{"id":15681,"date":"2018-07-04T19:34:47","date_gmt":"2018-07-04T22:34:47","guid":{"rendered":"http:\/\/universonerd.net\/portal\/?p=15681"},"modified":"2018-07-04T19:34:47","modified_gmt":"2018-07-04T22:34:47","slug":"voce-conhece-a-origem-dos-sobrenomes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/voce-conhece-a-origem-dos-sobrenomes\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea Conhece A Origem Dos Sobrenomes?"},"content":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, Queridos leitores. Hoje quero contar um pouquinho para voc\u00eas sobre a <strong>hist\u00f3ria dos sobrenomes<\/strong>. Isso mesmo! Porque foram criados e quando come\u00e7aram a ser usados. Voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar na quantidade de nomes iguais que temos no mundo? O que diferencia os Paulos, Pedros e Marias?<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 caracter\u00edsticas f\u00edsicas, que s\u00e3o \u00fanicas de cada um. Existe uma hist\u00f3ria por tr\u00e1s de cada ascend\u00eancia e \u00e9 isso que vamos ver. Prontos?<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<h3>O que s\u00e3o sobrenomes?<\/h3>\n<p><strong>Sobrenome<\/strong> ou <strong>nome de fam\u00edlia<\/strong> \u00e9 a por\u00e7\u00e3o do nome do indiv\u00edduo que est\u00e1 relacionada com sua ascend\u00eancia. Est\u00e1 ligado com o estudo geneal\u00f3gico. Na maioria das l\u00ednguas que s\u00e3o de origem indo-europeias, o prenome precede o sobrenome e \u00e9 usado para designar as pessoas. Em outras culturas, por exemplo, os h\u00fangaros, chineses, vietnamitas, japon\u00eas, o sobrenome precede o prenome da ordem do nome completo.<\/p>\n<p>Na maioria das culturas, no mundo, as pessoas possuem apenas um sobrenome, na maioria das vezes herdado do pai. Em algumas culturas, por\u00e9m, geralmente de origem anglo-sax\u00e3, existe um nome do meio, normalmente herdado da m\u00e3e. J\u00e1 na cultura Hisp\u00e2nica e na Lus\u00f3fona, os sobrenomes podem vir de ambos progenitores, por\u00e9m, respeitando uma ordem espec\u00edfica. Na Hisp\u00e2nica, o paterno precede o materno e na Lus\u00f3fona, ao contr\u00e1rio. Na Hisp\u00e2nica, o n\u00famero m\u00e1ximo de sobrenomes \u00e9 de dois e na Lus\u00f3fona, de quatro. J\u00e1 no Brasil e no restante dos pa\u00edses onde predomina a l\u00edngua portuguesa, n\u00e3o existe limita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p><em><strong>Na Espanha era obrigat\u00f3rio a mulher adotar o sobrenome do marido ao se casar, por\u00e9m, hoje essa pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria mais.<\/strong> <\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Ali\u00e1s, nem aqui no Brasil \u00e9 obrigat\u00f3rio mais. Desde o C\u00f3digo Civil de 2002, essa pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 mais obrigat\u00f3ria. Existem alguns casos em que at\u00e9 o homem adota o sobrenome da mulher, mas ainda n\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica muito comum. A pr\u00e1tica mais comum que temos visto s\u00e3o ambos manterem os sobrenomes de solteiros, at\u00e9 por uma quest\u00e3o burocr\u00e1tica, com rela\u00e7\u00e3o aos diversos documentos pessoais.<\/p>\n<p>Em Portugal, por\u00e9m, \u00e9 obrigat\u00f3rio quando h\u00e1 o nascimento de um filho, colocar-se o sobrenome do pai na crian\u00e7a, podendo ser at\u00e9 mesmo o sobrenome dos av\u00f3s paternos. Os demais sobrenomes podem ser tanto paternos quanto maternos, mas s\u00e3o facultativos. J\u00e1 na quest\u00e3o de matrim\u00f4nio, deixou de ser obrigat\u00f3rio a ado\u00e7\u00e3o do nome do marido ou da esposa, podendo manter os nomes de solteiros. Por\u00e9m, at\u00e9 um tempo atr\u00e1s, a mulher adotar o sobrenome do marido tinha um peso a mais, principalmente na vida profissional.