Carnaval: Quando Música, Tecnologia E Cultura Se Encontram Nas Ruas

Poucos eventos no mundo conseguem reunir, ao mesmo tempo, tradição, inovação, música e participação popular como o carnaval brasileiro. Muito além de um feriado prolongado ou de desfiles televisivos, o Carnaval é uma experiência coletiva que mistura arte, identidade e transformação urbana. É um momento em que as cidades mudam de ritmo e as pessoas ocupam os espaços públicos. Nos últimos anos, porém, o Carnaval também passou a dialogar com novas tecnologias. Dos sistemas de som dos trios elétricos aos efeitos visuais dos desfiles, das transmissões aos aplicativos, a festa se tornou um encontro entre cultura popular e inovação. O que antes era apenas ritmo e fantasia agora também envolve logística digital, produção audiovisual e alcance global. Trazer o Carnaval para a seção Eventos e Música do UniversoNERD.Net é reconhecer que a cultura nerd e tecnológica também se conecta com manifestações populares. Afinal, eventos culturais de grande escala são laboratórios vivos de criatividade, produção e tecnologia humana. O Carnaval é música, mas também é engenharia, tecnologia e narrativa coletiva. A música como coração da festa No centro de tudo está a música. Samba, axé, marchinhas, funk, pop e inúmeras fusões sonoras constroem a trilha de um dos maiores espetáculos culturais do planeta. Cada região do Brasil traz sua identidade: o samba das escolas no Sudeste, os trios elétricos na Bahia, os frevos e maracatus em Pernambuco, os blocos diversos que ocupam ruas e avenidas em quase todo território nacional. Essa diversidade sonora é parte da força do Carnaval, pois ele não é apenas um gênero musical único, mas um mosaico de estilos que convivem e se reinventam a cada ano. Músicos, compositores, DJ’s e produtores encontram na festa um espaço de experimentação e alcance popular. Concorda comigo? Ao mesmo tempo, a tecnologia ampliou a forma como essa música circula. Playlists digitais, transmissões ao vivo e redes sociais transformaram esse evento que chega a milhões de pessoas. No Carnaval, a música não apenas toca, ela ocupa a cidade! Tecnologia nos bastidores da festa Quem observa o Carnaval apenas como folia pode não perceber a complexa estrutura tecnológica que sustenta o evento. Sistemas de som de alta potência, iluminação cênica, carros alegóricos motorizados, efeitos especiais e transmissões em alta definição fazem tudo funcionar para que a festa aconteça. Nos desfiles das escolas de samba, por exemplo, há um trabalho intenso de engenharia e produção. Carros alegóricos gigantescos exigem planejamento técnico, sincronização e segurança. Já nos trios elétricos, a evolução dos equipamentos de áudio transformou a experiência sonora para multidões. Além disso, a organização de blocos de rua passou a depender de ferramentas digitais: mapas interativos, aplicativos de localização e comunicação em tempo real ajudam foliões a se encontrar. O Carnaval contemporâneo é, portanto, um evento híbrido: cultural e tecnológico. Existe uma infraestrutura que mistura arte, logística e inovação. O impacto cultural e social O Carnaval também é um espaço de expressão social. Fantasias, letras de samba-enredo e performances muitas vezes refletem temas atuais e críticas sociais. É uma festa que dialoga com o presente e com a história! Para músicos e artistas, o evento é uma vitrine, onde novos talentos surgem, estilos se consolidam e músicas se tornam trilhas sonoras de gerações. A economia criativa em torno do Carnaval envolve costureiros, produtores, técnicos, designers, coreógrafos e muitos outros profissionais. Ao mesmo tempo, a festa levanta discussões importantes: segurança, inclusão, acessibilidade e sustentabilidade. Grandes eventos culturais exigem planejamento e responsabilidade. O Carnaval é, assim, um reflexo da sociedade, com suas alegrias, desafios e transformações. Celebrar é uma forma de refletir sobre quem somos como sociedade. O Carnaval na era digital Com o avanço da internet e das plataformas digitais, o Carnaval ganhou novas camadas. Pessoas que não estão fisicamente presentes acompanham desfiles e shows em tempo real. Conteúdos se espalham rapidamente, e a festa ganha alcance nacional e global. Imaginem o potencial da IA nas produções futuras! Artistas utilizam redes sociais para divulgar músicas, bastidores e interagir com o público. Marcas e produtores exploram experiências imersivas e transmissões interativas. A tecnologia amplia o alcance sem substituir a vivência presencial. Para muitos, o Carnaval se tornou uma experiência multiplataforma: rua, televisão, streaming e redes sociais coexistem. Isso cria novas formas de participação e novas maneiras de se conectar. Hoje, o Carnaval acontece tanto nas ruas quanto nas telas. O futuro da festa O futuro do Carnaval será ainda mais híbrido. Tecnologias de som e iluminação continuarão evoluindo, transmissões se tornarão mais imersivas e ferramentas digitais ajudarão na organização e segurança. Ao mesmo tempo, a essência da festa deve permanecer: o encontro humano, a música ao vivo, a ocupação das ruas e a criatividade coletiva, pois nada ainda substitui a experiência de cantar junto. O desafio será equilibrar inovação e tradição, garantindo que a tecnologia amplie a experiência sem descaracterizar o que torna o Carnaval único. O futuro do Carnaval será tecnológico, mas continuará profundamente humano. Reflexão final Eventos como o Carnaval mostram que cultura, música e tecnologia não são mundos separados, pois eles se cruzam, se influenciam e se transformam mutuamente. Em uma sociedade cada vez mais digital, celebrar juntos se torna ainda mais significativo. É importantes para a economia e o turismo! E por trás da inovação, existe o desejo humano de conexão, expressão e alegria. Por fim, talvez seja isso que o torne tão relevante ano após ano. Que a música continue ecoando pelas ruas, que a tecnologia ajude a ampliar experiências e que a festa continue sendo pura criatividade. Boa semana, bom Carnaval e boas vibrações …… porque celebrar também é uma forma de aprender, criar e se conectar.

