{"id":19710,"date":"2019-06-30T16:57:47","date_gmt":"2019-06-30T19:57:47","guid":{"rendered":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/?p=19710"},"modified":"2019-06-30T16:57:55","modified_gmt":"2019-06-30T19:57:55","slug":"carregamento-sem-fios-pode-reduzir-vida-util-da-bateria-do-smartphone","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/carregamento-sem-fios-pode-reduzir-vida-util-da-bateria-do-smartphone\/","title":{"rendered":"Carregamento sem fios pode reduzir vida \u00fatil da bateria do smartphone"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\">Voc\u00ea sabia que o modo como carregamos os <em>smartphones<\/em> (celulares) pelo carregador convencional, ligado \u00e0 tomada, ou pelo <strong>carregamento indutivo<\/strong>, sem fios, pode mudar a expectativa de vida da sua bateria?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\">Bem, caros leitores, esta \u00e9 a conclus\u00e3o de Melanie Loveridge e colegas da Universidade de Warwick, no Reino Unido, que compararam tr\u00eas modos de carregamento destes dispositivos, dois deles n\u00e3o envolvendo fios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Sobre o carregamento indutivo<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\">O carregamento indutivo permite que uma fonte de energia transmita eletricidade atrav\u00e9s de um espa\u00e7o de ar, sem o uso de fios de conex\u00e3o. A inclus\u00e3o de bobinas de carregamento indutivo em v\u00e1rios modelos mais recentes de <em>smartphones<\/em> levou ao aumento r\u00e1pido da ado\u00e7\u00e3o da tecnologia. Em 2017, fabricantes de autom\u00f3veis anunciaram a inclus\u00e3o de consoles dentro de 15 modelos para carregar indutivamente dispositivos eletr\u00f4nicos de consumo, incluindo os <i>smartphones<\/i>. E em uma escala maior, v\u00e1rias empresas est\u00e3o considerando a possibilidade de carregar baterias de ve\u00edculos el\u00e9tricos dessa mesma maneira.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><strong><em>O problema \u00e9 que esse modo de carregamento gera uma grande quantidade de calor indesejado, o que prejudica a bateria, diminuindo sua vida<\/em><\/strong><em><strong> \u00fatil e at\u00e9 comprometendo outros componentes.<\/strong><\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\">S\u00e3o v\u00e1rias as fontes de gera\u00e7\u00e3o de calor associadas a qualquer sistema de carregamento do tipo indutivo, tanto no carregador quanto no aparelho que est\u00e1 sendo carregado. Esse aquecimento adicional \u00e9 agravado pelo fato de que o aparelho e a base de carga ficam em contato f\u00edsico, o que significa que qualquer calor gerado em um deles \u00e9 transferido para o outro por simples condu\u00e7\u00e3o e convec\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\">Nos <em>smartphones<\/em>, a bobina que recebe a energia fica junto \u00e0 tampa traseira do dispositivo, ao lado da bateria e de todo o restante, o que limita a possibilidade de dissipa\u00e7\u00e3o do calor gerado dentro ou o proteja do calor advindo do meio exterior. J\u00e1 pensaram nisso?<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>A quest\u00e3o das baterias e a temperatura envolvida<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\">As baterias atuais, normalmente constru\u00eddas com \u00edons de l\u00edtio s\u00e3o dispositivos qu\u00edmicos, onde a teoria de Arrhenuis estabelece que, para a maioria das rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas, a taxa de rea\u00e7\u00e3o dobra a cada 10\u00b0C.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\">Em uma bateria, as rea\u00e7\u00f5es indesejadas que podem ocorrer incluem a taxa de crescimento acelerado nos eletrodos da c\u00e9lula. Isso ocorre por meio de rea\u00e7\u00f5es redox, que aumentam irreversivelmente a resist\u00eancia interna, resultando em degrada\u00e7\u00e3o no desempenho e em falha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\">Um problema adicional encontrado pelos pesquisadores ocorre quando a bobina do aparelho que est\u00e1 sendo carregado n\u00e3o est\u00e1 perfeitamente alinhada com a bobina do carregador. Nestes casos, os resultados s\u00e3o ainda piores, com maior gera\u00e7\u00e3o de calor entre os dispositivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\">Embora os fabricantes alertem contra falhas catastr\u00f3ficas, como explos\u00f5es, por exemplo, em temperaturas operacionais acima dos 50 ou 60\u00baC, uma bateria de \u00edons de l\u00edtio