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Pit People: Um RPG Que Inova Na Estratégia

Pit People: Um RPG Que Inova Na Estratégia

Eu realmente estou admirando o estúdio The Behemoth, pois encontrou sucesso sem recorrer à sequelas, traçando um curso variado com Alien Hominid, Castle Crashers e BattleBlock Theatre. Agora, o game mais recente, Pit People, representa outro gênero: é uma aventura de estratégia baseada em turnos.

E conseguiu inovar de forma simples e divertida!

Pit People figura 1 - Pit People: Um RPG Que Inova Na Estratégia

E Pit People seria o melhor lançamento indie do ano até o momento?

É fato que o desenvolvedor conseguiu aprimorar seu estilo, humor e arte ao longo dos anos, ganhando confiança para assumir projetos maiores e mais ambiciosos. Pit People reflete bem isso e podemos dizer que é a produção mais estranha de Behemoth até o momento, com “cupcakes vivos” e personagens como a mãe do troll e pequenos filhos gremlin (além de outros mais) para entupir o campo de batalha.

No começo, achei a natureza do game eclética e quase despreocupada. O jogo remete a um fazendeiro em uma jornada para resgatar seu filho de um gigantesco ovo estranho e inusitado. É uma premissa ousada, que vai ainda mais longe, enquanto você escolhe companheiros e enfrenta novos desafios.

Em algum momento, você poderá estar lutando contra um monstro marinho ou explorando o mapa do mundo para capturar um “cavalo arco-íris” que possui um chifre explosivo. Minha primeira impressão de Pit People é que a história, o cenário e os personagens estão muito próximos de um clima do bem, mas esse sentimento começou a passar uma hora depois de “serem jogados no fundo”, pois acordei com uma “garrafa de ideias” na mão e resolvi abraçar este jogo diferente e conhecer mais um pouco.

É um jogo extremamente estranho, mas no bom sentido da coisa… além de irreverente!

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Se você já jogou muitos games no estilo SRPG (jogos táticos de RPG) antes ou não, há um pouco de uma curva de aprendizagem. As batalhas baseadas em turnos são jogadas em uma grade hexadecimal, mas você não tem controle sobre quem suas unidades atacam… bem, não exatamente. Você vai colocá-los em posição e bloquear na sua vez, então eles farão o que “acharem” melhor. É difícil desistir do controle de precisão, mas há algumas maneiras de se acostumar em torno disso. As unidades de distância, em particular, muitas vezes podem ser colocadas de tal forma que só terão um único alvo que você desejará atingir. Dito isto, o game parece ser caótico, surpreendente e esta abordagem funciona na maior parte da história.

Em jogos estratégicos, eu busco pelo menos atingir um ponto em que me conformo com a composição da minha equipe, caso contrário é fácil perder o interesse em seguir em frente. Nunca cheguei a esse ponto no Pit People e há alguns motivos para isso, pois todas as quests da história principal (e até muitas das missões secundárias) têm seu próprio “gancho” e raramente serão tão diretas como “Vá matar tudo pela frente!”. Os desenvolvedores fizeram um ótimo trabalho de brincar com as expectativas e fugir dos padrões deste gênero.

Além de tudo que abordei, você poderá capturar o último inimigo, seja em uma batalha que iniciou no mapa do mundo ou um mini-chefe difícil em uma missão principal. Essa dinâmica pode fazer com que as batalhas mais rotineiras se envolvam quando você tentar não matar acidentalmente seu próximo recruta.

Há também um incentivo para continuar capturando, pois o game possui um monte de armas e uma quantidade absurda de itens conhecidos como cosméticos à disposição.

Pit People figura2 - Pit People: Um RPG Que Inova Na Estratégia
Os elementos de captura também afetam a equipe, mas são interessantes. Os pontos fortes, fracos e sinergias são o sonho de um estrategista. Você pode, por exemplo, combinar um cogumelo com zumbis e robôs; pois se tornam mais resistentes e imunes ao veneno. Você poderá usar um mascote para atrair companheiros de uma equipe próxima e, em seguida, transportá-los para segurança em um “Spidaur”. Quer mais? Você poderá optar por ser uma praga como um exército de kobolds difíceis de se atingir.

Também vale a pena recomendar o apoio cooperativo que existe no game, pois o mesmo pode ser jogável com um amigo online ou offline. O co-op não foi uma abordagem tardia e, ao contrário de Castle Crashers e BattleBlock Theatre, acho que se torna mais interessante em uma configuração de grupo.
No que me tocou, o estúdio Behemoth é agora um dos meus favoritos quando se trata de indie games. E enquanto Pit People está recebendo a coroa como meu novo jogo favorito do estúdio é, de fato, um jogo imperfeito, mas criativo e inovador. De qualquer forma, vale a pena um pouco do seu tempo.

Pit People já se encontra disponível para Xbox One e PC (via Steam)… 🙂

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Reinaldo Vargas

É Idealizador e Autor do UniversoNERD.Net. Gamer desde o Atari 2600, Streamer, Blogueiro e Professor Universitário de profissão e paixão. Sempre informado sobre games, tecnologia, ciência e ensino. Um Xbox Gamer, Insider e Preview, adora a Bethesda e a Rock Star e ama produzir conteúdo. Gamertag: reavargas