NEWS!

Capitão Sete… O Primeiro Herói Da TV Brazuca?

Capitão Sete… O Primeiro Herói Da TV Brazuca?

Durante esta semana, resolvi criar uma enquete no grupo do Projeto Universo NERD no Facebook para receber o feedback dos membros sobre o que gostariam de ler e interagir dentro do grupo. As respostas foram rápidas, além das minhas expectativas e, em nome de toda a equipe, agradeço e muito, pois é de suma importância esta interação com nossos membros, leitores, seguidores nas redes sociais, mais ainda no grupo do Facebook, onde é o canal oficial e mais adequado para a interação de todos com nossa equipe.

Mas deixando o “discurso” acima de lado, uma das sugestões, escritas pelo leitor Andson Ribeiro, é abordarmos sobre “o primeiro super-herói a chegar às telinhas brazucas”. Estamos anotando todas, mas essa já foi escolhida como a primeira a se tornar um post do Blog, com informação e curiosidades a respeito. E por acaso, leitores… vocês já viram ou ouviram falar do “Capitão Sete“?

Não é fácil peneirar a internet com precisão para saber a respeito do primeiro herói ou “super-herói” a chegar às telinhas brazucas, mas que tal irmos por partes? Vamos abordar, antes de tudo, sobre um dos primeiros heróis nacionais a aparecer na televisão brasileira e, em futura postagem, abordaremos sobre o primeiro a chegar às telinhas, independentemente de ser nacional ou estrangeiro.

Quem foi o Capitão Sete?

Um dos primeiros super-heróis brasileiros surgiu nos anos 1950 na televisão. Seu nome é “Capitão Sete“, conhecido como o “super-homem brasileiro”. Foi criado por seu próprio intérprete, Ayres Campos. Durante sua vida na TV, a série era transmitida ao vivo e o personagem não tinha nenhum tipo de “superpoder”, afinal de contas, não tinha como o Capitão Sete voar com a tecnologia da época.

Tudo era filmado na base do improviso e uma falha seria prejudicial para a produção de cada episódio.

Ao todo foram mais de 500 episódios, gravados ao vivo e destacando um herói nacional lutando contra a injustiça e o crime, na mesma época em que eram exibidas as séries brasileiras “O Vigilante Rodoviário” e “Falcão Negro”. Aliás, personagens populares da época e que serão abordados em posts posteriores.

capitao sete 2 - Capitão Sete... O Primeiro Herói Da TV Brazuca?

Um pouco da história com curiosidades…

O Capitão Sete tinha uma assistente, Idalia de Oliveira, que era na época a garota-propaganda da TV Record. Ele possuía uma nave que servia para observar e monitorar as atitudes das pessoas. Quando encontrava alguém em apuros, descia da nave, vestia seu capacete e roupa contendo um “sete” atravessado por um relâmpago na região peitoral. Óbvio que o número sete era devido ao canal 7, até hoje a Record.

As pessoas associavam o Capitão Sete, como o “herói da TV Record” ou “herói do 7”!

O Capitão Sete não pode ser considerado um super-herói como “enxergamos” atualmente. O personagem fazia mais o estilo “Flash Gordon”, que foi evoluindo a medida que a história avançava durante os episódios. No início, não voava e usava somente espadas e/ou pistolas que disparavam raios. Seria muito legal colocar algum vídeo para podermos vislumbrar esse seriado mas, infelizmente, os filmes originais foram perdidos durante um incêndio que ocorreu na emissora em 1960. Se alguém tiver uma cópia de um ou mais episódios completos e que esteja ainda em bom funcionamento, terá em mãos uma raridade da TV brasileira!

capitao sete capa - Capitão Sete... O Primeiro Herói Da TV Brazuca?

A origem deste super-herói está relacionada com sua infância, pois numa pequena cidade do interior paulista, sua família ajudou um “alienígena” que, em troca, cuidou da educação do pequeno Carlos (nome do personagem) em seu planeta de origem. Quando retornou, o jovem obteve alguns “superpoderes”.

O programa, na forma de história em episódios, era em preto e branco, mas o figurino do herói era originalmente de colorações azul e preta. Na década de 1950, a série era escrita por vários roteiristas e, posteriormente, por Alice Maio Miranda que ficou responsável pela série até o último mês de sua gravidez.

Alguns meses depois, a série não teve mais sequência e parou de ser televisionada.

