{"id":8133,"date":"2017-08-16T09:30:29","date_gmt":"2017-08-16T12:30:29","guid":{"rendered":"http:\/\/universonerd.net\/portal\/?p=8133"},"modified":"2017-08-15T23:28:00","modified_gmt":"2017-08-16T02:28:00","slug":"a-trajetoria-do-negro-brasileiro-as-cotas-raciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/a-trajetoria-do-negro-brasileiro-as-cotas-raciais\/","title":{"rendered":"Trajet\u00f3ria Do Negro Brasileiro \u00c0s Cotas Raciais"},"content":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 v\u00edtima de preconceitos, descrimina\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o social. Em nosso pa\u00eds, a trajet\u00f3ria do <strong>negro brasileiro<\/strong> come\u00e7a a ser escrita em meados do s\u00e9culo XVI, no Brasil colonial. Esse percurso \u00e9 marcado pela dor dos negros chicoteados nos troncos, pelo trabalho exaustivo nas planta\u00e7\u00f5es e nos campos de minera\u00e7\u00e3o, pela priva\u00e7\u00e3o da liberdade e encurtamento da vida. Ela \u00e9 sentida pela falta de oportunidades, pela segrega\u00e7\u00e3o racial e pela ignor\u00e2ncia na frase \u201cquem \u00e9 esse negrinho?\u201d.<\/p>\n<p>Depois que os portugueses se fixaram em territ\u00f3rio brasileiro, o pr\u00f3ximo passo realizado foi a organiza\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico negreiro, assim os escravos eram obrigados a serem exportados para trabalhar nas col\u00f4nias europeias. O transporte dessas pessoas acontecia de forma extremamente insalubre e degradante, os mesmos eram tratados como simples pe\u00e7as descart\u00e1veis de trabalho que morriam quando n\u00e3o prestavam mais. Boa parte dos trabalhadores n\u00e3o suportava a rota e faleciam antes mesmo de chegar \u00e0 col\u00f4nia.<\/p>\n<p>Em terras brasileiras, o poder era exercido por meio da for\u00e7a f\u00edsica; castigos eram os principais meios de submeter o \u201cex\u00e9rcito\u201d sob o comando portugu\u00eas. E, qualquer um que se rebelasse contra as imposi\u00e7\u00f5es, sangravam pelas chicoteadas ou eram mortos pelos chamados capit\u00e3es-do-mato. Os escravos (homens adultos, mulheres e crian\u00e7as) trabalhavam mais de doze horas por dia e, como j\u00e1 \u00e9 esperado, dormiam, bebiam e comiam mal. Os castigos eram dos mais diversos e s\u00e1dicos, como a mutila\u00e7\u00e3o com navalha seguido de banho com salmouras (cortar a pele e depois molh\u00e1-la com uma mistura de \u00e1gua e sal), palmat\u00f3rias, castra\u00e7\u00e3o, e o acoite nos pelourinhos, que era o mais comum, fora diversos outros m\u00e9todos de tortura. Essa condi\u00e7\u00e3o pendurou por logos anos, por isso, tudo era visto como algo normal, at\u00e9 mesmo pela igreja cat\u00f3lica que apoiava escravid\u00e3o, justificando que a pr\u00e1tica seria uma forma dos escravos pagarem seus pecados e desta maneira se aproximaram de Deus.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>Sem falar que alguns antigos escravos, tendo as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, passavam tamb\u00e9m a comprar escravos e, muitas vezes, agindo do mesmo jeito sofrido, com tortura e explora\u00e7\u00e3o.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Depois de muitos anos de judia\u00e7\u00e3o o tr\u00e1fico negreiro foi proibido e mais tarde, precisamente em 1871, foi instaurada a Lei do Ventre Livre, que concedia a liberdade a todo filho de escravo nascido a partir desta \u00e9poca. Embora muito tarde, foi promulgada em 1888 a Lei \u00c1urea, que proibiu a escravid\u00e3o no Brasil. Isso permitiu a liberdade jur\u00eddica dos escravos, mas a realidade foi bastante cruel, pois sem educa\u00e7\u00e3o, sem assist\u00eancia do governo e sem moradias (fazendo popularizar os morros, corti\u00e7os e favelas) come\u00e7ou uma acentuada segrega\u00e7\u00e3o racial no cen\u00e1rio social do Brasil. Essa condi\u00e7\u00e3o de total desamparo fez os antigos escravos continuarem dependentes dos seus senhores, perdurando ainda mais a rela\u00e7\u00e3o de superioridade branca em detrimento da negra. Com isso, o estigma de que o negro \u00e9 inferior s\u00f3 aumentava e atravessou gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Hoje em dia, a comunidade negra conseguiu romper in\u00fameras