{"id":36770,"date":"2026-09-26T09:30:00","date_gmt":"2026-09-26T12:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/?p=36770"},"modified":"2026-09-13T14:07:32","modified_gmt":"2026-09-13T17:07:32","slug":"phantom-blade-zero-o-cinema-de-artes-marciais-encontra-os-games","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/phantom-blade-zero-o-cinema-de-artes-marciais-encontra-os-games\/","title":{"rendered":"Phantom Blade Zero: O Cinema De Artes Marciais Encontra Os Games"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\" data-section-id=\"197pcjf\" data-start=\"776\" data-end=\"997\">Um dos jogos mais aguardados de outubro quer transformar a linguagem do <em>wuxia<\/em> e do cinema de <em>kung fu<\/em> em uma experi\u00eancia interativa, colocando o jogador no centro de combates que parecem ter sa\u00eddo das telas.<\/h3>\n<p data-start=\"999\" data-end=\"1128\">Existe uma diferen\u00e7a entre um jogo que utiliza refer\u00eancias de uma cultura e um jogo que parece ter sido constru\u00eddo a partir dela. Posso dizer com firmeza que <strong>Phantom Blade Zero<\/strong> pertence \u00e0 segunda categoria, pois \u00e0\u00a0primeira vista, ele parece reunir v\u00e1rios elementos que j\u00e1 conhecemos dos grandes jogos de a\u00e7\u00e3o contempor\u00e2neos: combates r\u00e1pidos, espadas, inimigos poderosos, ambientes cinematogr\u00e1ficos, personagens misteriosos e uma hist\u00f3ria de vingan\u00e7a. Mas basta observar alguns minutos de sua jogabilidade para perceber que existe alguma coisa diferente acontecendo.<\/p>\n<p data-start=\"999\" data-end=\"1128\">Os movimentos dos personagens, a velocidade dos golpes, a maneira como os confrontos s\u00e3o coreografados e at\u00e9 a constru\u00e7\u00e3o visual das cenas remetem a uma tradi\u00e7\u00e3o muito espec\u00edfica do cinema e da cultura chinesa. \u00c9 o universo <em><strong data-start=\"1762\" data-end=\"1771\">wuxia<\/strong><\/em>, uma tradi\u00e7\u00e3o narrativa que h\u00e1 d\u00e9cadas influencia literatura, cinema, televis\u00e3o e agora encontra nos videogames um novo espa\u00e7o para se expressar.<\/p>\n<p data-start=\"1919\" data-end=\"2321\">Desenvolvido pela chinesa <strong>S-Game<\/strong>, <em data-start=\"1953\" data-end=\"1973\">Phantom Blade Zero<\/em> chega ao <strong>PlayStation 5<\/strong> e <strong>PC<\/strong> em <strong data-start=\"2005\" data-end=\"2030\">29 de outubro de 2026<\/strong>. O projeto nasceu como uma esp\u00e9cie de renascimento espiritual da s\u00e9rie <strong>Rainblood<\/strong>, criada pelo fundador da S-Game, <strong>Soulframe Liang<\/strong>, originalmente utilizando RPG Maker. A nova produ\u00e7\u00e3o foi reconstru\u00edda em escala muito maior e utiliza a Unreal Engine 5.<\/p>\n<blockquote>\n<h5 data-start=\"2323\" data-end=\"2444\"><strong><em>Mas talvez a caracter\u00edstica mais interessante esteja justamente naquilo que o est\u00fadio pretende fazer com essa tecnologia.<\/em><\/strong><\/h5>\n<\/blockquote>\n<p data-start=\"2446\" data-end=\"2658\">Em vez de reproduzir a f\u00f3rmula dos grandes jogos ocidentais de a\u00e7\u00e3o, Phantom Blade Zero tenta transportar para o controle do jogador a sensa\u00e7\u00e3o de assistir a uma grande sequ\u00eancia de artes marciais. E \u00e9 a\u00ed que o jogo deixa de ser apenas mais um lan\u00e7amento e passa a representar algo maior.<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Phantom-Blade-Zero-Imagem-2-1024x576.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-36778\" srcset=\"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Phantom-Blade-Zero-Imagem-2-1024x576.webp 1024w, https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Phantom-Blade-Zero-Imagem-2-300x169.webp 300w, https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Phantom-Blade-Zero-Imagem-2-768x432.webp 768w, https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Phantom-Blade-Zero-Imagem-2-1536x864.webp 1536w, https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Phantom-Blade-Zero-Imagem-2.webp 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem de Phantom Blade Zero capturado &#8220;in-game&#8221;. Fonte: Eurogamer.