorizar nosso mercado e torcer para que 2018 seja ainda melhor! _________________________________________________ Se você gostou deste post, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.
Os Simpsons de “A” À “Z”: Paródias De Filmes, Referências Ao Brasil E Curiosidades (Parte 9)

Após uma pausa devido à nossa cobertura na BGS10, estou aqui, mais uma vez, com o nono post da série: Os Simpsons de “A” à “Z”, dando continuidade aos filmes parodiados, mais curiosidades e… Episódios que fazem referências ao Brasil! Vamos lá? Neste post, separei mais dois vídeos dos filmes, desenhos, séries e seriados parodiados. Mais uma vez, o autor se preocupou em destacar as melhores cenas para vocês, leitores. E nestes dois vídeos vamos conferir e apreciar tudo isso! Veremos clássicos como: Duro de Matar 3: A Vingança (Die Hard: With a Vengeance – 1995), Ben-Hur (Ben-Hur – 1959), Esquadrão Classe A (The A Team – 1983/1987), O Rei do Pedaço (King of The Hill – 1997/2010), Tubarão (Jaws – 1975), O Planeta dos Macacos (Planet of the Apes – 1968), Grease – Nos Tempos da Brilhantina (Grease – 1978), Gremlins (Gremlins – 1984), Beavis e Butt-Head (Beavis and Butt-Head – 1992), A Noite dos Mortos-Vivos (Night of the Living Dead – 1968), O Guarda-Costas (The Bodyguard – 1992), Jumanji (Jumanji – 1995), além de muito outros. Separei mais dois vídeos, dos 11 citados nos posts anteriores, para vocês. Espero que gostem! Gostaria, mais uma vez, de citar o canal Onikorp, do Youtube, responsável por esses vídeos. Do lado esquerdo da tela, o episódio parodiado na série e do lado direito, o filme original. Apesar de não ter encontrado nenhum vídeo com o áudio em português, existe a possibilidade de ativar legendas… clicando primeiro no ícone que representa uma engrenagem, depois em “Legendas/CC” e finalmente em “Português”. Divirtam-se! Os Simpsons: Tributo ao Cinema – Parte 9 x Neste vídeo podemos nos divertir com Ben-Hur (Bem-Hur – 1959), Esquadrão Classe A (The A Team – 1983/1987), O Rei do Pedaço (King of the Hill – 1997/2010), Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida (Indiana Jones and The Raiders of The Lost Ark – 1981), A Felicidade Não Se Compra (It´S a Wonderful Life – 1946), Tubarão (Jaws – 1975), A Família Addams (The Addams Family – 1964/1966) e outros. Os Simpsons: Tributo ao Cinema – Parte 10 x No 10º vídeo, contamos com clássicos como: Grease: Nos Tempos da Brilhantina (Grease – 1978), A Super Máquina (Knight Rider – 1982/1986), O Anjo Malvado (The Good Soon – 1993), Pink Floid: The Wall (Pink Floid: The Wall – 1982), Independence Day (Independence Day – 1996), A Cidade dos Amaldiçoados (Village of The Damned – 1960), Os Dez Mandamentos (The Tem Commandments – 1956) entre outros nomes. No post anterior, encerramos as aparições especiais. Tentei colocar para vocês as mais importantes, porém não havia citado nenhuma referência ao Brasil, presente na série. Entretanto, dois episódios da série fazem referências e críticas à sociedade brasileira também. Sim! Não pensem que o Brasil ficou de fora (rs)… Vamos conferir? Os Simpsons e o Brasil Episódio 284 – “Feitiço de Lisa” (Blame it on Lisa) Este episódio da 13º Temporada faz duras críticas à sociedade brasileira. Mostra cenas como comunidades pobres e lugares precários, sem muita atenção do governo, em contraste com lugares de classe alta. Logo na abertura do programa, “Os Simpsons” são marionetes que não conseguem chegar ao sofá quando as linhas se prendem umas nas outras e os personagens caem no chão. Segundo especuladores, o próprio Matt Groening estava comandando as marionetes e, frustrado com o povo que se deixa ser comandado, deixa as marionetes caírem no chão. Aqui, encaro a crítica não só à nossa sociedade mas às outras também. Neste episódio, Lisa apadrinha um garoto chamado Ronaldo e começa a lhe enviar um dinheiro por mês, direcionado ao orfanato onde ele vive. Mas, de repente, ele para de se comunicar com Lisa e ela fica preocupada, decidindo assim entrar em uma busca incessante para saber o que aconteceu ao garoto. Homer e Marge descobrem, devido a uma valor exorbitante cobrado na conta telefônica. Mesmo assim, decidem ir ao Brasil com ela e Bart para ajudá-la a encontrar o garoto e esclarecer toda a situação. Chegando ao