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Mulheres Gamers Estão Em Plena Ascensão… Mas Continua Um Problema Importante!

Mulheres Gamers Estão Em Plena Ascensão… Mas Continua Um Problema Importante!

Os games evoluíram dramaticamente ao longo dos anos e de um experimento científico para um passatempo mundial e para uma indústria multibilionária em expansão. Parte desse desenvolvimento inclui uma grande mudança na cultura dos jogos eletrônicos; muitos homens com fones de ouvido que pairam em torno de computadores e consoles, ainda em grande quantidade, não sabem definir uma “imagem de bom rapaz” para as jogadoras. Por isso que trago uma pesquisa que revela porque as mulheres gamers estão baixando e jogando jogos em seus smartphones e tablets mais do que nunca. Fique à vontade para opinar!

Na verdade, cerca de 65% das mulheres com idades entre 10 a 65 anos jogam em dispositivos mobile nos EUA, de acordo com um estudo do Google Play e Newzoo em 2017. Esse mesmo relatório também indica que as mulheres compõem quase metade dos jogadores que se dedicam mais nesses dispositivos.

Mas ainda há um problema… Enquanto as mulheres estão jogando em números sem precedentes, ELES ainda têm sentimentos complexos do ambiente, na maioria graves, sem saber respeitá-las!

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As mulheres gamers precisam ser mais valorizadas… Olha a Anita Sarkeesian com uma coleção maravilhosa do Xbox 360, PS3 e Wii!

A vantagem dos dispositivos mobile para a distração das mulheres

Em parceria com o Google Play, a Refinery29 criou uma experiência para a mulher moderna com os games, entrevistando uma série de jogadoras ávidas e especialistas do setor industrial para obter uma visão holística sobre algumas práticas da indústria. Então vamos conhecer alguns dos dados e refletir a respeito.

Uma grande variedade de games, muitos dos quais estão disponíveis por um baixo valor ou são gratuitos, ajudam a explicar o viés atual para aplicativos de jogos nos dispositivos mobile. Os desenvolvedores e editores estão “fazendo um melhor trabalho com o marketing dos games que têm um apelo mais amplo no smartphone/tablet do que no PC ou nos consoles“, disse o fundador da Electronic Entertainment Design and Research, Geoffrey Zatkin, durante a Conferência dos desenvolvedores de jogos ocorrida em 2016.

O sucesso dos chamados “jogos casuais”, como Candy Crush Saga, Pokémon Go, Kim Kardashian: Hollywood e Words With Friends serve de prova. O game Kim Kardashian, por exemplo, popular para uma audiência dirigida por mulheres em particular, gerou aproximadamente US$ 74,3 milhões sozinho e somente durante os primeiros seis meses após seu lançamento, que ocorreu em junho de 2014.

Um game em um smartphone (principalmente) ou até mesmo um tablet se torna mais conveniente quando comparado às plataformas clássicas. “Antes do advento do celular, uma pessoa sentava em frente à TV para poder jogar”, disse Joe Lazarus, antigo CMO da Backflip Studios, um estúdio de games mobile, para Forbes. “Agora, os games estão sempre conosco e em qualquer lugar”.

Jogamos esperando um sanduíche ficar pronto ou aguardando o ônibus.

A capacidade de fazer o download instantâneo dos games, em casa ou fora dela, cria uma integração perfeita dos games voltados para os dispositivos mobile na movimentada vida de mulheres contemporâneas que procuram uma maior flexibilidade. “Historicamente, as mulheres não foram particularmente bem servidas pela natureza sedentária e distribuição limitada de games tradicionais”, disse Lazarus. 

Os pontos de vista são consistentes com a pesquisa do Centro de Pesquisa Pew de 2015 com relação à visão dos norte-americanos para com os dispositivos mobile. A organização descobriu que, embora raramente deixamos nossos smartphones longe, os games podem servir para um propósito importante… o “preenchimento” do tempo quando não há mais nada para se fazer naquele momento.

Frances Troche, que trabalha para um grupo de tecnologia voltado para o desenvolvimento de games mobile, começou a jogar quando tinha 5 anos. “Eu conheci os games graças a minha mãe”. Anos depois durante o ensino médio, Troche recebeu seu primeiro celular e desenvolveu interesse por jogar em aparelho móvel. “A razão pela qual eu amo tanto o jogo é porque me ajuda a sair um pouco da minha mente… Eu posso ser um personagem, geralmente prefiro uma mulher forte e sempre escolho personagens femininas “.

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Cada vez mais as mulheres estão jogando em dispositivos mobile! Mas será que é só por causa das vantagens citadas acima?

Mas ainda existem situações que NÃO são flores!