barreiras e diversos direitos foram conquistados. \u00c9 fact\u00edvel o crescimento da inser\u00e7\u00e3o negra no mercado de trabalho, na m\u00eddia, nos cargos pol\u00edticos, e nas universidades. Todavia, ainda existe diversas condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o espalhadas pelo Brasil e, al\u00e9m disso, a disparidade socioecon\u00f4mica existente entre esses grupos ainda continua longe de terminar. Sinal de que precisamos avan\u00e7ar mais para consolidarmos a igualdade e a justi\u00e7a entre todos os brasileiros. As cotas raciais \u00e9 uma das conquistas obtidas pela luta do movimento negro em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Cotas raciais s\u00e3o a\u00e7\u00f5es afirmativas presentes em alguns pa\u00edses com a finalidade de diminuir as discrep\u00e2ncias sociais, educacionais e econ\u00f4micas existentes entre pessoas de diferentes etnias. Lembrando que a\u00e7\u00f5es afirmativas s\u00e3o medidas tempor\u00e1rias criadas com o intu\u00eddo de encurtar a dist\u00e2ncia entre a realidade discriminat\u00f3ria provocada muitas vezes por fen\u00f4menos hist\u00f3ricos e o ideal de igualdade. \u00c9 de suma import\u00e2ncia sabermos que as cotas raciais n\u00e3o s\u00e3o para sempre: elas deixar\u00e3o de existir quando for constatada a inexist\u00eancia da desigualdade racial na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o. E por falar em ra\u00e7a, temos que ter em mente que a comunidade cientifica n\u00e3o aceita o termo \u201c\u2019ra\u00e7a\u201d para designar o grupo de pessoas com a pele escura (ra\u00e7a negra), pois biologicamente, a esp\u00e9cie humana n\u00e3o possui caracter\u00edsticas suficientes para tal categoriza\u00e7\u00e3o, ou seja, n\u00e3o existem subesp\u00e9cies.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>O termo que ultimamente \u00e9 usado com normalidade \u00e9 \u201cetnia\u201d: povo que possui caracter\u00edsticas f\u00edsicas, lingu\u00edsticas, culturais ou hist\u00f3ricas em comum e que por isso se diferem dos demais.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 necess\u00e1ria apenas a auto declara\u00e7\u00e3o do negro (pardo ou ind\u00edgena) para que ele usufrua do sistema de cotas. Em alguns casos mais espec\u00edficos, como em cotas de empregos ou concursos p\u00fablicos, o beneficiado passa at\u00e9 por uma entrevista.<\/p>\n<p>Muitas pessoas associam as cotas raciais com o conceito da <strong>equidade aristot\u00e9lica<\/strong>, teoria do filosofo grego que consiste em privilegiar um grupo desprivilegiado na tentativa de promover a plena justi\u00e7a. Em outras palavras: o conceito de Arist\u00f3teles visa tratar desigualmente os desiguais para se promover a efetiva igualdade. Esse fen\u00f4meno causa pol\u00eamicas e divide opini\u00f5es adversas a respeito da legalidade das cotas.<\/p>\n<p>Um dos principais argumentos contra \u00e9 o da meritocracia, afirmando que as cotas est\u00e3o impedindo a livre concorr\u00eancia entre os candidatos, ao privilegiar um grupo em detrimento de outros. Outro argumento bastante usado \u00e9 que a constitui\u00e7\u00e3o de 1988 estabelece a igualdade entre todas as pessoas independentes de cor, etnia, condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, entre outros&#8230;, e que desta forma as cotas raciais seriam inconstitucionais.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>Entretanto, o Supremo Tribunal Federal reafirmou a constitucionalidade das cotas em 2012.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>O maior argumento a favor dessa quest\u00e3o defende que \u00e9 injusto permitir a livre concorr\u00eancia entre grupos que nunca tiveram as mesmas oportunidades. A condi\u00e7\u00e3o de submiss\u00e3o e inferioridade que os negros foram submetidos perdurou muito al\u00e9m da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, fazendo com que a disparidade social e econ\u00f4mica entre negros e brancos fosse enorme. Por raz\u00f5es de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica as cotas devem prevalecer. A miss\u00e3o desse sistema \u00e9 somente promover a inclus\u00e3o de um povo que por s\u00e9culos se manteve marginalizado. Hoje, apesar de tudo isso, felizmente, podemos perceber que a igualdade est\u00e1 gradativamente se perpetuando e o espa\u00e7o educacional est\u00e1 cada vez mais misto.