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Final Fantasy XII: The Zodiac Age

Final Fantasy XII: The Zodiac Age

Após 11 anos do lançamento original em 2006 e considerado como um dos últimos grandes games do Playstation 2 (PS2), “Final Fantasy XII: The Zodiac Age” é também um dos últimos grandes JRPG’s (1) do período de ouro deste gênero. Entretanto, o game retorna com uma remasterização para o PS4.

O game remasterizado reestreia no ocidente hoje, 11 de Julho, exclusivamente para PS4!

Este post contém informações e curiosidades do game, mas antes aconselho a você, caro leitor, assistir ao vídeo do Canal do YouTube PSX Brasil (abaixo), com a finalidade de compreender melhor tudo que está contido neste texto. Para ativar as legendas em português, clique primeiro no ícone que representa uma engrenagem, depois em “Legendas/CC” e finalmente em “Português (Brasil)”.

Final Fantasy, novidades e curiosidades…

A origem de “Final Fantasy XII: The Zodiac Age” começa com Final Fantasy XII original, lançado para PS2. O game teve a honra de receber muitos prêmios com seu sistema único de jogo e que concedia aos jogadores grande liberdade e habilidade e, também, pelos gráficos que usavam as capacidades do hardware até seus limites, em um mundo chamado Ivalice e que herda os genes de “Final Fantasy Tactics”.

Com o lançamento dessa remasterização, é fácil perceber o quanto o game é considerado como poucos da sua geração. É uma verdadeira “visão” do que o futuro poderia trazer e que, apesar de muito criticada pelos fãs mais tradicionais na época do lançamento original, ao longo dos anos tem tido o seu valor reconhecido.

E isso é um bom sinal que, mesmo após um conturbado período de desenvolvimento, o game tenha sido lançado com uma “visão” tão à frente do seu tempo. Mas, é claro, que teve forte influência dos MMORPG’s (2) no começo dos anos 2000. Mesmo assim, o game já buscava fazer algo que parecia impossível naquela época; ou seja, trazer para os games do tipo single-player a experiência de explorar um “mundo vivo” e vibrante que os primeiros do gênero começavam a apresentar em suas histórias.

E podem esperar um mundo medieval com diversos toques de magick (3) e muita tecnologia!

Precisamos reconhecer a ótima qualidade gráfica que a equipe de desenvolvimento alcançou nesta remasterização, uma vez que o game não foi reconstruído como alguns remakes mais recentes, mas sim com suas animações, personagens, ambientes e cutscenes ganhando um acabamento de alto nível, que supera alguns dos principais games lançados na geração do PS3. Além disso, a trilha sonora foi toda reorquestrada, dando um charme ainda maior para uma das mais belas trilhas da franquia.

E tem boas novidades neste game… Um dos grandes méritos desta versão foi a introdução do novo sistema de “Gambits”, uma série de ordens que podem ser dadas aos personagens, cada uma sendo ativada quando um determinado critério é atingido, seja quem ele vai atacar ou curar e de qual maneira isso será feito. Mas fiquem tranquilos, pois o objetivo deste texto não é dar spoilers que comprometam a imersão!

Outras novidades estão inseridas no sistema de combate e foca dar mais agilidade às batalhas e tornar o novo sistema mais próximo possível de um RPG de ação, sem acabar completamente com o sistema de turnos, já que ainda existe uma barra a ser preenchida antes de realizar cada ação.

Além disso, o jogador possui bastante controle sobre as ações de todos os personagens.

A união entre o novo sistema de gambits e seu combate mais ativo, além do fim dos encontros aleatórios resulta em um dos mais belos e ricos mundos já construídos pela Square-Enix, tornando “Final Fantasy XII” como uma das mais impressionantes experiências de “mundo aberto”que se poderia ter naquela época.

Agora, uma coisa é interessante de destacar… É possível sair andando de qualquer lugar até outro no mapa, pois “Ivalice” inteiro é uma série de grandes áreas interconectadas e, em razão da redução enorme dos tempos de loading nessa remasterização, acaba sendo mais agradável do que em muitos outros games lançados no atual “boom” de mundos abertos. Outro fator que contribui e muito para isso é o acréscimo de um modo para dobrar ou quadruplicar a velocidade do game, que é extremamente útil e, depois de poucas horas, acaba se tornando o padrão para a exploração do mundo disponível.

As melhorias gráficas e técnicas não são as únicas novidades que chegam ao ocidente com esse remaster, pois “The Zodiac Age se refere a uma das maiores mudanças que um game da série já recebeu em um relançamento e que era exclusivo do Japão desde “Final Fantasy XII: International Zodiac Job System”.

O game remasterizado será lançado no próximo dia 13 de Julho no Japão.

No game original havia um tabuleiro no qual o jogador comprava as licenças que desbloqueavam as melhorias dos personagens. Desta vez os personagens são divididos em 12 diferentes “Jobs, cada qual representado por um signo do zodíaco. A ligação está relacionada com as tradições da chamada “Ivalice Alliance” (que representa o conjunto dos seis jogos que se passam em Ivalice). E temos os “summons”, chamados também de “Espers”, são os mesmos de Final Fantasy Tactics e também estão ligados aos signos.

Desta vez existem variações de “jobs” para inserir maior responsabilidade nas escolhas tomadas durante a evolução de cada um dos seis membros da partida, sendo possível escolher até dois “Jobs” para cada personagem (o primeiro no começo do game e o segundo mais adiante). E é através desse sistema que são liberados os “espers”, “quickenings”, ataques especiais e golpes exclusivos de cada um dos personagens.

Existe a possibilidade de dobrar a velocidade dos personagens. Além disso, temos o acréscimo do Trial Mode, uma série de desafios de combate que dão ao jogador recompensas que podem ser utilizadas na campanha principal, e também do Weak Mode, modo no qual os personagens não evoluem.

E por mais que muitas remasterizações sejam desnecessárias, parece não ser o caso deste game!

Ilustração do gameplay de “Final Fantasy XII: The Zodiac Age 4”.

Como para tudo existe prós e contras, infelizmente o game só possui a opção de audio em inglês ou japonês e legendas apenas em inglês, mas remasterizar este game e trazer diversas melhorias, além das novidades, não deverá tirar o “brilho” para os jogadores que não falam japonês e mesmo o inglês.

Essa é a remasterização de um dos melhores RPG’s já desenvolvidos para o universo dos games. Se você ainda não jogou no passado, essa é a oportunidade ideal para experimentar, e mesmo sendo um game com mais de uma década, supera muitos outros games lançados mais recentemente.

Até o próximo post e uma ótima semana!

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(1) JRPG ou “Japanese role-playing game” é um gênero de jogo em que o jogador controla as ações de um personagem imerso num mundo definido, incorporando elementos e compartilhando terminologias e ambientações da cultura japonesa.

(2) MMORPG ou “Multi Massive Online Role-Playing Games” é um gênero que representa os jogos de computador online de RPG (Role-Playing Game) comportando vários jogadores e que podem interagir.

(3) Magick: É a ciência e/ou a arte de provocar mudanças de acordo com a vontade.

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Reinaldo Vargas

É Idealizador e Autor do UniversoNERD.Net. Professor Universitário e gamer nas horas vagas. Sempre informado sobre ensino, ciência, tecnologia e games.