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Multiplayer E Interatividade: Then And Now

Multiplayer E Interatividade: Then And Now

Tinha um tempo em que o multiplayer era só na sua casa, não existia internet, Xbox Live, PSN ou Nintendo Network, tinha só uma tela e dois jogadores sentado um do lado do outro. Todos (penso eu) conhecemos o jogo Pong (ou o mais antigo Tennis for Two) e estes jogos “multiplayer” só podiam ser jogados na mesma sala, perto um do outro, rindo com ou xingando o adversário que podia responder com um tapa na cara.

Desde os anos 1970, tivemos muita evolução nisso, muita coisa mudou, onde algumas ficaram e outras foram perdidas, mas muitas outras foram adicionadas!

Desde uma tela e no máximo 2 pessoas, passamos aos LAN Party, onde a internet não era tão boa pra se jogar em 2 lugares diferentes (só poucos conseguiam fazer isso) e a solução era que todos se juntassem em um só lugar, onde podiam conectar seus próprios PCs na LAN e conseguissem passar toda a noite jogando juntos. As LAN House “nasceram” para isso, na maioria das vezes.

Com a chegadas dos consoles, o gaming se tornou muito mais comum e com isso o multiplayer, pouco a pouco, chegou em todas as casas com o famoso split-screen que todos na infância adorávamos (e odiavámos quando tinha que chutar um pênalti). Com telas divididas em até 4 jogadores, tinha como se divertir em grupo com a mãe nos fazendo passar vergonha e nos chamando com o apelido que só ela usava.

Jogar na internet era ainda para poucos, os consoles podiam fazer isso, mas era mais fácil continuar com uma lan party através da LAN caseira ou conectando 2 consoles juntos. Logo depois, as desenvolvedoras destes consoles começaram a estudar uma solução que podia levar mais interatividade para este hardware.

A SEGA e o seu “Sega Network System” (só ativo no Japão) foram criadas para isso e através de um “Mega Modem” dava para conectar o seu “Mega Drive” (ou Genesis) para esta rede, onde podia baixar no seu cartucho os jogos da “Game Toshokan” (ou livraria de jogos).

A SEGA continuou com as tentativas de uma Game Network trazendo para os EUA um sistema parecido ao que operava no Japão, o “Sega Channel”, onde as empresas, observando o que estava acontecendo no mundo dos videogames, começaram a trabalhar nisso, com hardware externo para conectar um console criado sem esta possibilidade ou para conversas entre jogadores e…

… aos poucos chegamos na criação das redes que todos nós (ou quase) utilizamos diariamente.

Com a banda-larga se espalhando e consoles com capacidade de conexão avançada, chegamos nas redes Xbox Live, PSN e Nintendo Network, tecnologias que mudaram muito o mercado dos videogames.

Com a chegada destas networks e por causa de limitações técnicas, os split-screen quase desapareceram, deixando a possibilidade de jogar multiplayer só para quem tinha uma conexão boa ou de trazer 2 consoles e 2 TVs para a própria casa, coisa que com TV de tubo catódico muitas vezes era “impossível”.

Cada um em sua casa, microfone e fone de ouvido para falar com os amigos. Quantas amizades começaram assim, quantas acabaram por isso? Mas isso foi o que por muitos anos conduziu o mercado. Se o meu amigo tinha uma console, eu iria comprar o mesmo (se não tinha dinheiro para comprar mais do que um). Os anos foram passando, com consoles sendo comprados e vendidos, amigos perdidos na troca de consoles e outros achados online,  jogando juntos por horas sem se conhecer, consolidando o multiplayer desde um máximo de 4 pessoas em split-screen até jogos com 400 jogadores juntos no mesmo mapa.

E tudo isso deverá aumentar, com novas técnicas e tecnologias.

Neste último período (~1 ano) começamos a ouvir a palavra “cross-play” e isso, simplesmente, é a destruição das barreiras entre plataformas e que permitirá aos jogadores de uma mesma plataforma jogar junto a outros jogadores de outras plataformas. Depois de cerca de 50 anos, as barreiras entre escolhas e gostos poderão cair e criar uma grande comunidade de vídeo jogadores, mas este último período nos trouxe muito mais, pois não estamos mais “limitados” a jogar e a interatividade chegou para mudar o jogo!

Mixer, Twitch, YouTube Gaming e outras plataformas introduziram uma nova forma de aproveitar o mundo gamer, com a possibilidade de ver, interagir e tomar decisões no jogo de uma outra pessoas, desde “Twitch plays Pokémon” com as muitas pessoas comandando uma personagem, até Deep Rock Galactic e The Darwin Project onde quem assiste pode mudar o jogo completamente, ajudando ou atrapalhando os jogadores com prêmios ou castigos e graças a última atualização do Mixer, poderá ter o controle do jogo de uma pessoas que você estava assistindo, seja ajudando ou atrapalhando diretamente o seu streamer favorito (ou odiado).

Falando de jogos, os multiplayers competitivos ficaram mais ou menos a mesma coisa: os jogos mudaram, mas as mecânicas eram as mesmas de sempre. Agora, estamos vendo uma evolução no co-op onde até pouco tempo atrás tinha modo cooperativo onde um jogador a mais ajudava simplesmente com “2 mãos a mais” para bater nos zumbis. A diferença é a especialização, pois agora cada personagem possui um papel. Isso já era assim nos MMORPG, onde sem Tank e Healer, muitas vezes nem era possível de chegar perto do primeiro boss do Dungeon. Mas agora esta mecânica está chegando em outros jogos, como…

… Sea of Thieves e Deep Rock Galactic, onde cada um terá que cumprir um papel da melhor forma.

E daqui a pouco, vamos poder voltar às origens com um projeto muito peculiar, “Way Out” onde não tem como jogar sozinho, somente em split-screen, e escolher jogar co-op com uma pessoa ao seu lado ou online.

Como vimos aqui, tivemos uma evolução muito grande entre os primeiros jogos feitos usando um osciloscópio até juntar milhões de pessoas jogando os mesmos jogos em plataformas diferentes.

Todos juntos para um único objetivo… a diversão!

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Daigor Landi

É Autor/Colaborador do UniversoNERD.Net. Gringo trabalhando como desenvolvedor software, obcecado por videogames e tecnologia. Passo o tempo entre Xbox, trabalho e ouvir os xingamentos de quem revisa os meus artigos!