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A Importância De Entender A Linguagem Corporal

A Importância De Entender A Linguagem Corporal

Olá, Queridos leitores…

Hoje vou abordar um assunto que talvez vocês já tenham ouvido falar algo a respeito: a linguagem corporal. Como nosso corpo reage ao enfrentar situações das mais variadas possíveis e quando que nosso corpo começa a demonstrar incômodo com algumas situações. Vamos ver tudo isso através desse tema!

Vamos lá?

Linguagem corporal é o conjunto de aspectos motores, cognitivos, afetivos e sociais. É a forma que o corpo encontra para expressar, na maioria das vezes, emoções interiores. Sabe, quando a gente quer falar alguma coisa, mas acabamos guardando? Pois bem…. Guardamos tanto que, às vezes, o corpo precisa colocar isso para fora de alguma forma. Se prestarmos atenção, nosso corpo sempre expressa os pensamentos e emoções através de algum jeito: gestos, caras, bocas, sorriso, choro… é como se o corpo fosse nossa casa. A linguagem corporal é o meio encontrado para expressar tudo isso, ou seja para extravasar sentimentos ou até mesmo para expor atitudes e limites do indivíduo. Nosso corpo emite sinais daquilo que, muitas vezes, a razão omite dos demais. E, se o indivíduo conseguir identificar os modos de expressão dessa linguagem, com certeza, vai melhorar seu dia-a-dia e seus relacionamentos, seja de qual ordem for.

Várias pesquisa nas áreas da arqueologia, paleontologia, biologia, antropologia, entre outras, indicam que nossa civilização é o primeiro degrau alcançado por povos que não existem mais entre nós. Da matemática ao conhecimento mais profundo, aqueles povos se mantinham e se desenvolviam de uma forma totalmente diferente da nossa. Possuíam a forma mais completa e em constante desenvolvimento de uma psicologia, enxergando o ser como todo e tendo o mesmo objetivo final. Vamos entender um pouco mais?

No antigo Egito, há aproximadamente 10.000 anos atrás, os habitantes tinham o costume de se reunir após o desjejum, para a interpretação de sonhos e simbologias corporais, a fim de melhorar o dia solucionando problemas do cotidiano, tomar grandes decisões, curar doenças e até mesmo para outros rituais. Todos esses ensinamentos foram deixados em desenhos para nós, encontrados em escavações arqueológicas.

Na Grécia Antiga, Pitágoras fundou sua Escola Itálica, 492 anos a.C. onde ensinava matemática, numerologia, linguagem facial (fisiognomonia), linguagem do corpo, ginástica, doutrina comportamental dos essênios (parte da filosofia de Jesus) e, acima de tudo, valorizava os bons pensamentos e atitudes, pois sabia que era responsável pelo que transmitia aos seus familiares e ao mundo.

O filósofo Sócrates, fiel seguidor de Pitágoras, repetiu a famosa frase: “Conhece-te a ti mesmo”, provando que os habitantes valorizavam o pensamento, pois este era a base de suas vidas; conheciam o poder destrutivo e construtivo daquilo que conduzia todos os seus destinos.

Para muitos, falar sobre a força do pensamento pode ter uma conotação mal informada, de magia e coisas fantásticas, mas na verdade, pensar é mover as energias do corpo através do sistema nervoso e este, por sua vez, identifica-se de maneira gradativa com os aspectos externos do ambiente. E, de uma forma ou de outra, esse pensamento é expressado pela linguagem corporal.