Em função do sucesso entre o público infantil, foi criado um clube, apoiado pelo personagem e patrocinado pela empresa Vigor, que incentivava crianças e jovens a manter um corpo sadio, ter amor aos estudos e não agir com violência. Para se associar ao “Clube do Capitão Sete” as pessoas tinham que juntar 10 tampas do leite Vigor da época e que era vendido em garrafas de vidro. Depois, era só entregar na sede do cube para receber o simbólico diploma e a carteirinha durante uma cerimônia que contava com a presença do herói.

Agora, da TV para os quadrinhos…

O ator patenteou o personagem, licenciou-o para vários produtos e conseguiu o patrocínio da Vigor. A partir deste momento, a ideia era transformar seu personagem em herói de quadrinhos e licenciou o Capitão Sete para a Editora Continental. A adaptação ficou a cargo do diretor artístico Jayme Cortez. Segundo relatos, Cortez se preocupou mais em “dar vida” e conteúdo ao personagem do que Campos, que visava unicamente o bolso do consumidor, seja com o programa de TV ou através da fábrica de uniformes do seriado.

Ayres Campos fez de Capitão 7 um sucesso e lançou diversos produtos com a marca.

No universo dos quadrinhos, Jayme Cortez transformou o Capitão Sete num “herói voador” e, junto com seu grupo de desenhistas, criaram todas às histórias, sendo a maioria com participação de Hélio Porto. A revista nº 1, desenhada por Júlio Shimamoto, foi publicada em 1959.

capitao sete 3 - Capitão Sete... O Primeiro Herói Da TV Brazuca?

Para o seguimento da série, os desenhistas eram Getulio Delphim, Jitahi, Juarez Odilon, Osvaldo Talo e Sérgio Lima e os roteiristas eram Gedeone Malagola, Helena Fonseca e Hélio Porto.

Em sua identidade civil, Carlos é um brilhante químico e quando a situação exige a presença de um herói, se transforma no Capitão Sete. A partir dai é capaz de voar e se mover com grande velocidade, além da “super força” e de resistir a ambientes inóspitos (como, por exemplo, viajar no vácuo). Como em toda história de herói, existe também o vilão! E este vilão foi criado por um bandido de nome “Cid”, que foi capturado pelo Capitão Sete. Na prisão, o vilão tenta escapar e acaba por destruir todo seu rosto nas cercas elétricas. Cid, então, jura vingança contra o herói passando a utilizar uma máscara e assumindo a identidade do “Caveira”.

O legado nos quadrinhos durou cerca de 54 edições, até 1964. A grande diferença entre a série de TV e a revista em quadrinhos é que, pela limitação da tecnologia para os recursos de televisão, os artistas das HQs eram livres para desenhar o Capitão Sete, voando, levantando um veículo que pesa toneladas, enfim, colocando em prática seus superpoderes concedidos pelo alienígena.

E num tempo não muito distante…

Na década de 1980, Ayres criou uma empresa com o nome de Capitão Sete e que comercializava fantasias de vários super-heróis para o público infanto-juvenil. O sucesso foi tanto que o personagem ganhou uma revista promocional que foi distribuída como brinde, na compra de suas fantasias.

Em 11 de Junho de 2003, o ator e empresário Ayres Campos faleceu aos 80 anos. Entretanto, seu legado continuou vivo em 2006, pois a Marisol S.A. lançou, na revista Triplik (revista mensal oficial das marcas Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre), novas HQs, tendo como roteirista e ilustrador Danyael Lopes, onde o Capitão Sete foi ilustrado, inclusive, com recursos de computação gráfica.

Ainda em 2003, o programa “Arquivo N” da Rede Globo relembrou programas infantis dos primórdios da TV brasileira. E o Capitão Sete foi citado no trecho do vídeo abaixo, que está no Canal BAUDATV do YouTube.

Em 2010, a família de Ayres Campos autorizou o jornalista e roteirista Roberto Guedes a publicar um encontro entre o Capitão Sete e o “Fantastic Man”, uma criação de Tony Fernandes e ilustrado por Carlos Henry.

Agora que você sabe um pouco deste “super-herói” da década de 1950, fique atento no Blog que mais posts a respeito do tema “o primeiro super-herói a chegar às telinhas brazucas” serão publicados em breve.

Até o próximo post!

_________________________________________________

Se você gostou deste post, não deixe de participar através de sugestões, críticas e/ou dúvidas. Aproveitem para assinar o Blog, curtir a Página no Facebook, interagir no Grupo do Facebook, além de acompanhar publicações e ficar por dentro do Projeto Universo NERD, de sorteios, concursos e demais promoções!

