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Precisamos Falar Sobre: Plur1bus (S01)

Precisamos Falar Sobre: Plur1bus (S01)

Saudações, meus caros e felizes nerds de plantão. Tudo bom convosco? Em tempos de vacas magras em termos de criações originais, tanto na indústria cinematográfica quanto na de jogos eletrônicos, onde a demanda gera uma produção em massa de receitas pré-prontas, feitas rapidamente com um CTRL+C + CTRL+V e um leve “tapa” no roteiro, temos a obrigação de elogiar aquelas que ainda carregam algo de novo em si. Já há algum tempo venho notando que, dentre as streamings, a Apple TV+ é a que mais vem apresentando séries audaciosas que tentam fugir da mesmice, sendo que, no final do ano passado, nos presenteou com uma obra extremamente genuína em sua premissa. É por esses e outros motivos que, hoje, precisamos falar sobre Plur1bus.

Estreando em novembro de 2025, Plur1bus é uma série televisiva com clima pós-apocalíptico, dividida em nove episódios. Idealizada por Vince Gilligan (mesmo criador de Breaking Bad e Better Call Saul), a obra traz Rhea Seehorn (a eterna advogada Kim Wexler, parceira das picaretagens de Jimmy em Better Call Saul) como a infeliz protagonista, Carol Sturka; a bela Karolina Wydra no papel da marroquina Zosia; e Carlos-Manuel Vesga, interpretando Manousos Oviedo, o desconfiado agente paraguaio. Além deles, outros onze atores interpretam os demais não-infectados (com poucas aparições) e centenas de coadjuvantes agem como a consciência coletiva.

Para explicar os termos “não-infectados” e “mente coletiva” citados logo acima, vamos à premissa da série: por meio de sinais recebidos dos confins da galáxia, uma equipe de cientistas desenvolveu uma substância (revelada mais tarde) que, por descuido de dois de seus membros, acabou gerando uma contaminação pandêmica por meio de um vírus, infectando, em pouco tempo, praticamente todas as pessoas da Terra, fazendo com que agissem como uma feliz mente coletiva, desprovida de qualquer maldade e que age em benefício mútuo. Entretanto, por motivos desconhecidos, treze pessoas não foram infectadas, dentre elas, a amarga Carol Sturka, uma escritora lésbica que acaba perdendo sua esposa por uma fatalidade em decorrer da contaminação.

Os “outros”, como Carol se refere à mente coletiva, por ser uma interligação entre todos os humanos do planeta (com exceção dos treze, é claro), possibilitou que cada indivíduo detivesse o conhecimento e consciência de todos os outros viventes. Então, meu onisciente nerd, caso infectado, você saberia falar todas as línguas existentes, seria o melhor cirurgião, saberia pilotar até ônibus espacial e capaz de fazer qualquer receita de comida! O que qualquer um dos outros bilhões de infectados ouvisse, visse, falasse e sentisse, independentemente de onde esteja, você compartilharia, ao mesmo tempo, as mesmas percepções. Com tanta pacificidade e comum acordo – afinal, passou a ser único – a felicidade e otimismo tomaram conta da Terra; e o transcorrer da obra mostrará uma Carol como a única pessoa incomodada com essa grande mudança e focada em descobrir uma forma de “curar” a população, mesmo sendo extremamente bem tratada e amada pela mente coletiva.

Parando os spoilers por aqui, o que tenho a acrescentar sobre a série é enaltecer sua imensa qualidade, tanto em termos técnicos quanto em narratividade. A produção executiva é robusta e meticulosa, reunindo grandes profissionais da área, além de contar com o apoio de grandes estúdios como Sony Pictures Television e Apple TV+. Essa aliança de talentos técnicos e criativos, somados a um investimento financeiro generoso, resultaram em uma narrativa rica em atmosfera e estilo, com cinematografia que equilibra poesia visual e drama humano. O que torna Pluribus tão excitante é sua audácia criativa, que o tempo todo confronta o público com questões existenciais sobre identidade, coletividade e felicidade — tudo dentro de uma narrativa que mistura ficção científica com drama psicológico.

É impossível acompanhar os episódios sem, por vários momentos e situações, se colocar no lugar de uma das treze pessoas que não foram contaminadas, sobretudo, no lugar de Carol. Dependendo, indeciso nerd, de como for as questões morais que formam o seu ser (ética, religião, ideologias, experiências pessoas, dentre outros fatores), você amará o que se tornou a sociedade ou odiará com todas as forças! Não há a hipótese de ficar neutro à situação ali exposta! Poucas são as obras que tiveram o poder de fazer o mesmo com o telespectador. Em tempos em que tudo é for fun, me recordo apenas de alguns episódios de Black Mirror e The Handmaid’s Tale também conseguirem esse feito.

Ostentar uma nota de 98% no Tomatometer (sistema de avaliação do site especializado no assunto, Rotten Tomatoes) não é para qualquer um! Tudo isso se refletiu no reconhecimento da crítica especializada:

  • Writers Guild of America Awards (WGA) – Pluribus liderou as indicações com quatro nomeações, incluindo Drama Series, New Series e categorias de Drama Episódico, um feito raro para uma série novata;
  • Golden Globe Awards (Globo de Ouro) – Rhea Seehorn venceu como Melhor Atriz de Série Dramática, um reconhecimento importante por sua performance; e
  • Critics’ Choice Awards – Rhea também conquistou o prêmio de Melhor Atriz em Série Dramática, além da indicação da obra como Melhor Série Dramática.

Portanto, meus caros nerds, minha opinião amplamente positiva sobre a série está mais do que embasada! É inegável a sua qualidade e o quanto vem agradando ao público e crítica por sua autenticidade e por abordar questões filosóficas tão sensíveis. Se ainda não se deu ao luxo de apreciá-la, não perca mais tempo, pois a satisfação será garantida!

Abraços e até breve.

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Lukas Melo

É Editor e Autor do UniversoNERD.Net. Profissional da área de EaD, aficionado por RPG, hardware e cinema. Porém, não nega outras nerdices.

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