<\/p>\n<p>_________________________________________________<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong><i><b>Se voc\u00ea gostou deste post, n\u00e3o deixe de participar atrav\u00e9s de sugest\u00f5es, cr\u00edticas e\/ou d\u00favidas. <\/b><\/i><i><b>Aproveitem para assinar o Blog, curtir a <a href=\"http:\/\/facebook.com\/universonerd.net\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">P\u00e1gina no Facebook<\/a>, interagir no <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/groups\/1285723958213451\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Grupo do Facebook<\/a>, al\u00e9m de acompanhar publica\u00e7\u00f5es e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promo\u00e7\u00f5es!<\/b><\/i><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 v\u00edtima de preconceitos, descrimina\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o social. Em nosso pa\u00eds, a trajet\u00f3ria do negro brasileiro come\u00e7a a ser escrita em meados do s\u00e9culo XVI, no Brasil colonial. Esse percurso \u00e9 marcado pela dor dos negros chicoteados nos troncos, pelo trabalho exaustivo nas planta\u00e7\u00f5es e nos campos de minera\u00e7\u00e3o, pela priva\u00e7\u00e3o da liberdade e encurtamento da vida. Ela \u00e9 sentida pela falta de oportunidades, pela segrega\u00e7\u00e3o racial e pela ignor\u00e2ncia na frase \u201cquem \u00e9 esse negrinho?\u201d. Depois que os portugueses se fixaram em territ\u00f3rio brasileiro, o pr\u00f3ximo passo realizado foi a organiza\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico negreiro, assim os escravos eram obrigados a serem exportados para trabalhar nas col\u00f4nias europeias. O transporte dessas pessoas acontecia de forma extremamente insalubre e degradante, os mesmos eram tratados como simples pe\u00e7as descart\u00e1veis de trabalho que morriam quando n\u00e3o prestavam mais. Boa parte dos trabalhadores n\u00e3o suportava a rota e faleciam antes mesmo de chegar \u00e0 col\u00f4nia. Em terras brasileiras, o poder era exercido por meio da for\u00e7a f\u00edsica; castigos eram os principais meios de submeter o \u201cex\u00e9rcito\u201d sob o comando portugu\u00eas. E, qualquer um que se rebelasse contra as imposi\u00e7\u00f5es, sangravam pelas chicoteadas ou eram mortos pelos chamados capit\u00e3es-do-mato. Os escravos (homens adultos, mulheres e crian\u00e7as) trabalhavam mais de doze horas por dia e, como j\u00e1 \u00e9 esperado, dormiam, bebiam e comiam mal. Os castigos eram dos mais diversos e s\u00e1dicos, como a mutila\u00e7\u00e3o com navalha seguido de banho com salmouras (cortar a pele e depois molh\u00e1-la com uma mistura de \u00e1gua e sal), palmat\u00f3rias, castra\u00e7\u00e3o, e o acoite nos pelourinhos, que era o mais comum, fora diversos outros m\u00e9todos de tortura. Essa condi\u00e7\u00e3o pendurou por logos anos, por isso, tudo era visto como algo normal, at\u00e9 mesmo pela igreja cat\u00f3lica que apoiava escravid\u00e3o, justificando que a pr\u00e1tica seria uma forma dos escravos pagarem seus pecados e desta maneira se aproximaram de Deus. Sem falar que alguns antigos escravos, tendo as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, passavam tamb\u00e9m a comprar escravos e, muitas vezes, agindo do mesmo jeito sofrido, com tortura e explora\u00e7\u00e3o. Depois de muitos anos de judia\u00e7\u00e3o o tr\u00e1fico negreiro foi proibido e mais tarde, precisamente em 1871, foi instaurada a Lei do Ventre Livre, que concedia a liberdade a todo filho de escravo nascido a partir desta \u00e9poca. Embora muito tarde, foi promulgada em 1888 a Lei \u00c1urea, que proibiu a escravid\u00e3o no Brasil. Isso permitiu a liberdade jur\u00eddica dos escravos, mas a realidade foi bastante cruel, pois sem educa\u00e7\u00e3o, sem assist\u00eancia do governo e sem moradias (fazendo popularizar os morros, corti\u00e7os e favelas) come\u00e7ou uma acentuada segrega\u00e7\u00e3o racial no cen\u00e1rio social do Brasil. Essa condi\u00e7\u00e3o de total desamparo fez os antigos escravos continuarem dependentes dos seus