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The Rook: Um “X-Men” Com Parcimônia

The Rook: Um “X-Men” Com Parcimônia

Saudações, meus caros nerds de plantão! Tudo bom convosco? Hoje, venho aqui contar para vocês um segredo obscuro sobre minha natureza nerd. Para alguns, será chocante, vindo de um autor de site sobre nerdices. Aos mais atentos às prosas que tive por aqui, isso não será surpresa alguma. Suspense a parte, vamos a ele:

Detesto filmes e séries de super-heróis, principalmente da Marvel!

Pois é… é a mais pura verdade! Àqueles que, mesmo que passando a me odiar, continuarão a leitura desse post, explico os motivos: excesso de efeitos especiais (TUDO é futurista e brilhante a níveis psicodélicos), roteiros que primam por batalhas desconexas e sem motivos (até mesmo entre os heróis), piadinhas o tempo todo, universos distintos aos que são apresentados nos quadrinhos, entre outros motivos.

Mas a intenção aqui não é maldizer esses filmes e nem tentar mudar o gosto de nossos leitores. Foi apenas um pretexto para falar sobre uma ótima série que também traz pessoas com superpoderes, porém, que vai na contramão dos clichês característicos deste tipo de gênero. Estou falando de The Rook, uma série de produção americana (quem diria!) toda produzida e ambientada em Londres. Baseada no livro A Torre, de Daniel O’Malley, foi dirigida por Kari Skogland, Karyn Usher, Lisa Zwerling e Stephen Garret, sendo distribuída pela Lionsgate por meio da Starz.

Se interessou, meu poderoso amigo nerd? Pode continuar sua leitura tranquilamente, pois prometo não dar spoilers muito reveladores, tendo em vista que a série ainda é bem recente.

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Tudo começa com Myfanwy Thomas, nossa protagonista, acordando em uma ponte, debaixo de uma chuva torrencial, com “apenas” dez pessoas mortas em volta de si. Com amnésia total e muito desesperada, Myfanwy foge do lugar até encontrar um local seguro. Consigo, descobre duas chaves e um bilhete escrito por ela mesma, oferecendo as opções de começar uma vida nova, sem se lembrar do que fazia, ou a alternativa de tentar descobrir o que a levara até ali. Não teria a menor graça se ela escolhesse a primeira, não é mesmo, meu perspicaz nerd?! A chave escolhida a conduz até um cofre de banco, onde ela, antes da amnésia, tinha guardado documentos, dinheiro, chave de seu apartamento e arquivos com informações para ir se recordando aos poucos de suas atividades. Duas pessoas aparecem para sequestrá-la e, na eminência do perigo, Myfanwy manifesta seu poder, eletrocutando, de dentro para fora, os dois infelizes.

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Em seu apartamento, ela descobre um compartimento secreto onde há um mural com informações sobre a organização para a qual trabalha e um computador com vídeos (gravados por ela mesma) contendo mais instruções. Nossa heroína trabalha para a Checquy, uma organização do serviço secreto inglês, composta por indivíduos com habilidades variantes extremas (HVE’s). A hierarquia da entidade é representada pelas peças de xadrez e Myfanwy seria uma das “torres”, desempenhando funções burocráticas de grande importância. Os principais outros membros da Checquy seriam:

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Linda Farrier: O “rei” da organização. Linda é a chefe, mentora e idealizadora da Checquy. A parte mais massa da série é quando ela manifesta o seu poder. Aqui morre o segredo e nasce a expectativa… Confiram!

Conrad Grantchester: Extremamente inteligente e estrategista, Conrad é a “rainha” da Checquy, estando apenas abaixo de Linda na hierarquia. Seu poder consiste em alterar a atmosfera em volta de si, podendo, facilmente, desacordar inimigos ou torturá-los, fazendo com que implodam. Não há forma de resistir a um interrogatório feito por ele.

Gestalt: Um show de complexidade a parte, o Gestalt são a outra “torre” da organização. É isso mesmo que acabou de ler, meu atento nerd: “o Gestalt são”! Não temos aqui um erro de concordância verbal, mas sim, um ser que possui uma única mente que é compartilhada por quatro corpos simultaneamente. Os quadrigêmeos Teddy, Alex, Robert e Eliza são os melhores agentes da Checquy. Tudo o que um vê, ouve, sente, cheira e pensa, é dividido com os demais. Agem em perfeita sincronia e são excelentes em combate.

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Mais tarde, Myfanwy descobre que uma das principais funções da Checquy é combater o tráfico de HVE’s, haja vista que são sequestrados e vendidos no mercado negro para organizações criminosas a fim de que sirvam aos seus propósitos. Apenas 1% de 1 centésimo da população mundial desenvolve uma habilidade desse nível. Então, cada HVE’s chega a valer milhões de euros/dólares. E a série segue esse rumo: a protagonista, sem se lembrar de nada, tenta manter sua rotina na organização, ao passo que tenta descobrir o motivo que a levou à amnésia e a formular o plano no qual está inserida.

O diferencial de The Rook é que seu foco se concentra na parte de investigação, e não do uso indiscriminado de poderes. Tudo é extremamente velado. Como disse acima, os HVE’s são raríssimos e nenhum deles sai por aí esbanjando seus dons em cada esquina que encontra, meu caro nerd. Mesmo porque, isso atrairia a atenção sobre si e só aumentaria o risco de ser sequestrado. O uso de poderes em público é rapidamente camuflado pelas organizações governamentais. A maioria das pessoas sequer cogita a existência desses humanos poderosos.

Efeitos especiais à la Aquaman e Doutor Estranho? Esquece! O uso dos poderes é muito sutil. Se não prestar atenção às cenas, mal saberá que o personagem está utilizando suas habilidades. E isso, pra mim, é fundamental em obras que envolvem fantasia, pois mistura e aproxima a ficção à realidade. Você consegue se imaginar na rua, contemplando uma cena onde um monstro verde de 3 metros de altura massacra cerca de 500 alienígenas alados, auxiliado por um deus nórdico que voa segurando uma marreta, um adolescente acrobata que solta teias, um capitão da Segunda Guerra Mundial ainda em atividade e um playboy numa armadura robótica? Ambos, combatendo um titã que tem uma luva que pode fazer qualquer coisa? Difícil, não é mesmo, meu agora frustrado nerd?

Mas, no universo de The Rook, você consegue se inserir facilmente!

Por hoje é isso, meus amigos. Brincadeiras e comparações a parte, a série é excelente e vale muito a pena de ser assistida, principalmente se você, assim como eu, prefere coisas mais comedidas ao exagero. The Rook está tendo o sucesso esperado e, provavelmente, uma segunda temporada vem por aí.

Abraços e até breve!

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Lukas Melo

É Editor e Autor do UniversoNERD.Net. Profissional da área de EaD, aficionado por RPG, hardware e cinema. Porém, não nega outras nerdices.

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