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Uma Recordação Da Coleção Vaga-Lume

Uma Recordação Da Coleção Vaga-Lume

Olá, queridos leitores.

Há uma semana atrás, estava no colégio onde trabalho e resolvi visitar a biblioteca, muito pequena, por sinal… Tive uma recordação! Quando comecei a olhar os livros disponíveis, me deparei com uma série a qual tenho certeza que todos vocês, ou algum irmão mais velho, primo, até mesmo os pais, já leram pelo menos um volume: A Coleção Vaga-Lume. E vocês? Lembraram da série ou de um de seus volumes?

Se não lembraram, tenho certeza que durante este post vocês vão lembrar!

Vamos lá?

A série Vaga-Lume é uma coleção de livros lançada pela editora Ática, a partir de janeiro de 1973 e seu público alvo é o infantojuvenil. Lembro bem, quando abria o livro e aparecia o vaga-lume “Luminoso” para dar a sinopse do livro, sempre com exclamações e expressões como “tudo joinha?” e “supimpa” que incentivavam os leitores a viajarem para dentro das histórias. Além disso, a leitura fácil e rápida ajudava aquele leitor que estava começando a se familiarizar com letras e com livros. Nada daquelas leituras chatas e extensas, sem figuras, sem atrativos. Não! Todas as leituras eram cheias de romances, suspenses e mistério!

E agora queridos leitores… Após meu comentário inicial e a imagem acima, vocês se lembram desta série fantástica?

A coleção, durante o passar do tempo, sofreu algumas alterações nas característica, mas suas capas são inconfundíveis, com os personagens ou objetos saindo para fora do quadro. A série é tão bem feita que é escolhida pela maioria das escolas como leitura complementar e contém um suplemento de atividades de interpretação, usado também em muitas escolas como atividade avaliativa. A série possui, ainda, algumas obras específicas para o público infantil, com textos menores, letras maiores e um numero maior de ilustrações. Outras, para o público adolescente, com textos maiores e histórias mais atrativas.

A série nasceu entre 1972 e 1973, com o intuito de promover o gosto por leitura e literatura entre crianças e adolescentes, principalmente aqueles que gostam de se aventurar no mundo da literatura. Quando o projeto surgiu, vários autores foram convidados, inclusive autores conhecidos de outros gêneros literários.

Até hoje, todos os originais passam por avaliação de qualidade, antes de ser escolhido por alguma escola, pois é necessário que esteja adequado à proposta da série onde será utilizado. E, mesmo que já tenham se passado quatro décadas, muito pouco foi mudado. Já foram feitas quatro reformulações, mas as características originais ainda prevalecem, principalmente na capa, desde a primeira edição.

A série, até 2013, foi composta por 127 títulos, sendo 102 da coleção Vaga-Lume e 25 da coleção Vaga-Lume Jr. (ver tabela abaixo). A data de lançamento, refere-se à primeira edição do livro e, em alguns casos, pela série Vaga-Lume. Isso porque, alguns títulos, foram lançados antes por outras editoras e somente depois de um tempo, a Editora Ática lançou pela série Vaga-Lume.

Dentre as obras que fizeram sucesso estão: A Ilha Perdida, O Escaravelho do Diabo, Açúcar Amargo, Deu a Louca no Tempo e A Turma da Rua Quinze. Eu, particularmente, gosto de outros título como: Cem Noites Tapuias, Sozinha no Mundo, O Desafio do Pantanal, Um Cadáver Ouve Rádio, entre outros.

Algumas curiosidades:

  • Na “fase heróica” da Vaga-Lume, um dos êxitos da série foi “O Escaravelho do Diabo”, de Lúcia Machado de Almeida (1910-2005). Porém, ele havia sido lançado em 1956 como um folhetim da revista “O Cruzeiro”.
  • Um dos autores “iniciantes” foi o hoje consagrado Marçal Aquino. Quando foi convidado pelo editor da série na época, Fernando Paixão, Aquino era repórter do “Jornal da Tarde” e não tinha a menor ideia do que era literatura infantojuvenil. Estreou com “A Turma da Rua Quinze” (1989), que fez um sucesso enorme e, depois disso, escreveu mais três volumes e pendurou a chuteira juvenil para se dedicar aos adultos.
  • Milton Rodrigues Alves, um dos ilustradores da série, conta que para ilustrar “O Caso da Borboleta Atíria” passou um tempo internado no Museu de Zoologia, pois na época não havia internet para pesquisar e, o melhor método, era ver as espécies ao vivo e à cores.
  • A editora não divulga números, mas acredita-se que somente a obra “A Ilha Perdida”, de Maria José Dupré, já ultrapassou a marca de 2,2 milhões de exemplares vendidos.
  • A série ajudou a fortalecer a Editora Ática e a mesma informou em 2014 que tem planos de lançar a coleção em formato digital. Vamos aguardar, né?

Bem, vou ficando por aqui.

E você, leitor, tem algum livro dessa coleção que gostava? Conte para nós!

Até a próxima!

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Paula Souza

É Editora e Autora do UniversoNERD.Net. Professora de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, amante de leitura e Literatura, além de gamer nas horas vagas.