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h4 class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\" data-section-id=\"1yqsahh\" data-start=\"2791\" data-end=\"2833\"><strong>O que existe por tr\u00e1s da palavra <em>wuxia<\/em>?<\/strong><\/h4>\n<p data-start=\"2835\" data-end=\"2997\">Para entender Phantom Blade Zero, precisamos entender uma palavra que talvez ainda seja pouco familiar para boa parte do p\u00fablico brasileiro: <em><strong data-start=\"2987\" data-end=\"2996\">wuxia<\/strong><\/em>. O termo est\u00e1 associado a hist\u00f3rias de artistas marciais, espadachins, guerreiros errantes e personagens que vivem em um mundo marcado por c\u00f3digos de honra, conflitos entre escolas de combate, vingan\u00e7a, lealdade e busca por justi\u00e7a. Essa tradi\u00e7\u00e3o possui ra\u00edzes na literatura chinesa e encontrou no cinema uma das suas formas conhecidas.<\/p>\n<p data-start=\"3385\" data-end=\"3813\"><strong>Quem cresceu assistindo a filmes de artes marciais j\u00e1 entrou em contato com alguns dos elementos que caracterizam esse universo, mesmo sem conhecer o termo. Guerreiros que parecem desafiar os limites f\u00edsicos, duelos coreografados com precis\u00e3o, espadas utilizadas quase como extens\u00f5es do pr\u00f3prio corpo e personagens capazes de atravessar ambientes em movimentos que parecem imposs\u00edveis fazem parte desse imagin\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"3815\" data-end=\"4151\">De fato, o <em>game<\/em> n\u00e3o tenta esconder essa influ\u00eancia, pois o pr\u00f3prio est\u00fadio define o jogo como uma experi\u00eancia de <strong data-start=\"3928\" data-end=\"3950\">a\u00e7\u00e3o <em>wuxia<\/em> sombria<\/strong>, ambientada no mundo <strong>Wulin<\/strong>, no qual o protagonista <strong>Soul<\/strong> precisa enfrentar assassinos, mestres marciais e uma conspira\u00e7\u00e3o que amea\u00e7a aquilo que conhece.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-start=\"4153\" data-end=\"4252\"><strong>O interessante \u00e9 que o jogo n\u00e3o pretende reproduzir um <em>wuxia<\/em> tradicional.<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"4254\" data-end=\"4589\">Desde sua apresenta\u00e7\u00e3o inicial, a S-Game descreve o universo de <strong>Phantom Blade<\/strong> como uma mistura de <em>kung fu<\/em> chin\u00eas, elementos sobrenaturais e m\u00e1quinas com inspira\u00e7\u00e3o em est\u00e9tica <em>steampunk<\/em>. O est\u00fadio utiliza inclusive o termo <strong data-start=\"4479\" data-end=\"4495\">\u201cKungfupunk\u201d<\/strong> para definir essa combina\u00e7\u00e3o particular de refer\u00eancias.<\/p>\n<blockquote>\n<h5 data-start=\"4591\" data-end=\"4694\"><strong><em>Essa mistura ajuda a explicar por que as imagens do jogo parecem familiares e estranhas ao mesmo tempo.<\/em><\/strong><\/h5>\n<\/blockquote>\n<p data-start=\"4696\" data-end=\"5072\">H\u00e1 espadas e artes marciais que remetem ao cinema chin\u00eas, mas tamb\u00e9m existem m\u00e1quinas, mecanismos e elementos fant\u00e1sticos que pertencem a outro imagin\u00e1rio. O resultado n\u00e3o \u00e9 uma reconstru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da China e tampouco pretende ser um simulador do per\u00edodo hist\u00f3rico. \u00c9 uma fantasia constru\u00edda a partir de diferentes refer\u00eancias culturais e est\u00e9ticas. E isso \u00e9 importante porque demonstra que a proposta n\u00e3o \u00e9 colocar personagens chineses em um jogo de a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-start=\"5195\" data-end=\"5241\"><strong>A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 construir uma identidade pr\u00f3pria.