Breve História dos Games de Esportes Na BGS

A Brasil Game Show (BGS) é o maior evento de jogos eletrônicos da América Latina, atraindo gamers, entusiastas, desenvolvedores e empresas da indústria de jogos do Brasil e de todo o Mundo. Desde a sua fundação em 2009, a BGS tem sido palco de diversas transformações na indústria de jogos, incluindo grande parte da evolução dos games de esportes. Neste breve artigo, exploraremos um pouco sobre a história dos games de esportes no evento. Os Primeiros Passos (2009-2012) A primeira edição da Brasil Game Show ocorreu em 2009, no Rio de Janeiro, e trouxe pouca representatividade para os games de esportes. Naquela época, os títulos de esportes estavam em um estágio inicial de desenvolvimento no Brasil e no mundo. FIFA e Pro Evolution Soccer (PES) dominavam o cenário, mas ainda não eram o foco central do evento. Entretanto, os visitantes podiam encontrar algumas competições amadoras de FIFA e PES, demonstrando que a semente dos games de esportes estava sendo plantada na BGS. Os torneios eram simples e não ofereciam grandes prêmios, mas já mostravam o potencial do gênero. O Crescimento (2013-2016) A partir de 2013, a Brasil Game Show começou a crescer exponencialmente e isso teve um impacto significativo nos games de esportes. A popularidade dos jogos de esportes estava em ascensão, especialmente com o aumento do interesse por eSports em todo o mundo. FIFA e PES tornaram-se títulos de destaque na BGS, com competições mais elaboradas, prêmios em dinheiro e a participação de jogadores profissionais. As empresas desenvolvedoras, como a Electronic Arts (EA) e a Konami, começaram a investir mais na presença de seus jogos de esportes no evento, criando estandes interativos e oferecendo a oportunidade para os visitantes testarem as versões mais recentes. Nesse período, também surgiram iniciativas de clubes de eSports e organizações de eventos especializados em games de esportes, contribuindo para a consolidação do gênero presente na BGS. A Era dos eSports (2017-2020) A partir de 2017, os games de esportes conquistaram um lugar de destaque na BGS e na indústria de jogos em geral. A feira dedicou espaços significativos para jogos como FIFA, PES, NBA 2K e Rocket League, além de receber competições nacionais e internacionais de eSports desses títulos. Jogadores profissionais de renome internacional, como o brasileiro Wendell Lira, campeão do Prêmio Puskás da FIFA em 2015, participaram de torneios e interagiram com fãs na BGS. Isso trouxe ainda mais visibilidade para os games de esportes e inspirou uma nova geração de jogadores a se tornarem profissionais. A parceria entre a BGS e organizações de eSports tornou-se mais sólida, resultando em competições de alto nível, incluindo a presença de equipes internacionais e a distribuição de prêmios significativos. A Modernização (2021-Atualidade) Com o avanço da tecnologia e a popularização dos eSports, os games de esportes continuam evoluindo na BGS. Os títulos mais recentes oferecem gráficos impressionantes, jogabilidade cada vez mais realista e recursos online que permitem aos jogadores competir em níveis globais. A partir de 2021, a BGS passou a ser realizada em formato híbrido, com eventos físicos e virtuais, alcançando um público ainda mais amplo. Isso permitiu que os games de esportes fossem apreciados por uma audiência global, consolidando o evento como um dos principais destinos para os fãs do gênero. Além disso, a BGS tem sido um espaço para a divulgação de novos títulos de esportes e o anúncio de parcerias entre desenvolvedoras e equipes de eSports, mostrando que os games de esportes têm um futuro brilhante no cenário dos jogos eletrônicos no Brasil e na América Latina. Está chegando mais uma Brasil Game Show! A história dos games de esportes na Brasil Game Show é uma jornada que reflete a evolução da indústria de jogos eletrônicos como um todo. Desde seus primeiros passos tímidos até se tornarem uma parte integral do evento, os games de esportes percorreram um longo caminho. Hoje, os fãs de games de esportes podem esperar encontrar competições acirradas, jogadores profissionais de renome internacional, estandes interativos e a oportunidade de experimentar os títulos mais recentes na Brasil Game Show. É um testemunho da paixão e do compromisso dos desenvolvedores, jogadores e fãs que tornaram os games de esportes um dos gêneros mais emocionantes e vibrantes do mundo dos jogos eletrônicos. Abrações e até breve! Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD.