<\/p>\n<p>Na verdade, os sobrenomes foram atribu\u00eddos com o passar dos anos para designar qual era atividade a qual determinada fam\u00edlia exercia. Depois, as igrejas passaram a utilizar os sobrenomes para os registros batismais, ou seja, era obrigat\u00f3rio um nome de fam\u00edlia, ou de algum santo(a). Quando a pessoa n\u00e3o apresentava um nome de fam\u00edlia ou algo do tipo, era utilizado \u201cda Silva\u201d.<\/p>\n<p>Veja abaixo, os nomes mais comuns ao redor do mundo:<\/p>\n<figure id=\"attachment_15686\" aria-describedby=\"caption-attachment-15686\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Sobrenomes-por-regi\u00e3o-2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-15686 size-full\" src=\"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Sobrenomes-por-regi\u00e3o-2.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"508\" srcset=\"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Sobrenomes-por-regi\u00e3o-2.jpg 1024w, https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Sobrenomes-por-regi\u00e3o-2-300x149.jpg 300w, https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Sobrenomes-por-regi\u00e3o-2-768x381.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-15686\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000; font-size: 10pt;\">Sobrenomes por regi\u00e3o.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Por\u00e9m, os nomes come\u00e7aram a se repetir e grandes confus\u00f5es se formaram: na \u00e9poca da Inquisi\u00e7\u00e3o, por exemplo, \u00e0s vezes, o inquisitor tinha o mesmo nome da v\u00edtima julgada e condenada, mas n\u00e3o estabelecia nenhuma rela\u00e7\u00e3o de parentesco entre eles. Depois, com a chegada dos alem\u00e3s, muitas pessoas eram confundidas por terem o mesmo sobrenome. Passou-se, ent\u00e3o, a utilizar outras t\u00e9cnicas, como por exemplo, identificar no sobrenome o ramo em que a fam\u00edlia trabalhava. Por exemplo, o sobrenome Macieira, identificava que aquela fam\u00edlia plantava e comercializava ma\u00e7\u00e3s e assim por diante.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>Um outro m\u00e9todo de identifica\u00e7\u00e3o foi pelo lugar de origem. Por exemplo, Heron de Alexandria. Ou ainda, identificava-se a pessoa com o sufixo son: Stevenson, filho de Steven.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Claro que com o passar do tempo e com o repasse de terras hereditariamente, os sobrenomes tamb\u00e9m se tornaram heredit\u00e1rios. Por isso, a nobreza e o clero forma os primeiros segmentos a usarem sobrenomes, enquanto as classes baixas eram chamadas apenas pelo primeiro nome.<\/p>\n<h3>Os Patron\u00edmicos<\/h3>\n<p>O Patron\u00edmico \u00e9 um nome de fam\u00edlia ou apelido. Vem do grego \u03c0\u03b1\u03c4\u03c1\u03c9\u03bd\u03c5\u03bc\u03b9\u03ba\u03cc\u03c2, \u03c0\u03b1\u03c4\u03ae\u03c1 &#8220;pai&#8221; e \u1f44\u03bd\u03bf\u03bc\u03b1, &#8220;nome&#8221;. Esse nome vem do pai ou de um ascendente masculino, como voc\u00eas puderam ver na origem da palavra.<\/p>\n<p>O uso do patron\u00edmico foi adotado para distinguir os indiv\u00edduos dentro de um determinado grupo, no qual havia v\u00e1rias pessoas com o mesmo nome. Por exemplo: Jos\u00e9 o filho de Jo\u00e3o, Ant\u00f4nio o filho de Andr\u00e9, entre outros.