Mulheres na Brasil Game Show: O Crescimento e Empoderamento no Mundo dos Games

A Brasil Game Show (BGS) é um dos maiores eventos de videogames e entretenimento eletrônico da América Latina. A cada ano, milhares de entusiastas de jogos de todo o Brasil e do mundo se reúnem para celebrar sua paixão por esse universo virtual. E, nos últimos anos, temos testemunhado um fenômeno crescente e inspirador: a presença cada vez mais notável das mulheres na Brasil Game Show. A Evolução da Representatividade Historicamente, os videogames foram considerados uma indústria dominada por homens. No entanto, essa percepção está mudando rapidamente, especialmente graças ao aumento da visibilidade das mulheres na BGS. A evolução da representatividade das mulheres no evento é evidente, com mais e mais mulheres se destacando como jogadoras, cosplayers, streamers e até mesmo como profissionais da indústria. Jogadoras Destemidas As mulheres têm se mostrado destemidas quando se trata de competir em torneios de jogos na Brasil Game Show. Muitas delas têm demonstrado habilidades notáveis em uma variedade de gêneros, desde jogos de tiro em primeira pessoa até jogos de estratégia. A presença de equipes de e-sports femininos também tem crescido, e essas equipes têm competido de igual para igual com seus colegas masculinos, desafiando estereótipos e mostrando que a habilidade não tem gênero. Cosplayers Talentosas Os cosplayers sempre desempenharam um papel importante na BGS e as mulheres têm sido figuras proeminentes nesse aspecto. Com trajes elaborados que homenageiam personagens icônicos dos jogos, elas demonstram paixão, criatividade e dedicação impressionantes. Além disso, as cosplayers têm usado sua presença na BGS para inspirar outras mulheres a se envolverem na cultura dos games e cosplay. Streamers e Influenciadoras O mundo dos streamers de jogos e influenciadoras digitais também viu um aumento significativo na representação feminina. Mulheres talentosas têm usado plataformas como o Twitch e o YouTube para compartilhar suas experiências de jogo, dicas, análises e entretenimento com uma audiência crescente. Muitas delas têm se tornado modelos a serem seguidos para jovens mulheres que desejam ingressar nesse campo. Profissionais da Indústria Além de brilhar como jogadoras e influenciadoras, as mulheres também estão conquistando posições importantes na indústria de jogos no Brasil. Elas estão se tornando desenvolvedoras, designer de jogos, escritoras, artistas e muito mais. A diversidade de perspectivas que essas profissionais trazem para a indústria é inestimável e contribui para a criação de jogos mais inclusivos e interessantes. Empoderamento e Desafios Embora as mulheres estejam fazendo progressos notáveis na BGS e na indústria de jogos como um todo, ainda existem desafios a serem superados. O sexismo persiste em algumas comunidades de jogos, tornando importante o papel das mulheres na promoção de uma cultura mais inclusiva e respeitosa. Além disso, a representatividade de mulheres negras, indígenas e de outras minorias étnicas ainda é um desafio que precisa ser abordado. No entanto, o empoderamento das mulheres na Brasil Game Show continua a crescer. Elas estão demonstrando que pertencem a esse espaço tanto quanto qualquer outra pessoa e que têm um papel fundamental a desempenhar na evolução da indústria de jogos. O apoio da comunidade de jogos e dos organizadores de eventos como a BGS é fundamental para garantir que essa tendência continue. Conclusão A BGS está se tornando um palco para a celebração da diversidade e do talento, demonstrando que os jogos são para todos. À medida que a representatividade feminina continua a crescer na Brasil Game Show, podemos esperar um futuro mais inclusivo e emocionante para a indústria de jogos no Brasil e em todo o mundo. A presença das mulheres na Brasil Game Show é um reflexo do progresso contínuo na indústria de jogos e na cultura dos games como um todo. À medida que mais mulheres se destacam como jogadoras talentosas, cosplayers criativas, streamers influentes e profissionais da indústria, elas estão quebrando barreiras e inspirando a próxima geração de entusiastas de jogos. Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD.