senhores, perdurando ainda mais a rela\u00e7\u00e3o de superioridade branca em detrimento da negra. Com isso, o estigma de que o negro \u00e9 inferior s\u00f3 aumentava e atravessou gera\u00e7\u00f5es. Hoje em dia, a comunidade negra conseguiu romper in\u00fameras barreiras e diversos direitos foram conquistados. \u00c9 fact\u00edvel o crescimento da inser\u00e7\u00e3o negra no mercado de trabalho, na m\u00eddia, nos cargos pol\u00edticos, e nas universidades. Todavia, ainda existe diversas condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o espalhadas pelo Brasil e, al\u00e9m disso, a disparidade socioecon\u00f4mica existente entre esses grupos ainda continua longe de terminar. Sinal de que precisamos avan\u00e7ar mais para consolidarmos a igualdade e a justi\u00e7a entre todos os brasileiros. As cotas raciais \u00e9 uma das conquistas obtidas pela luta do movimento negro em nosso pa\u00eds. Cotas raciais s\u00e3o a\u00e7\u00f5es afirmativas presentes em alguns pa\u00edses com a finalidade de diminuir as discrep\u00e2ncias sociais, educacionais e econ\u00f4micas existentes entre pessoas de diferentes etnias. Lembrando que a\u00e7\u00f5es afirmativas s\u00e3o medidas tempor\u00e1rias criadas com o intu\u00eddo de encurtar a dist\u00e2ncia entre a realidade discriminat\u00f3ria provocada muitas vezes por fen\u00f4menos hist\u00f3ricos e o ideal de igualdade. \u00c9 de suma import\u00e2ncia sabermos que as cotas raciais n\u00e3o s\u00e3o para sempre: elas deixar\u00e3o de existir quando for constatada a inexist\u00eancia da desigualdade racial na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o. E por falar em ra\u00e7a, temos que ter em mente que a comunidade cientifica n\u00e3o aceita o termo \u201c\u2019ra\u00e7a\u201d para designar o grupo de pessoas com a pele escura (ra\u00e7a negra), pois biologicamente, a esp\u00e9cie humana n\u00e3o possui caracter\u00edsticas suficientes para tal categoriza\u00e7\u00e3o, ou seja, n\u00e3o existem subesp\u00e9cies. O termo que ultimamente \u00e9 usado com normalidade \u00e9 \u201cetnia\u201d: povo que possui caracter\u00edsticas f\u00edsicas, lingu\u00edsticas, culturais ou hist\u00f3ricas em comum e que por isso se diferem dos demais. \u00c9 necess\u00e1ria apenas a auto declara\u00e7\u00e3o do negro (pardo ou ind\u00edgena) para que ele usufrua do sistema de cotas. Em alguns casos mais espec\u00edficos, como em cotas de empregos ou concursos p\u00fablicos, o beneficiado passa at\u00e9 por uma entrevista. Muitas pessoas associam as cotas raciais com o conceito da equidade aristot\u00e9lica, teoria do filosofo grego que consiste em privilegiar um grupo desprivilegiado na tentativa de promover a plena justi\u00e7a. Em outras palavras: o conceito de Arist\u00f3teles visa tratar desigualmente os desiguais para se promover a efetiva igualdade. Esse fen\u00f4meno causa pol\u00eamicas e divide opini\u00f5es adversas a respeito da legalidade das cotas. Um dos principais argumentos contra \u00e9 o da meritocracia, afirmando que as cotas est\u00e3o impedindo a livre concorr\u00eancia entre os candidatos, ao privilegiar um grupo em detrimento de outros. Outro argumento bastante usado \u00e9 que a constitui\u00e7\u00e3o de 1988 estabelece a igualdade entre todas as pessoas independentes de cor, etnia, condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, entre outros&#8230;, e que desta forma as cotas raciais seriam inconstitucionais. Entretanto, o Supremo Tribunal Federal reafirmou a constitucionalidade das cotas em 2012. O maior argumento a favor dessa quest\u00e3o defende que \u00e9 injusto permitir a livre concorr\u00eancia entre grupos que nunca tiveram as mesmas oportunidades. A condi\u00e7\u00e3o de submiss\u00e3o e inferioridade que os negros foram submetidos perdurou muito al\u00e9m da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, fazendo com que a disparidade social e econ\u00f4mica entre negros e brancos fosse enorme. Por raz\u00f5es de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica as cotas devem prevalecer. A miss\u00e3o desse sistema \u00e9 somente promover a inclus\u00e3o de um povo que por s\u00e9culos se manteve marginalizado. 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