<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"5243\" data-end=\"5578\">O protagonista, Soul, tamb\u00e9m se encaixa nessa proposta, pois ele \u00e9 um guerreiro que possui apenas <strong data-start=\"5336\" data-end=\"5355\">66 dias de vida<\/strong> e parte em uma jornada marcada por conspira\u00e7\u00f5es, assassinos e conflitos. A pr\u00f3pria limita\u00e7\u00e3o temporal do personagem acrescenta uma camada de urg\u00eancia \u00e0 narrativa, pois em vez de apresentar um her\u00f3i invenc\u00edvel, o jogo come\u00e7a com algu\u00e9m que sabe que seu tempo est\u00e1 acabando.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-start=\"5699\" data-end=\"5772\"><strong>Isso transforma cada confronto em algo mais significativo.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<h5 data-start=\"5774\" data-end=\"5904\"><strong><em>E talvez seja essa combina\u00e7\u00e3o entre tradi\u00e7\u00e3o e reinven\u00e7\u00e3o que esteja fazendo Phantom Blade Zero chamar tanta aten\u00e7\u00e3o.<\/em><\/strong><\/h5>\n<\/blockquote>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Phantom-Blade-Zero-Imagem-3.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-36786\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem da <em>gameplay<\/em> de Phantom Blade. Fonte: G2A.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h4 class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\" data-section-id=\"txhwjk\" data-start=\"5926\" data-end=\"5998\"><strong>Quando uma luta deixa de parecer um combate<\/strong><\/h4>\n<p data-start=\"6000\" data-end=\"6079\">Existe algo dif\u00edcil em transformar artes marciais em videogame, pois no cinema, uma equipe inteira controla a c\u00e2mera, a ilumina\u00e7\u00e3o, a montagem, a coreografia e o ritmo de uma luta. O espectador n\u00e3o decide quando o personagem ataca, n\u00e3o escolhe a dire\u00e7\u00e3o do golpe e tampouco determina se o protagonista ir\u00e1 esquivar ou avan\u00e7ar, pois tudo est\u00e1 sob controle do diretor.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-start=\"6370\" data-end=\"6415\"><strong>No videogame acontece exatamente o contr\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"6448\" data-end=\"6784\">Por isso, reproduzir a sensa\u00e7\u00e3o de uma grande sequ\u00eancia de <em>kung fu<\/em> exige muito mais do que criar personagens capazes de executar movimentos r\u00e1pidos. \u00c9 necess\u00e1rio desenvolver sistemas de combate que permitam ao jogador realizar a\u00e7\u00f5es que mantenham aquela sensa\u00e7\u00e3o de fluidez sem transformar tudo em uma sequ\u00eancia autom\u00e1tica de anima\u00e7\u00f5es. <strong>E esse parece ser um dos objetivos<\/strong>!<\/p>\n<p data-start=\"6853\" data-end=\"7245\">Em uma apresenta\u00e7\u00e3o especial do <strong>State of Play<\/strong>, a <strong>S-Game<\/strong> mostrou mais detalhes do sistema de combate e revelou que o jogo ter\u00e1 mais de <strong data-start=\"6987\" data-end=\"7010\">30 armas principais<\/strong>, al\u00e9m de 25 armas secund\u00e1rias chamadas <strong><em>Phantom Edges<\/em><\/strong>. Essas op\u00e7\u00f5es podem ser combinadas com acess\u00f3rios e diferentes configura\u00e7\u00f5es, permitindo que o jogador construa estilos de combate distintos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-start=\"7247\" data-end=\"7308\"><strong>A escolha das armas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o est\u00e9tica.<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"7310\" data-end=\"7566\">O jogador poder\u00e1 adaptar seu equipamento de acordo com a maneira como prefere enfrentar os advers\u00e1rios. Algumas situa\u00e7\u00f5es podem favorecer ataques \u00e0 dist\u00e2ncia, enquanto outras permitem utilizar diferentes recursos para criar vantagens durante os confrontos. O jogo tamb\u00e9m apresenta diferentes n\u00edveis de dificuldade, pois o modo Wayfarer foi pensado para quem deseja priorizar a experi\u00eancia narrativa, enquanto dificuldades mais elevadas, como Hellwalker e Sixty-Six Days, aumentam o desafio e introduzem advers\u00e1rios com IA mais avan\u00e7ada e adapt\u00e1vel.