Apesar do crescente interesse feminino nos games, o Google Play e o Newzoo determinaram o quadro dos games mobile no mundo atualmente, sendo que os homens ainda são destacados à frente neste cenário. Por exemplo, dos 100 melhores games no quesito arrecadação e presentes no Google Play, 44% apresentam ícones de aplicativos com faces masculinas. Além disso, 60% das mulheres nos EUA jogam preferencialmente nos dispositivos mobile e cerca de 30% dos games destes dispositivos são feitos para mulheres.

Mesmo com este crescente cenário, uma gamer anônima enfatizou: “Sinto que sempre haverá um estigma quando você for um jogador do gênero feminino, pois se torna um estereótipo, quando as pessoas não te conhecem”. Pesquisas adicionais sugerem que as mulheres se sentem pressionadas a mascarar suas identidades enquanto jogam. “A maioria das jogadoras em todo o mundo não dizem que são uma garota, porque se um cara perder para uma garota em qualquer game que seja, ele vai assustar”.

Em 2014 o escândalo “GamerGate”, que surgiu no mundo dos videojogos, levou a um debate em escala mundial sobre misoginia e ataques online contra as mulheres gamers, muitos dos quais incluíam ameaças violentas. Desde então, infelizmente, o cenário não mudou muito. De acordo com o Google Play e o Newzoo, 25% dos homens nos EUA que jogam nos dispositivos mobile concordam que passariam mais tempo no game se soubessem que estavam jogando com ou contra jogadores de seu próprio sexo. Esse número terrível aumenta para 47% se considerarmos os homens que jogam 10h ou mais por semana.

Um relatório da International Game Developers Association, em sua Pesquisa de Satisfação do Desenvolvedor ocorrida em 2016, também expõe que apenas 27,8% da indústria dos games contém mulheres, transexuais ou outro gênero que não seja o masculino. Essa falta de diversidade e inclusão tem múltiplos efeitos negativos, desde a forma como as mulheres são fisicamente representadas nos games até a quantidade limitada de desenvolvedores de jogos do sexo feminino. Já está mais do que na hora de todos se conscientizarem!

Temos que mudar isso e precisamos de mais mulheres criando games!

Outra mulher gamer que não quis se identificar também disse durante a pesquisa: “Qualquer personagem do sexo feminino em um videogame é criado para ter peitos obscenamente grandes, uma minúscula cintura e um bumbum atraente. Trata-se de apelação sexual” e destaca… “Realmente não há muito mais profundidade em personagens femininos nos videogames”. Outra pessoa sugeriu que as perspectivas distorcidas são intencionais e os culpados são os próprios homens: “Os jogos geralmente são feitos por homens, então é um ponto de vista do homem neste mundo em que vivemos”. De fato!

Yuxin Goa, uma estudante e desenvolvedora de games mobile, tem como objetivo ajudar a quebrar essa barreira que insiste em existir em nossa sociedade. Através de seus games, ela enfatiza protagonistas e heroínas femininas em vez de princesas que precisam ser salvas. “Eu crio meus jogos para falar sobre bravura, intimidade, conexão, vulnerabilidade”. E também destaca… “O mundo dos games precisa ser mais encorajador, amigável e inclusivo para todos os tipos de experiências, diferenças e expressões artísticas”.

À medida que empresas importantes da indústria de games continuam a evoluir criando oportunidades iguais para as mulheres, o mercado precisa se direcionar para a fatia mais importante, diz Stephanie Llamas, vice-presidente de pesquisa e estratégia da SuperData Research. “A representação sempre virá da experiência de quem cria. Portanto, para representar mulheres, você precisa de desenvolvedoras”.

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Confira também o artigo “Mulheres Gamers: Uma Realidade Bela E Difícil” publicado aqui no Blog em 3 de Janeiro de 2018!

Mulheres gamers e uma reflexão final…

Para Troche, que transformou seu hobby em jogos em um “trabalho dos sonhos”, isso parece mais do que possível. “Se você quiser entrar no mundo dos games, em qualquer tipo de capacidade, basta fazê-lo”, diz ela. “Encontre apenas outras pessoas que também compartilhem sua paixão e acredite que você pode fazer isso”.

As mulheres devem ser respeitadas em todos os setores e a sociedade como um todo deve criar uma relação cultural consistente e harmoniosa com isso. Não importa a plataforma de sua preferência e sim, o quanto que você respeita seus amigos, independentemente do gênero e de qualquer outra coisa. Vamos mudar este cenário e trazer cada vez mais as mulheres para as jogatinas nos consoles, no PC, nas comunidades de cada plataforma e, principalmente, no desenvolvimento de games.. Faça sua parte!

Juntos seremos mais fortes… 🙂

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Reinaldo Vargas

É Idealizador e Autor do UniversoNERD.Net. Gamer desde o Atari 2600, Streamer, Blogueiro e Professor Universitário de profissão e paixão. Sempre informado sobre games, tecnologia, ciência e ensino. Um Xbox Gamer, Insider e Preview, adora a Bethesda e a Rock Star e ama produzir conteúdo. Gamertag: reavargas