{"id":23657,"date":"2020-12-06T09:23:54","date_gmt":"2020-12-06T12:23:54","guid":{"rendered":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/?p=23657"},"modified":"2020-12-06T09:23:59","modified_gmt":"2020-12-06T12:23:59","slug":"mapa-3d-mais-detalhado-da-via-lactea-e-construido-pela-esa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/mapa-3d-mais-detalhado-da-via-lactea-e-construido-pela-esa\/","title":{"rendered":"Mapa 3D Mais Detalhado Da Via L\u00e1ctea \u00c9 Constru\u00eddo Pela ESA"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000000;\">Na \u00faltima quinta-feira (3\/12), astr\u00f4nomos da <strong>Universidade de Cambridge<\/strong>, no Reino Unido, <strong>revelaram o mapa 3D mais detalhado j\u00e1 feito da Via L\u00e1ctea<\/strong>. Esse novo atlas tem como base dados obtidos pelo observat\u00f3rio Gaia da <strong>Esta\u00e7\u00e3o<\/strong> <strong>Espacial Internacional<\/strong> (ESA), que tem coletado imagens do espa\u00e7o desde 2013.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O movimento das estrelas na periferia da nossa gal\u00e1xia indica mudan\u00e7as significativas na hist\u00f3ria da pr\u00f3pria Via L\u00e1ctea, onde os pesquisadores receberam novos dados da terceira leva de resultados obtidos pelo telesc\u00f3pio Gaia, que est\u00e1 mapeando nossa gal\u00e1xia.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><em>Com este terceiro conjunto de dados, os astr\u00f4nomos agora disp\u00f5em de informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre mais de 1,8 bilh\u00e3o de estrelas e outros corpos celestes, compondo o maior mapa j\u00e1 feito da Via L\u00e1ctea.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O novo conjunto de dados est\u00e1 revelando novos ind\u00edcios do passado da gal\u00e1xia, com estrelas na dire\u00e7\u00e3o do &#8220;anticentro&#8221; da gal\u00e1xia; ou seja, aquelas que est\u00e3o no c\u00e9u exatamente na dire\u00e7\u00e3o oposta ao centro da gal\u00e1xia. A observa\u00e7\u00e3o deste anticentro gal\u00e1ctico permitiu rastrear v\u00e1rias popula\u00e7\u00f5es de estrelas tanto mais velhas, quanto mais jovens do que o nosso Sol.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Os atuais modelos de computadores preveem que o disco da Via L\u00e1ctea crescer\u00e1 com o tempo, \u00e0 medida que novas estrelas nascem. Al\u00e9m disso, os novos dados permitem ver as rel\u00edquias do antigo &#8220;disco&#8221;, 10 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s e, assim, determinar a sua menor extens\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com o tamanho atual da Via L\u00e1ctea, o que ajudar\u00e1 a melhorar e corrigir diversos modelos f\u00edsicos, matem\u00e1ticos e de simula\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><em>Outros conjuntos de gal\u00e1xias aumentam largamente o centro de estrelas pr\u00f3ximas, permitindo derivar a forma da \u00f3rbita do Sistema Solar em torno do centro da gal\u00e1xia, al\u00e9m de mostrar algumas estruturas em duas gal\u00e1xias vizinhas, como a conhecida Andr\u00f4meda.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Os recentes dados destas regi\u00f5es externas tamb\u00e9m refor\u00e7am a evid\u00eancia de outro grande evento no passado mais recente da Via L\u00e1ctea, pois nas regi\u00f5es externas h\u00e1 um componente de estrelas que se move lentamente acima do plano da gal\u00e1xia e se dirige para baixo em dire\u00e7\u00e3o ao plano, e um componente de estrelas que se move rapidamente abaixo do plano e que se move para cima. Este padr\u00e3o n\u00e3o havia sido previsto pelos astr\u00f4nomos, e pode ser o resultado da quase colis\u00e3o entre a Via L\u00e1ctea e a gal\u00e1xia an\u00e3 Sagit\u00e1rio, que passaram uma pela outra no passado distante.