<\/p>\n<blockquote>\n<h5 data-start=\"7915\" data-end=\"8077\"><strong><em>Esse detalhe \u00e9 especialmente interessante porque mostra que o est\u00fadio n\u00e3o quer que a experi\u00eancia cinematogr\u00e1fica dependa exclusivamente de cenas pr\u00e9 determinadas.<\/em><\/strong><\/h5>\n<\/blockquote>\n<p data-start=\"8128\" data-end=\"8240\">E talvez a colabora\u00e7\u00e3o com <strong data-start=\"8155\" data-end=\"8169\">Donnie Yen<\/strong> seja um dos elementos mais importantes para compreender onde o ator e mestre de artes marciais atua como consultor criativo do projeto e tamb\u00e9m participa da captura facial e de movimento de M\u00f3 Yuan, personagem relacionado \u00e0 hist\u00f3ria de Soul. Segundo a pr\u00f3pria S-Game, Yen ajudou a trazer para o jogo conhecimentos ligados ao kung fu e ao cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-start=\"8586\" data-end=\"8675\"><strong>Isso n\u00e3o significa que o jogo esteja tentando copiar um filme de Donnie Yen.<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"8697\" data-end=\"9064\">O conhecimento cinematogr\u00e1fico e marcial de algu\u00e9m que passou d\u00e9cadas trabalhando com coreografias de combate pode ajudar os desenvolvedores a compreender detalhes que n\u00e3o s\u00e3o facilmente reproduzidos apenas observando refer\u00eancias visuais. Peso, dist\u00e2ncia, ritmo, postura, transi\u00e7\u00e3o entre movimentos e leitura do advers\u00e1rio fazem parte da linguagem das artes marciais. Quando esses elementos s\u00e3o traduzidos para um videogame, o resultado pode ser muito mais interessante do que simplesmente aumentar a velocidade das anima\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p data-start=\"9336\" data-end=\"9664\">Durante d\u00e9cadas, os jogos se aproximaram do cinema por meio de gr\u00e1ficos mais realistas e cenas mais elaboradas. Hoje, alguns projetos parecem estar indo al\u00e9m dessa busca por realismo visual, pois est\u00e3o tentando absorver <strong data-start=\"9590\" data-end=\"9621\">linguagens cinematogr\u00e1ficas<\/strong> e transform\u00e1-las em mec\u00e2nicas interativas.<\/p>\n<blockquote>\n<h5 data-start=\"9666\" data-end=\"9719\"><strong><em>N\u00e3o se trata apenas de fazer o jogo parecer um filme, mas de fazer o jogador sentir que est\u00e1 participando de uma sequ\u00eancia cinematogr\u00e1fica sem deixar de controlar aquilo que acontece.<\/em><\/strong><\/h5>\n<\/blockquote>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Phantom-Blade-Zero-Imagem-4-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-36802\" srcset=\"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Phantom-Blade-Zero-Imagem-4-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Phantom-Blade-Zero-Imagem-4-300x169.jpg 300w, https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Phantom-Blade-Zero-Imagem-4-768x432.jpg 768w, https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Phantom-Blade-Zero-Imagem-4-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Phantom-Blade-Zero-Imagem-4.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Phantom Blade Zero<\/em> chega ao <strong>PlayStation 5<\/strong> e <strong>PC<\/strong> em <strong>29 de outubro de 2026<\/strong>. Fonte: GamingBolt.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h4 class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\" data-section-id=\"ar04qt\" data-start=\"9942\" data-end=\"10039\"><strong>Phantom Blade Zero pode mostrar que os videogames tamb\u00e9m s\u00e3o uma forma de interc\u00e2mbio cultural<\/strong><\/h4>\n<p data-start=\"10041\" data-end=\"10118\">Existe uma caracter\u00edstica dos videogames que muitas vezes passa despercebida, pois eles conseguem transportar uma pessoa para dentro de culturas que talvez ela nunca tenha estudado profundamente. Um jogador pode conhecer mitologias n\u00f3rdicas por meio de um jogo. Pode descobrir elementos da hist\u00f3ria japonesa por uma aventura samurai. Pode entrar em contato com diferentes per\u00edodos hist\u00f3ricos, tradi\u00e7\u00f5es religiosas, estilos arquitet\u00f4nicos e manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas simplesmente porque uma experi\u00eancia interativa despertou sua curiosidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-start=\"10578\" data-end=\"10627\"><strong>Phantom Blade Zero possui esse mesmo potencial.