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>Com o tempo, encurtou-se esses nomes: Jos\u00e9 de Jo\u00e3o, Ant\u00f4nio de Andr\u00e9. Desta forma, explicamos os in\u00fameros sobrenomes, cuja origem imediata \u00e9 um prenome. Exemplo: Fernandes (filho de Fern\u00e3o\/Fernando), Rodrigues (Filho de Rui\/Rodrigo) e assim por diante.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<h3>Um pouco de Hist\u00f3ria<\/h3>\n<p>Na Idade M\u00e9dia, em\u00a0 Castela,\u00a0 Le\u00e3o, Navarra e Portugal, era muito comum adicionar <em>-ez<\/em> ou <em>-es<\/em> ao sobrenome. Por exemplo: Se o <em>Martin<\/em> tinha um filho chamado <em>Andr\u00e9<\/em>, o filho seria chamado de <em>Andr\u00e9 Martin<strong>ez<\/strong><\/em>. Entenderam? Andr\u00e9, filho de Martin.<\/p>\n<p>A origem desses sufixos <strong><em>-ez<\/em><\/strong> ou <strong><em>-es<\/em><\/strong> \u00e9 incerta. Alguns estudiosos atribuem ao genitivo <strong><em>-is<\/em><\/strong> do latim, que indica possess\u00e3o. Exemplo: \u201c<em>filius C<\/em><em>\u00e6sar<strong>is\u201d<\/strong><\/em>, filho de C\u00e9sar. Por\u00e9m, essa explica\u00e7\u00e3o n\u00e3o justifica os patron\u00edmicos encontrados em Ferr<strong><em>az<\/em><\/strong> e Munh<strong><em>oz<\/em><\/strong>, por exemplo.<\/p>\n<p>Veja abaixo a lista de alguns patron\u00edmicos ib\u00e9ricos:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Sobrenomes-por-regi\u00e3o-2-1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-15687\" src=\"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Sobrenomes-por-regi\u00e3o-2-1.jpg\" alt=\"\" width=\"642\" height=\"1292\" srcset=\"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Sobrenomes-por-regi\u00e3o-2-1.jpg 462w, https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Sobrenomes-por-regi\u00e3o-2-1-149x300.jpg 149w\" sizes=\"(max-width: 642px) 100vw, 642px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Existem ainda, os patron\u00edmicos italianos, cujos sobrenomes assumem v\u00e1rias formas, de acordo com a regi\u00e3o da It\u00e1lia em que esse sobrenome tem origem. O mais comum \u00e9 o sufixo <strong><em>-i<\/em><\/strong>. Como no saco dos sobrenomes: Lorenz<strong><em>i<\/em><\/strong> (filho de Lorenzo), Giulian<strong><em>i<\/em><\/strong> (filho de Giuliano), Paol<strong><em>i<\/em><\/strong> (filho de Paolo) e assim por diante.<\/p>\n<p>Na R\u00fassia, Ucr\u00e2nia e na Bielor\u00fassia, por exemplo, essa quest\u00e3o do sobrenome j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil. Entre o nome pr\u00f3prio e o da fam\u00edlia, usa-se um patron\u00edmico, geralmente uma forma arcaica do genitivo do nome do pai. Por exemplo: <em>\u041b\u0430\u0440\u0438\u0441\u0430 \u041a\u043e\u043d\u0441\u0442\u0430\u043d\u0442\u0438\u043d<strong>\u043e\u0432\u043d\u0430<\/strong> \u041a\u0443\u0437\u043d\u0435\u0446\u043e\u0432\u0430<\/em> (<em>Larissa Constantin<strong>ovna<\/strong> Kuznietchova<\/em>) e <em>\u0411\u043e\u0440\u0438\u0441 \u041a\u043e\u043d\u0441\u0442\u0430\u043d\u0442\u0438\u043d<strong>\u043e\u0432\u0438\u0447<\/strong> \u041a\u0443\u0437\u043d\u0435\u0446\u043e\u0432<\/em> (<em>B\u00f3ris Constantino<strong>vitch<\/strong> Kuznietchov<\/em>), filhos de <em>\u041a\u043e\u043d\u0441\u0442\u0430\u043d\u0442\u0438\u043d Fulan\u043e\u0432\u0438\u0447 \u041a\u0443\u0437\u043d\u0435\u0446\u043e\u0432<\/em> (<strong><em>Constantin<\/em><\/strong><em> Fuloanovitch Kuznietchov<\/em>). Perceberam? Para mulheres, usa-se <em>&#8211;<strong>ovna<\/strong><\/em> e para homens, <strong><em>-vitch<\/em><\/strong>).