<\/span><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"432\" src=\"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/mapa-via-lactea.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-23663\" srcset=\"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/mapa-via-lactea.jpg 768w, https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/mapa-via-lactea-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Imagem simb\u00f3lica do novo mapa da-Via-L\u00e1ctea<\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">A gal\u00e1xia an\u00e3 Sagit\u00e1rio cont\u00e9m algumas dezenas de milh\u00f5es de estrelas e est\u00e1 atualmente em processo de canibaliza\u00e7\u00e3o pela Via L\u00e1ctea. A sua \u00faltima passagem pr\u00f3xima \u00e0 nossa gal\u00e1xia n\u00e3o foi um impacto direto, mas teria sido o suficiente para que a sua gravidade perturbasse algumas estrelas na nossa gal\u00e1xia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A pesquisadora <strong>Teresa Antoja<\/strong>, da <strong>Universidade de Barcelona<\/strong>, na Espanha, lembrando que o papel da gal\u00e1xia an\u00e3 Sagit\u00e1rio ainda \u00e9 objeto de debate entre os astr\u00f4nomos, destaca:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><em>Os padr\u00f5es de movimento nas estrelas s\u00e3o diferentes do que costum\u00e1vamos acreditar, pois poder\u00e1 ser uma boa candidata para todos esses dist\u00farbios que est\u00e3o acontecendo e como mostram algumas simula\u00e7\u00f5es de outros autores.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A hist\u00f3ria da Via L\u00e1ctea n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico resultado deste novo conjunto de dados do telesc\u00f3pio Gaia, pois o mesmo j\u00e1 permitiu aos astr\u00f4nomos medir a acelera\u00e7\u00e3o do Sistema Solar em rela\u00e7\u00e3o ao restante do universo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Com os movimentos observados de gal\u00e1xias extremamente distantes, a velocidade do nosso Sistema Solar foi medida com mudan\u00e7a de 0,23 nm\/s a cada segundo. Por causa dessa pequena acelera\u00e7\u00e3o, a trajet\u00f3ria do Sistema Solar \u00e9 desviada pelo di\u00e2metro de um \u00e1tomo a cada segundo e, num ano, isso soma cerca de 115 km. A acelera\u00e7\u00e3o medida mostra uma boa concord\u00e2ncia com as expectativas te\u00f3ricas e fornece a primeira medi\u00e7\u00e3o da curvatura da \u00f3rbita do Sistema Solar em torno da gal\u00e1xia na hist\u00f3ria da astronomia \u00f3ptica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Por fim, outro dado interessante veio da observa\u00e7\u00e3o das &#8220;Nuvens de Magalh\u00e3es&#8221;, duas gal\u00e1xias que orbitam a Via L\u00e1ctea, pois ap\u00f3s medirem o movimento das estrelas da Grande Nuvem de Magalh\u00e3es com maior precis\u00e3o do que antes, o telesc\u00f3pio Gaia confirmou que a gal\u00e1xia tem claramente uma estrutura espiral, como s modelos matem\u00e1ticos j\u00e1 previam. <\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><em>Os dados tamb\u00e9m revelam um fluxo de estrelas que est\u00e1 sendo puxado para fora da Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es, indicando a presen\u00e7a de estruturas anteriormente invis\u00edveis nos arredores de ambas as gal\u00e1xias.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A medida que as tecnologias dos equipamentos astron\u00f4micos evoluem, a humanidade est\u00e1 cada vez mais conhecendo mais sobre nosso Sistema Solar, a Via L\u00e1ctea e as gal\u00e1xias vizinhas que est\u00e3o mais pr\u00f3ximas.