Fim Da Hegemonia Brasileira No Rainbow Six

Saudações, meus caros nerds de plantão! Tudo bom convosco? Depois de um 2021 magistral, onde os mais expressivos torneios internacionais foram vencidos por equipes brasileiras, finalmente (e infelizmente) nossa hegemonia no competitivo de Rainbow Six Siege teve um fim no Six Invitational 2022, ocorrido neste último fim de semana em Estocolmo, Suécia. O torneio contou com a participação de 20 times, sendo, desses, seis brasileiros: FaZe Clan, MIBR, Ninjas in Pyjamas (o último campeão do torneio), Team Liquid, Team oNe e FURIA. Dentre os brazucas, quem obteve a melhor colocação foi a equipe da FaZe, que conquistou a terceira posição do evento ao derrotar a MIBR na semifinal da chave inferior, perdendo, em seguida, a final para a equipe norte-americana da TSM. Dessa forma, os americanos enfrentaram os campeões da chave superior: os temidos russos da Team Empire. A grande final, disputada no formato de MD5 (melhor de 5), foi um jogo bastante apertado e decidido nos detalhes, round a round! Em suma, por três mapas a um, a TSM sagrou-se campeã do torneio, recebendo, por isso, uma premiação de 1US$ milhão. Já os russos levaram para casa a bagatela de 450 mil dólares como consolo pelo vice-campeonato. Mas nem só do fim do nosso domínio no game consistiu o Six Invitational 2022. Como de praxe, foram apresentadas todas as mudanças e novidades que Rainbow Six Siege terá ao longo de suas quatro temporadas previstas para este ano. Em cada uma delas será lançado um novo operador, mapas novos ou retrabalhados, armas e gadgets inéditos. Além disso, já na primeira temporada será acrescentado ao jogo o modo “team deathmatch”, que permitirá que os jogadores utilizem todos os operadores (menos os que portam escudos) para aquecer suas miras em um mata-mata frenético. Futuramente, para se testar armas, tipos de miras, canos e recoil das armas, será adicionado o modo “estande de tiro”, que além do citado, também servirá como uma forma de se treinar reflexo e memória muscular. O passe anual está de volta novamente. Com ele, você terá acesso antecipados aos quatro operadores que serão lançados em 2022 e obterá o passe de batalha em cada uma das temporadas. Já a versão “premium”, além desses benefícios, liberará os 20 primeiros níveis dos passes de batalha e dará aos jogadores skins exclusivas de armas e operadores. As duas versões dos passes já estão à venda na Steam por R$124,99 e R$249,99, respectivamente. Então é isso, meu caro rushador nerd! O sétimo ano de Rainbow Six está só começando e, desde já, promete ser o mais surpreendente de todos. Torçamos para que nossas equipes se adaptem aos novos metas do game e retomem a hegemonia do competitivo do melhor FPS do mundo! Abraços e até breve. __________________________________________________________________________________________ Se você gostou, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD.
