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As Novas Regras De Monetização Do YouTube São Controversas, Dolorosas e Necessárias

As Novas Regras De Monetização Do YouTube São Controversas, Dolorosas e Necessárias

O YouTube se tornou objeto de uma reviravolta implacável envolvendo uma enorme legião de youtubers, principalmente dos criadores de conteúdos menos conhecidos. Isso tudo se deu após a decisão da empresa em mudar a forma como a monetização funciona na plataforma, mas é importante notar que essas mudanças, apesar de controversas e “dolorosas”, eram necessárias e inevitáveis. Mas vamos começar com a pergunta:

Mas será que isso era realmente necessário e, portanto, inevitável?

A nova monetização do gigante YouTube

As novas regras afetarão mais os criadores de conteúdos menores. As regras atualizadas indicam que, para que os criadores sejam elegíveis como parceiros, poderão ser monetizados através do Google AdSense, mas devem ter um tempo total de exibição de 4.000 horas nos últimos 12 meses e um mínimo de 1.000 assinantes.

Esta é uma importante saída para a política anterior, que exigia condições mais amenas. Os executivos do YouTube reconheceram que já era hora de mudar para uma nova configuração quanto a questão da monetização. A empresa tentou defender sua decisão, observando que 99% dos canais estavam fazendo menos de US$ 100 ao longo de 2017, com 90% recebendo menos de US$ 2,50 em dezembro.

A reação dos youtubers menores foi instantânea e de forma implacável… E não era para ser diferente. A crítica variou bastante entre os criadores, pois enquanto alguns estavam preocupados com a destruição da receita de seus canais, outros sentiram que estavam sendo excomungados da comunidade. Um olhar superficial sobre o Twitter, o Reddit, o Facebook e, claro, o próprio YouTube… demonstrarão o quanto as pessoas estão chateadas com a revisão do programa de parceria da maior e mais importante empresa do ramo.

Eu simpatizo com muitos criadores de conteúdo de médio e pequeno porte tentando encontrar o caminho na plataforma, com críticas coerentes e válidas, mas também entendo os motivos que levaram o YouTube a iniciar mudanças na questão que envolve a política de monetização.

O YouTube sofreu golpes críticos por meses…

As controvérsias ocorreram mês após mês ao longo dos últimos dois anos, com críticas que “voaram” pela companhia por todos os ângulos. No final de 2017, parecia que os anunciantes não podiam mais confiar no YouTube para filtrar adequadamente quais criadores estavam recebendo anúncios em seus vídeos. Os criadores não podiam confiar no YouTube para corrigir problemas de monetização em tempo hábil e os meios de comunicação estavam tendo grandes dificuldades com alguns dos rostos mais notórios da empresa.

Embora as ações recentes da empresa parecem estar fazendo o oposto disso, é uma ação mais inteligente que a mesma precisa para proteger a plataforma. Os anunciantes estão no topo do ecossistema, não os criadores. O YouTube confia na receita de anúncios e assinaturas pagas para ter rendimentos, pagar seus profissionais, pagar os criadores de conteúdos e aplicar nos projetos do “YouTube Red”. Se olharmos para tudo isso, percebemos que o YouTube não é um serviço de vídeo; e sim uma plataforma publicitária.

Os anunciantes certamente irão gastar menos dinheiro no YouTube se acharem que não podem confiar na plataforma. Os principais criadores que usam o YouTube como fonte primária de renda seriam então, obrigados a deixar a plataforma para concorrentes com uma presença de publicidade mais forte, ou diminuir drasticamente sua produção. Sem criadores de topo (o que também significa que não há afiliação de marca e que nenhuma publicidade virá com esse criador), o YouTube se tornará apenas uma plataforma de vídeo que as pessoas podem usar, mas que ninguém poderá construir uma carreira de fato.

O termo “youtuber“, que representa uma pessoa que é conhecida pelo seu status na plataforma e seu canal associado “morrerá” efetivamente neste cenário sem patrocinadores e criadores de conteúdo de topo… E lógico que a empresa irá evitar que isso aconteça! Basta recordarmos que o YouTube, como o conhecemos em início, está radicalmente diferente, pois quando fora lançado, o foco estava nos vídeos da plataforma e não nas personalidades que criaram esses vídeos trazendo patrocinadores e publicidade, como é atualmente.

Mas se o YouTube não quiser se afastar para um inferno desesperado em 2018, precisa colocar seus telespectadores e seus melhores criadores, em primeiro novamente. Trabalhar para corrigir tudo que está quebrado pode parecer uma tarefa impossível, mas é a única maneira de continuar.

E agora será tudo com moderação!

O YouTube está tentando fazer o que precisava fazer há muitos anos: ser moderado. Embora a empresa não seja capaz de verificar todos os vídeos carregados na plataforma, vai começar a introduzir ferramentas de moderação que ajudarão os anunciantes a se sentirem mais seguros sobre a localização dos anúncios.

Qualquer vídeo que alcance o “Google Preferred“, uma classificação que combina anúncios de primeira linha com os vídeos mais vistos dos criadores de topo, agora será monitorado por um ser humano antes que o anúncio seja aprovado. Este processo de triagem deve evitar o chamado conteúdo censurável. Este movimento é apenas uma triagem; não resolverá o problema para sempre, mas corrigirá apenas lesões suficientes para manter a plataforma rentável enquanto a empresa investiga uma solução melhor.

