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Saiba O Que São Auroras E Stevies

Saiba O Que São Auroras E Stevies

As auroras boreais e austrais são bem conhecidas e admiradas pela humanidade há muito tempo. Mas você sabe como este famoso fenômeno físico ocorre? E melhor… conhece um tipo de aurora chamada de “Steve“?

As auroras boreais e austrais

Este breve artigo do tema curiosidade irá deixar você bem informado sobre as auroras, que são fenômenos físicos que podem ser observados no céu noturno, normalmente nos períodos de março a abril e também de setembro a outubro. O grande espetáculo de luz ocorre quando os elétrons oriundos dos ventos solares chegam aos polos magnéticos norte e sul, interagindo com os gases da atmosfera terrestre.

A aurora boreal (ou luzes do norte), ocorre predominantemente nas regiões polares do norte e possui a forma de um arco homogêneo no horizonte, com bandas irregulares para tomar a forma de uma “cortina” e semelhantes às nuvens (ver imagem abaixo). A aurora austral (ou luzes do sul) também conhecida como aurora polar ocorre da mesma maneira que a aurora boreal, mas nas regiões polares do sul.

aurora austral boreal - Saiba O Que São Auroras E Stevies

E uma aurora conhecida como Stevie

As auroras possuem um parente bem menos conhecido, que vem sendo chamado de Steve (ver capa deste artigo), desde que foi descoberto em 2016 por observadores e astrônomos amadores de um programa do tipo Ciência Cidadã (ou missão Swarm). Trata-se de uma estranha “fita cintilante” de luz levemente púrpura no céu noturno que aparece nas mesmas condições em que as belas auroras são visíveis.

Agora, graças à missão Swarm, da Agência Espacial Europeia (ESA) e de observatórios espaciais que estudam o campo magnético da Terra, descobrimos um pouco sobre as  característica desta aurora em particular.

E, apesar de ter sido batizado com um nome um tanto comum no exterior, Steve é complicado!

O Transporte de partículas na atmosfera

As auroras formam-se quando o campo magnético terrestre orienta energia e partículas atômicas no vento solar em torno da Terra e em direção aos polos norte e sul. Quando essas partículas colidem com moléculas na atmosfera, as conhecidas ondas de luz luminosas da aurora boreal e austral aparecem no céu noturno.

Contudo, a equipe internacional, liderada por Elizabeth MacDonald, física espacial da NASA, demonstra que, embora o fenômeno Steve possa aparecer ao mesmo tempo que uma aurora, é muito diferente. As auroras são geralmente verdes, mas podem ser também levemente azuis e vermelhas, podendo durar horas.

A aurora Steve é uma fita púrpura e permanece no céu durante um tempo relativamente curto.

As medições dos observatórios Swarm mostram que um Steve compreende um fluxo rápido de partículas atômicas quentes, denominado tecnicamente como  uma “deriva de íons sub-auroral”. Curiosamente, essa deriva era conhecida há décadas, mas os cientistas desconheciam que gerava um efeito visual.

O fenômeno é criado pelo mesmo processo geral que uma aurora padrão, mas viaja ao longo de diferentes linhas do campo magnético terrestre e portanto, pode aparecer em latitudes muito mais baixas, onde o alinhamento dos campos elétricos e magnéticos globais fazem com que íons e elétrons fluam rapidamente na direção leste-oeste, aquecendo-os no processo. Elizabeth destaca que:

Steve pode ajudar-nos a entender como os processos químicos e físicos na nossa atmosfera superior podem, às vezes, ter efeitos visíveis locais nas partes mais baixas da atmosfera. Isto fornece uma boa visão sobre como o sistema da Terra funciona como um todo.

Mas por que o nome é Steve?

Quanto ao nome Steve, foi definido pelos cientistas cidadãos que o descobriram. Mas, como os cientistas acadêmicos não gostam de ficar de fora, deram um jeito de transformar o nome em um acrônimo: “Strong Thermal Emission Velocity Enhancement” ou “Reforço da Velocidade de Emissão Térmica Forte”.

Embora o fenômeno físico Steve esteja sendo estudado por alguns dos melhores cientistas no campo do clima espacial, continua a ser um excelente exemplo de ciência cidadã, sem a qual o fenômeno poderia ter passado despercebido. A missão Swarm ajudou e ainda ajuda, novamente, a aprofundar o nosso conhecimento de como o Sol e a Terra estão relacionados. Gostou do assunto, caro leitor?

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Bibliografia: New science in plain sight: Citizen scientists lead to the discovery of optical structure in the upper atmosphere. Elizabeth A. MacDonald, Eric Donovan3, Yukitoshi Nishimura, Nathan A. Case, D. Megan Gillies, Bea Gallardo-Lacourt, William E. Archer, Emma L. Spanswick, Notanee Bourassa, Martin Connors, Matthew Heavner, Brian Jackel, Burcu Kosar, David J. Knudsen, Chris Ratzlaff, Ian Schofield. Science Advances, Vol.: 4, No. 3, 2018.

DOI10.1126/sciadv.aaq0030

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Reinaldo Vargas

É Idealizador e Autor do UniversoNERD.Net. Gamer desde o Atari 2600, Streamer, Blogueiro e Professor Universitário de profissão e paixão. Sempre informado sobre games, tecnologia, ciência e ensino. Um Xbox Gamer, Insider e Preview, adora a Bethesda e a Rock Star e ama produzir conteúdo. Gamertag: reavargas