BGS 2019: Expectativas e Novidades

Olá, queridos leitores. Hoje quero falar um pouquinho para vocês sobre a próxima edição da Brasil Game Show (BGS), que está se aproximando. Talvez ainda seja um pouco cedo para dizer isso, mas vocês não estão ansiosos para saber o que teremos no evento deste ano? Eu estou! Com este artigo, iniciarei uma série de publicações sobre a 12ª edição da Brasil Game Show, contando em cada um deles, um pouquinho sobre as novidades que estarão presentes no evento: celebridades, games, estandes, enfim, tudo para que você possa visitar o evento estando a par de algumas novidades. Claro, não vou conseguir contar tudo para vocês. Mesmo porquê, acredito que sempre nos surpreenderemos com o que for apresentado, não é? Quem acompanha a BGS, tanto presencialmente nas edições anuais, quanto nas redes sociais e na mídia nos meses que antecedem ao evento, sabe que todos os anos a equipe responsável pela organização da BGS, junto com a figura ilustre de seu idealizador, Marcelo Tavares, nos proporciona um evento sensacional. Sempre com muitas novidades, o evento conta com uma estrutura enorme e cheia de inovações, junto com uma verdadeira multidão de fãs entusiasmados e ávidos para saber quais são as novidades do universo dos games e suas respectivas plataformas. Mas, acredito que existam pessoas que ainda não sabem o que é a BGS. Então, para quem ainda não sabe o que é a BGS, vou contar brevemente sobre o evento. Vamos conhecer? Um pouquinho da história A Brasil Game Show (BGS) é, hoje, considerada a maior feira de games da América Latina e teve sua primeira edição realizada em 2009, no Rio de Janeiro, porém conhecida como Rio Game Show. O evento conta com os principais nomes do setor, apresentando sempre o que há de novidade em games, consoles, PC, mobile, jogos de tabuleiro e muitos outros segmentos. Na BGS, podemos presenciar o setor de jogos indies (meu preferido rs), sempre com algumas novidades bacanas, de empresas que estão buscando um lugar nesse mercado que a cada ano cresce mais. Um fato bem legal é que os visitantes sempre podem conferir alguns lançamentos de jogos na BGS, tendo a oportunidade de testá-los. Porém, um aviso, se você pretende visitar o evento: procure chegar o mais cedo possível e tenha paciência. Afinal, são milhares de pessoas que prestigiam o evento. E com paciência e organização, o evento fica bom para todos, não é? Além de tudo isso, a feira abre as portas para as plataformas de Streaming, como Mixer, Twitch e Cube TV, além claro, da YouTube, sempre com convidados especiais para que o público conheça um pouco mais de perto. Além disso, existem os campeonatos, inclusive de eSports. Todas as edições trazem também grandes personalidades desse mercado: produtores, criadores e dubladores de games famosos, são as atrações do Meet & Greeting, onde essas personalidades concedem autógrafos, palestras e entrevistas ao público. Na edição passada, tive o prazer de cobrir a Ação Social desenvolvida pela BGS, com instituições com a Casa de David, APAE de São Paulo, Rotary Club, isso sem contar a arrecadação de alimentos, distribuída à essas e outras instituições. Um trabalho belíssimo, o qual tive a oportunidade de acompanhar de perto. Com certeza, este ano acompanharei novamente. Novidades Como aconteceu em todos as edições, com certeza na próxima, teremos muitas novidades. Uma delas é a área dedicada aos desenvolvedores de games mobile. Quem nunca viu ou jogou algo em seu smartphone? O fato é que os jogos para celular acabam chamando a atenção pela facilidade. Afinal de contas, hoje, acredito que todos tenham um smartphone, não é? Seja na espera de um atendimento ou de uma consulta médica, sempre vemos alguém jogando. Eu, por exemplo, sou uma dessas pessoas. A verdade é que nos últimos anos, os smartphones passaram a desempenhar outras funções além do telefone: lanterna, despertador, máquina fotográfica, rádio, MP3, filmadora, GPS, entre muitas outras. O fato é que hoje, os games para celulares ocupam 49% do faturamento da indústria de games e a tendência é de que esse faturamento aumente no próximo ano. Esse faturamento tem movido uma parte dessa indústria, fazendo também com que as indústrias de telefones celulares invistam na produção de aparelhos cada vez mais sofisticados, para que possam oferecer um processador superior. De uma forma ou de outra, seria inevitável não mostrar o que há de novidades desse setor, em um evento como a BGS. Apesar de ser suspeita, pois gosto