O YouTube começou a permitir aos anunciantes mais controle sobre quais canais devem receber determinados anúncios em função de sua importância. Isso permitirá que a empresa trabalhe com ambos: os criadores no “Programa de Parceiros” e os anunciantes na questão da avaliação de conteúdos.

A empresa está “tapando buracos” de forma tão rápida e eficaz quanto possível, mas tentando salvar muitos criadores de conteúdo enquanto trabalha na fixação de sua imagem na questão da segurança. A introdução de alguma moderação, além de um processo de verificação crescente, é o único movimento viável para agora.

À princípio é uma má notícia para muitos criadores de conteúdo, mas o YouTube precisa cuidar dos anunciantes se quiser sobreviver, lucrar e conseguir investir nos criadores com grande potencial.

O YouTube também precisa se preocupar com seus espectadores

Esta é a parte mais importante da equação: os telespectadores. O YouTube possui bilhões de espectadores em todo o mundo se ajustando diariamente para assistirem uma enorme variedade de vídeos.

No ano passado, o YouTube teve que lidar com a imprensa internacional sobre vídeos de terrorismo que assolam a plataforma, conteúdos violentos voltados para crianças, entre outros. Esses vídeos causaram manchetes, mas não antes de serem vistos por milhões de pessoas, incluindo crianças. Tudo aconteceu no início de Janeiro, depois que um dos criadores mais populares do YouTube enviou um vídeo que incluía imagens de um homem que parecia ter tirado sua própria vida recentemente.

Depois de todas as medidas que o YouTube prometeu implementar, de suas promessas no final de 2017 para anunciantes, serviços de segurança, repórteres e uma onda de críticos… estava lá “o menino de ouro” promovendo conteúdo insensível e repulsivo para milhões de pessoas. A empresa estava deixando sua plataforma se dissolver em um lugar insalubre, desenfreado, qualquer coisa. Mais importante ainda: estava se tornando um lugar perigoso, onde “atores” ruins estavam recebendo pagamento por seu trabalho.

As novas regras darão espaço ao YouTube para esclarecer o que oferece aos espectadores. Com uma equipe de moderação com cerca de 10.000 pessoas, mais controle sobre os vídeos que estão sendo promovidos e mais supervisão humana sobre os melhores vídeos dos criadores de conteúdos.

E embora os canais de nicho ainda dependam de pesquisas e algoritmos, a página de tendências e a página inicial da plataforma deverão aparecer mais limpas do que as que foram nos últimos meses.

E parar uma iminente implosão!

As recentes decisões envolvendo monetização são extremamente difíceis, e irão afetar muitos criadores! Alguns youtubers de longa data, que estão carregando vídeos durante uma década, não são simpatizantes de tal situação. Eles reclamam que não foram pagos nos primeiros anos de plataforma. Outras críticas afirmaram que o YouTube nunca deveria ser uma opção de carreira viável para as pessoas, mas que só se tornou nos últimos anos. Pois bem, caros leitores… esse assunto irá render muito ainda!

Todos esses pontos são válidos, mas não levam em conta os criadores mais novos que estão preocupados de serem excluídos de uma comunidade, a qual sentiram que pertenciam. O YouTube também está ciente disso! A empresa está trabalhando em maneiras de permitir que novos criadores se liguem a projetos externos ou listas finais em vídeos. Não há motivos para acreditar que o YouTube não irá ajustar a forma como a monetização funciona no futuro, pois uma vez que as coisas se acalmarem, as equipes terão uma melhor compreensão em ajustar sua plataforma para os demais.

Isto será especialmente verdadeiro para animadores e outros criadores que enviam menos vídeos porque são mais complexos e não atendem à demanda do YouTube por tempo de exibição.

Os pequenos que criam conteúdo em uma base constante devem ser pagos por seu trabalho e não devem se preocupar com a tendência (tempo de exibição, por exemplo) no qual o YouTube atualmente está focado.

O YouTube esteve no limite da implosão por meses, tentando descobrir como trabalhar com os rostos da plataforma e com os anunciantes, que ajudam a manter a plataforma e sua comunidade à tona. Não há mais tempo para experimentação, os anunciantes não aceitarão isso e os críticos também não. Até mesmo os melhores criadores irão, eventualmente, olhar para outros locais.

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As novas regras se aplicam para fortalecer a plataforma? Qual sua opinião a respeito?

Um comentário final

O YouTube está sendo absolutamente egoísta, sem dúvida, protegendo seus anunciantes, tentando limpar seu conteúdo e evitar que outro criador de conteúdo monstruoso faça manchetes globais.

A empresa precisa não só sobreviver, mas prosperar neste crescente mercado de serviços competitivos e emergentes. O YouTube está no modo de “cura automática”, atento as mudanças e devemos deixar levar algum tempo para descobrir tudo, principalmente para o melhoramento do YouTube como uma empresa, como uma plataforma e como um lugar onde os bons criadores de conteúdos querem estar.

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Reinaldo Vargas

É Idealizador e Autor do UniversoNERD.Net. Professor Universitário e gamer nas horas vagas. Sempre informado sobre ensino, ciência, tecnologia e games.