Durante esta semana, resolvi criar uma enquete no grupo do Projeto Universo NERD no Facebook para receber o feedback dos membros sobre o que gostariam de ler e interagir dentro do grupo. As respostas foram rápidas, além das minhas expectativas e, em nome de toda a equipe, agradeço e muito, pois é de suma importância esta interação com nossos membros, leitores, seguidores nas redes sociais, mais ainda no grupo do Facebook, onde é o canal oficial e mais adequado para a interação de todos com nossa equipe.

Mas deixando o “discurso” acima de lado, uma das sugestões, escritas pelo leitor Andson Ribeiro, é abordarmos sobre “o primeiro super-herói a chegar às telinhas brazucas”. Estamos anotando todas, mas essa já foi escolhida como a primeira a se tornar um post do Blog, com informação e curiosidades a respeito. E por acaso, leitores… vocês já viram ou ouviram falar do “Capitão Sete“?

Não é fácil peneirar a internet com precisão para saber a respeito do primeiro herói ou “super-herói” a chegar às telinhas brazucas, mas que tal irmos por partes? Vamos abordar, antes de tudo, sobre um dos primeiros heróis nacionais a aparecer na televisão brasileira e, em futura postagem, abordaremos sobre o primeiro a chegar às telinhas, independentemente de ser nacional ou estrangeiro.

Quem foi o Capitão Sete?

Um dos primeiros super-heróis brasileiros surgiu nos anos 1950 na televisão. Seu nome é “Capitão Sete“, conhecido como o “super-homem brasileiro”. Foi criado por seu próprio intérprete, Ayres Campos. Durante sua vida na TV, a série era transmitida ao vivo e o personagem não tinha nenhum tipo de “superpoder”, afinal de contas, não tinha como o Capitão Sete voar com a tecnologia da época.

Tudo era filmado na base do improviso e uma falha seria prejudicial para a produção de cada episódio.

Ao todo foram mais de 500 episódios, gravados ao vivo e destacando um herói nacional lutando contra a injustiça e o crime, na mesma época em que eram exibidas as séries brasileiras “O Vigilante Rodoviário” e “Falcão Negro”. Aliás, estes são personagens populares da época e que serão abordados em posts posteriores.

capitao sete 2 - Capitão Sete... O Primeiro Herói Da TV Brazuca?

Um pouco da história com curiosidades…

O Capitão Sete tinha uma assistente, Idalia de Oliveira, que era na época a garota-propaganda da TV Record. Ele possuía uma nave que servia para observar e monitorar as atitudes das pessoas. Quando encontrava alguém em apuros, descia da nave, vestia seu capacete e roupa contendo um “sete” atravessado por um relâmpago na região peitoral. Óbvio que o número sete era devido ao canal 7, até hoje a Record.

As pessoas associavam o Capitão Sete, como o “herói da TV Record” ou “herói do 7”!

O Capitão Sete não pode ser considerado um super-herói como “enxergamos” atualmente. O personagem fazia mais o estilo “Flash Gordon”, que foi evoluindo a medida que a história avançava durante os episódios. No início, não voava e usava somente espadas e/ou pistolas que disparavam raios. Seria muito legal colocar algum vídeo para podermos vislumbrar esse seriado mas, infelizmente, os filmes originais foram perdidos durante um incêndio que ocorreu na emissora em 1960. Se alguém tiver uma cópia de um ou mais episódios completos e que esteja ainda em bom funcionamento, terá em mãos uma raridade da TV brasileira!

capitao sete capa - Capitão Sete... O Primeiro Herói Da TV Brazuca?

A origem deste super-herói está relacionada com sua infância, pois numa pequena cidade do interior paulista, sua família ajudou um “alienígena” que, em troca, cuidou da educação do pequeno Carlos (nome do personagem) em seu planeta de origem. Quando retornou, o jovem obteve alguns “superpoderes”.

O programa, na forma de história em episódios, era em preto e branco, mas o figurino do herói era originalmente de colorações azul e preta. Na década de 1950, a série era escrita por vários roteiristas e, posteriormente, por Alice Maio Miranda que ficou responsável pela série até o último mês de sua gravidez.

Alguns meses depois, a série não teve mais sequência e parou de ser televisionada.

Em função do sucesso entre o público infantil, foi criado um clube, apoiado pelo personagem e patrocinado pela empresa Vigor, que incentivava crianças e jovens a manter um corpo sadio, ter amor aos estudos e não agir com violência. Para se associar ao “Clube do Capitão Sete” as pessoas tinham que juntar 10 tampas do leite Vigor da época e que era vendido em garrafas de vidro. Depois, era só entregar na sede do cube para receber o simbólico diploma e a carteirinha durante uma cerimônia que contava com a presença do herói.

Agora, da TV para os quadrinhos…

O ator patenteou o personagem, licenciou-o para vários produtos e conseguiu o patrocínio da Vigor. A partir deste momento, a ideia era transformar seu personagem em herói de quadrinhos e licenciou o Capitão Sete para a Editora Continental. A adaptação ficou a cargo do diretor artístico Jayme Cortez. Segundo relatos, Cortez se preocupou mais em “dar vida” e conteúdo ao personagem do que Campos, que visava unicamente o bolso do consumidor, seja com o programa de TV ou através da fábrica de uniformes do seriado.

Ayres Campos fez de Capitão 7 um sucesso e lançou diversos produtos com a marca.

No universo dos quadrinhos, Jayme Cortez transformou o Capitão Sete num “herói voador” e, junto com seu grupo de desenhistas, criaram todas às histórias, sendo a maioria com participação de Hélio Porto. A revista nº 1, desenhada por Júlio Shimamoto, foi publicada em 1959.

capitao sete 3 - Capitão Sete... O Primeiro Herói Da TV Brazuca?

Para o seguimento da série, os desenhistas eram Getulio Delphim, Jitahi, Juarez Odilon, Osvaldo Talo e Sérgio Lima e os roteiristas eram Gedeone Malagola, Helena Fonseca e Hélio Porto.

Em sua identidade civil, Carlos é um brilhante químico e quando a situação exige a presença de um herói, ele se transforma no Capitão Sete. A partir dai é capaz de voar e se mover com grande velocidade, além da “super força” e de resistir a ambientes inóspitos (como, por exemplo, viajar no vácuo). Como em toda história de herói, existe também o vilão! E este vilão foi criado por um bandido de nome “Cid”, que foi capturado pelo Capitão Sete. Na prisão, o vilão tenta escapar e acaba por destruir todo seu rosto nas cercas elétricas. Cid, então, jura vingança contra o herói passando a utilizar uma máscara e assumindo a identidade do vilão “Caveira”.

O legado nos quadrinhos durou cerca de 54 edições, até 1964. A grande diferença entre a série de TV e a revista em quadrinhos é que, pela limitação da tecnologia para os recursos de televisão, os artistas das HQs eram livres para desenhar o Capitão Sete, voando, levantando um veículo que pesa toneladas, enfim, colocando em prática seus superpoderes concedidos pelo alienígena.

E num tempo não muito distante…

Na década de 1980, Ayres criou uma empresa com o nome de Capitão Sete e que comercializava fantasias de vários super-heróis para o público infanto-juvenil. O sucesso foi tanto que o personagem ganhou uma revista promocional que foi distribuída como brinde, na compra de suas fantasias.

Em 11 de Junho de 2003, o ator e empresário Ayres Campos faleceu aos 80 anos. Entretanto, seu legado continuou vivo em 2006, pois a Marisol S.A. lançou, na revista Triplik (revista mensal oficial das marcas Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre), novas HQs, tendo como roteirista e ilustrador Danyael Lopes, onde o Capitão Sete foi ilustrado, inclusive, com recursos de computação gráfica.

Ainda em 2003, o programa “Arquivo N” da Rede Globo relembrou alguns programas infantis dos primórdios da televisão brasileira. E o Capitão Sete foi citado no trecho do vídeo abaixo, que está no Canal BAUDATV do YouTube.

Em 2010, a família de Ayres Campos autorizou o jornalista e roteirista Roberto Guedes a publicar um encontro entre o Capitão Sete e o “Fantastic Man”, uma criação de Tony Fernandes e ilustrado por Carlos Henry.

Agora que você sabe um pouco deste “super-herói” da década de 1950, fique atento no Blog que mais posts a respeito do tema “o primeiro super-herói a chegar às telinhas brazucas” serão publicados em breve.

Até o próximo post!

Tags:
Reinaldo Vargas

É Idealizador e Autor do UniversoNERD.Net. Professor Universitário e gamer nas horas vagas. Sempre informado sobre ensino, ciência, tecnologia e games.