muito de jogar assim, principalmente nas minhas horas ociosas (acreditem, não são muitas), estou muito curiosa para saber o que a organização da BGS está preparando nessa área, pois não forma anunciadas ainda quais as empresas que farão parte desse setor. Quem quiser visitar a BGS, segue abaixo as informações sobre o evento: Data: 10/10/2019 à 13/10/2019 Local: Expo Center Norte – Vila Guilherme – São Paulo Ingressos: Clique aqui Qualquer dúvida ou informação, pode ser respondida na página do evento, clicando aqui. Bom, galera, este é só um texto inicial! Fiquem ligados que logo, logo, virão mais publicações por aí! Até a próxima! ________________________________________________________________________________ Se você gostou deste artigo, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. 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A Ênfase Narrativa Nos Games Single Player

Temos a tendência de pensar na indústria de games de forma isolada, mas é fato que ela tem uma autonomia relativa no campo maior do entretenimento audiovisual e da tecnologia computacional. Isto significa que o universo dos games guardam correspondências estruturais com uma indústria mais ampla e mais complexa. As plataformas e seus respectivos jogos disputam no mesmo mercado o mesmo perfil de consumidor, o mesmo tempo que os consumidores têm disponível para consumir os produtos audiovisuais. Quando você trabalhador ou estudante chega em casa, após o dia cheio de trabalho, colégio ou faculdade, e decide jogar um game em seu console ou computador, você está deixando de assistir a um programa de televisão, a uma série ou a um filme, por exemplo. A Sony Corporation, fabricante dos populares videogames PlayStation, atua de forma bem mais ampliada na indústria do entretenimento e tecnologia, colocando no mercado televisores, home theaters, reprodutores de mídias blu-ray, computadores, máquinas fotográficas, entre outros. Para além, a Sony é detentora de estúdios de cinema e canais de televisão por assinatura. Outra gigante do setor é a não menos conhecida Microsoft Corporation, detentora da marca Xbox, que coloca no mercado o console de hardware mais avançado da atualidade (o Xbox One X), lançado em novembro de 2017. Entretanto, a Microsoft se estabeleceu como uma das maiores multinacionais do planeta atuando não no segmento de games, mas sim no mercado de softwares, sobretudo com o sistema operacional Windows e o Microsoft Office. Entre as empresas mais significativas atuantes no mercado de games, talvez apenas a japonesa Nintendo Corporation tenha como atuação principal os consoles e jogos eletrônicos. O cenário atual do entretenimento eletrônico É interessante notar que o segmento publicitário correspondente a esse setor da indústria, pensando aqui em grandes portais de internet, raramente apresentam conteúdos focados apenas em games, ao contrário, produzem conteúdo que atrai o consumidor de cinema, séries de televisão, animações, HQs e tecnologia em geral. Isto significa que, do ponto de vista da indústria, os games são mais um segmento dentro de corporações que comercializam um portfólio mais amplo de produtos e serviços, que concebem o gamer como um consumidor potencial de outros produtos culturais, dentro de uma subcultura “nerd” ou “geek”. Assim como a televisão, os filmes, as séries, na perspectiva de se obter uma grande lucratividade com produtos audiovisuais, estes devem ser acessíveis à maioria dos potenciais consumidores. Os produtos culturais, entre eles os games, que visam o consumo massificado, evidentemente não podem apresentar características de requinte, complexidade, exigência de competências e habilidades prévias muito restritivas. A partir dessas constatações é compreensível que linguagens mais sofisticadas de entretenimento como a literatura, o teatro, a ópera, a música clássica, o ballet ou exposições de arte tenham apelo a grupos sociais mais restritos, detentores de capital cultural pouco disseminados na sociedade. Ademais, para que alguém seja envolvido, capturado por obra de entretenimento, esta deverá ser razoavelmente compreensível e de preferência, não poderá se constituir sem referências prévias, sob risco de causar estranhamentos. Existe uma história dos games, do surgimento dos diferentes estilos ou categorias de jogos, respectivas possibilidades técnicas e ainda, as diferentes segmentações de perfis de jogadores. Tudo isso constitui esse universo plural da indústria que conhecemos e consumimos