<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"10629\" data-end=\"10916\">O jogador brasileiro que chegar ao jogo interessado apenas em seus combates pode terminar a experi\u00eancia querendo entender o que significa <em>wuxia<\/em>, conhecer filmes cl\u00e1ssicos de artes marciais, pesquisar a literatura que influenciou esse g\u00eanero ou descobrir outros jogos produzidos na China. Isso \u00e9 <strong>cultura <em>pop<\/em> <\/strong>funcionando como uma porta de entrada para algo maior e talvez essa seja uma das raz\u00f5es pelas quais o projeto mere\u00e7a aten\u00e7\u00e3o mesmo de quem n\u00e3o costuma acompanhar RPG&#8217;s.<\/p>\n<p data-start=\"11116\" data-end=\"11605\">A S-Game n\u00e3o surgiu agora com Phantom Blade Zero, pois esse projeto tem origem em <strong>Rainblood: Town of Death<\/strong>, criado por <strong>Soulframe Liang<\/strong> em 2010. Segundo o pr\u00f3prio fundador, os jogos anteriores da s\u00e9rie Rainblood e Phantom Blade constru\u00edram uma comunidade superior a 20 milh\u00f5es de jogadores, principalmente em dispositivos m\u00f3veis e no mercado chin\u00eas, antes da decis\u00e3o de transformar a ideia em uma produ\u00e7\u00e3o de grande escala para o p\u00fablico internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-start=\"11607\" data-end=\"11683\"><strong>Isso ajuda a mudar uma percep\u00e7\u00e3o bastante comum no mercado ocidental.<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"11685\" data-end=\"11954\">Quando pensamos em grandes jogos, normalmente lembramos de EUA, Jap\u00e3o e Europa. Entretanto, a ind\u00fastria chinesa de <em>games<\/em> vem desenvolvendo projetos cada vez mais ambiciosos e capazes de competir visual e tecnologicamente com grandes produ\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-start=\"11956\" data-end=\"12019\"><strong>E Phantom Blade Zero \u00e9 um exemplo interessante desse movimento.<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"12021\" data-end=\"12167\">N\u00e3o porque seja um \u201cjogo chin\u00eas tentando parecer ocidental\u201d, mas justamente porque sua identidade est\u00e1 ligada \u00e0 cultura de onde veio. O est\u00fadio est\u00e1 utilizando uma tecnologia global, a Unreal Engine 5, para construir um universo que combina refer\u00eancias tradicionais chinesas, fantasia, horror folcl\u00f3rico, kung fu e elementos tecnol\u00f3gicos pr\u00f3prios.<\/p>\n<p data-start=\"12422\" data-end=\"12484\">Essa combina\u00e7\u00e3o \u00e9 talvez o aspecto mais fascinante do projeto, onde a\u00a0tecnologia utilizada para construir o jogo pode ser compartilhada por desenvolvedores de qualquer lugar do mundo. A linguagem art\u00edstica, entretanto, pode ser profundamente local. E quando essas duas coisas se encontram, surge algo que n\u00e3o precisa escolher entre tradi\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"12792\" data-end=\"13198\">Existe ainda uma dimens\u00e3o importante na pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o do mundo de Wulin. A S-Game afirma que o jogador poder\u00e1 encontrar personagens e cidad\u00e3os durante sua jornada, participar de miss\u00f5es secund\u00e1rias e descobrir informa\u00e7\u00f5es que ajudam a compreender os acontecimentos por tr\u00e1s da hist\u00f3ria principal. Algumas dessas intera\u00e7\u00f5es podem abrir novos caminhos narrativos, indicando que o mundo n\u00e3o ser\u00e1 apenas um cen\u00e1rio bonito constru\u00eddo para servir de pano de fundo aos combates, porque talvez a maior surpresa esteja na velocidade dos golpes ou na qualidade dos gr\u00e1ficos.