Fim Da Hegemonia Brasileira No Rainbow Six

Saudações, meus caros nerds de plantão! Tudo bom convosco? Depois de um 2021 magistral, onde os mais expressivos torneios internacionais foram vencidos por equipes brasileiras, finalmente (e infelizmente) nossa hegemonia no competitivo de Rainbow Six Siege teve um fim no Six Invitational 2022, ocorrido neste último fim de semana em Estocolmo, Suécia. O torneio contou com a participação de 20 times, sendo, desses, seis brasileiros: FaZe Clan, MIBR, Ninjas in Pyjamas (o último campeão do torneio), Team Liquid, Team oNe e FURIA. Dentre os brazucas, quem obteve a melhor colocação foi a equipe da FaZe, que conquistou a terceira posição do evento ao derrotar a MIBR na semifinal da chave inferior, perdendo, em seguida, a final para a equipe norte-americana da TSM. Dessa forma, os americanos enfrentaram os campeões da chave superior: os temidos russos da Team Empire. A grande final, disputada no formato de MD5 (melhor de 5), foi um jogo bastante apertado e decidido nos detalhes, round a round! Em suma, por três mapas a um, a TSM sagrou-se campeã do torneio, recebendo, por isso, uma premiação de 1US$ milhão. Já os russos levaram para casa a bagatela de 450 mil dólares como consolo pelo vice-campeonato. Mas nem só do fim do nosso domínio no game consistiu o Six Invitational 2022. Como de praxe, foram apresentadas todas as mudanças e novidades que Rainbow Six Siege terá ao longo de suas quatro temporadas previstas para este ano. Em cada uma delas será lançado um novo operador, mapas novos ou retrabalhados, armas e gadgets inéditos. Além disso, já na primeira temporada será acrescentado ao jogo o modo “team deathmatch”, que permitirá que os jogadores utilizem todos os operadores (menos os que portam escudos) para aquecer suas miras em um mata-mata frenético. Futuramente, para se testar armas, tipos de miras, canos e recoil das armas, será adicionado o modo “estande de tiro”, que além do citado, também servirá como uma forma de se treinar reflexo e memória muscular. O passe anual está de volta novamente. Com ele, você terá acesso antecipados aos quatro operadores que serão lançados em 2022 e obterá o passe de batalha em cada uma das temporadas. Já a versão “premium”, além desses benefícios, liberará os 20 primeiros níveis dos passes de batalha e dará aos jogadores skins exclusivas de armas e operadores. As duas versões dos passes já estão à venda na Steam por R$124,99 e R$249,99, respectivamente. Então é isso, meu caro rushador nerd! O sétimo ano de Rainbow Six está só começando e, desde já, promete ser o mais surpreendente de todos. Torçamos para que nossas equipes se adaptem aos novos metas do game e retomem a hegemonia do competitivo do melhor FPS do mundo! Abraços e até breve. __________________________________________________________________________________________ Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD.