hoje. Nessa história dos games, um divisor de águas é, seguramente, a massificação do serviço de internet banda-larga. A popularização da internet revolucionou muita coisa em todo o mundo e não foi diferente com os jogos eletrônicos, o que ficou muito mais evidente nessa última geração. Entre os impactos da popularização da internet banda-larga podemos citar o golpe fatal na pirataria de jogos nos consoles, a venda de produtos por download ao lado das mídias físicas e os jogos casuais de smartphones. Mas, sobretudo, a internet massificada revolucionou a jogatina multiplayer quando rompeu com a limitação técnica da cooperação ou competição apenas local, possibilitando os jogos online, tornando esse formato dominante do ponto de vista comercial. Ademais, e mais recentemente, ocorre a popularização das plataformas de streaming de jogos. Nesse cenário, o que podemos dizer dos jogos single player? A questão da ênfase narrativa Aquilo que é hoje muito debatido como “ênfase narrativa” dos jogos single player, nada mais é do que o esforço de fusão técnica da linguagem cinematográfica e o gameplay. O desafio técnico seria justamente produzir a imersão/experiência servindo-se fartamente da narrativa, gênero altamente popularizado da linguagem audiovisual, suavizando os momentos da passagem das cutscenes para o gameplay. Uma pergunta interessante a se fazer é: Qual a intenção de determinados seguimentos da indústria de games em investir nesse tipo de jogos com maior ênfase narrativa? Comercialmente, qual o perfil de consumidores está sendo buscado? Essa questão da ênfase narrativa emerge ao lado de outra discussão sobre a performance comercial e futuro dos games single player. Recentemente, personalidades da indústria de games foram incitados a fazer declarações sobre esse tema. Se bem pensarmos, há diversos perfis de jogadores. Há jogadores ditos mais “hardcore”, que tem a disponibilidade de dedicação de mais horas diárias de jogatina, consumidores preferenciais de games diante de outros produtos e formas de entretenimento. Muitos deles são jogadores históricos, se classificam como “old school” e acompanharam toda a evolução dos videogames. Estes, possivelmente, são atraídos pelo desafio, pela adrenalina de superar altos níveis de dificuldade na resolução de quebra-cabeças, a exigência de sincronização perfeita, velocidade e precisão de movimentos acionados pelos controles. Os jogadores históricos são atraídos pelas mecânicas clássicas de gameplay, que exigem uma postura ativa, onde o elemento principal da imersão é a atividade fortemente tensionada. A narrativa sempre esteve presente na diversidade de gêneros de jogos, com maior ou menor destaque, mas são recentes experiências com pouca ênfase narrativa como elemento principal para a imersão. Quando enfatizamos mais a competitividade e rivalidade, vamos caminhando para outro seguimento que vem se consolidando pela aproximação do universo dos games com o cenário esportivo, ou seja, o eSports, um fenômeno mundial de público. Nesse campo competitivo o elemento central é a performance e a perspectiva da profissionalização do
Rainbow Six Siege: O eSport Em Outro Patamar

Saudações, meus caros leitores nerds e amantes de bons games! Tudo bom convosco? Dessa vez, venho aqui comentar sobre o jogo que, atualmente, detém toda a minha dedicação e atenção pelo simples fato de ser maravilhoso, perfeito e extremamente competitivo: Tom Clancy’s – Rainbow Six Siege. Deixando meu fanboyismo assumido um pouco de lado, R6 (como é popularmente chamado) tem se destacado entre os demais jogos graças à disposição de sua produtora, a Ubisoft, em torná-lo o melhor FPS (jogo de tiro em primeira pessoa) competitivo de todos os tempos. E sem sombra de dúvidas, está conseguindo. Rainbow Six Siege e sua relação com os eSports Lançado em 2015, o jogo também está disponível para PlayStation 4 e Xbox One, porém, sua plataforma de destaque é o PC, ainda mais quando o assunto é eSports. Feito especialmente para ser jogado de forma tática, cooperativa e valendo-se de toda a ambientação do cenário, rapidamente atraiu uma legião enorme de fãs, essa, composta tanto por jogadores casuais ou que buscam as melhores posições no rank, quanto pro players (jogadores profissionais) que competem nos vários eventos existentes patrocinados pela desenvolvedora. Já em sua terceira temporada, R6 conta com atualizações constantes, feitas a fim de corrigir bugs, balancear o jogo, conferir segurança contra hacks e outros programas que conferem vantagens desleais, além de adicionar novos conteúdos. Para 2018, já está prevista a adição de oito novos personagens (chamados pelos jogadores de “operadores”), outro modo de jogo onde será possível caçar zumbis, mapas inéditos e outros reformulados. Conforme já mencionado, R6 foi criado para ser jogado em equipe e de forma competitiva, onde duas equipes, compostas por cinco jogadores, alteram entre atacar e defender um local onde há um refém que deve ser resgatado, duas bombas que precisam ser desarmadas ou uma área que deve ser mantida sob controle. Evidentemente, nem tudo o que tem no jogo (armas e itens dos operadores) existe na realidade. Entretanto, o ponto forte de R6 encontra-se no realismo da jogabilidade, tendo em vista que está longe de ser no estilo arcade como alguns outros FPS’s, tais como os da séries Call of Duty e Battlefield. Nele, é fundamental a ação em conjunto da equipe, táticas bem elaboradas de acordo com as habilidades específicas dos operadores, muita paciência e cuidado extremo, pois um instante de vacilo pode significar sua eliminação no round. Esse estilo de jogo mais realista atraiu a atenção dos pro players de outros jogos conhecidos. Confiantes na promessa da Ubisoft que, nas fases finais de testes do game, garantiu que Rainbow Six Siege seria o melhor jogo competitivo de tiro em primeira pessoa e que também apoiaria em larga escala e em âmbito mundial o cenário de competição profissional, os melhores e mais famosos jogadores do Brasil abandonaram os games em que competiam e passaram a dedicar-se exclusivamente em se aperfeiçoar em R6. Atualmente, a maior parte dos jogadores que compõem as equipes do cenário brasileiro são oriundos de jogos como Counter-Striker: Global Offensive, Battlefield 4, Warface, Point Blank, dentre outros. E aí que está o “X” da questão! Isso trouxe uma notoriedade estupenda ao game pois, com a adesão ao R6 por parte dos jogadores profissionais, toda a atenção de seus fãs, fanáticos pelas competições de eSports, voltou-se para ele. Mesmo com pouco tempo de existência, Rainbow Six Siege se tornou o principal jogo competitivo de FPS. Sem dúvida alguma, isso atraiu (e vem atraindo cada vez mais) a atenção da mídia, que passou a acompanhar o cenário e proporcionar ao seu público as transmissões ao vivo das partidas (com direito a narrador e comentaristas especializados no assunto), entrevistas e programas especiais com os jogadores, além de toda movimentação do mercado de transações entre as equipes. De olho nesse nova febre e oportunidade de publicidade, grandes empresários e até mesmo equipes de futebol, como o Flamengo, por exemplo (seguindo o sucesso da agora extinta Santos Dexterity), vêm tentando montar equipes para disputar as ligas profissionais de R6. Com o poder do dólar em mãos, consagradas equipes estrangeiras de eSports, tentam contratar as line-up’s inteiras das principais equipes nacionais, consideradas entre as melhores do mundo. Um desses casos refere-se a Team Liquid, equipe americana que acaba de entrar no nosso cenário ao contratar toda a line-up da antiga Mopa Team. Todas essas transferências de jogadores e “carrossel” entre as organizações inflamam ainda mais o cenário e deixam os fãs, tantos dos pros players quanto das equipes, à beira da loucura! Quem não acompanha e desconhece aquilo que estou abordando, não tem a ideia da proporção do fanatismo que Rainbow Six trouxe aos esportes eletrônicos. Há muita rivalidade envolvida, principalmente nos eventos presenciais. Torcedores apoiam suas equipes favoritas, entoam gritos organizados, vestem os uniformes de seus ídolos e se esforçam para conseguir um autografo ou tirar uma foto com aqueles que tanto admiram. Evidentemente, tudo isso é feito de um modo aceitável, longe de se comparar à violência que frequentemente ocorre no futebol, por exemplo. Os ânimos andam ainda mais acirrados, tendo em vista que o Invitational 2018, o campeonato mundial de Rainbow Six Siege, que será disputado em Montreal, Canadá, já está prestes a começar. Acontecerá entre 13 e 18 de fevereiro e já conta com a presença garantida das equipes brazucas Black Dragon e Team Liquid, além de uma outra terceira que pode ser escolhida por meio de uma votação final contra times de outros países. E é isso, meus caros parceiros de nerdice! Graças a esse grande game, o cenário nacional de eSports está atingindo um outro patamar. É continuar torcendo para que a Ubisoft mantenha suas boas intenções para o R6, pois seus objetivos estão se concretizando. Quer aceite ou não, a desenvolvedora conseguiu transformar Rainbow Six Siege no principal game competitivo do Brasil. É bem verdade que está longe de ter as proporções que MOBA’s como DOTA 2 e Legue of Legends têm nos países asiáticos, onde as premiações e investimentos são milionários. Todavia, como essa modalidade é ainda muito recente em
