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Uma Crítica À Bienal Internacional do Livro

Uma Crítica À Bienal Internacional do Livro

Olá, queridos leitores. No final de semana passado, visitei a 25a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Centro de Exposições do Anhembi e hoje, quero contar um pouquinho para vocês sobre o evento.

Mas, já aviso que este texto será muito mais uma crítica do que um elogio. Vamos lá?

Sobre a 25ª Bienal Internacional do Livro de SP

Bem, antes de começar, quero dizer a vocês que como uma pessoa que ama ler, sempre fiz questão de comparecer à Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Isso, desde que o evento era anual e não a cada dois anos. Como não poderia ser diferente, na 25a edição, que aconteceu do dia 03 a 12 de Agosto, fiz questão de comparecer. Porém, nesta edição, fiquei bem decepcionada com o evento, bem antes de entrar no Pavilhão do Anhembi, onde a Bienal aconteceu. E vou contar os motivos que me fizeram escrever este artigo.

Fiquei um bom tempo parada nos arredores, tentando acessar o estacionamento e infelizmente não consegui. O trânsito estava, simplesmente, parado e muito desorganizado, o que me levou a crer, por alguns minutos, que o estacionamento estava lotado. Fui obrigada a parar em um estacionamento fora, próximo ao metrô Tietê e andar por uns 15 minutos, para poder enfim entrar no Pavilhão.

Para minha surpresa, quando consegui acessar o estacionamento a pé, havia muitas vagas vazias. Isso mesmo! Vazias! Então, fica a pergunta: por que tanta dificuldade para entrar de carro?

Bom, depois de uma fila imensa, que graças a Deus não demorou muito, conseguimos entrar no Pavilhão. Porém, mais uma vez (na edição anterior também), estava muito desorganizado. Eu já sabia que estaria muito cheio, por ser um final de semana e, além de tudo, os últimos dias do evento. Porém, não estava somente cheio e sim, desorganizado, com filas de mais de 1 hora de espera para entrar nos estandes. Isso sem falar das praças de alimentação e dos sanitários, com filas a perder de vista.

Outra coisa muito ruim também, são os corredores muito estreitos entre uma ala e outra.

Bem, apesar da desorganização, consegui ver, de longe, alguns estandes já conhecidos, como foi o caso da Ciranda Cultural. Fiquei impressionada com o tamanho dos estandes que eles montaram, logo na entrada do evento. Para quem não acompanhou as edições anteriores, a Ciranda Cultural já participa do evento há mais de 10 anos e o forte da editora são algumas marcas licenciadas: Barbie, Hot Wheels, Fisher Price, entre muitos outros. Este ano, eles se superaram em tamanho. Além das obras disponíveis ao público, os estandes ainda contaram com sessões de autógrafos e distribuição de alguns brindes.

Figura 1 - Uma Crítica À Bienal Internacional do Livro

Um dos estandes da Ciranda Cultural.

E é claro que teve algumas coisas boas…

A Microsoft estava presente, com vários estandes demonstrando alguns produtos na área de educação e claro, uma área para descanso que achei bem interessante. Nessa área, os encostos dos bancos eram murais com alguns dos jogos disponíveis, como Cuphead, Super Luck’s Tale, Forza Motorsport, Minecraft, o futuro Ori and the Will of the Wisps e alguns outros, sendo a maioria, exclusivos do console Xbox One, da gigante de Redmond. Os estandes estavam simplesmente fantásticos, mas infelizmente, não consegui entrar.

Havia uma mistura de educação, tecnologia e inteligência artificial. A sensação era o ALI (Assistente Literário Inteligente, capaz de interagir e tirar dúvidas dos visitantes sobre o livro produzido por Mário Sérgio Cortella e Maurício de Sousa, “Vamos Pensar + Um Pouco”. Fora isso, uma outra atração era uma sala, onde os visitantes podiam resolver um mistério com a ajuda da Inteligência Artificial.

Um terceiro estande era sobre o MIcrosft SmartLab Education Experience, que propõem um espaço onde o aluno aprende de forma mais envolvente em sala de aula, por meio do uso de tecnologia e com incentivo ao aprendizado colaborativo. O objetivo desse ambiente é desenhar uma escola do futuro, com aprendizado interativo, tentando despertar no aluno o desejo de permanecer na escola por mais tempo.

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Microsoft SmartLab Education Experience… apresentando a sala de aula do futuro ao público.

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A “Escape Room”… onde os visitantes podiam resolver um mistério com a ajuda da Inteligência Artificial.

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Área de descanso, com os últimos lançamentos em jogos… show!

Fiquei muito feliz ao passar pelo estande da Editora Melhoramentos e pude ver, mesmo que de longe (por isso a fotografia não ficou muito boa), o escritor Ziraldo. Nunca havia tido essa oportunidade. Fiquei feliz, porque pelo menos a minha visita ao evento não foi de toda perdida.

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Ziraldo, muito simpático (mesmo de longe), conversando com seus fãs mirins.

Um estande que achei demais, chamado Diários de Viagem, estava expondo também nessa edição da Bienal. Achei lindos os diários feitos à mão, desde o corte do papel até a montagem da capa. Tudo feito com bastante carinho e dedicação, inspirados em antigos manuscritos. Parece aqueles diários antigos, onde os exploradores ou cientistas guardavam todas as suas anotações. Amei de verdade!

Senti falta da Editora Saraiva, a qual sempre está presente no evento de forma espetacular. Me lembro bem na edição anterior, na qual estava com um estande simplesmente maravilhoso, o qual tinha até uma alameda passando dentro. Infelizmente, não estava presentes nessa edição. Achei uma grande perda!

Outro estande que me decepcionou um pouco foi o da Editora Loyola, que na edição anterior fez uma dedicação linda à obra “O Pequeno Príncipe”. Este ano, não vi novidades no estande.

Um novidade foi o espaço dedicado a um convidado de honra. Segundo a CBL (Câmara Brasileira do Livro) é importante retomar as homenagens internacionais da Bienal Internacional do Livro. A última vez que essa homenagem foi feita, foi na edição de 2008, ao Japão. Nesta edição, o homenageado foi a cidade árabe Sharjah, por ser considerada líder cultural do mundo árabe e visto internacionalmente como ponto de encontro e debate humanitário e cultural, encorajando o diálogo entre as diferentes filosofias.

Bem, gostaria que minha experiência nesta edição da Bienal tivesse sido bem melhor do que relatei aqui. Mas, infelizmente não foi. Espero que a próxima edição, daqui 2 anos, seja melhor organizada, principalmente, como forma de respeito aos visitantes e também aos expositores.

Até a próxima!

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Paula Souza

É Editora e Autora do UniversoNERD.Net, Professora de Língua Portuguesa e Inglesa, amante de leitura e Literatura, além de gamer nas horas vagas.