Brasil: O País do Rainbow Six Siege?

Saudações, meus amigos nerds bons de headshot! Tudo bom convosco? Até aqui, 2021 foi, disparadamente, o melhor ano para as equipes brasileiras que disputam o cenário competitivo do melhor game do universo – Rainbow Six Siege – desde o seu lançamento. Faço essa afirmação com extremo conforto, haja vista a inquestionável supremacia dos brazucas no circuito de campeonatos internacionais do jogo. Começando em maio, os Ninjas in Pyjamas venceram o Six Invitational (torneio de maior importância, rentabilidade e glamour), realizado em Paris, ao vencer a Team Liquid, outra equipe brasileira. Já em agosto, a equipe da Team ONe foi campeã do Six Major, realizado no México, ao vencer os russos da fortíssima Team Empire. Finalmente, agora em outubro, em um torneio que foi disputado de forma remota, a FaZe Clan sagrou-se campeã da Copa Elite Six América, a “Copa Libertadores da América” de Rainbow Six, ao derrotar a Team ONe na final. Neste final de semana, para fecharmos o ano com “barba, cabelo e bigode” em relação a vitórias em todos os eventos internacionais disputados, devemos torcer para que uma das três equipes tupiniquins que avançaram para a fase de playoff vença o último Six Major do ano, que ocorre na Suécia. Com exceção da Furia eSports, que não conseguiu se classificar por ter ficado em último lugar no seu grupo (D), os demais esquadrões brasileiros, FaZe Clan, Team ONe e Ninjas in Pyjamas, ficaram na primeira colocação de seus grupos e se digladiarão com as equipes gringas, já nesta sexta, por uma vaga na grande final que acontece no próximo domingo (14/11). Como você é esperto e gosta de acompanhar partidas de altíssimo nível, meu sagaz nerd, não deixe de acompanhar o evento! Ele será transmitido, ao vivo, pelos canais da Ubisoft no Youtube e Twitch Tv. O cronograma dos confrontos é o seguinte: Por hoje é isso! Fica aqui a informação e o convite para assistir a esse baita evento que pode consagrar, de vez, o Brasil como o país do melhor FPS do mundo, e, não mais, do futebol! Abraços e até breve. __________________________________________________________________________________________________________ Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.

Saiba Sobre O Revolucionário Processador Construído Por Um Brasileiro

Um engenheiro brasileiro, atualmente trabalhando na Suíça, liderou uma equipe que desenvolveu um processador de computador que combina duas funções, sendo operações lógicas e também armazenamento de dados, em uma única arquitetura. É um novo passo para o desenvolvimento de novos processadores e um grande avanço para a eletrônica e para a informática, uma vez que a união de computação e armazenamento no mesmo chip, dispensa a troca de dados entre processador e memória, tornando os computadores mais rápidos e com menor consumo de energia elétrica. Vamos entender um pouco mais? Tal junção é esperada por seu potencial impacto no processamento de algoritmos de inteligência artificial. Esse avanço histórico foi liderado por Guilherme Migliato Marega, engenheiro eletricista formado pela Universidade de São Paulo (USP), e que atualmente trabalha na Escola Politécnica Federal de Lausanne. Para quem duvidava que o material grafeno estava sendo deixado para trás na corrida rumo a uma era pós-silício, o novo chip é feito de um outro material também monocristalino, a molibdenita (MoS2). Esse material consiste em uma única camada com três átomos de espessura, é um excelente semicondutor e já é o componente mais pesquisado no campo da fotônica, onde temos processadores que funcionam com luz em vez de eletricidade, além da spintrônica, a ciência que estuda a eletrônica com a computação quântica. A vantagem desses novos processadores é que eles podem reter cargas elétricas por longos períodos e, é exatamente por isso, que são usados em memórias flash para câmeras, smartphones e computadores. As propriedades elétricas exclusivas da molibdenita tornam este semicondutor particularmente sensível a cargas armazenadas, o que permitiu a criação de circuitos que funcionam tanto como células de armazenamento de memória quanto como transistores programáveis. Ao usar a molibdenita, a equipe conseguiu incorporar várias funções de processamento em um único circuito com memória e alterar ambos conforme desejado. Essa capacidade dos circuitos de realizar duas funções é semelhante à forma como o cérebro humano funciona, onde os neurônios estão envolvidos tanto no armazenamento de memórias quanto na realização de cálculos mentais, Com isso, o projeto possui várias vantagens, como reduzir a perda de energia associada à transferência de dados entre unidades de memória e processadores, diminuir a quantidade de tempo necessária para operações de computação e diminuir a quantidade de espaço necessária. Essa descoberta “abre as portas” para dispositivos menores, mais potentes e com maior eficiência, Por fim,, a equipe está entusiasmada com a capacidade de levar a nova arquitetura rumo aos aparelhos eletrônicos e computadores. Vamos aguardar os próximos passos deste avanço tecnológico! ______________________________________________________________________________ Referência: Inovação Tecnológica e artigo Logic-in-memory based on an atomically thin semiconductor. Revista: Nature. Vol.: 587, pages 72-77. DOI: 10.1038/s41586-020-2861-0. Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.