Mulheres Gamers: Uma Realidade Bela E Difícil

Chegamos a um novo ano e sempre desejamos renovar a esperança de que coisas boas irão acontecer e que o ser humano será melhor para com os outros. Pois é, caros leitores… Infelizmente o ser humano já provou que não é bem assim e a cada novo ano muitas coisas ruins continuam na essência da sociedade. E não é diferente quando o assunto é a valorização das mulheres gamers. Chegou o momento de nos unirmos e lutarmos contra o preconceito que ainda existe com as gamers! Vamos valorizar as mulheres gamers! Com a existência de grandes games multiplayers mais recentes, tais como Counter Strike, Dota 2, League of Legends e Overwatch, a conexão quase que constante entre as pessoas, incluindo os “gamers”, se tornou algo bastante comum. Mais do que isso, a entrada de muitas pessoas para este mercado foi imensa, incluindo muitas mulheres. Porém, a realidade que encontramos infelizmente não é algo digno e muito menos decente. Com tantos assuntos que aparentemente já estavam sendo resolvidos pela sociedade, estamos vendo ainda discussões sobre ideologias políticas e racismo em todo o mundo. O pior de tudo isso é que não é nem um pouco diferente na comunidade gamer, apesar de existirem nichos tóxicos, ainda sim, a comunidade recebe com boa hospitalidade pessoas novas que entram no mundo dos games. Mas mesmo assim, o preconceito e o desrespeito para com as mulheres que entram ainda é forte, chegando ao ponto do ridículo. E ainda que diversos motivos já são conhecidos, não é feita nenhuma mudança significativa para parar com isso. Por isso a ideia deste post é alertar que o preconceito ainda existe! Machismo e preconceito devem ser extintos… Diversas histórias e relatos sobre machismo e preconceito com as mulheres parecem não ter fim, desde as mais comuns até mesmo às inaceitáveis. Das mais comuns, são as clássicas cantadas para as moças, que podem sim, ser do mais “cômico” ao mais tenso. São comuns as caixas de mensagens de garotas gamers receberem frases como “gata, passa seu WhatsApp” ou até mesmo cantadas mais ofensivas. No geral todas causam o mesmo efeito: o constrangimento. Todo mundo sabe que quem está jogando não deseja receber cantadas ou buscar alguém pra mandar mensagens ou coisas do tipo e sim, apenas jogar! Infelizmente, o constrangimento é apenas a “ponta do Iceberg” e deve ser remediado ou solucionado rapidamente, mas existem outros problemas que as garotas gamers sofrem nos games online: o assédio. Na maioria dos casos, quando a garota resiste às cantadas e ainda não demonstra total constrangimento, geralmente, os rapazes mais depravados costumam assediar, a fim de tentar então alguma chance com a garota. Além do assédio, acompanha também a ofensa, a qual varia muito. Não é raro alguém ouvir ou ler comentários inapropriados e pesados que não vem ao caso descrever. Além das ofensas, existe preconceito ridículo e imaturo de que as mulheres jogam pior do que os homens. A questão aqui já virou algo mais grave, ao ponto de muitas garotas já terem desistido de games online ou usam uma estratégia mais simples, porém inusitada: adotar nickname masculino e evitar ao máximo o uso de headset, apenas se conhecer a pessoa que está do outro lado, como namorado(a), familiares e amigos. Desse modo conseguem se prevenir e também se proteger da presença de pessoas desconhecidas. Em pleno século XXI, ainda somos obrigados a ler ou ouvir coisas desse tipo! Existem soluções para essa questão? Claro que existem soluções! A primeira medida que muitas garotas acabam por adotar é parar de jogar, principalmente games online, criando uma aversão a esse tipo de game pelo medo de serem reprimidas e maltratadas durante as partidas. Em alguns casos, as garotas que optaram por essa alternativa relatam que as agressões e cantadas foram tão pesadas que evitam ao máximo de voltar a jogar pelo simples medo de passar novamente pela situação. Nestes casos, as garotas acabam optando por games casuais, do tipo offline, sem a necessidade de um grupo para se jogar. E isso infelizmente afeta tanto a comunidade gamer