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Entendendo O Movimento Feminista E A Busca Pelo Igualitarismo

Entendendo O Movimento Feminista E A Busca Pelo Igualitarismo

Movimentos sociais são organizações coletivas encubadas na luta pelas realizações dos interesses comuns. Eles visam alcançar um objetivo com a intenção de transformar a realidade, trazendo benefícios para muitas pessoas. Por ser mais estruturada, mais longa e provocar grandes resultados, difere de uma “ação coletiva”.

E, por falar nisso, iremos abrir espaço para um dos mais genuínos movimentos que se tem conhecimento. Uma organização que, desde muito tempo, luta para erradicar a exclusão da figura feminina na sociedade e alcançar direitos equânimes garantidos por lei: este é o Movimento Feminista.

O Movimento Feminista, por sua vez, é um conjunto de movimentos políticos, sociais e ideológicos que tem como objetivo comum: a luta por direitos iguais entre homens e mulheres, empoderamento feminino e a libertação dos padrões opressores. O Feminismo é um só, engendrado pela premissa básica de buscar o igualitarismo. Toda via, os diferentes movimentos feministas existentes podem apresentar algumas divergências. Isso é muito comum e inerente aos movimentos sociais.

A raiz do feminismo começou a ser idealizada na Europa, em meados dos séculos XIX, inspiradas pelas conquistas adquiridas na Revolução Francesa. Que tinha como lema: “Liberdade, igualdade e fraternidade”.

Esse contexto ajudou as mulheres a se emanciparem e buscar sua tão distante hegemonia.

A história deste movimento pode ser dividida em três ondas: a primeira ocorreu no século XIX e suas reivindicações eram voltadas aos diretos democráticos. A segunda surgiu na década de 1960 e 1970 e lutava pela liberação sexual e valorização da mulher no trabalho. A terceira nasceu na década de 1990 e lutou para inserir a mulher na política e questionar fatores de identidade buscando sua inserção na sociedade.

No decorrer dos anos, as mulheres conquistaram inúmeros direitos que hoje são sentidos e generalizados, mas nem sempre valorizados. Existe, atualmente, uma onda de preconceitos a respeito desse movimento. Mas essa não é a questão. Sobre as conquistas podemos citar: direito ao voto, o acesso ao mercado de trabalho, ao divórcio, à educação e à proteção. As conquistas são apenas uma marca para dizer que a luta continua firme e diversos outros diretos podem sim serem conquistados.

Hoje, os objetivos não são muitos diferentes. Atualmente as mulheres buscam por direitos iguais entre os sexos, liberdade de expressão, empoderamento feminino, luta contra padrões opressores, liberdade sexual, salários iguais aos dos homens nas mesmas condições, melhores condições de saúde, entre inúmeros outros.

É impossível tratar do atual modelo feminista sem mencionar o aborto. A descriminação do aborto é um dos temas mais importantes na pauta feminista na contemporaneidade. Elas lutam para que esse direito seja legalizado, justificando principalmente que as mulheres devem ter os direitos sobre seu próprio corpo. O crescente número de mulheres que morrem em clínicas clandestinas também sustenta seu embasamento.

Em alguns estados dos Estados Unidos e países da Europa em que a prática é legalizada, o número de abortos realizados caiu, ou seja, as pessoas não vão abortar como se fosse métodos contraceptivos.

A violência contra a mulher é um caso recorrente na sociedade brasileira e precisa ser ligeiramente combatida por meio de políticas públicas e leis bem mais rigorosas que as atuais…

…É todo ato que resulta na morte, lesão física, sexual ou psicológica da pessoa afetada!

E se inclui mulher, pode ter certeza que o movimento feminista está por dentro, principalmente, quando nós somos recorde nisso. O Brasil é o 5° país mais agressivo contra as mulheres no MUNDO. Uma em cada cinco mulheres já foram agredidas e 8 em cada 10 pessoas conhecem alguém que já sofreu algum tipo de agressão. Os números são cada vez mais alarmantes: os parceiros são responsáveis por 80% dos casos e mesmo depois da agressão, mais da metade das pessoas continuam vivendo com o agressor. Isso já é prova suficiente para sabermos que precisamos progredir a legislação referente à segurança brasileira.

Em pleno século XXI, vemos, ainda, uma forte repressão sobre a figura feminina contra sua interação na sociedade. E é por isso que o feminismo luta bravamente para assegurar seus direitos e também contrariar uma maré de preconceitos enraizados em nossa cultura durante milênios. Podemos ver que quase ninguém fez questão de ajudar na mudança desse cenário. Apesar de todas as conquistas obtidas, a mulher ainda é vítima de muito preconceito, desrespeito, rotulações e opressões dentro da sociedade contemporânea.

E, é nesse sentido, que o movimento feminista tem afinco. Os postulados a seguir retratam muitos dos ideais protegidos pelo movimento feminista ou simplesmente feminismo:

  • A mulher não deve se submeter aos padrões de beleza que a mídia impõe;
  • Não é obrigação da mulher cuidar sozinha da casa, dos filhos e do marido. Os afazeres devem ser divididos entre ambos. É essencial um consenso bilateral;
  • A representação da mulher deve contemplar toda sua diversidade;
  • A mulher não deve aceitar a submissão imposta pelos homens. Ela deve procurar sua independência; e
  • A mulher não deve se submeter a opressão imposta pela sociedade.

