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Uma Experiência com Beyond Blue

Uma Experiência com Beyond Blue

A E-Line Media, o estúdio por trás do game Never Alone, trouxe seu mais recente esforço: Beyond Blue, uma exploração subaquática baseada em narrativas e desenvolvido em colaboração com cientistas e a BBC. O jogo foi anunciado na E3 2018 e chegou para PC e consoles em 11 de Junho de 2020.

É interessante quando surge um game com uma premissa diferente, uma gameplay interessante e curiosa e trazendo uma experiência única. Este indie game consegue deixar uma impressão forte, mas encerra-se cedo demais em seu modo história e oferece uma ação repetitiva, deixando incompleto.

A história de Beyond Blue possui um tom sentimental e empático, porém a curta duração da campanha impede que o enredo se desenvolva mais organicamente. Se o jogador for fã de jogos indies e se diverte com novas propostas de enredo e experiências de gameplay, Beyond Blue pode ser um título agradável e de boa aceitação para passar uma tarde vivendo a experiência e aprendendo um pouco mais sobre os mares e oceanos de nosso planeta. Curioso, não é mesmo?

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Sobre Beyond Blue

O game coloca os jogadores no papel de Mirai, líder de uma equipe de pesquisa subaquática. A personagem pode explorar seu entorno nadando ou controlando manualmente os drones aquáticos, que coletarão gradualmente informações que lhe permitirão se aventurar mais e descobrir diferentes tipos de vida marinha.

O curto elenco de personagens é carismático, e cada um deles possui uma motivação clara, além de uma personalidade bem definida. Escolhas ocasionais de diálogo rendem uma ilusão de decisões, que cria, por um curto tempo, um engajamento com aquelas relações que são desenvolvidas, mas este aspecto é deixado na mão pela estrutura em parte esquisita e também repetitiva da campanha.

Este game é uma forma de promover o documentário Blue Planet II e contém um bom trabalho em uma série de aspectos. Algumas cenas de Blue Planet II estão disponíveis no hub principal do jogador, o submarino, como uma forma de complemento ao que é apresentado. No entanto, fica uma sensação de que não fora desenvolvido de uma perspectiva de game design.

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Além de seus elementos de exploração, o game coloca uma forte ênfase no gerenciamento de recursos, o que afetará o andamento da sua aventura. De fato, os jogadores são forçados a tomar decisões de alto risco e priorizar quais objetivos podem ser alcançados com sucesso durante a expedição da equipe.

Como pontos positivos, Beyond Blue levanta uma série de questões intrigantes, a maior delas sendo a ambientação no futuro, especulando sobre as tecnologias e as possibilidades da pesquisa submarina em um mundo no qual tal área recebe os devidos investimentos e cuidados. O game também não deixa de comentar sobre as decadentes tentativas de preservação da fauna e flora marítima, buscando uma camada de melancolia que convida a empatia do jogador pelo elenco e animais.

É importante saber que os animais marinhos são o objetivo, e os entusiastas se verão cativados pela missão de encontrar e analisar cada uma das criaturas que veem pelo caminho. Mas fiquem avisados: esta é a recompensa em si e não há, necessariamente, mais do que isso e muito menos um sistema de progressão que presenteia o jogador por sua dedicação nas pesquisas.

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Nesta fauna marinha, o foco são as Baleias Cachalotes, mas outras espécies são representadas com detalhes. A quem vier para ver essas majestosas criaturas e apenas isso, Beyond Blue será mais que uma curiosidade. Porém falta uma integração entre o que o jogador faz e o que os animais fazem, deixando uma sensação de que somos ainda meros espectadores, mesmo estando tão próximos dessas incríveis espécies.

Quanto a mecânica da gameplay, os controles para o nado são competentes, mas o drone de escaneamento é uma grande oportunidade que não foi muito bem aproveitada. Sempre há um ponto ou círculo indicando o que deve ser escaneado, tirando a autonomia do jogador no trabalho de pesquisa. Você basicamente aponta e aperta um botão, do começo ao fim, sem desafio e com a mínima imersão.

Existem também opções para regular a sensibilidade dos controles, onde algumas ações são muito mais rudimentares do que outras, diminuindo ainda mais o prazer de nadar livremente. Além disso, alguns mergulhos são afetados por quedas no frame-rate e claro que isso não é agradável.

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Por fim, Beyond Blue seria muito mais interessante como um game, acrescentando mais padrões de comportamento nos personagens ou mesmo mais personagens, mais locais a se explorar e talvez novas campanhas focadas em outras espécies marinhas. Eu acredito que a E-Line Media não tenha tais planos em ação, infelizmente. O produto é interessante, traz um conceito sedutor e é bastante informativo, mas a gameplay é superficial, deixando uma sensação de que pouco foi explorado.

O game Beyond Blue está disponível para as seguintes plataformas: Xbox One, PlayStation 4, Nintendo Switch, Microsoft Windows, Linux, Mac OS Classic e iOS.

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Reinaldo Vargas

Professor, Colunista do Arena Xbox e XPGG, Idealizador do http://UniversoNERD.Net e Streamer do #TeamSparkers na MIXER. Curte Games, Tech e Ciência.. Um Xbox Gamer, Insider e Preview, adora a Bethesda e a Rock Star e ama produzir conteúdo. Gamertag: reavargas

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