Precisamos Falar Sobre: Bom Dia, Verônica

Saudações, meus caros nerds de plantão! Tudo bom convosco? Acaso confiram cada uma de minhas postagens aqui no Universo Nerd, repararão que nunca falei sobre algo de produção nacional. Teria eu o tal “complexo de vira-lata”? Longe disso! Na verdade, pouco me importo com a nacionalidade dos filmes e séries que assisto; é lógico, desde que sejam bons, principalmente em relação ao enredo e atuação dos atores envolvidos. E é aí que mora o problema… Me permitam generalizar: nesses quesitos, as produções europeias são as melhores. Tudo é muito sóbrio e sem exageros, tanto em efeitos especiais (isso, quando tem) quanto nas atuações. Na atualidade, não existem séries melhores – principalmente do tipo “policial” – do que as que são produzidas e ambientadas nos países nórdicos. Já as produções hollywoodianas, que são as que possuem maior disponibilidade de recursos para serem feitas, apresentam os enredos mais “batidos” e sem criatividade, pois tendem a seguir “fórmulas de sucesso” que já deram certo no passado. Nessa escola de cinema trabalham os atores mais famosos e talentosos dentre todas as outras, porém, em contrapartida, por muitas vezes as atuações são ofuscadas por um excesso irritante de efeitos especiais. Por fim e ainda generalizando, é muito fácil definir o cinema nacional: ou é 8 ou 80, ou seja, ou é muito ruim, ou é muito bom! Simples assim! Desconsiderando totalmente os títulos da época das pornochanchadas, apesar de nossas obras possuírem bons enredos, a produção brasileira é a que tem menos recursos. Quando comparamos o resultado final de um filme ou série feitos aqui com o que é produzido lá fora, temos que reconhecer que o nosso está um passo atrás. Além disso, até temos excelentes atores atuando nos papéis principais; todavia, nos secundários, já não acontece o mesmo. Nos papéis coadjuvantes então, beira-se ao amadorismo! A mimese vai embora! O trabalho todo fica com aquele ar de “forçação da realidade”, bem característico das novelas. Mas, calma aí, meu nacionalista nerd! Eu bem avisei que iria generalizar! O Brasil possui excelentes trabalhos cinematográficos! Inclusive, boa parte deles são desconhecidos pelo grande público, tendo em vista que este é atraído para o que vem dos Estados Unidos. Você já assistiu O Quatrilho? Central do Brasil? Bicho de Sete Cabeças? O Lobo Atrás da Porta? Ou você é daqueles que diz se orgulhar do cinema nacional, mas só conhece os Tropa de Elite, Cidade de Deus e Carandiru? Pois é… Todos esses comentários foram só para trazer à tona a abordagem de uma série que foge à regra da realidade do cinema brasileiro. Meus cinéfilos nerds, precisamos falar sobre a excelentíssima Bom Dia, Verônica. Lançada no começo de outubro pela Netflix, a obra é uma adaptação do romance de mesmo nome escrito por Ilana Casoy e Raphael Montes, que o fizeram sobre o pseudônimo de Andrea Killmore. A produção e a direção ficaram por conta de José Henrique Fonseca (criador da série Mandrake), que contou com a ajuda dos autores do livro para a adaptação do roteiro às telas. O elenco é recheado de excelentes atores, todos eles bem conhecidos do público, principalmente aqueles que acompanham as novelas “globais”. Nos papéis principais temos Tainá Müller, como a escrivã de polícia, Verônica; Eduardo Moscovis, como Cláudio e Camila Morgado no papel de Janete Cruz. Além deles, destacam-se a participação de Antônio Grassi, Sílvio Guindane, Elisa Volpatto, Adriano Garib e César Mello. Conforme o costume de “Precisamos Falar Sobre”, a ideia é não trazer spoilers significativos, tendo em vista que as obras aqui abordadas são sempre muito recentes. Então, para ter uma breve noção do que a história da série pode te apresentar, saiba que Bom Dia, Verônica trata-se de uma escrivã de polícia que presencia, muito de perto (literalmente), o suicídio de uma misteriosa mulher que, visivelmente deprimida, procurava auxílio em uma delegacia de polícia. E mesmo com todas as dificuldades de manter o trabalho longe de casa para não afetar seu casamento, cuidar e dar atenção aos filhos, além de driblar a má vontade e negligência de seus colegas de trabalho em tratar decentemente o caso, ela mesmo decide prosseguir as investigações. Não é preciso nem dizer, meu sagaz nerd, que há muitas conspirações, interesses e inverdades por detrás desse estranho suicídio; e querer descobrir toda a verdade, é extremamente arriscado. A série está classificada para maiores de 18 anos, então, saiba que, nela, serão tratados temas muito polêmicos e sensíveis, todos eles relacionados à violência contra mulheres, tais como abuso físico, psicológico e sexual. Se não é capaz de lidar com esses temas que, infelizmente, são realidades que estão presentes no cotidiano de muitas pessoas, sugiro que passe longe. Do contrário, não perca a oportunidade de assistir uma obra nacional que se compara – em termos de qualidade – às melhores produções que são feitas em estúdios consagrados no exterior. Portanto, aprecie com orgulho e sem moderação! Abraços e até breve. ______________________________________________________________________________ Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.