como os próprios games. Primeiro que, ao perder um cliente em potencial, o game acaba por ficar “largado” e mal visto diante da comunidade tóxica local, o que nos leva ao problema da comunidade gamer ser vista como um local hostil, tanto para mulheres como para qualquer gênero que incite preconceito com os mesmos. E claro que dessa medida mais tensa, temos a mais fácil solução: mudar o nickname para algo masculino. Assim, a garota evita de ser descoberta, tornando sua jogatina um pouco melhor. As moças que relataram fazer isso conseguiram, então, superar o medo das ofensas e até mesmo quando jogam, evitam ao máximo de dar informações que são mulheres, para poder manter o “disfarce” e continuar sem serem ofendidas. Agora, a mais fácil e mais segura do meu ponto de vista é a moça jogar em equipes com pessoas conhecidas (na maioria, amigos). Desse modo, as chances de encontrar algum desconhecido que a ofenda torna-se bem baixa e mesmo que ocorra tal situação, tanto a moça quanto seus amigos possuem mais chances de rebater às críticas (dependendo do caso, reportar) e manter a comunidade um pouco mais justa! Para este problemão que persiste… existem sim, soluções práticas e que beneficiem todos! Então, vamos ajudar a mudar este cenário? Hoje em dia, temos o privilégio de viver em uma época onde informações e opiniões podem ser trocadas e compartilhadas em instantes, além de formar comunidades digitais nas redes sociais para interagir com estas informações. E existem várias comunidades, fóruns, grupos e blogs que abraçam a causa de um mundo gamer mais justo, principalmente para as mulheres, e onde elas possam enfim, jogar em paz sem ler e/ou ouvir ofensas e ficarem constrangidas. Vamos abraçar juntos esta causa? E a questão vai além disso, pois não é só pelas moças, mas para muitos rapazes se sentirem na necessidade de auxiliar o lado masculino e mostrar que nem todos os homens são de fazer cantadas
BGS10 2017: As Competições Confirmadas!

A 10º Brasil Game Show (BGS10) é a maior feira (ou evento) de games da América Latina e que apresenta também, além das atrações tradicionais, as competições de esportes eletrônicos (chamados de eSports). A Equipe do Projeto Universo NERD estará presente e para saber mais detalhes, confira o post que foi publicado em 15 de Setembro de 2017 com o título “Estaremos Na Brasil Game Show 2017!” Confira também as publicações do evento na seção “Brasil Game Show” e nossa cobertura Redes Sociais! E quais são as competições de eSports confirmadas? A BGS10 contará com várias competições no palco principal da Brasil Game Cup (BGC) e partidas que deverão ser emocionantes estão garantidas durante todos os dias do evento! Você poderá conferir os campeonatos de games recentes e populares, como Desafio UNILoL com League of Legends, competição de Clash Royale e a continuação da BGC com Dota 2 e Counter Strike: Global Offensive (feminino e masculino), além de jogos diversos entre os intervalos dos principais. As equipes irão se enfrentar ao vivo e você poderá conferir os brasileiros mostrando seu talento! Informações importantes sobre as competições… De 11 a 15/10 Jogos Diversos 11/10 Desafio UNILoL: League of Legends 12/10 Clash Royale 13/10 Dota 2 14/10 Counter Strike: Global Offensive (Feminino) 15/10 Counter Strike: Global Offensive (Masculino) As equipes (ou times) e competidores… Dia: 11/10 Hora: 14h00 Torneio: UNILoL (Entre equipes universitárias) Times: – Inatel (MG) – UTFPR WasDevils (PR) – UFABC Storm (SP) – Unicamp Tritons (SP) Dia: 12/10 Hora: 15h00 Torneio: Clash Royale (Individual) Competidores: – Aldebaran – Alefe Willian – Batman – DeLaCruz – Fabulas – LecoCR – Rafael Brandão – Randall Dia: 13/10 Hora: 15h00 Torneio: Dota2 (Masculino) Times: – TShow – Midas Club Elite Dia:14/10 Hora:14h00 Torneio: CS:GO (Feminino) Times: – Bootkamp Gaming – Vivo Keyd (antigo Team Innova) Dia:15/10 Hora:14h00 Torneio: CS:GO (Masculino) Times: – Bootkamp Gaming – Brasil Gaming House Presenciar o público presente assistindo a um evento de eSports ainda é uma experiência recente no Brasil, mas muito divertida. Entretanto, esse tipo de evento está em constante crescimento e a cada ano teremos mais e mais eventos e competições sendo realizadas em todo o território nacional. Até o próximo post! Para mais detalhes, visite a página oficial do evento. Vamos que vamos! #BGS10 _________________________________________________ Se você gostou deste post, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções!