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A Tecnologia Na Educação Atual

A Tecnologia Na Educação Atual

Os games são conhecidos há gerações. Foram desenvolvidos para ampliar a mente e, acima de tudo, para diversão e lazer. Mas, lá atrás, estou falando da década de 50, quando surgiu o primeiro computador comercial da história e não tínhamos metade da tecnologia que temos hoje, o caminho foi aberto para órgãos de pesquisa e empresas de todo o mundo. Porém, devido ao alto custo para deixar uma equipe operando as máquinas, a Tecnologia da Informação teve que se limitar à organizações maiores. Logo, a criação dos primeiros games limitou-se a testes, aprendizagem adaptativa, estratégia militar e, claro, à testes sobre teorias relativas a interação humano-computador.

Bem, como o mundo todo, a tecnologia também foi se desenvolvendo da década de 50 para a atual. Hoje, ainda vemos, com muita tristeza, professores que não se atualizam. Preferem não fazer uso da tecnologia para seu proveito na educação em sala de aula. O mais engraçado é que, por ser extremamente adaptável, o ser humano se adequa as mais diferentes situações. Por exemplo, uma pessoa que esquentava a marmita no fogão há 30 anos atrás, hoje aquece no microondas. Ou ainda, uma pessoa que escrevia cartas à mão, há 30 anos atrás, hoje manda e-mails. Essa mesma pessoa, falando até mesmo de um professor, por exemplo, talvez tenha uma certa resistência ao uso de tecnologia em sala de aula.

O professor hoje tem vários recursos tecnológicos a seu favor. Alguns polêmicos, como o uso do smartphone, outros nem tanto, como o tablet. O smartphone pode ser um recurso muito bem utilizado, desde que o professor deixe bem claro quais são as regras para o uso em sala de aula, sendo que haverá penalidades para o não cumprimento de tais normas. Existem uma série de ferramentas que, se bem usados, são ferramentas muito eficientes no auxílio do aprendizado. A própria criação de grupos no aplicativo WhatsApp, ou em algum aplicativo similar, para que haja interação entre professores e alunos e, até mesmo, troca de informações sobre atividades propostas, é um exemplo de que a tecnologia está aí para auxiliar e acrescentar algo ao dia-a-dia do setor educacional. Basta saber fazer bom uso de tudo isso.

Então vamos conhecer um pouquinho sobre essas ferramentas?

O Google

Não é novidade para ninguém, muito menos para os professores, que o Google virou sinônimo de pesquisa na internet. O acesso muito fácil e a quantidade de informações encontradas sobre os mais variados assuntos, fazem do professor um auxiliador para os alunos, pois estes precisam de orientação para construir uma opinião crítica quanto ao conteúdo apresentado nas pesquisas, ou seja, é preciso saber se a fonte do material é confiável. É necessário tomar alguns cuidados: a fonte é confiável? Existem fontes mais confiáveis que outras? Quais as palavras chaves a serem usadas? Quais os critérios a serem utilizados para uma pesquisa bem fundamentada? O importante é lembrá-los de que a pesquisa no Google ou em qualquer outra ferramenta similar, é só o início da pesquisa. Jamais deve ter início e fim na ferramenta utilizada. O início pode ser feito pela ferramenta, mas o desenvolvimento da linha de raciocínio tem que partir do aluno. O que notamos, na maioria da vezes, é que o aluno digita a pesquisa e procura por respostas prontas, o que não deve acontecer de forma alguma. Lembrem-se, educadores: é importante incentivar o senso crítico dos alunos!

E o Facebook?

O Facebook, hoje, tem um apelo sobre os jovens que pode ajudar na ampliação da rede de contatos. É muito comum observarmos a formação de grupos na ferramenta para qualquer evento. Desde uma prova até um evento cultural. Bem, particularmente, não vejo muita utilidade para o Facebook em sala de aula. Acho muito legal a formação de grupos para alguns eventos, até participo de alguns. Mas, acho que para usar em sala de aula, existem outros tipos de ferramentas que não expõem tanto a vida pessoal. Na verdade, existem vários fatores negativos, como por exemplo a idade mínima para o uso da ferramenta, que é de 13 anos. Outro ponto negativo é que não se pode restringir a interação dos integrantes do grupo apenas aos professores e colegas ou aos grupos criados com fins educativos. Aí, teríamos que contar com o controle dos pais, que nem sempre dispõem desse tempo. E, devido ao mal uso da ferramenta por alguns usuários, existem outros riscos mais sérios, como a exposição indevida dos alunos. Como educadores temos que refletir em todas as consequências. Então, fiquem atentos! Recorram a outras ferramentas específicas para a área de Educação!

Até o WordPress?

A possibilidade da criação de blogs, com o uso do WordPress, abre caminho para atividades interdisciplinares. Por exemplo, pode-se elaborar uma atividade de pesquisa em Geografia, História, Ciências, Física, Química ou até mesmo Matemática e aproveitar a questão da Produção de Texto. Se os alunos decidirem pela criação de um blog é importante instruí-los a planejarem a criação. Qual o objetivo, que tipo de conteúdo será postado, quem irá supervisionar o projeto, enfim. Lembrando que será importante usarem a ferramenta para aproveitar o máximo que puderem de todas as disciplinas e não somente para a postagem de fotos. Se for somente para isso estarão subaproveitando a ferramenta e acredito que não será uma experiência válida.

E o Instagram?

O uso desta ferramenta se torna um pouco limitado em sala de aula, devido na maioria das vezes, ser utilizado para exposição de selfies. Entre as poucas utilidades que vejo estão a do uso para aula de Artes, onde os alunos podem consultar obras de artistas que tenham perfil disponível na rede e, em Língua Portuguesa, a questão de produção de texto e do uso de legendas.  É importante que, como o Facebook, trata-se de uma rede social e sua idade mínima para utilização é de 13 anos. Um outro fator importante é que para que as publicações sejam encontradas e associadas as palavras-chave, é necessário o uso da # (hashtag).

Conhece a Geogebra?

Esta ferramenta é adorada pelos alunos, professores e escolas. Pelos alunos porque permite uma conexão maior dos mesmos com a Geometria e a Álgebra; pelos professores porque não substituem os mesmos, mas sim, auxiliam no que mais amam fazer: ensinar e pelas escolas, porque os alunos que tem contato com a ferramenta se tornam motivados e conseguem melhores resultados. Mas, o importante é saber que a ferramenta não substitui, em alguns casos, o uso de acessórios físicos como régua e compasso. A ferramenta tem que ser usada para desafios e não somente para desenhos.

O poder do YouTube

Esta ferramenta tem um grande potencial para o ambiente educacional. Pode-se incentivar desde a pesquisa para debate em sala de aula como também à produções próprias. Existem também as videoaulas que são usadas como material de apoio para os estudos. O próprio professor pode elaborar algumas videoaulas para seus alunos, desde que haja consentimento da coordenação e da direção da escola. É importante identificar entre os alunos quem tem capacitação para trabalhar com edição de vídeos, já que exige conhecimentos específicos. E, lembrem-se: o entretenimento é a maior motivação para o uso desta ferramenta. Orientem os alunos a trabalharem com sites confiáveis e que contenham relação com o conteúdo proposto. Incentivem os alunos a desenvolverem o senso crítico.

A praticidade do WhatsApp

O uso desta ferramenta em sala de aula ainda é baixo. O professor pode criar grupos de discussões, com a autorização da coordenação e da direção, lembrando que deverá orientar os alunos quanto ao teor das conversas. Cabe ao professor manter o foco e fazer a mediação das discussões. porém a ferramenta só funciona em telefones celulares ou smartphones e todos teriam que ter acesso, mas infelizmente não é a realidade na maior parte do Brasil. Apesar de existir a versão WEB, a ferramenta precisa estar sincronizada com o celular para funcionar corretamente. Outro motivo é que, normalmente, as mensagens são curtas. Para discussões mais complexas ficaria inviável.

O sempre útil Microsoft Excel

Acho que a maioria das pessoas conhecem esta ferramenta e, devo confessar que, em particular, acho ela fantástica. As possibilidades de trabalho, na área educacional, são inúmeras. Podemos trabalhar desde a elaboração de um censo (simples ou mais complexo) até a de planilhas que ajudem os alunos a se planejarem, tanto com atividades cotidianas, quanto com sua vida financeira. A questão da organização é uma das principais lições que podemos ensinar a eles com o uso dessa ferramenta. O importante é fazer uso dela para atividades mais complexas, que exijam planejamento para a elaboração. E não somente para automatizar operações. Assim seu uso se tornará obsoleto.

Skype e Videoconferências

O uso do Skype em sala de aula é muito proveitoso para o ensino de Língua Estrangeira. Uma outra possibilidade de uso, em todas as disciplinas, são as videoconferências com especialistas das áreas estudadas. É muito útil também para se trabalhar a questão de entrevistas. Mas, para que isso ocorra, é necessário ter alguns cuidados: preparar a pauta antes, com tópicos divididos entre os alunos de forma que o trabalho desempenhado atenda o objetivo pedagógico. É interessante também que um ou mais alunos interajam durante a videoconferência, pois se somente o professor falar, os alunos perderão a motivação.

E tem mais …

Existem outras redes sociais e aplicativos, mas com papel não muito significativo para o uso em sala de aula. Porém, o importante é lembrar que, dependendo da situação ou da tarefa a ser executada, o professor pode e deve fazer uso desses recursos disponíveis e que alguns, por ter apelo entre as crianças e os jovens, podem ser utilizados para atingir os alunos de maneira muito mais fácil e mais produtiva!

Então, colegas educadores, fica a dica!

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Paula Souza

É Editora e Autora do UniversoNERD.Net. Professora de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, amante de leitura e Literatura, além de gamer nas horas vagas.

2 Comments

  1. Parabens pelo post, muito interessante a sugestao de utilizar essas excelentes ferramentas tao acessiveis e tao uteis em nosso dia-a-dia.

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