<\/p>\n<h3>Aqui no Brasil<\/h3>\n<p>Segundo pesquisas desenvolvidas pelo <strong>IPEA<\/strong>, em 2016, a grande maioria dos sobrenomes brasileiros s\u00e3o de origem ib\u00e9rica, sendo que somente 18% da popula\u00e7\u00e3o possuem sobrenomes com outras origens. Com exce\u00e7\u00e3o de grande parte do Sul do Brasil, Oeste Paulista e das serras do Esp\u00edrito Santo, os quais receberam muitos imigrantes n\u00e3o ib\u00e9ricos, os demais locais possuem os sobrenomes dessa origem.<\/p>\n<p>Entretanto, o estudo mostrou que isso n\u00e3o quer dizer que os sobrenomes utilizados indicam a ancestralidade ou a genealogia. Existem outros fatores, aqui no Brasil, que \u201catrapalharam\u201d um pouco essa linha de pensamento, como a vinda de africanos que adotaram nomes e sobrenomes portugueses e tamb\u00e9m dos \u00edndios que j\u00e1 estavam aqui e foram catequizados, adotando tamb\u00e9m, nomes e sobrenomes portugueses.<\/p>\n<p>Espero que tenham gostado! At\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/p>\n<p><b>_________________________________________________<\/b><\/p>\n<p><i><b>Se voc\u00ea gostou deste artigo, n\u00e3o deixe de participar atrav\u00e9s de sugest\u00f5es, cr\u00edticas e\/ou d\u00favidas. <\/b><\/i><i><b>Aproveitem para assinar o Blog, curtir a <\/b><\/i><i><b><a href=\"http:\/\/facebook.com\/universonerd.net\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">P\u00e1gina no Facebook<\/a><\/b><\/i><i><b>, interagir no <\/b><\/i><i><b><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/groups\/1285723958213451\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Grupo do Facebook<\/a><\/b><\/i><i><b>, al\u00e9m de acompanhar publica\u00e7\u00f5es e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promo\u00e7\u00f5es.<\/b><\/i><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">&lt; x &gt;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, Queridos leitores. Hoje quero contar um pouquinho para voc\u00eas sobre a hist\u00f3ria dos sobrenomes. Isso mesmo! Porque foram criados e quando come\u00e7aram a ser usados. Voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar na quantidade de nomes iguais que temos no mundo? O que diferencia os Paulos, Pedros e Marias? N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 caracter\u00edsticas f\u00edsicas, que s\u00e3o \u00fanicas de cada um. Existe uma hist\u00f3ria por tr\u00e1s de cada ascend\u00eancia e \u00e9 isso que vamos ver. Prontos? O que s\u00e3o sobrenomes? Sobrenome ou nome de fam\u00edlia \u00e9 a por\u00e7\u00e3o do nome do indiv\u00edduo que est\u00e1 relacionada com sua ascend\u00eancia. Est\u00e1 ligado com o estudo geneal\u00f3gico. Na maioria das l\u00ednguas que s\u00e3o de origem indo-europeias, o prenome precede o sobrenome e \u00e9 usado para designar as pessoas. Em outras culturas, por exemplo, os h\u00fangaros, chineses, vietnamitas, japon\u00eas, o sobrenome precede o prenome da ordem do nome completo. Na maioria das culturas, no mundo, as pessoas possuem apenas um sobrenome, na maioria das vezes herdado do pai. Em algumas culturas, por\u00e9m, geralmente de origem anglo-sax\u00e3, existe um nome do meio, normalmente herdado da m\u00e3e. J\u00e1 na cultura Hisp\u00e2nica e na Lus\u00f3fona, os sobrenomes podem vir de ambos progenitores, por\u00e9m, respeitando uma ordem espec\u00edfica. Na Hisp\u00e2nica, o paterno precede o materno e na Lus\u00f3fona, ao contr\u00e1rio. Na Hisp\u00e2nica, o