com uma temperatura superior a 30\u00baC \u00e9 tipicamente considerada em temperatura elevada, expondo a bateria ao risco de uma vida \u00fatil mais curta, com outros problemas no uso do dispositivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\">Embora a equipe n\u00e3o tenha estabelecido quanto de vida \u00fatil a bateria do seu <em>smartphone<\/em> ir\u00e1 perder em cada caso, o que exigiria observa\u00e7\u00f5es de longo prazo e uma grande quantidade de aparelhos, para se estabelecer uma m\u00e9dia ou algum tipo de padr\u00e3o. Mas o recado \u00e9 bem claro:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><strong><em>O smartphone aquece com o carregamento de forma indutiva, e a bateria n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com tais temperaturas que s\u00e3o consideradas elevadas para esta aplica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>O carregamento e a redu\u00e7\u00e3o da vida \u00fatil da bateria<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\">No caso do <em>smartphone<\/em> carregado com o carregador plugado na rede el\u00e9trica convencional, a temperatura m\u00e9dia m\u00e1xima atingida dentro de 3 horas de carregamento n\u00e3o excedeu 27\u00b0C, partindo de uma temperatura ambiente de 25\u00b0 C e bem abaixo das temperaturas descritas acima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\">Em contraste, com o <em>smartphone<\/em> sendo carregado por carregamento indutivo alinhado, a temperatura pode atingir picos de 30,5\u00b0C, que se reduziu gradualmente durante a segunda metade do carregamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\">No caso de carregamento indutivo desalinhado, o pico de temperatura foi de magnitude similar (30,5\u00ba C), mas esta temperatura foi alcan\u00e7ada mais cedo e persistiu por muito mais tempo neste n\u00edvel; ou seja, 125 minutos, versus 55 minutos para o carregamento corretamente alinhado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\">A conclus\u00e3o da equipe \u00e9 que o carregamento indutivo, embora conveniente, provavelmente levar\u00e1 \u00e0 uma redu\u00e7\u00e3o na vida \u00fatil da bateria do <em>smartphone<\/em>. Para muitos usu\u00e1rios, essa degrada\u00e7\u00e3o pode ser um pre\u00e7o aceit\u00e1vel para a conveni\u00eancia, mas para aqueles que desejam aproveitar a vida \u00fatil mais longa, o carregamento via cabo ainda \u00e9 recomendado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\"><strong>Refer\u00eancia<\/strong>: <i>Temperature Considerations for Charging Li-Ion Batteries: Inductive versus Mains Charging Modes for Portable Electronic Devices<\/i>. <strong>DOI<\/strong>: 10.1021\/acsenergylett.9b00663<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\">_______________________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-very-dark-gray-color\"><strong><em>Se voc\u00ea gostou deste artigo, n\u00e3o deixe de participar atrav\u00e9s de sugest\u00f5es, cr\u00edticas e\/ou d\u00favidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a P\u00e1gina no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, al\u00e9m de acompanhar publica\u00e7\u00f5es e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promo\u00e7\u00f5es.<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que o modo como carregamos os smartphones (celulares) pelo carregador convencional, ligado \u00e0 tomada, ou pelo carregamento indutivo, sem fios, pode mudar a expectativa de vida da sua bateria? Bem, caros leitores, esta \u00e9 a conclus\u00e3o de Melanie Loveridge e colegas da Universidade de Warwick, no Reino Unido, que compararam tr\u00eas modos de carregamento destes dispositivos, dois deles n\u00e3o envolvendo fios. Sobre o carregamento indutivo O carregamento indutivo permite que uma fonte de energia transmita eletricidade atrav\u00e9s de um espa\u00e7o de ar, sem o uso de fios de conex\u00e3o. A inclus\u00e3o de bobinas de carregamento indutivo em v\u00e1rios modelos mais recentes de smartphones levou ao aumento r\u00e1pido da ado\u00e7\u00e3o da tecnologia. Em 2017, fabricantes de autom\u00f3veis anunciaram a inclus\u00e3o de consoles dentro de 15 modelos para carregar indutivamente dispositivos eletr\u00f4nicos de consumo, incluindo os smartphones. E em uma escala maior, v\u00e1rias empresas est\u00e3o considerando a possibilidade de carregar baterias de ve\u00edculos el\u00e9tricos dessa mesma maneira. O problema \u00e9 que esse modo de carregamento gera uma grande quantidade