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O Comportamento Que Envolve Leitura E Escrita: Uma Caminhada De Mãos Dadas

O Comportamento Que Envolve Leitura E Escrita: Uma Caminhada De Mãos Dadas

Olá, Queridos Leitores…. Hoje estou aqui para falar sobre um assunto interessante e sobre o qual tenho certeza que muitos de vocês praticam, mas nunca pararam para pensar com uma dedicação maior: a formação do comportamento que envolve leitura e escrita. Então, vamos lá, meus queridos?

Em primeiro lugar, temos que entender o que é o comportamento leitor. Trata-se de uma característica que adquirimos desde os primeiros contatos com livros, com gravuras ou com a escrita de uma forma geral. Cada caso é um caso. Por exemplo, uma criança de 2 ou 3 anos não vai identificar a escrita, somente as gravuras, então, quando digo “leitor”, óbvio, que é uma característica adquirida, ligada à faixa etária.

Em um mundo caótico e cada vez mais frenético, onde precisamos colocar nossos filhos muito bebês em uma instituição de ensino, para que possamos trabalhar e garantir o sustento de nossas casas, cada vez mais cedo, as crianças têm contato com objetos que proporcionam a leitura: seja um livro cheio de figuras, ou um desenho animado, ou a tela de um tablet ou computador, enfim.

Em parte, isso é bom, porque vai desenvolver uma perspectiva de mundo diferente aos olhos da criança.

A criança vai conseguir desenvolver conceitos a respeito do mundo. As pessoas que estão à volta dessa criança tem um papel fundamental para esse desenvolvimento, quer sejam pais, avós ou qualquer pessoa que passe um tempo maior com essas crianças e sejam responsáveis por seu desenvolvimento.

Vamos deixar bem claro que esse trabalho pode ser feito individualmente (somente em casa, ou somente na escola), mas surtirá um efeito muito melhor se for trabalhado em conjunto e de forma contextualizada, para que tenha realmente um significado para cada criança, durante sua formação como cidadão.

Figura 1 300x154 - O Comportamento Que Envolve Leitura E Escrita: Uma Caminhada De Mãos Dadas

A leitura é fundamental para as crianças, mesmo que sejam livros apenas com gravuras.

Passou-se o tempo em que trabalhar a escrita na escola era sinônimo de produção de textos narrativos ou dissertativos, com temas fixados pelo professor e, dependendo do profissional à frente dessa tarefa, recebíamos a folha “sangrando”, literalmente, com vários apontamentos de erros gramaticais e de ortografia. Não estou dizendo que esses pontos não sejam importantes para se aprender a escrever corretamente. O número de pessoas que escrevem mal, hoje, tem aumentado muito e isso, de verdade, me assusta. Porque me pergunto: apesar de achar errado o método antigo, funcionava. Aprendíamos a ler e escrever, pelo menos o básico, de forma correta. Por que, então, a geração atual não corresponde à essa perspectiva de aprendizado? Mas, esse é um assunto para um futuro artigo a respeito… 🙂

O que realmente quero dizer é que é importante aprendermos as regras ortográficas e gramaticais, mas tão importante quanto isso, é aprender a organizar as ideias e escrever de forma coerente e coesa.

Bons leitores, ótimos escritores, mesmo que não tenham aptidão para tal. Não estou dizendo que um bom leitor escreverá um best seller. Mas, acredito que uma ótima escrita é fruto de um indivíduo com hábitos regulares de leitura. E não só isso. Olhem só, uma definição bem rápida de um bom comportamento leitor:

  •  Ler algum material regularmente, seja qual for (revistas, jornais, livros, notícias e assim por diante);
  • Comentar sobre o que leu com as pessoas ao seu redor, ou até mesmo recomendar leitura à alguém;
  • Debater sobre leitura com outros leitores, expondo sua interpretação e ouvindo a interpretação do outro;
  • Quando existir a presença de imagens, fazer uma observação e a leitura da imagem, antes da textual. Na minha opinião, esta tarefa é essencial para desenvolver a percepção;
  • Caso seja possível ou necessário, fazer mais de uma leitura dando destaque à aspectos diferentes em cada uma das vezes que a fizer.
  • Destacar o que não entende ou o que não interessa e, ou procurar entender, ou deixar de lado. Mas, para que seja deixado de lado é fundamental que haja uma consciência de que não afetará em nada seu desenvolvimento enquanto leitor;

O que eu vejo de maneira muito clara é que os leitores que desejam se arriscar na escrita de algum conteúdo, devem identificar qual o propósito daquele texto e qual o tipo de leitor que ele pretende atingir. Simples assim! Somente dessa forma, o leitor conseguirá redigir um texto, por menor que seja, com qualidade. E, quando digo “qualidade”, não estou dizendo que ele precisa usar as palavras mais rebuscadas do dicionário, mas para mim, o bom leitor e consequentemente um bom escritor, usa o vocabulário mais simples, da maneira mais objetiva possível e consegue atingir seu propósito. Isso é uma produção de qualidade.

Reparem que o conceito de bom leitor, anda junto com o de um bom escritor. Um nasce do outro! Pode parecer sem sentido, mas o fato de uma criança olhar somente as figuras do livro, mesmo sem entender o que está escrito, não deixa de ser uma leitura. E deixar essa criança reproduzir o que está vendo, com suas palavras, mesmo que não seja a história real, é essencial para que ela forme a perspectiva do mundo que observa à sua volta. É assim que nasce um indivíduo com comportamento leitor, uns com mais interesse e outros, talvez, com menos, mas com certeza serão indivíduos que terão a capacidade de ler e entender qualquer conteúdo e, quem sabe, ótimos futuros escritores.

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Paula Souza

É Editora e Autora do UniversoNERD.Net. Data Quality Specialist e Editora da empresa Bare Internacional, Professora de Língua Portuguesa e Inglesa, amante de leitura e Literatura, além de gamer nas horas vagas.