n\u00famero m\u00e1ximo de sobrenomes \u00e9 de dois e na Lus\u00f3fona, de quatro. J\u00e1 no Brasil e no restante dos pa\u00edses onde predomina a l\u00edngua portuguesa, n\u00e3o existe limita\u00e7\u00e3o. Na Espanha era obrigat\u00f3rio a mulher adotar o sobrenome do marido ao se casar, por\u00e9m, hoje essa pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria mais. Ali\u00e1s, nem aqui no Brasil \u00e9 obrigat\u00f3rio mais. Desde o C\u00f3digo Civil de 2002, essa pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 mais obrigat\u00f3ria. Existem alguns casos em que at\u00e9 o homem adota o sobrenome da mulher, mas ainda n\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica muito comum. A pr\u00e1tica mais comum que temos visto s\u00e3o ambos manterem os sobrenomes de solteiros, at\u00e9 por uma quest\u00e3o burocr\u00e1tica, com rela\u00e7\u00e3o aos diversos documentos pessoais. Em Portugal, por\u00e9m, \u00e9 obrigat\u00f3rio quando h\u00e1 o nascimento de um filho, colocar-se o sobrenome do pai na crian\u00e7a, podendo ser at\u00e9 mesmo o sobrenome dos av\u00f3s paternos. Os demais sobrenomes podem ser tanto paternos quanto maternos, mas s\u00e3o facultativos. J\u00e1 na quest\u00e3o de matrim\u00f4nio, deixou de ser obrigat\u00f3rio a ado\u00e7\u00e3o do nome do marido ou da esposa, podendo manter os nomes de solteiros. Por\u00e9m, at\u00e9 um tempo atr\u00e1s, a mulher adotar o sobrenome do marido tinha um peso a mais, principalmente na vida profissional. Na verdade, os sobrenomes foram atribu\u00eddos com o passar dos anos para designar qual era atividade a qual determinada fam\u00edlia exercia. Depois, as igrejas passaram a utilizar os sobrenomes para os registros batismais, ou seja, era obrigat\u00f3rio um nome de fam\u00edlia, ou de algum santo(a). Quando a pessoa n\u00e3o apresentava um nome de fam\u00edlia ou algo do tipo, era utilizado \u201cda Silva\u201d. Veja abaixo, os nomes mais comuns ao redor do mundo: Por\u00e9m, os nomes come\u00e7aram a se repetir e grandes confus\u00f5es se formaram: na \u00e9poca da Inquisi\u00e7\u00e3o, por exemplo, \u00e0s vezes, o inquisitor tinha o mesmo nome da v\u00edtima julgada e condenada, mas n\u00e3o estabelecia nenhuma rela\u00e7\u00e3o de parentesco entre eles. Depois, com a chegada dos alem\u00e3s, muitas pessoas eram confundidas por terem o mesmo sobrenome. Passou-se, ent\u00e3o, a utilizar outras t\u00e9cnicas, como por exemplo, identificar no sobrenome o ramo em que a fam\u00edlia trabalhava. Por exemplo, o sobrenome Macieira, identificava que aquela fam\u00edlia plantava e comercializava ma\u00e7\u00e3s e assim por diante. Um outro m\u00e9todo de identifica\u00e7\u00e3o foi pelo lugar de origem. Por exemplo, Heron de Alexandria. Ou ainda, identificava-se a pessoa com o sufixo son: Stevenson, filho de Steven. Claro que com o passar do tempo e com o repasse de terras hereditariamente, os sobrenomes tamb\u00e9m se tornaram heredit\u00e1rios. Por isso, a nobreza e o clero forma os primeiros segmentos a usarem sobrenomes, enquanto as classes baixas eram chamadas apenas pelo primeiro nome. Os Patron\u00edmicos O Patron\u00edmico \u00e9 um nome de fam\u00edlia ou apelido. Vem do grego \u03c0\u03b1\u03c4\u03c1\u03c9\u03bd\u03c5\u03bc\u03b9\u03ba\u03cc\u03c2, \u03c0\u03b1\u03c4\u03ae\u03c1 &#8220;pai&#8221; e \u1f44\u03bd\u03bf\u03bc\u03b1, &#8220;nome&#8221;. Esse nome vem do pai ou de um ascendente masculino, como voc\u00eas puderam ver na origem da palavra. O uso do patron\u00edmico foi adotado para distinguir