<\/p>\n<blockquote>\n<h5 data-start=\"13602\" data-end=\"13800\"><strong><em>Talvez esteja na capacidade de apresentar ao p\u00fablico global uma vis\u00e3o particular de fantasia, artes marciais e narrativa chinesa sem precisar abandonar a linguagem moderna dos grandes jogos.<\/em><\/strong><\/h5>\n<\/blockquote>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Phantom Blade Zero \u2014 Pre-Order Trailer\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hXyPbvj7A7w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n<h4 class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\" data-section-id=\"no0kip\" data-start=\"13807\" data-end=\"13820\"><strong>Conclus\u00e3o e reflex\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p data-section-id=\"14n5nzz\" data-start=\"13821\" data-end=\"13904\">Talvez o futuro dos <em>games<\/em> n\u00e3o esteja em copiar o cinema, mas em aprender com ele. \u00c9 aqui que Phantom Blade Zero chega em um momento interessante para a ind\u00fastria dos videogames. Os gr\u00e1ficos alcan\u00e7aram um n\u00edvel em que j\u00e1 n\u00e3o basta apresentar personagens mais realistas ou cen\u00e1rios mais detalhados. O p\u00fablico come\u00e7ou a exigir experi\u00eancias que tenham identidade, personalidade e alguma coisa capaz de diferenci\u00e1-las de dezenas de outros lan\u00e7amentos. Nesse cen\u00e1rio, a proposta da S-Game chama aten\u00e7\u00e3o justamente porque n\u00e3o tenta competir apenas pela escala.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-start=\"14398\" data-end=\"14441\"><strong>O est\u00fadio est\u00e1 apostando em uma identidade.<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"14443\" data-end=\"14836\">Existe o <em>wuxia, <\/em>o <em>kung fu, <\/em>a fantasia, o horror folcl\u00f3rico, a est\u00e9tica <em data-start=\"14542\" data-end=\"14554\">Kungfupunk, <\/em>a influ\u00eancia do cinema de artes marciais, a tecnologia da Unreal Engine 5; mas existe tamb\u00e9m uma tentativa de transformar tudo isso em uma experi\u00eancia na qual o jogador n\u00e3o apenas assista, mas participe dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-start=\"14838\" data-end=\"14901\"><strong>O resultado final ainda precisa ser descoberto pelos jogadores.<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"14923\" data-end=\"15291\">Antes do lan\u00e7amento, podemos analisar <em>trailers<\/em>, demonstra\u00e7\u00f5es, entrevistas e informa\u00e7\u00f5es divulgadas pelos desenvolvedores. Podemos entender a proposta e reconhecer o potencial, mas a verdadeira resposta s\u00f3 vir\u00e1 quando o controle estiver nas m\u00e3os dos jogadores e o mundo de Wulin deixar de ser uma promessa para se transformar em experi\u00eancia.<\/p>\n<p data-start=\"16027\" data-end=\"16190\">Por fim, o verdadeiro desafio n\u00e3o \u00e9 transformar um filme de artes marciais em videogame. \u00c9 transformar a linguagem do cinema em algo que s\u00f3 um videogame consegue fazer. Se Phantom Blade Zero conseguir alcan\u00e7ar esse equil\u00edbrio, talvez sua maior contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja apenas apresentar mais um grande jogo de a\u00e7\u00e3o, mas mostrar que, quando diferentes culturas, tecnologias e formas de contar hist\u00f3rias se encontram, os videogames ainda t\u00eam muito espa\u00e7o para surpreender.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos jogos mais aguardados de outubro quer transformar a linguagem do wuxia e do cinema de kung fu em uma experi\u00eancia interativa, colocando o jogador no centro de combates que parecem ter sa\u00eddo das telas. Existe uma diferen\u00e7a entre um jogo que utiliza refer\u00eancias de uma cultura e um jogo que parece ter sido constru\u00eddo a partir dela. Posso dizer com firmeza que Phantom Blade Zero pertence \u00e0 segunda categoria, pois \u00e0\u00a0primeira vista, ele parece reunir v\u00e1rios elementos que j\u00e1 conhecemos dos grandes jogos de a\u00e7\u00e3o contempor\u00e2neos: combates r\u00e1pidos, espadas, inimigos