de calor indesejado, o que prejudica a bateria, diminuindo sua vida \u00fatil e at\u00e9 comprometendo outros componentes. S\u00e3o v\u00e1rias as fontes de gera\u00e7\u00e3o de calor associadas a qualquer sistema de carregamento do tipo indutivo, tanto no carregador quanto no aparelho que est\u00e1 sendo carregado. Esse aquecimento adicional \u00e9 agravado pelo fato de que o aparelho e a base de carga ficam em contato f\u00edsico, o que significa que qualquer calor gerado em um deles \u00e9 transferido para o outro por simples condu\u00e7\u00e3o e convec\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica. Nos smartphones, a bobina que recebe a energia fica junto \u00e0 tampa traseira do dispositivo, ao lado da bateria e de todo o restante, o que limita a possibilidade de dissipa\u00e7\u00e3o do calor gerado dentro ou o proteja do calor advindo do meio exterior. J\u00e1 pensaram nisso? A quest\u00e3o das baterias e a temperatura envolvida As baterias atuais, normalmente constru\u00eddas com \u00edons de l\u00edtio s\u00e3o dispositivos qu\u00edmicos, onde a teoria de Arrhenuis estabelece que, para a maioria das rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas, a taxa de rea\u00e7\u00e3o dobra a cada 10\u00b0C. Em uma bateria, as rea\u00e7\u00f5es indesejadas que podem ocorrer incluem a taxa de crescimento acelerado nos eletrodos da c\u00e9lula. Isso ocorre por meio de rea\u00e7\u00f5es redox, que aumentam irreversivelmente a resist\u00eancia interna, resultando em degrada\u00e7\u00e3o no desempenho e em falha. Um problema adicional encontrado pelos pesquisadores ocorre quando a bobina do aparelho que est\u00e1 sendo carregado n\u00e3o est\u00e1 perfeitamente alinhada com a bobina do carregador. Nestes casos, os resultados s\u00e3o ainda piores, com maior gera\u00e7\u00e3o de calor entre os dispositivos. Embora os fabricantes alertem contra falhas catastr\u00f3ficas, como explos\u00f5es, por exemplo, em temperaturas operacionais acima dos 50 ou 60\u00baC, uma bateria de \u00edons de l\u00edtio com uma temperatura superior a 30\u00baC \u00e9 tipicamente considerada em temperatura elevada, expondo a bateria ao risco de uma vida \u00fatil mais curta, com outros problemas no uso do dispositivo. Embora a equipe n\u00e3o tenha estabelecido quanto de vida \u00fatil a bateria do seu smartphone ir\u00e1 perder em cada caso, o que exigiria observa\u00e7\u00f5es de longo prazo e uma grande quantidade de aparelhos, para se estabelecer uma m\u00e9dia ou algum tipo de padr\u00e3o. Mas o recado \u00e9 bem claro: O smartphone aquece com o carregamento de forma indutiva, e a bateria n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com tais temperaturas que s\u00e3o consideradas elevadas para esta aplica\u00e7\u00e3o. O carregamento e a redu\u00e7\u00e3o da vida \u00fatil da bateria No caso do smartphone carregado com o carregador plugado na rede el\u00e9trica convencional, a temperatura m\u00e9dia m\u00e1xima atingida dentro de 3 horas de carregamento n\u00e3o excedeu 27\u00b0C, partindo de uma temperatura ambiente de 25\u00b0 C e bem abaixo das temperaturas descritas acima. Em contraste, com o smartphone sendo carregado por carregamento indutivo alinhado, a temperatura pode atingir picos de 30,5\u00b0C, que se reduziu gradualmente durante a segunda metade do carregamento. No caso de carregamento indutivo desalinhado, o pico de temperatura foi de magnitude similar (30,5\u00ba C), mas esta temperatura foi alcan\u00e7ada mais cedo e persistiu por muito mais tempo neste n\u00edvel; ou seja, 125 minutos, versus 55 minutos para o carregamento corretamente alinhado. A conclus\u00e3o da equipe \u00e9 que o carregamento indutivo, embora conveniente, provavelmente levar\u00e1 \u00e0 uma redu\u00e7\u00e3o na vida \u00fatil da bateria do smartphone. Para muitos usu\u00e1rios, essa degrada\u00e7\u00e3o pode ser um pre\u00e7o aceit\u00e1vel para a conveni\u00eancia, mas para aqueles que desejam aproveitar a vida \u00fatil mais longa, o carregamento via cabo ainda \u00e9 recomendado. Refer\u00eancia: Temperature Considerations for Charging Li-Ion Batteries: Inductive versus Mains Charging Modes for Portable Electronic Devices. DOI: 10.1021\/acsenergylett.9b00663 _______________________________________________________________________________ Se voc\u00ea gostou deste artigo, n\u00e3o deixe de participar atrav\u00e9s de sugest\u00f5es, cr\u00edticas e\/ou d\u00favidas. 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