os indiv\u00edduos dentro de um determinado grupo, no qual havia v\u00e1rias pessoas com o mesmo nome. Por exemplo: Jos\u00e9 o filho de Jo\u00e3o, Ant\u00f4nio o filho de Andr\u00e9, entre outros. Com o tempo, encurtou-se esses nomes: Jos\u00e9 de Jo\u00e3o, Ant\u00f4nio de Andr\u00e9. Desta forma, explicamos os in\u00fameros sobrenomes, cuja origem imediata \u00e9 um prenome. Exemplo: Fernandes (filho de Fern\u00e3o\/Fernando), Rodrigues (Filho de Rui\/Rodrigo) e assim por diante. Um pouco de Hist\u00f3ria Na Idade M\u00e9dia, em\u00a0 Castela,\u00a0 Le\u00e3o, Navarra e Portugal, era muito comum adicionar -ez ou -es ao sobrenome. Por exemplo: Se o Martin tinha um filho chamado Andr\u00e9, o filho seria chamado de Andr\u00e9 Martinez. Entenderam? Andr\u00e9, filho de Martin. A origem desses sufixos -ez ou -es \u00e9 incerta. Alguns estudiosos atribuem ao genitivo -is do latim, que indica possess\u00e3o. Exemplo: \u201cfilius C\u00e6saris\u201d, filho de C\u00e9sar. Por\u00e9m, essa explica\u00e7\u00e3o n\u00e3o justifica os patron\u00edmicos encontrados em Ferraz e Munhoz, por exemplo. Veja abaixo a lista de alguns patron\u00edmicos ib\u00e9ricos: Existem ainda, os patron\u00edmicos italianos, cujos sobrenomes assumem v\u00e1rias formas, de acordo com a regi\u00e3o da It\u00e1lia em que esse sobrenome tem origem. O mais comum \u00e9 o sufixo -i. Como no saco dos sobrenomes: Lorenzi (filho de Lorenzo), Giuliani (filho de Giuliano), Paoli (filho de Paolo) e assim por diante. Na R\u00fassia, Ucr\u00e2nia e na Bielor\u00fassia, por exemplo, essa quest\u00e3o do sobrenome j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil. Entre o nome pr\u00f3prio e o da fam\u00edlia, usa-se um patron\u00edmico, geralmente uma forma arcaica do genitivo do nome do pai. Por exemplo: \u041b\u0430\u0440\u0438\u0441\u0430 \u041a\u043e\u043d\u0441\u0442\u0430\u043d\u0442\u0438\u043d\u043e\u0432\u043d\u0430 \u041a\u0443\u0437\u043d\u0435\u0446\u043e\u0432\u0430 (Larissa Constantinovna Kuznietchova) e \u0411\u043e\u0440\u0438\u0441 \u041a\u043e\u043d\u0441\u0442\u0430\u043d\u0442\u0438\u043d\u043e\u0432\u0438\u0447 \u041a\u0443\u0437\u043d\u0435\u0446\u043e\u0432 (B\u00f3ris Constantinovitch Kuznietchov), filhos de \u041a\u043e\u043d\u0441\u0442\u0430\u043d\u0442\u0438\u043d Fulan\u043e\u0432\u0438\u0447 \u041a\u0443\u0437\u043d\u0435\u0446\u043e\u0432 (Constantin Fuloanovitch Kuznietchov). Perceberam? Para mulheres, usa-se &#8211;ovna e para homens, -vitch). Aqui no Brasil Segundo pesquisas desenvolvidas pelo IPEA, em 2016, a grande maioria dos sobrenomes brasileiros s\u00e3o de origem ib\u00e9rica, sendo que somente 18%<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":15683,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[16,1],"tags":[92,23,264,1639,256,977],"class_list":["post-15681","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao-steam","category-todascategorias","tag-educacao","tag-ensino","tag-historia","tag-ipea","tag-origem","tag-sobrenome"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15681","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15681"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15681\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15683"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15681"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15681"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/universonerd.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15681"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}