poderosos, ambientes cinematogr\u00e1ficos, personagens misteriosos e uma hist\u00f3ria de vingan\u00e7a. Mas basta observar alguns minutos de sua jogabilidade para perceber que existe alguma coisa diferente acontecendo. Os movimentos dos personagens, a velocidade dos golpes, a maneira como os confrontos s\u00e3o coreografados e at\u00e9 a constru\u00e7\u00e3o visual das cenas remetem a uma tradi\u00e7\u00e3o muito espec\u00edfica do cinema e da cultura chinesa. \u00c9 o universo wuxia, uma tradi\u00e7\u00e3o narrativa que h\u00e1 d\u00e9cadas influencia literatura, cinema, televis\u00e3o e agora encontra nos videogames um novo espa\u00e7o para se expressar. Desenvolvido pela chinesa S-Game, Phantom Blade Zero chega ao PlayStation 5 e PC em 29 de outubro de 2026. O projeto nasceu como uma esp\u00e9cie de renascimento espiritual da s\u00e9rie Rainblood, criada pelo fundador da S-Game, Soulframe Liang, originalmente utilizando RPG Maker. A nova produ\u00e7\u00e3o foi reconstru\u00edda em escala muito maior e utiliza a Unreal Engine 5. Mas talvez a caracter\u00edstica mais interessante esteja justamente naquilo que o est\u00fadio pretende fazer com essa tecnologia. Em vez de reproduzir a f\u00f3rmula dos grandes jogos ocidentais de a\u00e7\u00e3o, Phantom Blade Zero tenta transportar para o controle do jogador a sensa\u00e7\u00e3o de assistir a uma grande sequ\u00eancia de artes marciais. E \u00e9 a\u00ed que o jogo deixa de ser apenas mais um lan\u00e7amento e passa a representar algo maior. O que existe por tr\u00e1s da palavra wuxia? Para entender Phantom Blade Zero, precisamos entender uma palavra que talvez ainda seja pouco familiar para boa parte do p\u00fablico brasileiro: wuxia. O termo est\u00e1 associado a hist\u00f3rias de artistas marciais, espadachins, guerreiros errantes e personagens que vivem em um mundo marcado por c\u00f3digos de honra, conflitos entre escolas de combate, vingan\u00e7a, lealdade e busca por justi\u00e7a. Essa tradi\u00e7\u00e3o possui ra\u00edzes na literatura chinesa e encontrou no cinema uma das suas formas conhecidas. Quem cresceu assistindo a filmes de artes marciais j\u00e1 entrou em contato com alguns dos elementos que caracterizam esse universo, mesmo sem conhecer o termo. Guerreiros que parecem desafiar os limites f\u00edsicos, duelos coreografados com precis\u00e3o, espadas utilizadas quase como extens\u00f5es do pr\u00f3prio corpo e personagens capazes de atravessar ambientes em movimentos que parecem imposs\u00edveis fazem parte desse imagin\u00e1rio. De fato, o game n\u00e3o tenta esconder essa influ\u00eancia, pois o pr\u00f3prio est\u00fadio define o jogo como uma experi\u00eancia de a\u00e7\u00e3o wuxia sombria, ambientada no mundo Wulin, no qual o protagonista Soul precisa enfrentar assassinos, mestres marciais e uma conspira\u00e7\u00e3o que amea\u00e7a aquilo que conhece. O interessante \u00e9 que o jogo n\u00e3o pretende reproduzir um wuxia tradicional. Desde sua apresenta\u00e7\u00e3o inicial, a S-Game descreve o universo de Phantom Blade como uma mistura de kung fu chin\u00eas, elementos sobrenaturais e m\u00e1quinas com inspira\u00e7\u00e3o em est\u00e9tica steampunk. O est\u00fadio utiliza inclusive o termo \u201cKungfupunk\u201d para definir essa combina\u00e7\u00e3o particular de refer\u00eancias. Essa mistura ajuda a explicar por que as imagens do jogo parecem familiares e estranhas ao mesmo tempo. H\u00e1 espadas e artes marciais que remetem ao cinema chin\u00eas, mas tamb\u00e9m existem m\u00e1quinas, mecanismos e elementos fant\u00e1sticos que pertencem a outro imagin\u00e1rio. O resultado n\u00e3o \u00e9 uma reconstru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da China e tampouco pretende ser um simulador do per\u00edodo hist\u00f3rico. \u00c9 uma fantasia constru\u00edda a partir de diferentes refer\u00eancias culturais e est\u00e9ticas. E isso \u00e9 importante porque demonstra que a proposta n\u00e3o \u00e9 colocar personagens chineses em um jogo de a\u00e7\u00e3o. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 construir uma identidade pr\u00f3pria. O protagonista, Soul, tamb\u00e9m se encaixa nessa proposta, pois ele \u00e9 um guerreiro que possui apenas 66 dias de vida e parte em uma jornada marcada por conspira\u00e7\u00f5es, assassinos e conflitos. A pr\u00f3pria limita\u00e7\u00e3o temporal do personagem acrescenta uma camada de urg\u00eancia \u00e0 narrativa, pois em vez de apresentar um her\u00f3i invenc\u00edvel, o jogo come\u00e7a com algu\u00e9m que sabe que seu tempo est\u00e1 acabando. Isso transforma cada confronto em algo mais significativo. E talvez seja essa combina\u00e7\u00e3o entre tradi\u00e7\u00e3o e reinven\u00e7\u00e3o que esteja fazendo Phantom Blade Zero chamar tanta aten\u00e7\u00e3o. Quando uma luta deixa de parecer um combate Existe algo dif\u00edcil em transformar artes marciais em videogame, pois no cinema, uma equipe inteira controla a c\u00e2mera, a ilumina\u00e7\u00e3o, a montagem, a coreografia e o ritmo de uma luta. O espectador n\u00e3o decide quando o personagem ataca, n\u00e3o escolhe a dire\u00e7\u00e3o do golpe e tampouco determina se o protagonista ir\u00e1 esquivar ou avan\u00e7ar, pois tudo est\u00e1 sob controle do diretor. No videogame acontece exatamente o contr\u00e1rio. Por isso, reproduzir a sensa\u00e7\u00e3o de uma grande sequ\u00eancia de kung fu exige muito mais do que criar personagens capazes de executar movimentos r\u00e1pidos. \u00c9 necess\u00e1rio desenvolver sistemas de combate que permitam ao jogador realizar a\u00e7\u00f5es que mantenham aquela sensa\u00e7\u00e3o de fluidez sem transformar tudo em uma sequ\u00eancia autom\u00e1tica de anima\u00e7\u00f5es. E esse parece ser um dos objetivos! Em uma apresenta\u00e7\u00e3o especial do State of Play, a S-Game mostrou mais detalhes do sistema de combate e revelou que o jogo ter\u00e1 mais de 30 armas principais, al\u00e9m de 25 armas secund\u00e1rias chamadas Phantom Edges. Essas op\u00e7\u00f5es podem ser combinadas com acess\u00f3rios e diferentes configura\u00e7\u00f5es, permitindo que o jogador construa estilos de combate distintos. A escolha das armas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o est\u00e9tica. O jogador poder\u00e1 adaptar seu equipamento de acordo com a maneira como prefere enfrentar os advers\u00e1rios. Algumas situa\u00e7\u00f5es podem favorecer ataques \u00e0 dist\u00e2ncia, enquanto outras permitem utilizar diferentes recursos para criar vantagens durante os confrontos. O jogo tamb\u00e9m apresenta diferentes n\u00edveis de dificuldade, pois o modo Wayfarer foi pensado para quem deseja priorizar a experi\u00eancia narrativa, enquanto dificuldades mais elevadas, como Hellwalker e Sixty-Six Days, aumentam o desafio e introduzem advers\u00e1rios<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":36774,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[44,1],"tags":[3334,6066,6062,6064,53,4361,6070,61,6061,6060,6072,3335,6065,6068,6071,6069,908,6067,6063],"class_list":["post-36770","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-games","category-todascategorias","tag-acao","tag-acao-sombria","tag-artes-marciais","tag-cinema-de-artes","tag-games","tag-kung-fu","tag-kungfupunk","tag-pc","tag-phantom-blade","tag-phantom-blade-zero","tag-phantom-edges","tag-playstation-5","tag-s-game","tag-soul","tag-state-of-play","tag-steampunk","tag-videogame","tag-wulin","tag-wuxia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36770","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36770"}],"version-history":[{"count":38,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36770\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36812,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36770\/revisions\/36812"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36770"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36770"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}