Podemos perceber que a causa deste movimento vai muito além de um simples grupo de “mulheres chatas”; e sim na busca de interesses que envolvem toda a comunidade brasileira, seja mulher ou não.

A brasileira luta constantemente para consolidar sua participação no cenário político. Como consequência de todas suas investidas, foram conquistadas importantes realizações. Como exemplo, a eleição da primeira presidenta do Brasil em 2010, Dilma Rousseff. Outro marco incontestável foi o direito ao voto, assegurado em 1932. Podemos citar, também, outros exemplos significativos do avanço no campo da política, mas a questão tratada é outra, pois embora sua inserção neste espaço tenha crescido, ainda precisamos avançar muito.

A presença da mulher nesse campo é fundamental para consolidarmos a democracia.

Celina Guimarães Viana: primeira mulher brasileira a votar.

No Brasil, mesmo que diminuto, houve ainda um certo incentivo para efetivar a presença das mulheres no espaço político. Um exemplo claro disso é a lei 12034/2009, que impõe que cada partido político tenha no mínimo 30% e no máximo 70% de pessoas do mesmo sexo.

Apesar das conquistas, o crescimento se mantém ínfimo, pois o Brasil ocupa a posição 163° entre 193 países no ranking de número de deputadas federais. Segundo pesquisa feita pelo Supremo Tribunal Federal, a taxa de vereadoras no Brasil está abaixo de 15%. Isso equivale a 7 vereadores para cada 1 vereadora. Esse quadro se repete em quase todos os cargos políticos. As mulheres são 9.9% da câmara, 15% do senado e 22% do parlamento. São números baixos! Não podemos associar esse quadro com uma suposta falta de capacidade feminina, uma vez que elas são a maioria nas universidades, escolas e nos cursos profissionalizantes.

Além disso, pesquisas recentes revelaram que elas são a maioria também no eleitorado, pois mais de 52% dos votos das eleições são de mulheres.

Infelizmente, esse cenário se repete em proporções semelhantes em quase todos os países. Não existe uma nação no mundo que a participação feminina na política sobreponha a masculina. Mas porque é assim? .

Podemos facilmente compreender que a exclusão da mulher é um fator enraizado na sociedade e existente desde os primórdios da humanidade. Logo depois da Revolução Agrícola, as pessoas passaram a possuir excedentes. Neste sentido, criou-se a percepção de que essa riqueza acumulada deveria ficar conservada nas mãos de um descendente próximo. Por isso, as proles dessas pessoas agora deveriam ser cuidadas com um amparo maior, e a mulher que até então era “igual ao homem”, tinha que estar resguardada para o serviço doméstico. Esse fator é o primeiro resquício da exclusão da mulher.

Durantes os anos, nada foi feito para que esse cenário fosse alterado. Pelo contrário, houve um certo incentivo para favorecer a exclusão acentuada da mulher. Existe uma cidade chamada Atenas, situada na Grécia Antiga. Ela sediou a democracia entre os países e, pela primeira vez, as pessoas eram incluídas nas questões políticas da polis (cidade). Os cidadãos atenienses tinham direitos a dois princípios básicos (isonomia e isegoria) que, resumidos, retratavam o direito à participação política. Nessa época (século V a.C), as mulheres nem sequer eram consideradas cidadãs e por isso não tinham o direito de votar.

Já na Idade Média, a mulher que ousasse se rebelar contra sua condição de exclusão eram queimadas nas fogueiras. E, se for parar para estudar o tribunal da inquisição mais profundamente, irá observar que a cada 10 pessoas queimadas, 9 eram mulheres. Numa sociedade em que a mulher não tinha acesso à educação, as condições mínimas para sua emancipação eram obstruídas.

Desde o Brasil colonial até o império, quase que não houve avanço. Uma mulher e um escravo tinham quase o mesmo significado. Foi a partir dos séculos XIX e XX que as coisas começaram a caminhar. Movidas pelos ideais da Revolução Francesa, a comunidade feminina começou a se articular e, na Europa (como já foi mencionado), aparece a primeira onda do movimento feminista.

Outras datas importantes ajudaram com este movimento. Como exemplo, podemos citar a Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra, que aglutinou as mulheres num mesmo campo de trabalho, fazendo crescer um sentimento revolucionário, e também, a Segunda Guerra Mundial, que também influenciou, pois mais de 90% da mão de obra bélica era formada por mulheres, fomentando, de certa forma o prestígio feminino.

A solução para que ocorra uma acentuada mudança nesse estado é, com certeza, a direta intervenção do Estado, atrás de medidas mais efetivas para incluir a mulher cada vez mais no cenário político brasileiro. Além disto, usar das mídias como fonte de conscientização e incentivo para que as próprias mulheres busquem cargos públicos. É essencial, também, maiores fiscalizações pelo país almejando diminuir o número de fraudes envolvendo a filiação de mulheres em candidaturas só para cumprir a cota imposta por lei.

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Mauro Sancer

É Colaborador do UniversoNERD.Net. Estudante empenhado na busca de seus sonhos. Fundador do Canal Nerdlândia no Telegram e apreciador do mundo NERD.