<\/span><\/p>\n\n\n<p><strong>________________________________________________________________________<\/strong>______<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Se voc\u00ea gostou, n\u00e3o deixe de participar atrav\u00e9s de sugest\u00f5es, cr\u00edticas e\/ou d\u00favidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a <\/strong><\/em><a href=\"https:\/\/facebook.com\/universonerd.net\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>P\u00e1gina no Facebook<\/strong><\/a><em><strong>, interagir no <\/strong><\/em><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/groups\/1285723958213451\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Grupo do Facebook<\/strong><\/a><em><strong>, al\u00e9m de acompanhar publica\u00e7\u00f5es e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promo\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima quinta-feira (3\/12), astr\u00f4nomos da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, revelaram o mapa 3D mais detalhado j\u00e1 feito da Via L\u00e1ctea. Esse novo atlas tem como base dados obtidos pelo observat\u00f3rio Gaia da Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional (ESA), que tem coletado imagens do espa\u00e7o desde 2013. O movimento das estrelas na periferia da nossa gal\u00e1xia indica mudan\u00e7as significativas na hist\u00f3ria da pr\u00f3pria Via L\u00e1ctea, onde os pesquisadores receberam novos dados da terceira leva de resultados obtidos pelo telesc\u00f3pio Gaia, que est\u00e1 mapeando nossa gal\u00e1xia. Com este terceiro conjunto de dados, os astr\u00f4nomos agora disp\u00f5em de informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre mais de 1,8 bilh\u00e3o de estrelas e outros corpos celestes, compondo o maior mapa j\u00e1 feito da Via L\u00e1ctea. O novo conjunto de dados est\u00e1 revelando novos ind\u00edcios do passado da gal\u00e1xia, com estrelas na dire\u00e7\u00e3o do &#8220;anticentro&#8221; da gal\u00e1xia; ou seja, aquelas que est\u00e3o no c\u00e9u exatamente na dire\u00e7\u00e3o oposta ao centro da gal\u00e1xia. A observa\u00e7\u00e3o deste anticentro gal\u00e1ctico permitiu rastrear v\u00e1rias popula\u00e7\u00f5es de estrelas tanto mais velhas, quanto mais jovens do que o nosso Sol. Os atuais modelos de computadores preveem que o disco da Via L\u00e1ctea crescer\u00e1 com o tempo, \u00e0 medida que novas estrelas nascem. Al\u00e9m disso, os novos dados permitem ver as rel\u00edquias do antigo &#8220;disco&#8221;, 10 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s e, assim, determinar a sua menor extens\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com o tamanho atual da Via L\u00e1ctea, o que ajudar\u00e1 a melhorar e corrigir diversos modelos f\u00edsicos, matem\u00e1ticos e de simula\u00e7\u00f5es. Outros conjuntos de gal\u00e1xias aumentam largamente o centro de estrelas pr\u00f3ximas, permitindo derivar a forma da \u00f3rbita do Sistema Solar em torno do centro da gal\u00e1xia, al\u00e9m de mostrar algumas estruturas em duas gal\u00e1xias vizinhas, como a conhecida Andr\u00f4meda. Os recentes dados destas regi\u00f5es externas tamb\u00e9m refor\u00e7am a evid\u00eancia de outro grande evento no passado mais recente da Via L\u00e1ctea, pois nas regi\u00f5es externas h\u00e1 um componente de estrelas que se move lentamente acima do plano da gal\u00e1xia e se dirige para baixo em dire\u00e7\u00e3o ao plano, e um componente de estrelas que se move rapidamente abaixo do plano e que se move para cima. Este padr\u00e3o n\u00e3o havia sido previsto pelos astr\u00f4nomos, e pode ser o resultado da quase colis\u00e3o entre a Via L\u00e1ctea e a gal\u00e1xia an\u00e3 Sagit\u00e1rio, que passaram uma pela outra no passado distante. A gal\u00e1xia an\u00e3 Sagit\u00e1rio cont\u00e9m algumas dezenas de milh\u00f5es de estrelas e est\u00e1 atualmente em processo de canibaliza\u00e7\u00e3o pela Via L\u00e1ctea. A sua \u00faltima passagem pr\u00f3xima \u00e0 nossa gal\u00e1xia n\u00e3o foi um impacto direto, mas teria sido o suficiente para que a sua gravidade perturbasse algumas estrelas na nossa gal\u00e1xia. A pesquisadora Teresa Antoja, da Universidade de Barcelona, na Espanha, lembrando que o papel da gal\u00e1xia an\u00e3 Sagit\u00e1rio ainda \u00e9 objeto de debate entre os astr\u00f4nomos, destaca: Os padr\u00f5es de movimento nas estrelas s\u00e3o diferentes do que costum\u00e1vamos acreditar, pois poder\u00e1 ser uma boa candidata para todos esses dist\u00farbios que est\u00e3o acontecendo e como mostram algumas simula\u00e7\u00f5es de outros autores. A hist\u00f3ria da Via L\u00e1ctea n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico resultado deste novo conjunto de dados do telesc\u00f3pio Gaia, pois o mesmo j\u00e1 permitiu aos astr\u00f4nomos medir a acelera\u00e7\u00e3o do Sistema Solar em rela\u00e7\u00e3o ao restante do universo. Com os movimentos observados de gal\u00e1xias extremamente distantes, a velocidade do nosso Sistema Solar foi medida com mudan\u00e7a de 0,23 nm\/s a cada segundo. Por causa dessa pequena acelera\u00e7\u00e3o, a trajet\u00f3ria do Sistema Solar \u00e9 desviada pelo di\u00e2metro de um \u00e1tomo a cada segundo e, num ano, isso soma cerca de 115 km. A acelera\u00e7\u00e3o medida mostra uma boa concord\u00e2ncia com as expectativas te\u00f3ricas e fornece a primeira medi\u00e7\u00e3o da curvatura da \u00f3rbita do Sistema Solar em torno da gal\u00e1xia na hist\u00f3ria da astronomia \u00f3ptica. Por fim, outro dado interessante veio da observa\u00e7\u00e3o das &#8220;Nuvens de Magalh\u00e3es&#8221;, duas gal\u00e1xias que orbitam a Via L\u00e1ctea, pois ap\u00f3s medirem o movimento das estrelas da Grande Nuvem de Magalh\u00e3es com maior precis\u00e3o do que antes, o telesc\u00f3pio Gaia confirmou que a gal\u00e1xia tem claramente uma estrutura espiral, como s modelos matem\u00e1ticos j\u00e1 previam. Os dados tamb\u00e9m revelam um fluxo de estrelas que est\u00e1 sendo puxado para fora da Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es, indicando a presen\u00e7a de estruturas anteriormente invis\u00edveis nos arredores de ambas as gal\u00e1xias. A medida que as tecnologias dos equipamentos astron\u00f4micos evoluem, a humanidade est\u00e1 cada vez mais conhecendo mais sobre nosso Sistema Solar, a Via L\u00e1ctea e as gal\u00e1xias vizinhas que est\u00e3o mais pr\u00f3ximas. ______________________________________________________________________________ Se voc\u00ea gostou, n\u00e3o deixe de participar atrav\u00e9s de sugest\u00f5es, cr\u00edticas e\/ou d\u00favidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a P\u00e1gina no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, al\u00e9m de acompanhar publica\u00e7\u00f5es e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":23662,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[39,3326,1369,3449,3450,3445,3447,3452,3448,3451,3446],"class_list":["post-23657","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-todascategorias","tag-ciencia","tag-descoberta","tag-esa","tag-estacao-espacial-internacional","tag-gaia","tag-galaxia","tag-mapa","tag-mapa-3d","tag-universidade-de-barcelona","tag-universidade-de-cambridge","tag-via-lactea"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23657","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23657"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23657\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23662"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23657"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23657"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23657"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}