Para Freud, por exemplo, o corpo é afetado pela linguagem corporal. Desde o nascimento, o sujeito é objeto das intervenções feitas pelo outro. Um bebê, ao nascer, já tem seu lugar determinado, seu nome escolhido e uma série de expectativas lançadas sobre ele. E, não sei se vocês já perceberam: parece que só lembramos do corpo como um todo existente quando passamos por uma situação de sofrimento, ou quando ficamos doentes. Em uma situação normal, trataríamos de maneira indiferente, como se estivesse tudo bem! Para Freud, na área científica, o corpo era entendido como parte de um todo, regido por leis da Física, Biologia, Mecânica e por ai vai. Freud percebeu que, além dessas leis, o corpo também é palco de muitos conflitos existenciais e que alguns órgãos são usados de forma inconsciente para expor alguns conflitos emocionais. Por exemplo, o corpo pode expressar reações de susto, medo e desconforto, até reações de vergonha, amor e ódio, através de um simples sintoma patológico, como uma alergia, uma dor, uma ferida que não cicatriza, um resfriado que não vai embora, uma queda de cabelo e assim por diante.

Assim como um cão percebe que seu dono está chegando, mesmo que à uma distância imperceptível, uma criança não tem a mesma percepção e acaba entrando em conflito com suas emoções. Por isso, uma criança chora quando é deixada em seu primeiro dia na escola. Ou, muitos já devem ter visto acontecer, a criança ficar doente e com febre quando os pais viajam ou quando passa alguma vontade. E essa criança, ao reencontrar os pais ou ao ter sua vontade saciada, melhora de repente, sem explicação. E aqui, quero fazer uma pausa para explicar algo: não estou afirmando que isso tenha alguma teoria científica comprovada. Estou apenas relatando o que, como mãe e pessoa já vi acontecer e já vivi.

Mas qual o papel da linguagem corporal nisso tudo?

Bem, é através da descoberta da linguagem corporal pelo indivíduo que o corpo vai deixar de ser apenas um “pedaço de carne” e vai passar a ser a sede de explosões psíquicas. É na aquisição da linguagem que essas experiências corporais vão se tornar significativas e estruturadas. O outro e, no caso da criança, a mãe, é muito importante para a constituição do corpo e do psiquismo. É através da mãe que a criança começa a identificar sentimentos, emoções e sensações. É realmente a mãe que dá sentido aos primeiros sinais de satisfação das necessidades da criança enquanto se desenvolve como ser humano.

Essa inserção da criança, enquanto ser humano, no meio em que vive, é apenas um dos passos para o descobrimento do eu enquanto indivíduo, por parte da criança. Até os dezoito meses de idade, a criança tem uma visão despedaçada de seu corpo dentro da realidade de mundo em que ela vive. A partir dos dezoito meses, ela começa a se ver como um todo, dentro do mundo em que ela está vivendo, Como parte de um ambiente, com outras pessoas, outros objetos e outros seres. É como se ela se olhasse no espelho e começasse a enxergar a imagem como um todo que compõe um ambiente, como de fato é. O “espelho”, metaforicamente falando, a mãe, com as experiências que proporcionará à essa criança, vai compor uma imagem à qual será desenvolvida ao longo da vida dessa criança, É a partir dessa imagem que começarão a ser desenvolvidos outros conceitos de sensações, sentimentos, emoções, entre outros.

Atualmente, um dos grandes desafios do profissional de educação infantil é lidar com a diversidade de mundo e com as crianças que estão chegando, muitas vezes com problemas de ordem emocional, inquietações, desafetos e, ao mesmo tempo, uma capacidade e vontade enorme de explorar o mundo que está à sua volta. Tudo isso vai influenciar seu comportamento, seus relacionamentos interpessoais e sua construção de aprendizado. A criança consegue organizar o mundo à sua volta a partir de experiências sensoriais e motoras, ou seja, interage com seu corpo e o mundo que a cerca. Primeiro ela se situa, depois ela assimila, identifica e então, começa a formular conceitos e adquirir conhecimento. É assim que funciona. Complexo né?

É tão natural e tão perfeito que fazemos isso a partir do momento em que nascemos até o dia em que morremos e é tão automático que só nos damos conta disso quando, realmente, começamos a prestar atenção em nosso corpo e, infelizmente, na maioria das vezes, só fazemos isso quando adoecemos.