Brasil, Bart assiste à um programa chamado “Teleboobies”, muito semelhante ao “Xou da Xuxa”, o qual Margie não aprova, devido à conotação sexual. Mais uma vez, crítica às apresentadoras de programas infantis, com suas roupas insinuantes e que já faziam parte da televisão brasileira na época. Homer, durante a busca junto da família, é sequestrado! Ou seja, além do garoto Ronaldo, Marge, Lisa e Bart tem que se preocupar em procurar por Homer também, uma vez que eles não possuem dinheiro para pagar o resgate pedido pelos sequestradores. Nessa busca frenética, Lisa encontra Ronaldo que estava trabalhando de dançarino em um desfile do programa “Teleboobies”. O menino dá o dinheiro do resgate de Homer à Lisa, mas eles terão que enfrentar um outro problema: Bart é engolido por uma sucuri! Quando Marge conversa com Lisa sobre suas doações ao menino Ronaldo, Lisa diz que os funcionários do orfanato começaram a pressioná-la para fazer mais doações e que o presente de natal que ela mandou em dinheiro ao garoto, teria sido usado para comprar uma porta nova para o orfanato, impedindo que este fosse atacado por macacos. Aqui, Lisa praticamente fala que as instituições são uma verdadeira farsa. Podemos ver, também, uma crítica severa à pobreza aparente e à não intervenção dos órgãos governamentais quanto a essa situação, além da questão dos animais abandonados nas ruas. As críticas feitas durante a história deste episódio à nossa sociedade são inúmeras e, na minha opinião, bem severas. Mas o autor tenta mesclar a situação com críticas e comparações à sociedade americana (marca registrada da série), para tentar dar um toque de humor ao episódio. Devido à tantas críticas, o episódio foi mal recebido pelas autoridades brasileiras, que ameaçaram processar a Fox. Para as autoridades, o Rio de Janeiro foi retratado como uma cidade onde sequestros, marginalidade, violência e sujeira compõem a cidade em sua totalidade e que o fato de retratarem “macacos” à solta, torna a cidade uma selva sem dono. Na tentativa de satirizar,
Trajetória Do Negro Brasileiro Às Cotas Raciais

A população negra é vítima de preconceitos, descriminação e exclusão social. Em nosso país, a trajetória do negro brasileiro começa a ser escrita em meados do século XVI, no Brasil colonial. Esse percurso é marcado pela dor dos negros chicoteados nos troncos, pelo trabalho exaustivo nas plantações e nos campos de mineração, pela privação da liberdade e encurtamento da vida. Ela é sentida pela falta de oportunidades, pela segregação racial e pela ignorância na frase “quem é esse negrinho?”. Depois que os portugueses se fixaram em território brasileiro, o próximo passo realizado foi a organização do tráfico negreiro, assim os escravos eram obrigados a serem exportados para trabalhar nas colônias europeias. O transporte dessas pessoas acontecia de forma extremamente insalubre e degradante, os mesmos eram tratados como simples peças descartáveis de trabalho que morriam quando não prestavam mais. Boa parte dos trabalhadores não suportava a rota e faleciam antes mesmo de chegar à colônia. Em terras brasileiras, o poder era exercido por meio da força física; castigos eram os principais meios de submeter o “exército” sob o comando português. E, qualquer um que se rebelasse contra as imposições, sangravam pelas chicoteadas ou eram mortos pelos chamados capitães-do-mato. Os escravos (homens adultos, mulheres e crianças) trabalhavam mais de doze horas por dia e, como já é esperado, dormiam, bebiam e comiam mal. Os castigos eram dos mais diversos e sádicos, como a mutilação com navalha seguido de banho com salmouras (cortar a pele e depois molhá-la com uma mistura de água e sal), palmatórias, castração, e o acoite nos pelourinhos, que era o mais comum, fora diversos outros métodos de tortura. Essa condição pendurou por logos anos, por isso, tudo era visto como algo normal, até mesmo pela igreja católica que apoiava escravidão, justificando que a prática seria uma forma dos escravos pagarem seus pecados e desta maneira se aproximaram de Deus. Sem falar que alguns antigos escravos, tendo as condições necessárias, passavam também a comprar escravos e, muitas vezes, agindo do mesmo jeito sofrido, com tortura e exploração. Depois de muitos anos de judiação o tráfico negreiro foi proibido e mais tarde, precisamente em 1871, foi instaurada a Lei do Ventre Livre, que concedia a liberdade a todo filho de escravo nascido a partir desta época. Embora muito tarde, foi promulgada em 1888 a Lei Áurea, que proibiu a escravidão no Brasil. Isso permitiu a liberdade jurídica dos escravos, mas a realidade foi bastante cruel, pois sem educação, sem assistência do governo e sem moradias (fazendo popularizar os morros, cortiços e favelas) começou uma acentuada segregação racial no cenário social do Brasil. Essa condição de total desamparo fez os antigos escravos continuarem dependentes dos seus senhores, perdurando ainda mais a relação de superioridade branca em detrimento da negra. Com isso, o estigma de que o negro é inferior só aumentava e atravessou gerações. Hoje em dia, a comunidade negra conseguiu romper inúmeras barreiras e diversos direitos foram conquistados. É factível o crescimento da inserção negra no mercado de trabalho, na mídia, nos cargos políticos, e nas universidades. Todavia, ainda existe diversas condições análogas à escravidão espalhadas pelo Brasil e, além disso, a disparidade socioeconômica existente entre esses grupos ainda continua longe de terminar. Sinal de que precisamos avançar mais para consolidarmos a igualdade e a justiça entre todos os brasileiros. As cotas raciais é uma das conquistas obtidas pela luta do movimento negro em nosso país. Cotas raciais são ações afirmativas presentes em alguns países com a finalidade de diminuir as discrepâncias sociais, educacionais e econômicas existentes entre pessoas de diferentes etnias. Lembrando que ações afirmativas são medidas temporárias criadas com o intuído de encurtar a distância entre a realidade discriminatória provocada muitas vezes por fenômenos históricos e o ideal de igualdade. É de suma importância sabermos que as cotas raciais não são para sempre: elas deixarão de existir quando for constatada a inexistência da desigualdade racial na área da educação. E por falar em raça, temos que ter em mente que a comunidade cientifica não aceita o termo “’raça” para designar o grupo de pessoas com a pele escura (raça negra), pois biologicamente, a espécie humana não possui características suficientes para tal categorização, ou seja, não existem subespécies. O termo que ultimamente é usado com normalidade é “etnia”: povo que possui características físicas, linguísticas, culturais ou históricas em comum e que por isso se diferem dos demais. É necessária apenas a auto declaração do negro (pardo ou indígena) para que ele usufrua do sistema de cotas. Em alguns casos mais específicos, como em cotas de empregos ou concursos públicos, o beneficiado passa até por uma entrevista. Muitas pessoas associam as cotas raciais com o conceito da equidade aristotélica, teoria do filosofo grego que consiste em privilegiar um grupo desprivilegiado na tentativa de promover a plena justiça. Em outras palavras: o conceito de Aristóteles visa tratar desigualmente os desiguais para se promover a efetiva igualdade. Esse fenômeno causa polêmicas e divide opiniões adversas a respeito da legalidade das cotas. Um dos principais argumentos contra é o da meritocracia, afirmando que as cotas estão impedindo a livre concorrência entre os candidatos, ao privilegiar um grupo em detrimento de outros. Outro argumento bastante usado é que a constituição de 1988 estabelece a igualdade entre todas as pessoas independentes de cor, etnia, condição econômica, entre outros…, e que desta forma as cotas raciais seriam inconstitucionais. Entretanto, o Supremo Tribunal Federal reafirmou a constitucionalidade das cotas em 2012. O maior argumento a favor dessa questão defende que é injusto permitir a livre concorrência entre grupos que nunca tiveram as mesmas oportunidades. A condição de submissão e inferioridade que os negros foram submetidos perdurou muito além da abolição da escravatura, fazendo com que a disparidade social e econômica entre negros e brancos fosse enorme. Por razões de reparação histórica as cotas devem prevalecer. A missão desse sistema é somente promover a inclusão de um povo que por séculos se manteve marginalizado. Hoje, apesar de tudo isso, felizmente, podemos perceber que a igualdade está gradativamente