Inovação Reverteria a Crise?

A estagnação da produtividade da economia brasileira nos últimos anos se deve, entre outros fatores, à baixa atividade de inovação do setor industrial, além do próprio encolhimento desse setor, uma vez que o país passa por uma fase reconhecida de desindustrialização. Já parou para pensar nisso? É essencial que a iniciativa privada se interesse em incorporar as políticas e as práticas da inovação. O interesse das empresas em inovar Esta é a avaliação dos participantes de um debate durante o 8º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, evento promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), em São Paulo. O Estado tem o papel importante de alavancar o investimento e o esforço do setor privado em inovação. Mas o protagonismo é da iniciativa privada. Sem uma iniciativa em inovar, as políticas públicas voltadas a fomentar essa atividade serão inócuas. Tecnologia é a palavra da vez Segundo informações divulgadas, existem 307 mil empresas classificadas como indústrias no Brasil, das quais 83% são pequenas empresas. Se um número pequeno dessas empresas inovasse já seria possível, em poucos anos, sair da crise econômica em que o Brasil se encontra, Algumas políticas públicas de apoio à inovação deveriam ter foco não só a inovação disruptiva, baseada em pesquisa e desenvolvimento, mas também na inovação organizacional, pois traz ganhos de produtividade. Outra medida necessária é estimular a difusão de tecnologias existentes, como de internet das coisas (IoT), megadados, robótica avançada e inteligência artificial, que permitiriam ao setor industrial brasileiro se capacitar para atender às exigências da indústria 4.0. Parte das políticas públicas de inovação devem ter esse foco! A busca por incentivos Os participantes do evento lembraram das várias políticas públicas voltadas à inovação criadas no Brasil nos últimos 20 anos. Nesse período foram criadas, por exemplo, a Lei de Inovação, que trouxe uma série de avanços para aumentar a interação entre universidades e empresas em pesquisas e que estabeleceu incentivos fiscais para a inovação no setor industrial. O Brasil conta com inúmeros modelos inovadores de gestão da inovação e com instituições de ciência e tecnologia. Essa experimentação institucional contínua é fundamental para estabelecer um sistema de inovação saudável. Um dos desafios na implementação de políticas públicas voltadas a estimular a inovação, porém, é garantir a segurança jurídica para as empresas fazerem investimentos nessa atividade. É fundamental o entendimento de que a inovação é um processo continuado, pois não podemos ter processos espasmódicos, mas evolutivos, e que garantam o fluxo de recursos necessários para fortalecer a capacidade das empresas. Outro desafio, por fim, é não tratar as políticas de inovação de forma isolada de outras, como as econômicas e sociais, pois as mesmas são transversais e influenciam as políticas econômicas e sociais. Vocês concordam, caros leitores? Vamos conversar mais a respeito. _______________________________________________________________________________ Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.

Você Conhece o Plano Nacional da chamada Internet das Coisas?

O Governo Federal publicou o Plano Nacional de Internet das Coisas, preparado nos últimos três anos por uma equipe liderada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC) em conjunto com o BNDES. O Decreto contendo o Plano Nacional (nº 9854 de 2019) traz uma série de objetivos para o fomento a esse tipo de tecnologia no Brasil, aponta áreas prioritárias e cria um órgão consultivo formado por diversos ministérios para avaliar a sua implementação e recomendar ações. A Internet das Coisas ou IdC O termo chamado de “Internet das Coisas” (IdC, ou IoT na sigla em inglês) vem sendo adotado nos últimos anos para designar um ecossistema em que não apenas pessoas estão conectadas por meios de seus computadores e smartphones, mas também dispositivos estão interligados entre si, com usuários e com sistemas, processamento de dados e aplicações. O Decreto define o conceito IdC como a infraestrutura que integra a prestação de serviços de valor adicionado com capacidades de conexão física ou virtual de coisas com dispositivos baseados em tecnologias da informação e comunicação existentes e nas suas evoluções, com interoperabilidade. O chamado “ecossistema” da Internet das Coisas envolve diferentes agentes e processos, como módulos “inteligentes” (processadores, memórias), objetos “inteligentes” (eletrodomésticos, carros, equipamentos de automação em fábricas), serviços de conectividade (prestação do acesso à internet ou redes privadas que conectam esses dispositivos), habilitadores (sistemas de controle, coleta e processamento dos dados e comandos envolvendo os objetos), integradores (sistemas que combinam aplicações, processos e dispositivos), além dos provedores dos serviços. O uso de sensores em tratores que medem a situação do solo e enviam dados para sistemas e fazer sugestões das melhores áreas ou momentos para o plantio ou a adoção de dispositivos em casa, como termômetros, reguladores de consumo de energia ou gestores de eletrodomésticos, que permitem ao morador da residência controlar esses dispositivos à distância são alguns exemplos. Algumas considerações A norma destaca que a implantação da IdC no Brasil visa melhorar a qualidade de vida das pessoas e promover ganho de eficiência em serviços. Para isso, visa conseguir a capacitação profissional relacionada às tecnologias envolvidas, à promoção da competitividade e da produtividade em empresas atuando no desenvolvimento de produtos e serviços, além do fomento de uma maior inserção internacional Caberá ao Ministério da Ciência e Tecnologia decidir as áreas prioritárias que receberão mais atenção e incentivos, além da saúde, cidades, indústrias e atividades rurais. A seleção das áreas será realizada a partir de critérios de “oferta, demanda e capacidade de desenvolvimento local”. Os locais prioritários deverão ter acesso facilitado a mecanismos de fomento à pesquisa e inovação, apoio a projetos de empreendedores envolvendo tecnologias e linhas de crédito. Além disso, o Plano prevê a criação projetos de fomento à implantação dessas inovações, como centros de competência para tecnologias inovadoras em IdC e um observatório nacional com foco no monitoramento do progresso da transformação digital. Por fim, o Decreto também cria um órgão consultivo denominado “Câmara de Gestão e Acompanhamento do Desenvolvimento de Sistemas de Comunicação Máquina a Máquina e Internet das Coisas”. É o caminho que todos os países terão que se adequar com as tecnologias! _______________________________________________________________________________ Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções.