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Amizade, Valorização E Seus Encantos

Amizade, Valorização E Seus Encantos

Olá, queridos nerds! Hoje, trago um conteúdo um tanto diferente e que, na mesma proporção, também é importante e interessante de se falar. Vamos refletir sobre algo que nos acompanha desde à infância e é com certeza uma das nossas maiores experiências da vida. Hoje, falaremos da amizade e seu valor

Em meu caso, falar sobre isso é sempre muito interessante, pois a minha infância foi muito legal e o maior marco que tive dela foi, em primeiro lugar, todo o contexto envolvendo a amizade. A infância é sempre simples, mas concomitantemente à essa simplicidade, brota-se uma complexa teia de relações, sentimentos, palavras, brincadeiras e cotidianos que formam o belo contexto. Se pararmos para analisar, quando lembramos da nossa infância, os amigos disputam o primeiro lugar na fila das boas recordações.

E pensando nisso, tentei entender o porquê dessa relação social envolvendo a amizade ser tão majestosa assim para explicar a necessidade da sua valorização.

Então, vamos lá…

Primeiramente, entendo como digno de solenidade a arte da valorização, o simples ato de “dar valor”.

É elogiável a conduta de quem sabe reconhecer e expressar as qualidades do outro. Não é errado falar: “você é legal” se a pessoa for veridicamente legal ou coisas do tipo, pois esse ato honesto é unicamente: “dar o valor ao real dono do valor”, é da pessoa, ninguém tira; você só vai expor, estampar, reconhecer.

Uma pergunta… você paga um picolé pelo valor de um carro?

Não! Porque um picolé tem o seu valor específico e com certeza não é esse o seu. Valorizar não é ser bajulador ou puxa-saco, é justo e democrático, todos têm o seu valor e todos deveriam receber.

Amizade é algo tão divino que seria bem mais encantador ao invés de tios, tias, irmãos, entre outros, termos tio-amigo, irmão-amigo e por aí vai (claro que não desconsidero o valor da família, nem excluo as relações de amizade em certos laços familiares).  Mas, é claro que essa tarefa não é fácil, pois requer grande esforço de ambas as partes e incentivo infindável para o relacionamento não cair no arquivamento.

A beleza disto está na sua simplicidade, essas pessoas queridas entram em nossas vidas de uma forma surpreendente sem ao menos terem laços sanguíneos ou mesmo haver um tempo significativo de convivência, mesmo assim, causam um bem estrondoso.

O segundo motivo que justifica a minha compreensão da necessidade de valorizar os amigos é o fato de não ser necessário ligações diretas para que haja a conexão. Os irmãos se encontram e “pá”, amigos! Pelo contrário, amizades também se desmancham e certos ímãs, que já foram fortemente ligados, permitem que pedras bloqueiem esse magnetismo, dando início ao fim de uma possível saudável e duradoura relação.

Outro motivo, se refere à facilidade que há para que, numa roda de amigos, tudo flua bem. Piadas sem graça? Críticas? Opiniões fluem bem. E mesmo que não flua, é na amizade que um conceito muito importante se estabelece, mas que hoje em dia são geradas muitas discussões quando ele não é pensado.

Um exemplo: se um grãozinho de areia cair dentro de uma ostra, não a fere, mas o grão torna-se uma pérola. O que quero dizer é que talvez só na amizade encontramos essas formações de pérolas.

A amizade é algo tão genuíno que esse conceito “perolático” se forma, ou seja, se numa relação de amigos, você falar uma coisa do tipo: “Com esse vestido você vai assustar todo mundo da festa”. Qual você acha que seria a resposta ou reação da outra amiga? Com certeza, ela iria rir e falar: ” Sério, miga? Eu gostei tanto dele, mas vamos arrumar outro pra gente arrasar hoje”. Entendeu, agora, como as amizades têm um alto potencial de criar pérolas? Não há tristeza ou ressentimento diante de uma crítica. Agora pense novamente comigo: imagine se o Pedrinho chegasse pro Joãozinho, que por ventura não é seu amigo e falar: “Ei, seu sapato ficou feio, por favor troca!”. Você acha que nessa ostra se criaria uma pérola ou uma ferida? Esse é o sentido que quero expressar: as amizades são plenas, são “peroláticas” e na medida do possível são verdadeiras.

Sobre tudo falado da ostra, dificilmente isso acontece em outras ocasiões. O mundo está muito dividido e o dividido está cada vez mais dividido. Parece até que há um campeonato de quem mais se aproxima de um átomo ou sei lá. Na internet, é capaz de você xingar seu próprio pai através de contas fakes por ideias que são claramente menores que o sentimento humano. Aí, a pessoa está lá… “Morra seu arrombado, eu odeio você e seus ideais de merda”, não sabendo que quem ele diz odiar é o próprio pai. Pai amado que toda noite a criatura o abraça e diz que ama. A amizade desburocratiza e, principalmente, tem a importante noção de que as opiniões, as contradições e as brigas são todas infinitamente menores que o carinho que rolam entre eles.

Fica essa importante reflexão!

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Mauro Sancer

É Colaborador do UniversoNERD.Net. Estudante empenhado na busca de seus sonhos. Fundador do Canal Nerdlândia no Telegram e apreciador do mundo NERD.