Os pais preocupam-se em dar aos filhos uma boa educação, conforto, carinho,  lazer e esquecem-se que talvez o desenvolvimento mais importante derive de seus sentimentos mais íntimos e talvez secretos, Na ausência dos pais, quem influencia esse desenvolvimento e, consequentemente a saúde das crianças, é a pessoa responsável por sua criação. Todo pensamento, emoção e comportamento dos pais refletirá de forma direta nos filhos, independente da bagagem genética que ele carregue.

Segundo estudos na área da psicologia, a partir do momento em que essa criança é gerada até os 7 anos, a ligação com a mãe é muito forte. Então, uma mãe infeliz, insatisfeita, frustrada assim como o oposto, vai refletir em uma criança triste, doente, inquieta, revoltada ou feliz, tranquila, sadia e assim por diante; claro, que isso está ligado à intensidade da relação afetiva da criança com a mãe. Estudos feitos por psicólogos no mundo mostram que desde a formação da criança no ventre materno até os 7 anos existe uma ligação muito forte da criança com a mãe. A partir dos 7 até os 14 anos, essa ligação é transferida para o pai. Então, tudo que o pai sentir vai se refletir na criança nessa fase. Segundo a psicanálise, isso tem origem no complexo edipiano. Para quem não conhece sobre o assunto, Complexo de Édipo é um dos conceitos fundamentais de Freud na Psicanálise; refere-se a uma fase do desenvolvimento infantil onde a criança disputa com o progenitor do mesmo sexo o carinho e a atenção do progenitor do sexo oposto.

E, quanto à nós, adultos, muitas vezes não conseguimos organizar os pensamentos e ordená-los com os acontecimentos do dia-a-dia ou com o ambiente externo onde vivemos. E isso ocorre em situações que, às vezes, nem percebemos: um desentendimento no trabalho, uma frustração emocional no relacionamento, uma decepção com um filho, algum plano deixado de lado por causa de algum acontecimento inesperado, a atitude de alguém que nos incomoda e não falamos e por ai vai. Poderia citar inúmeros exemplos aqui e você vai pensar assim: “Nossa… já passei por isso…”  ou “Comigo já aconteceu aquilo…”, não é? Garanto que enquanto estava falando aqui, alguns de vocês pensaram assim rsrsrs… Mas, brincadeiras à parte, o fato é que o acúmulo dessas situações é um assunto sério e pode levar-nos a apresentar algumas reações: dor de cabeça, dor nas costas, resfriado, angústia e muitos outros sintomas e até mesmo doenças mais graves.

Mesmo com tantos conceitos ensinados em universidades e que dependem de estudos teóricos e pesquisas, quando escrevi que o comportamento das crianças é reflexo do estado de saúde física e mental dos pais e que nós, enquanto adultos, podemos apresentar alguns sintomas devido ao acúmulo de situações frustrantes, falo também por experiência. Já presenciei situações como essas com meus próprios filhos e até comigo mesma. O que, muitas vezes, nos impede de aceitar e reconhecer essa situação como reflexo de nossa própria condição física e emocional em nós mesmos, em um filho ou em algum ente querido e próximo.

Somos condicionados desde pequenos ao fato de que o nosso corpo é uma máquina que se quebra com facilidade e que depende de fatores externos para viver com saúde ou adoecer. Nosso subconsciente é fortemente influenciado por: “Não faça isso… não faça aquilo… não coma manga com leite pois faz mal… não lave o cabelo e sai de casa, pois pode tomar golpe de ar… ” e assim por diante. Se essas regras funcionam ou não, o fato é que existe mais por trás de tudo isso e fica difícil entender o que é.

Por isso, conhecendo a linguagem corporal, o caminho fica aberto para tentarmos contornar essas associações que acabam somatizando com a ajuda do nosso consciente.

Apesar de este ser um assunto longo, espero que vocês tenham gostado deste post! Tem algum assunto que você, leitor, gostaria de saber a respeito? Conte para nós! Até o próximo texto!

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Paula Souza

É Editora e Autora do UniversoNERD.Net. Professora de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, amante de leitura e Literatura, além de gamer nas horas vagas.

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